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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Os Perigos Esquecidos na Narrativa Trans

Março 13, 2026

Maria Helena Costa

Num artigo recente publicado no Público (27 de janeiro de 2026), intitulado «“Eu odiava tudo em mim”: quase 3300 pessoas mudaram de género e de nome no Registo Civil desde 2018», somos confrontados com uma narrativa optimista sobre a “mudança de sexo” em Portugal. O texto sublinha que, desde a entrada em vigor da lei em 2018, quase 3300 indivíduos alteraram o seu sexo e nome no registo civil, incluindo 323 menores entre os 16 e os 17 anos. A história pessoal de Xavier — um jovem que aos 16 anos iniciou o processo legal e, posteriormente, tratamentos hormonais e uma mastectomia — é utilizada para ilustrar o alívio e a reconciliação com o corpo. O artigo menciona ainda um alerta de especialistas sobre o aumento do discurso de ódio, que poderia dissuadir mais pessoas de procurarem o reconhecimento legal da sua identidade de género.

No entanto, esta peça, como muitas outras na comunicação social mainstream, promove uma visão unilateral da mudança de sexo, ignorando deliberadamente os riscos graves associados, como as altas taxas de suicídio entre indivíduos trans, mesmo após a transição, e os casos de arrependimento e destransição. Esta omissão não é apenas jornalística; é irresponsável, especialmente quando se trata de menores vulneráveis.

De uma perspectiva crítica da ideologia de género — que questiona a ideologia trans como uma solução universal para o desconforto com o corpo e o sexo biológico —, é essencial equilibrar o debate com evidências científicas que revelam os perigos subestimados. Estudos internacionais mostram que indivíduos transgénero enfrentam riscos mentais significativos, independentemente da transição.

Por exemplo, um estudo dinamarquês de 2023, que acompanhou quase sete milhões de pessoas ao longo de quatro décadas, concluiu que “pessoas trans” têm 7,7 vezes mais tentativas de suicídio e 3,5 vezes mais mortes por suicídio em comparação com a população geral. Nos Estados Unidos, dados do Williams Institute da UCLA indicam que mais de 40% dos adultos trans já tentaram o suicídio ao longo da vida, uma taxa nove vezes superior à média populacional. Estes números não diminuem magicamente após a transição; pelo contrário, algumas pesquisas sugerem que os riscos podem persistir ou até aumentar.

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association em 2023, baseado em dados dinamarqueses, reforça esta preocupação: mesmo em contextos com acesso amplo a intervenções de transição, as taxas de suicídio permanecem elevadas. Outro trabalho, de 2024, no Cureus Journal of Medical Science, analisou mais de 15 mil indivíduos e descobriu que aqueles que passaram por cirurgias de “afirmação de género” tinham um risco 12 vezes maior de tentativas de suicídio nos cinco anos seguintes, em comparação com quem não passou por esses procedimentos.

Estes dados contrastam com a narrativa optimista do artigo do Público, que se foca no «alívio» sem mencionar que, para muitos, a transição não resolve problemas subjacentes como depressão, ansiedade ou traumas não relacionados com o sexo do indivíduo. Em vez disso, pode exacerbar vulnerabilidades, especialmente em jovens cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento e que podem confundir disforia de género com outras questões, como autismo ou orientação sexual.

Além disso, o artigo ignora olimpicamente o fenómeno crescente da destransição — quando indivíduos revertem a transição após perceberem que esta não resolveu os seus problemas. Embora alguns estudos, como uma revisão sistemática de 2021 no Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, indiquem taxas de arrependimento baixas (cerca de 1% para cirurgias), as críticas metodológicas apontam falhas: muitos estudos sofrem de altas taxas de perda de seguimento (até 50% dos participantes desaparecem das amostras), o que pode subestimar o arrependimento real.

Relatos emergentes de destransicionadores, como os compilados pela Society for Evidence-Based Gender Medicine (SEGM), revelam motivos como complicações cirúrgicas, dor crónica, infertilidade irreversível e a percepção de que a transição foi influenciada por pressões sociais ou diagnósticos erróneos. No Reino Unido, o caso de Keira Bell que processou a clínica Tavistock por aprovar tratamentos hormonais aos 16 anos e depois se arrependeu, levou ao encerramento da instituição em 2022, destacando os riscos de decisões precipitadas em menores. Segundo a revista Sábado (20 de janeiro de 2024), a Clínica Tavistock é alvo de um processo movido por mil jovens adultos, a par do caso de Keira Bell (pág. 66).

Em Portugal, onde a lei permite mudanças de sexo a partir dos 16 anos com base na autodeclaração, sem requisitos rigorosos de avaliação psicológica profunda, esta abordagem «afirmativa» — que o artigo do Público implicitamente subscreve — pode estar a expor jovens a perigos desnecessários.

Estudos como o do Canadian Medical Association Journal (2022) mostram que adolescentes que se identificam como trans têm taxas de suicídio duas vezes superiores a outros grupos LGB, e que factores como a rejeição familiar ou o bullying contribuem mais do que a falta de transição. No entanto, promover a transição como panaceia sem discutir alternativas, como a terapia exploratória, é um desserviço. Especialistas como o psiquiatra Stephen Levine argumentam que muitos casos de disforia de género em jovens se resolvem naturalmente (até 80-90% segundo estudos longitudinais pré-2010), e que as intervenções médicas podem medicalizar problemas normais da adolescência.

O aumento do discurso de ódio mencionado no artigo é real e condenável, mas usá-lo para justificar uma narrativa acrítica ignora que o verdadeiro ódio pode vir de dentro: o ódio ao próprio corpo fomentado por uma sociedade que vende a mudança de sexo [transição] como uma solução rápida. Precisamos de um debate honesto que inclua vozes críticas, incluindo feministas de género crítico que argumentam que a transição reforça estereótipos sexistas em vez de os desconstruir. Mulheres biológicas, por exemplo, vêem os seus espaços (como prisões ou desportos) invadidos por indivíduos transmasculinos, o que levanta questões éticas ignoradas na peça.

Em suma, enquanto o artigo do Público celebra as 3300 transições como um triunfo da inclusão, falha ao não alertar para os custos humanos: suicídios elevados, arrependimentos silenciados e vidas alteradas irreversivelmente. Um jornalismo responsável exige equilíbrio, não propaganda. É tempo de priorizar as evidências em detrimento da ideologia, especialmente quando vidas — muitas delas de jovens — estão em jogo.

