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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

«A ideologia de género não existe» (afirmam os seus ideólogos)

Janeiro 18, 2024

Maria Helena Costa

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Na imagem: Indya Moore, uma «mulher trans», ou seja, um homem que se sente mulher e fez cirurgias plásticas para se parecer com uma, afirma: «se uma mulher tem um pénis o seu pénis é biologicamente feminino». Se isto não é ideologia... O que será?

A ideologia de género existe e podemos prova-lo não só com uma imensa quantidade de livros e manuais escolares, mas também, e infelizmente, com a quantidade de vidas que esta ideologia está a destruir

Este meu artigo foi publicado pelo Observador a 7 de Agosto de 2022. Até ao momento da sua publicação, cá em Portugal, os meios de comunicação social não mencionavam as palavras «ideologia de género», pois essa era a forma de manterem o povo na ignorância acerca uma agenda absolutamente nefasta, que confunde e adoece os mais novos. Mas, como estamos em campanha eleitoral, como o congresso do CHEGA!  passou nas TVs e os deputados André Ventura e Rita Matias chamaram os bois pelos nomes, ou seja: chamaram «ideologia de género» à «igualdade de género», uma máscara que as esquerdas usam para levar a sociedade a pensar que se trata de salvaguardar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, que há muito tempo está consagrada na Constitituição da República Portuguesa e na Lei, foi preciso acionar aqueles que nunca haviam falado da ideologia para negarem a sua existência. Portanto, urge esclarecer e desmascarar mais uma mentira propagada pelos media a serviço do socialismo:

«Não faltam artigos e vídeos de activistas, que nos entram em casa através internet e dos media em geral, a tentar convencer os leitores/ouvintes de que a ideologia de género não existe e que é uma invenção de religiosos fanáticos e de lgbtetcfóbicos. Com isso, essas pessoas, cujo objectivo é manter o povo na ignorância acerca dos seus intentos, pretendem manipular a opinião pública no que ao lóbi diz respeito.

Mas, apesar daqueles que denunciam a ideologia de género – que não só existe como tem sido uma trágedia onde tem sido imposta – não terem espaço nos mass media e serem acusados de todos os «istas» e «fóbicos», inventados para usar no lugar das pedras, há cada vez mais famílias a despertar para o fenómeno importado dos EUA e a procurar a verdade dos factos. Infelizmente, muitas famílias só têm despertado porque os filhos lhes entraram em casa confusos, cheios de dúvidas em relação a si mesmos e à sua sexualidade, e a proclamarem-se lgbTetc.

É para pais como esses e para todos aqueles que lerão este artigo – e que correm o risco de ver os filhos chegar a casa confusos e doentes – que, através de quatro afirmações dos lobistas, pretendo provar que a ideologia de género não só existe, como está a ser-nos enfiada goela abaixo na escola, nos media, nas redes sociais na moda, nas ruas e até… em universidades, nos escuteiros e nas igrejas. De facto, a artificialidade de uma ideologia só se consegue impor desta forma.

  • «A ideologia de género é um termo que se utiliza de maneira pejorativa, para desestimular a diversidade sexual e de género.»

Aqui, a pergunta é: A que se referem quando falam de «género» e «diversidade sexual»?

Comecemos pelo «género», que nada mais é do que uma teoria que inventa a noção de «identidade de género» e a separa da realidade e da dimensão biológica da pessoa, que se manifesta sempre como um sexo determinado (e, muito raramente, com uma deficiência genética conhecida como «hermafroditismo»). Essa ideologia, então, produz uma separação da realidade e da dimensão biológica/genética da pessoa e da sua própria consideração pessoal e social. Para a ideologia, não importa a realidade, mas sim o que cada um sente sobre si mesmo, ou o que é levado a sentir depois de ser bombardeado com a ideologia. Paradoxalmente, a teoria necessita de aprovação social para atingir os seus intentos. Daí, o elemento totalitário que acompanha esta ideologia e que exige o reconhecimento social para poder construir a tal «identidade de género». Por exemplo, se uma pessoa se auto-percebe como um cão, não lhe basta dizer que é um cão. Ela exige que todas as pessoas ao seu redor a reconheçam como um cão.