CLÍNICA TRANS COM FUNDOS PÚBLICOS E PARCERIAS QUESTIONÁVEIS

Março 13, 2026

Maria Helena Costa

SARA MALCATO, PSICÓLOGA DA ILGA E DO PROGRAMA 'CASADOS À PRIMEIRA VISTA', IMPULSIONA CLÍNICA TRANS COM FUNDOS PÚBLICOS E PARCERIAS QUESTIONÁVEIS 

Com um ar simpático, competente e popularizada no pequeno ecrã desde que se tornou a psicóloga residente do 'reality show' Casados à Primeira Vista na SIC, Sara Malcato atua em múltiplas frentes, posicionando-se como uma das principais activistas trans em Portugal. Licenciada em Serviço Social pela Universidade Católica Portuguesa e com mestrado em Psicologia Clínica, especialização em Psicologia Clínica e da Saúde, ela coordena o Serviço de Apoio Psicológico da ILGA Portugal (SAP-ILGA), onde promove abordagens "afirmativas" que priorizam a identidade de género autodeclarada sobre evidências biológicas e psicológicas profundas.

 Como "formadora" e coordenadora de serviços na associação ILGA – que recebe subvenções públicas significativas do Estado português, incluindo fundos da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e da União Europeia –, Malcato e a sua equipa de psicólogos (financiados pelos contribuintes) fornecem acesso gratuito a jovens vulneráveis, muitos dos quais em fase de questionamento identitário ou sofrendo de comorbidades como autismo, depressão ou traumas não resolvidos. Esses serviços orientam esses miúdos para transições de género aceleradas, ignorando alertas internacionais sobre os riscos de intervenções precipitadas.

Através do SAP-ILGA, crianças recebem "informações" que facilitam mudanças de nome legais, prescrições hormonais cruzadas (como testosterona para meninas ou estrogénio para meninos) e encaminhamentos para médicos e cirurgiões "aliados" que aceleram o processo de "autodeterminação". Essa abordagem, rotulada como "saúde afirmativa", desconsidera a realidade biológica do sexo – um facto imutável que não pode ser alterado por cirurgias ou hormonas – e ignora evidências crescentes de que muitos jovens "trans" estão, na verdade, sob influência de contágio social via redes sociais, escolas e grupos ativistas.

Estudos indicam que entre 80% a 90% das crianças com disforia de género aceitam naturalmente o seu sexo biológico durante a puberdade, caso não sejam sujeitas a intervenção médica, mas o modelo afirmativo de Malcato e ILGA empurra para intervenções irreversíveis, como bloqueadores de puberdade que podem causar infertilidade, osteoporose e impactos cognitivos permanentes.

Recentemente, Sara Malcato elevou o seu ativismo a um novo patamar ao estabelecer uma parceria com o Instituto Português da Face, que desde 2019 se lançou no lucrativo mercado das cirurgias de redesignação sexual. Fundado em 2015 e especializado em cirurgias maxilo-faciais, o instituto agora oferece procedimentos como feminização facial (incluindo redução da maçã de Adão, frontoplastia para suavizar a testa e rinoplastia para narizes "masculinos"), mastectomias para mulheres que se identificam como homens, histerectomias, faloplastias (criação de pseudo-falos usando tecido de antebraços ou coxas, com taxas de complicações acima dos 50%) e vaginoplastias (inversão peniana para homens que se identificam como mulheres, frequentemente resultando em infecções crónicas e perda de função sexual).

 Tudo isso em nome da "identidade de género", um conceito subjectivo e fluido que ignora as diferenças sexuais binárias fundamentais para a saúde, direitos e sociedade. Simples, rápido e altamente rentável: essas cirurgias custam milhares de euros por procedimento, com o THI a promover pacotes "personalizados" que exploram a vulnerabilidade de jovens influenciados por narrativas activistas.

Mas será mesmo? Essa retórica mascara os riscos: o THI oferece desde endocrinologia para hormonas até cirurgias da voz e redesignação sexual completa, sem questionar se tais intervenções são baseadas em evidências robustas. Vários críticos, entre os quais feministas 'gender-critical' (críticas de género), argumentam que esta abordagem reforça estereótipos sexistas — como a associação da 'feminilidade' a traços faciais suaves ou vozes agudas — e medicaliza a não-conformidade de género, especialmente em raparigas que se afastam dos padrões patriarcais.

A verdade é que o modelo "afirmativo" já colhe frutos amargos internacionalmente. Nos Estados Unidos, detransicionadores – indivíduos que revertem transições e lamentam danos irreversíveis – estão a inundar os tribunais com processos milionários. Em janeiro de 2026, Fox Varian, uma jovem de 22 anos que sofreu uma dupla mastectomia aos 16 anos, ganhou US$ 2 milhões num julgamento histórico contra a sua psicóloga e cirurgião em Nova York, por falha em obter consentimento informado e ignorar riscos como infertilidade e dor crónica.

 Esse veredicto, o primeiro do seu tipo a ir a julgamento e vencer, sinaliza uma onda: há pelo menos 28 processos semelhantes em andamento nos EUA, incluindo casos de jovens que perderam seios saudáveis ou órgãos reprodutivos.

 No Canadá, Michelle Zacchigna processou oito provedores em 2023 por prescreverem testosterona, mastectomia e histerectomia sem avaliação adequada, revelando como o "afirmativo" ignora comorbidades e leva a arrependimentos profundos.

 No Reino Unido, o caso Bell v. Tavistock (2020) questionou a capacidade de menores consentirem em bloqueadores de puberdade, levando à proibição de tais tratamentos pelo NHS em 2024, após a Revisão Cass destacar evidências "fracas" para intervenções em jovens.

 Em Espanha, avanços em direitos trans enfrentam retrocessos judiciais, com debates sobre leis de autodeterminação que permitem mudanças sem diagnóstico médico, semelhantes ao que ocorre em Portugal desde 2018.

E muitos outros se seguirão: diversos estudos indicam que as taxas de arrependimento são subestimadas, atingindo os 8% em certas coortes de jovens, embora os activistas minimizem estes dados para preservar a narrativa vigente.

Enquanto isso, em Portugal, ainda surfamos a onda trans como se estivéssemos em 2022 ou 2023, com leis como a de 2018 permitindo a autodeterminação de género a partir dos 16 anos sem escrutínio médico rigoroso, e associações como a ILGA a receberem fundos públicos para promover a ideologia de género em escolas e serviços de saúde.

 Mas o debate global – sobre impactos na saúde mental (aumento de suicídio pós-transição em alguns estudos), direitos das mulheres (espaços sex-segregados ameaçados) e custos para as seguradoras que cobrem cirurgias experimentais – inevitavelmente chegará aqui.

Até quando ignoraremos as vítimas detransicionadas, priorizando activismo sobre a ciência e a proteção infantil? O modelo de Malcato e THI não é "progresso"; é uma indústria que lucra com a confusão de jovens, perpetuando um erro histórico que as cortes já começam a corrigir.

A sexualização precoce rouba a infância

Março 13, 2026

Maria Helena Costa

Já viu o filme «O rapaz do pijama às riscas»?

Se não viu, aconselho-o a ver. Se viu, sabe que a esposa do oficial alemão só percebeu o que realmente se passava no seu país quando foi viver para perto de um campo de concentração e o cheiro dos fornos crematórios lhe chegou às narinas.

A tragédia acontece, porque o pai sempre mentiu ao filho sobre a realidade e finalidade dos campos de concentração. Ele sempre lhe contou uma história muito bonita sobre a boa vida e a sorte que os judeus tinham em viver nos campos — a história que era vendida ao mundo em filmes de propaganda. Então, um dia, o menino sai do "perímetro de segurança" e vai brincar para junto do campo de concentração onde faz amizade com um menino judeu, esfomeado, que se encontra atrás de um "muro" de arame farpado, vestido com um "pijama às riscas".  Após algumas peripécias e um episódio terrível, em casa do pequeno alemão, este vai procurar o amigo - para lhe pedir perdão - e decide ajudá-lo a procurar o pai (que já havia sido assassinado). Para isso, veste um “pijama” às riscas (nome que ele havia atribuído à roupa que os prisioneiros usavam nos campos de concentração) e acaba numa câmara de gás com um grupo de judeus condenados à morte — todos vestidos com um “pijama às riscas”.

Hoje, assistimos a algo muito semelhante à escala mundial — as nossas crianças são os “filhos” e o Estado assume o papel de “pai”. As poucas “mães”, que se apercebem do que está em curso e alertam os incautos são insultadas como “conservadoras”, “homofóbicas”, “fanáticas religiosas”, “retrógradas”, etc.. Atualmente, defender os valores morais judaico-cristãos parece ser mais censurável do que prostituir-se, matar ou roubar.

A comunicação social, tal como no regime nazi, parece controlada por lobbies poderosos que impulsionam a agenda do género e a cultura LGBTQIA+. Essa ideologia pretende criar o "homem novo”. O “pai” só conta aos “filhos” quão maravilhoso é poderem ser o que quiserem, e omite, propositadamente, as terríveis consequências que a ideologia tem nos que são enredados por ela.

A escola, a serviço desta agenda, utiliza “propagandistas” que ensinam a crianças de três anos que ninguém nasce menino (sexo masculino) nem menina (sexo feminino), mas sim algo (sem sexo definido) que pode ser moldado pela vontade.

Esse ensino, falso e perigoso, está a provocar em Portugal um aumento alarmante de casos relacionados com confusão de identidade sexual. Segundo dados do Registo Civil citados pelo jornal Público, só em 2023, quase 70 menores (sobretudo de 16 e 17 anos) mudaram de sexo e nome, num total de 323 desde 2018 — números que crescem todos os anos. O medo do cancelamento e de queixas nas Ordens Profissionais silencia muitos profissionais de saúde, impedindo que pais e cidadãos sejam devidamente informados. Restam-nos os psicólogos e pediatras corajosos que, pelo mundo fora, alertam para os perigos de expor crianças a ensinos abusivos para os quais não têm maturidade.

Ao arrepio da Constituição, que protege a infância, o "pai" ordena a hipersexualização dos "filhos", manipulando-os para acreditarem que a biologia é uma escolha. Muitas "mães", em nome de um amor mal compreendido, deixam-se enganar, sem perceber que encaminham os filhos para "câmaras de gás" ideológicas. A desregulação da sexualidade destrói a família, o ambiente mais seguro para a criança.

Enquanto se fala de abuso infantil, deixamos, como 'carneiros de Panúrgio', que os nossos jovens sejam condicionados a crer que a sua natureza pode ser alterada por químicos ou cirurgias. Isto, além de alimentar a indústria farmacêutica, constitui um verdadeiro abuso. Tal como nas experiências nazis, há médicos em 'clínicas de género' que bloqueiam a puberdade de crianças, condenando-as a uma dependência vitalícia de hormonas e a mutilações irreversíveis. A gravidade destas práticas já começa a ter consequências legais severas: recentemente, em Nova Iorque, um júri condenou médicos ao pagamento de uma indemnização de 2 milhões de dólares a uma jovem que, tendo sido submetida a uma mastectomia aos 16 anos, se arrependeu e provou em tribunal a negligência e a falta de avaliação psicológica adequada por parte dos profissionais que a assistiram.

Tal como acontecia nos campos de concentração nazis, hoje, e apesar dos inúmeros casos de arrependimento, há médicos que insistem em fazer experiências com crianças, nas chamadas clínicas de género, enchendo-as de medicamentos que bloqueiam a puberdade e lhes garantem uma vida inteira de dependência de hormonas cancerígenas e tóxicas, do sexo oposto, além da mutilação desnecessária de partes saudáveis do seu corpo.

Sabia que:

  • Em Portugal, há crianças dependentes de pornografia aos 11 anos. Dados da Geração Cordão e estudos de 2019 indicam que 40% dos rapazes e 26% das raparigas entre os 9 e 16 anos já consumiram conteúdos sexuais explícitos?
  • Quase 20% dos jovens portugueses sofrem de perturbações mentais, com um aumento drástico no consumo de antidepressivos?
  • Os adolescentes iniciam a vida sexual cada vez mais cedo: rapazes em média aos 16,2 anos e raparigas aos 16,7 anos, com 22% a começar antes dos 16 anos, segundo estudos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto?
  • A violência nas escolas portuguesas aumentou drasticamente: entre 2020 e 2025, a APAV apoiou 1.249 vítimas de violência em contexto escolar, um aumento de 58,9% em seis anos, com maioria de vítimas femininas (64,7%) entre 11 e 14 anos; a PSP registou milhares de ocorrências criminais anuais, incluindo agressões, ameaças, bullying e posse de armas?
  • Após a puberdade, 88% das meninas e 98% dos meninos, que eventualmente possam estar confusos quanto à sua sexualidade, acabam por se aceitar como são — rapaz ou menina — e atingir um estado de saúde física e mental satisfatórias?
  • As taxas de suicídio são 20 vezes mais elevadas entre adultos que usam hormonas do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países que melhor aceitaram a ideologia do género?

A incerteza quanto à identidade sexual — alimentada pela ideologia de género — tem sido um catalisador de graves transtornos de personalidade. Infelizmente, tenta-se convencer a sociedade e doutrinar os nossos filhos com a ideia de que o suicídio nestes grupos decorre exclusivamente da pressão de 'homofóbicos' ou 'transfóbicos' (rótulos aplicados a todos os que discordam desta narrativa). Este é mais um equívoco nefasto: na verdade, é a dolorosa perceção de que nunca alcançarão a realidade biológica que desejam que mergulha estas pessoas num desespero profundo, conduzindo-as, tantas vezes, ao trágico fim.