Por outro lado, o termo «diversidade sexual» refere-se às diferentes práticas sexuais que se pretendem normalizar e legalizar, incluindo práticas que os manuais de psiquiatria consideram como parafilias, ou seja: práticas sexuais que são sintoma de graves transtornos psicológicos e que precisam de tratamento, e até práticas sexuais criminosas como a pedofilia (visite o site da NAMBLA) ou o incesto.

  •  «Denominam-na ‘ideologia’ porque pressupõem que as ideias de igualdade, empoderamento, identidade e sexualidade são verdades indiscutíveis.»

Como é que é? Quem escreveu isso devia voltar à escola do meu tempo e fazer muitas redacções, porque, honestamente, o texto está muito confuso. Vejamos:

Não lhe chamamos ideologia de género, porque pressupomos que estas ideias são verdades indiscutíveis. Chamamos-lhe ideologia de género, porque é um conjunto de ideias contraditórias, disfarçadas de ciência (social, pois claro!) ou filosofia, que, de um modo absolutamente simplista, se propõe explicar a complexidade da realidade de pessoas, que, devido a diversos transtornos de identidade, se auto-percebem de forma errada, sem fundamento na sua realidade genética. Pensemos, por exemplo, naqueles que se auto-percebem como cães, cavalos, gatos,dragões e que, na sua maior parte, antes de se identificarem como animais se haviam identificado como sendo do outro sexo, tomaram hormonas e amputaram partes saudáveis do corpo (o pénis, os testículos, as mamas e os lábios vaginais), mas, como as alterações hormonais e cirúrgicas não trataram o problema mental, elas continuaram a modificar-se e a não se identificar com o «novo corpo», pois, na verdade, ele só é novo no exterior, na aparência. Basta deixar de tomar hormonas, para que o corpo volte, naturalmente, ao que realmente é.

Os autores da afirmação cometem um erro conceptual muito grave, porque quem de facto pressupõe que a igualdade, o empoderamento, a identidade e a sexualidade são verdades indiscutíveis são os que defendem a teoria do género.

Além disso, a «igualdade» não é uma verdade indiscutível, uma vez que o igualitarismo não tem fundamento na realidade. Ainda que seja verdade o facto de todos os seres humanos partilharem a mesma natureza humana, somos todos diferentes e possuímos uma estrutura genética (ADN) diferente, um corpo que nos distingue uns dos outros, diferentes psicologias, ideias e formas de pensar diferentes. Somos diferentes uns dos outros e cada um tem a sua identidade.

Quanto ao «empoderamento», é só mais uma palavra sem sentido para os que promovem a ideologia. Nós, seres humanos, não somos como os animais, que se tornam independentes dos pais ao fim de poucas semanas ou meses após o nascimento. Pelo contrário, precisamos de uma família que nos eduque e guie ao longo de muitos anos, até que todas as funções do nosso cérebro estejam em pleno funcionamento, algo que não acontece antes dos 18 anos, e, se tivermos em conta a maturidade para tomar decisões, os 25 anos.

Quanto à «sexualidade», cada um de nós está determinado geneticamente – desde o momento da concepção – ao sexo masculino ou feminino. A genética já demonstrou que cada uma das nossas células tem uma identidade sexual determinada e que não há como mudá-la. O grande erro, que tem sido repetido incessantemente, é o de que uma pessoa é homossexual ou transsexual por ter um cérebro diferente, possivelmente influenciado por hormonas do sexo oposto durante a gravidez. Ora, a neurobiologia já desmentiu isto de forma categórica. A diversidade celular já existia antes de qualquer influência hormonal e ela é muito mais profunda, pois tem que ver com o sexo genético de cada célula.

Sim, a diversidade sexual existe, mas está condicionada pela estrutura genética do homem ou da mulher. Não há outra opção, pois todos nós somos concebidos como homem ou mulher – diversidade dual, somente. Se assim não fosse, não existiríamos. Não há forma de uma mulher se transformar num homem ou de um homem se transformar numa mulher, pois, para isso, seria preciso mudar cada uma das suas células. Tudo o que é contrário a isto é pura ilusão.

  • «Rejeitam-se os movimentos feministas e lgbt+ argumentando que vão contra a natureza e a família e que põem em perigo a ordem social estabelecida.»