Porque razão parece a grande maioria ignorar que os seus filhos estão a ser conduzidos para as 'câmaras de gás'? Por que motivo não se faz mais para proteger as crianças e alertar aqueles que ainda não despertaram para o que está a acontecer?

“Mães”, a sexualização dos vossos filhos mina a vossa autoridade parental. Eles estão a ser-vos roubados por uma ideologia que pretende normalizar e transformar em modo de vida princípios defendidos por Shulamith Firestone no seu livro «A Dialética do Sexo»:

"Assim chegaremos à liberdade sexual, para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como entenderem. Não haverá mais nenhuma razão para que assim não seja. [...] Na nossa sociedade, a humanidade poderá finalmente regressar à sexualidade natural [animal], polimorfamente diversa: serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade. A mente plenamente sexuada tornar-se-ia universal; se a criança escolhesse a relação sexual com adultos — mesmo que escolhesse a sua própria mãe genética —, não existiriam razões, a priori, para que esta rejeitasse as suas investidas, visto que o tabu do incesto teria perdido a sua função.'

É isto que desejamos para as nossas crianças? Permitir que vistam um 'pijama às riscas' e caminhem com aqueles que avançam para as 'câmaras de gás'? A sexualização precoce rouba a infância. Se os impulsos não forem controlados — particularmente aqueles que visam a gratificação imediata —, que tipo de sociedade teremos no futuro?"

MÉDICOS E PSICÓLOGOS AMERICANOS PODEM VIR A APANHAR ATÉ 10 ANOS DE CADEIA POR DIAGNÓSTICOS DE TRANSIÇÃO DE GÉNERO...

Dezembro 18, 2025

Maria Helena Costa

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Por: Marisa Antunes
 
Notícia fresquinha do New York Times da qual transcrevo, em versão literal, alguns parágrafos:
"Nesta quarta-feira, uma Câmara dos Representantes, muito polarizada, aprovou um projeto de lei que criminaliza tratamentos de transição de género para menores, incluindo cirurgias e tratamentos hormonais, sujeitando os profissionais que os realizam até 10 anos de prisão federal.
 
O projeto, que grupos de direitos civis consideraram uma das propostas anti-trans mais extremas já analisadas pelo Congresso, foi aprovado quase que inteiramente pelas linhas partidárias, com 216 votos a favor e 211 contra". O projecto, refira-se, foi lançado pela deputada Marjorie Taylor Greene, republicana do estado de Geórgia. Empunhando uma foto de uma jovem desnuda com enormes cicatrizes onde em tempos existiram seios, Marjorie terá dito, em plenário: “A maioria dos americanos concorda que as crianças precisam amadurecer antes de fazerem algo radical, como uma mastectomia em uma menina de 15 anos. (...). Se uma criança acredita que é um unicórnio, os adultos também acreditam nisso?”.
 
Os próximos tempos prevêm-se, assim, interessantes, nesta matéria... Lamentavelmente, caso o projeto-lei passe no Senado, não deverá ter efeitos retroactivos. Por cá, note-se, são realizadas em média, nos hospitais públicos, duas cirurgias de redesignação de sexo por semana, incluindo mastectomias de masculinização de peito em raparigas que se afirmam rapazes.
 
Desconheço se existem em Portugal processos judiciais interpostos por jovens ou os seus pais contra médicos ou psicólogos conforme já existem em vários países do mundo (o maior de todos é uma ação conjunta contra os médicos do Tavistock*), mas conheço pelo menos um em que ocorre o oposto - o cirurgião plástico Gustavo Coelho, uma espécie de especialista  em mastectomias para jovens trans, cá e além-fronteiras, processou a Maria Helena Costa, presidente da Associação Família Conservadora, autora do livro "Ideologia ou Ciência? Identidade de Género" e regular colaboradora do jornal Observador, por ter denunciado que o médico do hospital da Ordem de São Francisco, no Porto, terá alegadamente realizado uma mastectomia bilateral em uma menor, o que é expressamente proibido em Portugal. O cirurgião é uma espécie de médico-estrela na plataforma "crowdfunding" das mastectomias em jovens raparigas pela boa relação qualidade-preço do seu serviço e chegam-lhe clientes de vários pontos da Europa.
 

"Improvisar com Corpos Jovens": Os Perigos Experimentais da WPATH para Crianças e Adolescentes

Dezembro 18, 2025

Maria Helena Costa

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Vídeos internos exclusivos de conferências fechadas da WPATH (Associação Mundial de Profissionais para a Saúde Transgénero), obtidos pelo TheFree Press via processo judicial no Alabama, expõem uma realidade chocante: médicos admitem realizar intervenções experimentais e irreversíveis em jovens vulneráveis — incluindo adolescentes e crianças — sem evidências científicas sólidas, orgulhando-se de "improvisar" para satisfazer desejos estéticos ou identitários.

Um caso emblemático é Sky, jovem de 18 anos que queria "nulificação genital" — remoção total dos genitais para se parecer "com uma Barbie lá embaixo", eliminando toda a sensação sexual. A assistente social Amy Penkin (OHSU) relatou que tais pedidos "não binários" (como castração ou vaginoplastia com preservação peniana) crescem rapidamente entre jovens, forçando profissionais a ignorar padrões existentes e "evoluir" além da ciência para atender pacientes. A psicóloga Mair Marsiglio defendeu não excluir pacientes com graves distúrbios mentais (psicose, personalidade múltipla) de cirurgias arriscadas, actuando como "colaboradores" para contornar o sistema. Para Sky, bastaram duas cartas rápidas para aprovar a castração.

Outro exemplo: um menino de 13 anos não-binário queria ter seios, mas também queria preservar a função genital masculina. Ao saber dos riscos de infertilidade permanente, respondeu "c'est la vie". A endocrinologista Hayley Baines priorizou os "objectivos de corporeidade" do paciente, ignorando os impactos devastadores.

Os Padrões de Cuidado da WPATH (2022) – que Portugal segue religiosamente - introduziram capítulos sobre "Não-binário" (abrangendo identidades fluidas e até inspiradas em ficção) e "Eunucos" — reformulando a castração como identidade válida desde a infância, inclusive por fetichismo.

Cirurgiões como Thomas Satterwhite celebram o acto de realizar "um número considerável" de castrações não convencionais e, enquanto profissionais, confessam: «Estamos todos a improvisar... Mas talvez possamos improvisar juntos», sugerindo um "painel do Pinterest" de opções cirúrgicas.

Essas práticas são profundamente perigosas para crianças e adolescentes.