Os activistas nunca dizem a verdade. Não são os textos dos representantes dos movimentos feministas e lgbt+ que afirmam explicitamente que estão contra a natureza e a família?

Sim. Quem afirma, com todas as letras, que o movimento lgbtetc. quer acabar com a família é Amanda Palha, travesti, bissexual, mãe, feminista, anticapitalista, educadora popular e especialista em estudos de género e da família, considerada uma das mais importantes vozes do activismo transvestigênere (seja lá o que isso for) no Brasil, e que, no dia 19 de Janeiro de 2022, esteve na Universidade de Coimbra, on-line, a explicar aos jovens estudantes «Porque é que a família DEVE ACABAR.”

Sim. Estes ideólogos e os seus movimentos põem em perigo a ordem social estabelecida. É o que afirmam inúmeros textos lgbt+ e feministas. A «Revolução Feminista Socialista» está em curso, e não sou eu que o digo, mas sim Shulamith Firestone, feminista radical, no livro «A Dialética do Sexo» (1970):

A libertação das mulheres da tirania de sua biologia reprodutiva por todos os meios disponíveis e a ampliação da função reprodutiva e educativa de toda a sociedade globalmente considerada […] estamos a falar de uma mudança radical. Libertar as mulheres da sua biologia significa ameaçar a família, que é a unidade social organizada em torno da reprodução biológica e da sujeição das mulheres ao destino biológico (pág. 185). […] Assim chegaremos à liberdade sexual para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como quiserem.[…] Os tabus sexuais com as relações homossexuais ou entre adultos e menores irão desaparecer, assim como as amizades não sexuais […] A mente plenamente sexuada [a mente que só pensa em sexo] tornar-se-ia universal se a criança escolhesse ter relações sexuais com os adultosE, ainda que escolhesse a sua própria mãe genética, não existiriam razões, a priori, para que esta rejeitasse as suas insinuações sexuais visto que o tabu do incesto teria perdido a sua função. (pág. 215) […] é por isso que precisamos falar de socialismo feminista. Com isso atacamos a família numa frente dupla, contestando aquilo em torno do que ela está organizada: a reprodução das espécies pelas mulheres, e sua consequência, a dependência física das mulheres e das crianças. Eliminar estas condições já seria suficiente para destruir a família, que produz a psicologia do poder. Contudo, nós a destruiremos ainda mais (pág. 237).

Sim, leu bem. O incesto, a pedofilia e a destruição da família são propostas da feminista radical e de muitas teóricas feministas de hoje.

Judith Butler, por exemplo, omnipresente nos guiões de género e cidadania, no seu livro Problemas do Género, não só concorda com Shulamith Firestone no que ao «tabu do incesto» diz respeito, como, citando Monique Wittig, apela à subversão da heterossexualidade:

A regulação binária da sexualidade suprime a multiplicidade subversiva de uma sexualidade que rompe as hegemonias heterossexual, reprodutiva e médico-jurista. Para Wittig, a restrição binária que pesa sobre o sexo atende aos objectivos reprodutivos de um sistema de heterossexualidade compulsória; ela afirma, ocasionalmente, que o derrube da heterossexualidade compulsória irá inaugurar um verdadeiro humanismo da pessoa, livre dos grilhões do sexo […] a lésbica emerge como um terceiro género, prometendo transcender a restrição binária do sexo (Judith Butler, Problemas de género, pág. 47).

Butler, autora da «bíblia» do género, afirma uma espécie de evolucionismo que nega a realidade da natureza humana e que se dá por meio da tecnologia, da hormonização e da amputação de órgãos saudáveis, que serão substituídos por uma simulação do órgão sexual do outro sexo.

Poderia citar inúmeros textos, mas creio que não restam dúvidas de que estes movimentos põem em perigo a ordem social estabelecida.

  • «A ‘ideologia de género’ não existe como categoria dentro das ciências sociais. É uma construção que busca insultar as reivindicações dos direitos das mulheres e da diversidade sexual.»

Este argumento só convence idiotas úteis. As ciências sociais não têm como função estabelecer as teorias do conhecimento da realidade. Isso corresponde à Filosofia.