Falta de evidências: Documentos revelam que a WPATH suprimiu revisões mostrando benefícios não comprovados de hormonas/cirurgias em menores; removeu idades mínimas por motivos políticos; ignorou conflitos de interesse.

Riscos irreversíveis: Bloqueadores de puberdade, hormonas cruzadas (doses massivas) e cirurgias causam infertilidade, disfunção sexual, problemas ósseos, cardiovasculares e oncológicos — muitas vezes em jovens com comorbidades (autismo, depressão, trauma).

Explosão de casos: Aumento inédito de adolescentes (principalmente meninas) sem disforia infantil, afirmados sem avaliação psicológica rigorosa.

Minimização de arrependimento: Destransição chamada "rara", apesar dos crescentes relatos e processos judiciais contra clínicas.

Protecção legal cínica: Equipas multidisciplinares recomendadas só para defesa contra futuros arrependimentos, admitindo ausência de dados de resultados.

 

O paradigma evoluiu: de tratar a disforia para priorizar a "euforia de género" e a "transfiguração criativa" — o corpo como "obra de arte" moldável, sem necessidade de melhoras comprovadas em saúde mental. Identidades fluidas em jovens são celebradas, mas intervenções permanentes prosseguem.

Revisões independentes (Europa, relatório HHS EUA) concluem: evidências fracas, argumentos éticos contra (violação de "não maleficência"). Mais de 70% dos americanos, incluindo democratas, opõem-se à transição médica em menores.

Apesar disso, a WPATH insiste em "cuidados afirmativos de género" como se fossem "baseados em ciência rigorosa". Os vídeos vazados expõem o oposto: uma medicina experimental, ideológica e arriscada, que coloca crianças em perigo de mutilação permanente por improvisação disfarçada de cuidado.

Guião de “Boas Práticas” para retirar os filhos aos pais

Dezembro 15, 2025

Maria Helena Costa

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Há cerca de um mês,  em parceria com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens [CNPDPCJ] e financiada pela CIG [Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género], foi lançada a 2ª edição do Guião de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens LGBTI+, elaborado pela Casa Qui (da psicóloga Paula Allen, uma das transactivistas que mais parece facturar com o negócio da medicina de género e que, à semelhança do que já acontecia há 6 anos, quando debati com ela na TVI, promove consultas "gratuitas" para jovens que padecem de alguma confusão quanto ao próprio sexo).

Este Guião, que nada mais é do que a substituição do Manual Direito a Ser nas Escolas, do ex-ministro da Educação, Dr. João Costa (que, após muitas denúncias de inconstitucionalidade, o actual executivo retirou do site do Ministério da Educação com a promessa de que estaria a libertar a Escola das amarras ideológicas), mantém a distinção entre sexo e género e toda a carga ideológica da teoria Queer, que embosca as crianças nas redes sociais e nas escolas, convencendo-as de que há infinitas “identidades de género” e de que podem escolher ser do outro sexo (trans), de ambos os sexos (bi) ou de nenhum sexo (não-binário).

Entre termos ridículos, inventados pelos activistas do arco-íris, como, por exemplo, “cisgénero”, encontramos a mentira base da ideologia de género de que o "sexo é atribuído à nascença" e de que "o género/sexo é uma construção social" (pág. 5) e, pior do que isso, o incentivo à transição de género [mudança de sexo] de menores - SEM O CONHECIMENTO E SEM O CONSENTIMENTO DOS PAIS – é uma constante. De acordo com os transactivistas, autores do guião, os pais, esses malvados opressores, que mancomunados com o médico atribuíram um sexo ao próprio filho à nascença, devem ser excluídos do processo levado a cabo pelos doutrinadores de serviço - que levará os seus filhos a odiarem o próprio corpo e a quererem mutilá-lo – e, caso descubram que a sua crianças já está confusa e não aceitem afirmá-la imediatamente, aceitando a sua transição social e entregando-as nas mãos dos profissionais de saúde transactivistas, que os encaminharão imediatamente para bloqueadores da puberdade, hormonas de sexo cruzado e, finalmente, cirurgias de mutilação de órgãos saudáveis do corpo, devem ser denunciados à CPCJ, perdendo assim a tutela dos seus filhos.

Sim. É isso que se lê como “Boas práticas” na página 14 do guião:

  • Não revelar a orientação sexual, identidade de género ou expressão de género da criança ou jovem à sua família sem a autorização da mesma;
  • Não forçar a criança ou jovem a revelar a sua orientação sexual, identidade de género ou expressão de género à família;
  • Se a criança ou jovem decidir ou considerar importante revelar a sua orientação sexual, identidade de género ou expressão de género à família, trabalhar com ela os riscos e os perigos potencialmente associados, assim como as redes de suporte disponíveis caso a família reaja mal;
  • Compreender o tempo necessário que as famílias podem necessitar para gerir as suas expectativas e integrar a orientação sexual ou identidade de género, a não normatividade da expressão de género ou as características sexuais da criança ou jovem;
  • Não desvalorizar a violência familiar/doméstica que ocorre em razão da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género ou características sexuais da criança ou jovem, mesmo que a mesma não chegue a ser física (por exemplo, trancar a criança ou jovem em casa para a impedir de estar com as pessoas do seu círculo de amizades ou com a pessoa com quem namora);
  • Apoiar a família das crianças e jovens intersexo [hermafroditas] no sentido de dar primazia à sua autodeterminação tanto quanto à sua identidade de género, quanto a intervenções médicas que não sejam por razões estritamente funcionais (E.g. dificuldade em urinar);
  • Encaminhar a família para uma associação especializada em temáticas LGBTI+ para que a mesma possa ter um espaço seguro onde pode colocar questões, desconstruir crenças erróneas sobre estas temáticas e, em simultâneo, beneficiar de apoio emocional;
  • Averiguar a possibilidade de criar grupos de apoio para famílias ou encaminhar para associações que forneçam este tipo de serviço (e.g. Associação AMPLOS);
  • Avaliar a possibilidade de existirem membros apoiantes da família alargada;
  • Guião de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens LGBTI+ (Certificar que as famílias, inclusive as adotivas, têm informação e sensibilidade sobre a temática LGBTI+;
  • Em caso de violência familiar, seja ela verbal, psicológica ou física, ou quando existem indicadores de risco ou perigo para a criança ou jovem, comunicar a situação à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens [CPCJ] local, sempre que possível, em articulação e com o conhecimento da vítima;
  • Aplicar, de forma coerente e isenta, enquanto profissional com competências para tal, a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº 147/99, de 1 de Setembro), inclusive a activação do artigo 91, sempre que adequado, garantindo a intervenção das entidades competentes para salvaguardar os direitos das vítimas, tendo em conta que basta a criança ou jovem manifestar medo de regressar ao seio familiar e que estes são temas de potencial resolução difícil quando são o motivo gerador de violência. 