Sabe quantos conceitos, ou categorias, não existem dentro das ciências sociais sem que alguém discuta a sua validade?

Por exemplo: o conceito da Astrofísica não faz parte das ciências sociais e creio que ninguém contestaria um físico pelos seus conhecimentos.

Além disso, se bem que as ciências sociais estudem aspectos do ser humano relacionados com o comportamento individual e as funções e elementos da organização social, não são ciências (exactas) no sentido concreto da palavra, já que, geralmente, carecem de todos os elementos necessários para julgar definitiva e objectivamente sobre algo. A sua validade depende do nível dos dados e da informação disponível, que podem ir mudando e aprofundando-se cada vez mais. É por isso que as ciências sociais estão cheias de teorias que já foram rejeitadas por não terem fundamento ou por não terem acontecido conforme previam os sociólogos.

Pensemos, por exemplo, no Darwinismo social, teoria amplamente rejeitada hoje em dia, que defendia a falsa hipótese de que todas as culturas se desenvolvem de uma forma similar e passam pelas mesmas etapas. Ou ainda na Teoria Malthusiana, que profetizava que a população cresceria tanto, que, em 1995, faltaria sustento para a sobrevivência da espécie. E, por último, na Teoria Marxista do Materialismo Histórico, segundo a qual a revolução comunista se daria de uma maneira natural nos países mais industrializados, com mercado livre, quando, de facto, o comunismo só se tem vindo a impor pela força, através do assassinato de milhões de pessoas e em sociedades agrárias e sub-desenvolvidas tecnologicamente: Rússia, China (hoje é tecnologicamente desenvolvida, mas não o era quando o comunismo tomou posse), Cuba e Venezuela.

Teorias à parte, o género como noção, sim, estuda-se nas ciências sociais. Aliás, hoje, parece que tudo tem que ser visto sob falsa perspectiva do género. Nas ciências sociais, afirmam os sociólogos, a noção do género é um termo técnico específico que faz referência a um «conjunto de características diferenciadas que cada sociedade atribui a homens e mulheres».

O problema é que há um erro de princípio nesta noção, já que essas características e diferenças não existem, porque são atribuídas e impostas pela sociedade, mas sim porque há um fundamento profundamente biológico, genético, neurobiológico, psicológico e afectivo, que fazem com que o homem e a mulher sejam diferentes. Não se trata de uma construção cultural, mas sim da natureza real do ser humano.

O que dói aos progressistas, quando chamamos ideologia à teoria do género, é o facto de isso apontar para a falta de fundamento objectivo. A teoria do género não é comprovável pelo método científico e não traduz uma versão realista do ser humano. Somos assim, e bem: diferentes.

Assim, denunciar a ideologia não tem nada que ver com «uma construção que busca insultar as reivindicações dos direitos das mulheres e da diversidade sexual», mas sim com uma crítica objectiva a uma teoria que não tem nenhum fundamento na realidade da pessoa humana.

As contradições da ideologia são muitas, mas creio que a contradição mais flagrante é a afirmação de que os genitais não determinam a identidade de uma pessoa. Afinal, se isso fosse verdade, porque é que, quando um homem se auto-percebe como mulher, tem de tomar hormonas do sexo oposto e amputar o pénis e os testículos? (A mesma pergunta vale para as mulheres que se auto-percebem como homens.)

Eu não me refiro a adultos que sofrem de um transtorno da sexualidade («disforia de género» em linguagem mais recente) e que são livres para fazerem as cirurgias plásticas que quiserem e de tomarem hormonas do outro sexo (até isto aponta claramente para o facto de que só existem dois sexos) até ao fim dos seus dias. Mas, sujeitar crianças à ideologia e defender que estas têm «conhecimento informado» para amputarem partes saudáveis do corpo e ficarem estéreis para toda a vida… É indefensável e criminoso.

Um cirurgião que acede em amputar partes saudáveis do corpo de um menor de idade não está a agir no sentido de NUNCA provocar dano aos seus pacientes.

Por tudo isto, quando ouço dizer que a ideologia do género não existe, sei que tudo o que se pretende é evitar um debate sério e verdadeiro.