Muito haveria a dizer sobre este ataque cerrado ao poder paternal, mas, por hoje, só quero recordar a quem me lê que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa VETOU os decretos sobre escolha de nome neutro eautodeterminação de género nas escolas [transição social nas escolas] e que, portanto, este Guião volta a violar a Lei em vigor.

Mais, quando se orienta a Escola a «Aplicar, de forma coerente e isenta, enquanto profissional com competências para tal, a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº 147/99, de 1 de Setembro), inclusive a activação do Artº 91, sempre que adequado, garantindo a intervenção das entidades competentes para salvaguardar os direitos das vítimas», está, mais uma vez, a induzir a Escola a violar a lei e a trazer de volta a ideia de que as crianças podem ser retiradas aos pais sem que estes sequer possam defender-se das acusações dos activistas e dos próprios filhos (instruídos pelos transactivistas).

Eis que o diz ao Artº 91º:

Procedimentos urgentes na ausência do consentimento

1 - Quando exista perigo atual ou iminente para a vida ou de grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou jovem, e na ausência de consentimento dos detentores das responsabilidades parentais ou de quem tenha a guarda de facto, qualquer das entidades referidas no artigo 7.º ou as comissões de proteção tomam as medidas adequadas para a sua proteção imediata e solicitam a intervenção do tribunal ou das entidades policiais.

2 - A entidade que intervém nos termos do número anterior dá conhecimento imediato das situações a que aí se alude ao Ministério Público ou, quando tal não seja possível, logo que cesse a causa da impossibilidade.

3 - Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.

4 - O Ministério Público, recebida a comunicação efetuada por qualquer das entidades referidas nos números anteriores, requer imediatamente ao tribunal competente procedimento judicial urgente nos termos do artigo seguinte.

Ou seja, a pessoa responsável pela direcção da escola passa a deter o poder de acionar o mecanismo que retira imediatamente os filhos aos pais. É a escola que passa a ter plenos poderes para fazer o que muito bem entender com os filhos dos cidadãos e ai do cidadão que se atreva a contrariar a endoutrinação que está a ser levada a cabo, ou, digo eu, a não cair nas boas graças do director pró-lgbt+ e dos activistas que infestam a Escola.

Por favor, ENTENDA: qualquer criança, que não goste de ser contrariada pelos pais, pode ser imediatamente retirada à família sem os pais serem sequer ouvidos e «Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.».

Sim. Isso significa que pode chegar à escola e não encontrar o seu filho, porque ele foi levado para as instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou para outro local adequado.

Sim. Esta lei, ao ser aprovada, expropria os pais da educação dos seus filhos e torna-os súbditos deles e dos transactivistas.

Sim. Qualquer pai/mãe que contrarie o filho, seja em que área for, pode ser acusado de maus tratos emocionais e psicológicos e, ainda que o petiz minta, perder a posse e guarda dele até que os factos venham a ser apurados, pois, caso não haja testemunhas, prevalecerá a palavra da criança lgbtetc. e daqueles que a instruem.

A constante tentativa dos transactivistas em impôr procedimentos rejeitados pelo Tribunal Constitucional e pelo Presidente da República às escolas, a falta de clareza nos padrões legais, a falta de debate público sobre o perigo das “transições sociais” e a proliferação de planos de apoio à ideologia de género, que impedem os pais de receberem informações cruciais sobre os seus próprios filhos, clamam por uma intervenção urgente do Ministério da Educação e do Tribunal Constitucional. Quando as políticas de género e os direitos parentais colidem, os pais não podem continuar a ser relegados à condição de meros espectadores impotentes no que concerne ao desenvolvimento da identidade dos seus próprios filhos.

A não ser que o actual executivo queira entrar dentro de casa das famílias e usar a CPCJ para retirar os filhos aos pais que não concordem com a nova orientação/identidade sexual do filho menor, adquirida através da lavagem cerebral levada a cabo nas redes sociais e na Escola.

 A maioria de direita, eleita pelos portugueses, tem a oportunidade de esclarecer os limites dos direitos parentais — algo que não faz desde que o socialismo tomou conta do ensino em Portugal — e deve esclarecer o quão “fundamental” é o direito parental.

A lei que pune pais e profissionais de saúde permite a transactivistas castrarem crianças

Dezembro 15, 2025

Maria Helena Costa

A lei que pune os pais e os profissionais de saúde, é a mesma que dá carta branca aos transactivistas para castrarem e mutilarem crianças.

A nossa convidada foi a Francisca Zacarias (@FranciscaLABORATORIUM), uma voz corajosa contra a ideologia de género e os seus malefícios.

🛡️ NOVO LIVRO DE MARIA HELENA COSTA, "Identidade de Género: ideologia ou ciência?"

➡️ A autora analisa de forma crítica a ideologia de género, debatendo como pode impactar as crianças, defendendo uma abordagem baseada em factos, dados científicos e na proteção de valores tradicionais.

➡️ Uma leitura crucial para quem se recusa a ficar em silêncio.

➡️ Pode adquiri-lo em qualquer livraria onde surja nos resultados da pesquisa on-line. Ou peça informações ao seu livreiro.

A Convenção de Istambul – A GRANDE MENTIRA!

Dezembro 15, 2025

Maria Helena Costa

 

 

Por: Lígia Maria Albuquerque

A Convenção de Istambul é um tratado internacional do Conselho da Europa, ratificado por Portugal em 2013, para a prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica, sendo considerada um dos instrumentos mais abrangentes para a proteção de direitos humanos das mulheres e raparigas.

Quantas vezes usei a Convenção de Istambul para fundamentar a proteção de meninas e mulheres, sempre baseada no conceito de sexo, uma vez que, o documento reconhece a existência do sexo biológico?! E de repente fez-se luz! Como é que perante este documento, tem-se vindo a atropelar, constantemente, os direitos das meninas e mulheres? Principalmente, no que diz respeito aos direitos “trans” que atropelam os direitos das meninas e mulheres. Algo não fazia sentido. Tive de ir mais a fundo.

De facto, a Convenção dirige-se principalmente à violência contra as mulheres, que reconhece como realidade estatisticamente ligada ao facto biológico de ser mulher. Só que o instrumento jurídico não fundamenta as suas políticas apenas no sexo, e sim na interação entre desigualdade social, papéis de género e relações de poder. No seu artigo 3º lê-se: c) “género” designa os papéis, os comportamentos, as atividades e as atribuições socialmente construídos que uma sociedade considera apropriados para as mulheres e os homens; Em vez de assentar apenas no sexo biológico — que é objetivo, verificável e juridicamente sólido — a Convenção define género como “papéis socialmente construídos”. Ao não ser totalmente baseada no sexo, a Convenção mistura dimensões biológicas e socioculturais, o que tem vindo a fragilizar a clareza das políticas públicas e afetar áreas sensíveis como estatísticas criminais, recolha de dados, refúgios para mulheres e proteção específica em contexto de violência. Veja-se o caso mais recente em Portugal, onde existem 5 homens que se identificam como mulheres, encarcerados em prisões femininas, pondo em risco a integridade física destas mulheres, assim como, das guardas prisionais.

Podemos continuar a dissecar a Convenção, artigo por artigo, mas vamos ver os intervenientes na elaboração desta e a pressa na sua ratificação.

Em primeiro lugar, a Convenção de Istambul foi desenvolvida num período relativamente curto — cerca de três anos — um prazo consideravelmente inferior ao que habitualmente marca a elaboração de outros tratados internacionais relevantes na área dos direitos humanos. De 2009 a 2011.

Em segundo lugar, o processo de construção contou predominantemente com a participação de organizações não governamentais e especialistas alinhados com abordagens feministas e de género, enquanto entidades com experiência específica no campo do direito da família ficaram praticamente ausentes deste processo.

Organizações não governamentais (ONG´s) que participaram no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul (2009-2011):

  1. Lobby Europeu das Mulheres (EWL) / Lobby Européen des Femmes
  2. Amnistia Internacional
  3. Mulheres Contra a Violência na Europa (WAVE)
  4. Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Intersexuais (ILGA-Europa)
  5. Grupo Europeu de Instituições Nacionais de Direitos Humanos (ENNHRI)
  6. Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE)

Um dos problemas mais significativos no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul foi a falta de equilíbrio entre as partes envolvidas. O texto da Convenção foi elaborado principalmente por especialistas e organizações não governamentais, cujas atividades e visões foram influenciadas pela abordagem feminista e pela ideologia de género. Organizações internacionais especializadas em direito de família não participaram do processo.

Algumas contribuições:

 ONGs apelam ao Conselho da Europa para que avance rumo a um instrumento robusto sobre violência contra as mulheres - Centro Europeu de Ação Política sobre Violência contra as Mulheres (EPACVAW)

Comentários do ACNUR à primeira reunião do Comitê Ad Hoc sobre a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica (6 a 8 de abril de 2009)

Principais instrumentos e ações da União Europeia para combater a violência contra as mulheres

Submissão ao Comitê Ad Hoc do Conselho da Europa sobre a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica: A necessidade de garantir que a Convenção sobre a Violência contra as Mulheres aborde efetivamente a obrigação dos Estados-Membros de prevenir e combater a violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero (ILGA - Europa, 8 de setembro de 2009)

Todos os documentos aqui: https://www.coe.int/en/web/istanbul-convention/cahvio

A proteção das meninas e mulheres deve assentar na realidade material — o sexo — e não em categorias fluidas que variam conforme perceções ou identidades subjetivas.

Cabe a cada país, definir, de facto, de que lado está. Se do lado da verdade, da razão, do bom senso, da ciência biológica, ou se, do lado ideológico, ativista progressista, que não sabem o que são, em que o propósito é destruir a base de qualquer sociedade de bem, homem e mulher, a família.

"POR DENTRO DO CHEGA - A FACE OCULTA DA EXTREMA-DIREITA EM PORTUGAL" (2)

Setembro 17, 2025

Maria Helena Costa

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20. Não, Miguel, quando cito o The Times – que alguém, que fala e escreve inglês perfeitamente, subscrevia e partilhava comigo os artigos traduzidos - refiro-me mesmo àquele que tu consideras «um prestigiado diário britânico» (de esquerda, claro). Entendo o teu ódio visceral ao The Epoch Times, que, ao contrário do que afirmas, também publica notícias fidedignas que, passados alguns anos e à medida que a agenda woke é implementada por cá, aparecem nos pravdas cá do sítio como se fossem novidade.

21. Não. Nunca votei no Paulo Portas. Votei no Pedro Passos Coelho. Vai ouvir a gravação…

22. Miguel, eu disse exactamente o contrário daquilo que escreveste, homem. É o que dá andares a editar… Tu é que disseste que havia muito dinheiro no CHEGA no início e eu disse-te que não era verdade, que éramos nós, os militantes, que contribuíamos com o que podíamos para fazer o que era preciso (tudo dentro dos trâmites legais).

23. Nunca discuti o que quer que fosse com o André Ventura. Só lhe peço, sempre que estou com ele, para fazer tudo o que estiver ao seu alcance para retirar a ideologia de género das escolas, para proteger as crianças e para devolver aos pais o direito a educar os seus filhos. A Família educa. A Escola ensina.

24. Arre! Eu não disse que o André não estava no Congresso. Eu disse que ele estava a ser entrevistado, mas que ouviu o que eu disse. Editaste mal.

25. Eu não acredito que Deus colocou o André onde está, porque o André o diz, mas sim porque a Bíblia diz que Deus institui e destitui os governantes. Entendes, Miguel? Editaste mal.

26. Editaste mal, Miguel. Eu não disse «o meu dever é protege-lo, ainda que não me proteja a mim e a ele». A frase nem sequer faz sentido… O que eu disse foi que o meu dever, como mãe, é protege-lo ainda que ele não se proteja nem a ele nem a mim. Ouve lá a gravação outra vez.

27. O que eu disse foi que, para acabar com a violência doméstica, é preciso aplicar a lei e que as penas devem ser mais duras. Infelizmente, como se tem constactado, não têm sido as medidas de restrição que têm impedido que as mulheres continuem a morrer às mãos dos seus algozes.

28. Tenho certeza de que o que eu disse foi que nenhum pastor tem um manto protector e que, se o tem em algumas igrejas neo-pentecostais, não o tem nas igrejas reformadas. Se tiver, numas e noutras, deve ser preso, ele e quem o acobertar. Sobre a conversa com o pastor, na conferência de mulheres, o tema era a violência doméstica como se percebe no texto, e não o abuso sexual. Misturaste tudo e editaste mal.

29. Eu disse «não, porque creio que Salazar não envelheceu»?? Mas, ele morreu novo, foi? Não, pois não? É o que dá a editar as conversas…

30. Eu disse que evito jornais de esquerda? Mas… São todos de esquerda… E é mesmo o The Times, Miguel, é mesmo o The Times e o The Epoch Times também. Eu sei que não gostas e que o diabolizas, por não ser de esquerda, mas as notícias são fidedignas embora tu preferisses que nunca chegassem cá antes do tempo.