A ideologia de género existe e é algo que podemos provar, não só com a imensa quantidade de livros e manuais escolares sobre o assunto, mas também, e infelizmente, com a quantidade de vidas que esta ideologia está a destruir.

 

 
 

Uma criança pode determinar se é transexual com 4 anos de idade?

Janeiro 17, 2024

Maria Helena Costa

 

 

 

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Foi isso que aconteceu com Avery, com o apoio da sua mãe.

A mãe, Debi Jackson, passou a gerir a vida de Avery como se o menino fosse o ativista trans mais novo do mundo, ganhando fama e dinheiro.

Avery ganhou os holofotes dos media mainstream, passando a vender livros e dar palestras.

No documentário, em frente às câmeras, Avery diz à mãe:

«Colocaste-me em tudo! Eu não aprovo isso!».

A equipe de «Transhood» chegou a cobrir um dos lançamentos do livro de Avery. Nesse momento, a mãe diz-lhe que tem que assinar os livros, conversar e sorrir para as pessoas. Quando uma mulher lhe pede um autógrafo, ele responde: «Eu não sou a Avery, só estou a preencher o buraco, ok?»

A psicóloga @nine.borg declarou: «Percebi sinais de desassociação na criança, quando ela diz que ela não era ela, e que estava ali apenas a preencher o buraco. Depois, no futuro, a criança desenvolve depressão e pensamentos suicidas, e vai ter alguém a propagandear que foi por causa de transfobia. Quem é essa mãe? Quem é esse pai? Quem são esses adultos que fazem fila e pedem autógrafos a essa criança?».

O que é que você acha desse caso?

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O sexo é binário

Janeiro 15, 2024

Maria Helena Costa


As categorias de sexo nos seres humanos - masculino e feminino - são reais (como todos sabemos), imutáveis e binárias (só existem dois sexos, não dois, três quatro ou cento e muitos).

 

Em 2022, quando lhe foi pedido que definisse a palavra «mulher», a juíza Ketanji Jackson hesitou, e fugiu à pergunta com a desculpa: «Não sou bióloga».

Bem, eu também não sou bióloga, mas não faltam biólogos e livros de biologia, que, desde há muito, muito tempo, nos ensinam o que é uma mulher. Assim, antes de me socorrer da ciência para responder à pergunta feita à Sr.ª Dr.ª Juíza, que, por sinal, foi notícia por ser a primeira MULHER negra eleita para o cargo, permitam-me reformulá-la: as categorias de sexo nos seres humanos – masculino e feminino – são reais, imutáveis e binárias, ou são apenas «construções sociais»?

A única resposta é: São reais (como todos nós sempre soubemos), imutáveis (não podem ser mudadas) e binárias (só existem dois sexos, não três, quatro ou cento e muitos).

Esta é a verdade no reino vegetal e no reino animal. O sexo de um organismo é definido pelo tipo de gâmeta (esperma ou óvulos) que ele pode ou quer produzir. Os machos têm a função de produzir espermatozóides, ou pequenos gâmetas; e as fêmeas, óvulos, ou grandes gâmetas. Não existe um terceiro tipo de gâmeta. Só existem dois.

Assim, natural e cientificamente, o sexo é binário e não deveria haver qualquer controvérsia quanto a isso, pois trata-se do básico dos básicos em biologia. Cada um de nós, é o resultado da reprodução bem-sucedida de um macho e de uma fêmea (o nosso pai e a nossa mãe biológicos). Deixemos a ideologia de género de lado: sem a existência de machos e fêmeas, de homens e mulheres, nenhum de nós aqui estaria. O género humano teria deixado de existir.

Assim, por muito que os activistas do «género» insistam na mentira de que o sexo não pode ser binário e que, devido ao facto de haver pessoas que nascem com genitais que parecem ambíguos ou mistos, deve ser visto como um «espectro», a verdade é que uma pequeníssima percentagem da população humana pode ter uma configuração cromossómica rara que não é XX nem XY. A doença de Klinefelter e a síndrome de Turner, popularmente conhecidos como «hermafroditismo» e rebaptizados, pelos ideólogos de género, como «intersexo», são dois exemplos dessas anomalias genéticas.