31. Esqueceste-te de dizer que, para arranjar uma casa de banho para miúdos confundidos quanto à sua identidade sexual, a que chamou WC comum, a directora da escola retirou a sinalética das casa-de-banho destinada aos deficientes e colocou a sinalética “inclusiva” da moda. Resumindo, teve uma atitude activista e discriminatória ao mesmo tempo.

32. Eu bem avisei a Cibelli… Mas ela chegou a pensar que podíamos confiar no teu profissionalismo (que, a julgar pela conversa off record que publicaste, não existe) e enviou-te o convite. E, não mintas, porque falaste muito amigavelmente connosco e nunca demonstraste qualquer desconforto… Que feio, Miguel.

Resumindo, Miguel, se editaste tudo como editaste a nossa conversa, não se pode acreditar em quase nada do que escreveste e, pior, não és confiável, pois até o que tínhamos acordado que não seria publicado publicaste. És uma vergonha para o jornalismo e só me dás razão em tudo o que escrevi sobre ti. Aquilo que denominaste como A face oculta da extrema-direita em Portugal, é apenas a tua visão esquerdopatizada do CHEGA. É o velho lema Leninista: «acusa-os daquilo que tu és/fazes». Mais uma vez, o CHEGA terá cada mais votos, o André Ventura, se Deus quiser, será 1º Ministro de Portugal, e qualquer dia ninguém acreditará nos jornalistas, em nenhum de vós. 

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"POR DENTRO DO CHEGA - A FACE OCULTA DA EXTREMA-DIREITA EM PORTUGAL" (1)

Setembro 17, 2025

Maria Helena Costa

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Chegou hoje, com dedicatória, e, claro, fui ler o que o Miguel Carvalho editou da minha entrevista.

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Ai, Miguel, Miguel… Confesso que, quando te disse que só daria a entrevista se me deixasses gravá-la, não me lembro de me teres respondido: «Sem problema, mas a edição é minha.», até porque, se tivesse ouvido essas palavras talvez não te concedesse a entrevista. Mas, no geral, tirando a parte em que decidiste começar por me acusar de algo de que sou acusada (sem provas) – porque é que o tentas fazer ao trazer o assunto à baila – editaste algumas coisas muito mal e quem conhece a minha história vai perceber isso mal comece a ler.

Então, vamos por páginas e por pontos:

Págs. 554-559

  1. O teu livro prova claramente que eu estava certa em relação a fazeres tudo para «deixar o CHEGA na lama», o que, diga-se de passagem, não tem surtido efeito algum. Que te pagam para isso, não tenho dúvidas, e também acabo de perceber que o fazes devido a um ódio visceral procedente da ideologia política que adoptaste.
  2. Tens razão. Quando me sentei para falar contigo tinha isso muito presente e, no entanto, fui correcta e verdadeira contigo.
  3. Quando conversámos, já não era vendedora há muitos anos e disse-to.
  4. Tens razão. Não queria, e não vou falar do meu filho mais novo no que diz respeito às acusações que el próprio decidiu disseminar por aí.
  5. Nada, neste mundo, se Deus me der discernimento e me preservar na fé, me fará mudar de ideias acerca daquilo que a Palavra de Deus descreve como sendo pecado e que causa a morte eterna aos que não se arrependem. Se um dos meus filhos fosse adúltero - por não conseguir renunciar às suas afeições desordenadas - não ia dizer-lhe que estava tudo bem só porque ele é meu filho. Portanto, independentemente de qual seja o seu pecado (e todos nós pecamos em muitas coisas), não posso, em consciência, enganar um filho meu dizendo-lhe que está tudo bem. Isso não seria uma acto de amor, mas sim de ódio.
  6. Eu não combato os homossexuais, mas sim a imposição da normalização da homossexualidade e de outras formas de as pessoas se relacionarem sexualmente às crianças, desde a mais tenra idade. Eu combato a ideologia de género os seus efeitos nefastos em crianças e jovens adultos, que são enganados, mutilados e destruídos para toda a vida.
  7. Gosto do dicionário.
  8. Sim, creio que é justo que uma mãe, que opte por ficar em casa a educar e a cuidar dos filhos, tenha ajuda do Estado e que essa ajuda seja, por exemplo, diminuindo a carga fiscal ao marido, que trabalha para que ela possa ficar em casa a criar os filhos.
  9. E eu que acreditei que, antes de teres ligado o gravador, tínhamos falado off record… Inocência a minha e só prova que eu tinha razão nas críticas que te fazia. Que feio, Miguel, que feio. Isso não é jornalismo, é militância e falta de carácter.

Págs.560-572

  1. Os meus pais só iam à igreja nas datas especiais. Eram católicos não-praticantes, como soa dizer-se por aí, mas não eram hipócritas.
  2. O meu ex-marido gostava muito de cerveja (das loiras), ou seja, de beber, mas, que eu saiba, nunca me traiu e eu nunca o acusei de o fazer. Editaste mal…
  3. Acho que não disse que era só em certas zonas do país que as mulheres eram mães cedo, mas sim, que, naquele tempo, as mulheres casavam cedo e, logicamente, eram mães cedo.
  4. Eu não apanhei uma reguada porque «dei um malho com força» ao “namoradito” que tinha na terceira classe, mas sim porque lhe dei uma reguada – a mando da professora – com pouca força, para não o magoar. Editaste mal. Vai ouvir outra vez.
  5. Tentei separar-me a primeira vez em Portugal. Nenhum dos meus filhos nasceu no Brasil. Editaste mal.
  6. No Brasil, lia poucas obras portuguesas e ia buscar os livros à biblioteca do Clube ITAÚ, porque eu morava dentro do clube e tinha esse privilégio. Eu expliquei-te Miguel… Editaste mal.
  7. Fui adjunta de chefe de secção têxtil de um hipermercado e também fui promovida a chefe de sector desse mesmo hipermercado, porque eram muito competente naquilo que fazia (chama-se: meritocracia). Mas, essa parte não interessa pra nada, não é?
  8. Não, Miguel, eu não me separei e depois fui falar com o pastor da minha igreja. Eu falei com ele antes de me separar. Editaste mal.
  9. E, não, quando engravidei do meu filho Miguel, há mais de 10 anos que tinha saído do casamento em que, de facto, corri risco de vida. Editaste mal.
  10. Eu não disse todas «as neopentecostais», mas citei especificamente os nomes daquelas que considero “empreijas” e não “igrejas”. Editaste mal.
  11. Nunca, mas mesmo nunca, chamei “fundamentalista” à Damares Alves. Nunca. Como está entre parêntesis rectos, deduzo que seja um acrescento teu, orientado pelo teu ódio a todos aqueles que não professam a tua cor política.

CONTINUA: 

 

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