Ora, ao contrário do que os activistas têm vindo a propagandear, a existência de tais condições «intersexuais» não torna as categorias «masculino» e «feminino» sem sentido, nem negam o binário sexual. A ambiguidade sexual não é um terceiro sexo. Da mesma forma, que o facto de haver pessoas que nascem sem uma perna não mudar a verdade de que os seres humanos nascem com duas pernas, o facto de existirem pessoas que nascem com anomalias genéticas nos genitais não deveria levantar dúvidas acerca do sexo.

A pressa do PS & CIA. em legislar no sentido de impor a ideologia de género à sociedade, poderia levar-nos a pensar que estamos diante de um aumento súbito e dramático de pessoas que nascem com genitais ambíguos. Mas, não é isso que está a acontecer. O que estamos a presenciar é um aumento absurdo de pessoas que são inequivocamente de um sexo e que, depois de estarem expostas a conteúdos, influencers e activistas trans, afirmam ter nascido no corpo errado e determinam que são do outro sexo, ou até algo entre os dois sexos, nem homem nem mulher, uma espécie de… nada, uma letra daquela bandeira às cores, tão na moda, que dá tanta visibilidade, protagonismo e oferece protecção.

Toda a propaganda mediática, a serviço do movimento LGBTQQIP2SAA+ e de alguns partidos políticos, vai no sentido de nos convencer de que o sexo é incompreensivelmente complexo, multivariável, e de que a coisa mais natural do mundo – classificar as pessoas como masculinas ou femininas, de acordo com o sexo que é constactado na primeira ecografia (a não ser que o bebé se esconda) e no momento do nascimento – é um acto opressor, ultrapassado, que deve ser abandonado em favor do conceito ideológico e revolucionário de uma «identidade de género» que a criança escolherá, livremente, depois de ser doutrinada desde a mais tenra idade, em todos os ciclos de ensino, nos desenhos animados, nas redes sociais, nas séries e nos filmes, com a teoria da autora da «bíblia do género», Judith Butler, que, entre outros absurdos, apela à subversão e à destruição da heterossexualidade:

A regulação binária da sexualidade suprime a multiplicidade subversiva de uma sexualidade que rompe as hegemonias heterossexual, reprodutiva e médico-jurídica. Para Wittig, a restrição binária que pesa sobre o sexo atende aos objectivos reprodutivos de um sistema de heterossexualidade compulsória; ela afirma, ocasionalmente, que o derrube da heterossexualidade compulsória irá inaugurar um verdadeiro humanismo da pessoa, livre dos grilhões do sexo […] a lésbica emerge como um terceiro género, prometendo transcender a restrição binária do sexo. (Judith Butler, Problemas de género, pág. 47)

Ou seja, a teórica queer apela à extinção da espécie humana. Este é o «novo normal», que defende que os homens devem ser incluídos nos desportos femininos, nas prisões femininas, nas casas de banho femininas, ou em qualquer outro espaço destinado às mulheres, desde que se «identifiquem» como mulheres.

Antes de prosseguir, urge explicar que «intersexo» e «transgénero», apesar de serem letras de uma mesma bandeira, significam coisas completamente diferentes. As pessoas «intersexo» padecem de uma condição extremamente rara, que resulta numa aparente ambiguidade sexual. As pessoas transgénero, no entanto, não padecem de qualquer ambiguidade sexual, apenas afirmam sentir que são do outro sexo e identificam-se como algo diferente do seu sexo biológico.

Conscientes desta distinção, será fácil perceber que os activistas do género tentam desviar as discussões, por exemplo, sobre se os homens que se identificam como mulheres devem ser autorizados a competir em desportos femininos, para atletas intersexo, conhecidos, como a corredora sul-africana Caster Semenya.

Porquê?

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REVELADO: METADE dos membros do comité de saúde transgénero da Organização Mundial de Saúde (OMS) NÃO têm formação médica e a maioria são activistas

Janeiro 15, 2024

Maria Helena Costa

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Metade dos membros do comité da Organização Mundial de Saúde para as directrizes de saúde transgénero não são peritos médicos qualificados - e a maioria são activistas de género.

Um dos membros do painel é um controverso tiktoker canadiano com identidade trans, que acredita que os bloqueadores da puberdade devem ser prescritos a todas as crianças, independentemente da sua identidade de género, para que possam «escolher» o seu género em vez de lhes ser atribuído um pela sociedade.

Outro membro acredita que a transição não causa problemas de saúde e afirma que os únicos «efeitos secundários reais» de uma mudança de sexo são uma «qualidade de vida significativamente melhorada... e alegria trans».

Várias organizações de defesa dos direitos das mulheres e LGBTQ+ temem que a agência da ONU — cujas recomendações são altamente influentes — tenha sido capturada por uma «tendenciosidade trans».

No mês passado, a OMS publicou as biografias de 21 especialistas que foram convidados a ajudar a formular directrizes que irão moldar a forma como os países tratam a disforia de género. Do painel de 21 membros, que foram convidados a ajudar a formular as directrizes que irão moldar a forma como os países tratam a disforia de género, 11 não têm formação médica formal. Sete são transgénero, dez têm formação médica e, destes, oito são médicos. Os restantes são uma mistura de activistas, defensores da justiça social, advogados de direitos humanos, investigadores de DST e consultores políticos.

Vários deles são também membros da World Professional Association for Transgender Health (WPATH) [Organização Mundial de Saúde Transgénero], uma organização sem fins lucrativos dedicada à promoção de tratamentos médicos para a disforia de género, que tem sido acusada de ser demasiado pró-medicação. Os investigadores da área da saúde que se qualificaram para integrar o painel têm formação em controlo e prevenção do VIH/SIDA, com pouca ênfase nos parâmetros de prestação de serviços de transição conhecidos como Cuidados afirmativos de género.

Ashley - uma mulher trans que usa os pronomes "they/them que b****" - é o membro mais controverso e mais vocal do comité. Tem um número significativo de seguidores no TikTok, onde expressa opiniões duras sobre questões trans, apelando ao abandono dos exames de saúde mental às crianças trans antes de lhes serem administrados bloqueadores da puberdade e medicamentos hormonais.

Ashley disse recentemente no TikTok, ao discutir um artigo académico de que é co-autor, sobre o assunto: «Há alguma razão para pedir às pessoas que passem por uma longa e complexa avaliação do género para terem acesso a cuidados afirmativos de género, ou isso é inútil e o tempo deveria ser mais bem empregue no apoio à tomada de decisões? E o que o meu artigo conclui é que não há provas de que as avaliações de género funcionem... é apenas um processo mais longo sem qualquer razão real». Acrescentou ainda: «As avaliações de género são, na verdade, uma forma desnecessária de controlo a que as comunidades trans têm vindo a opor-se há já algum tempo».

Teddy Cook, outro membro do painel, pintou um quadro cor-de-rosa do processo de transição como sendo inteiramente positivo, afirmou que os «efeitos secundários reais» dos cuidados de transição incluem uma «qualidade de vida significativamente melhorada... uma diminuição dramática da angústia, depressão e ansiedade e um aumento substancial da euforia de género e da alegria trans».

Ashley - que tem uma tatuagem a dizer «sê gay, comete crimes» - também foi coautor de um estudo que afirma que os bloqueadores da puberdade e as terapias hormonais «devem ser tratados como a opção padrão» para crianças com disforia de género.

O porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que as directrizes sobre cuidados trans se centrariam «apenas em adultos» e não na utilização controversa de hormonas, supressores e cirurgias em crianças. «As directrizes da OMS baseiam-se sempre no equilíbrio das provas disponíveis, nos princípios dos direitos humanos, na consideração dos danos e benefícios e nos contributos dos utilizadores finais e beneficiários», disse Jašarević.

No entanto, alguns membros do painel são a favor da autorização de tais tratamentos para crianças a partir dos 13 anos. A formação do grupo causou indignação interna, com a relatora especial da ONU sobre a violência contra as mulheres e as raparigas a dizer que o grupo era demasiado «unilateral».

Reem Alsalem escreveu ao diretor-geral da OMS para dizer que considerava que o comité continha «conflitos de interesses significativos e não geridos». Acrescentou: «As partes interessadas cujos pontos de vista diferem dos defendidos pelas organizações de activistas transgénero não parecem ter sido convidadas. Essas partes interessadas incluem peritos das autoridades europeias de saúde pública que assumiram a liderança no desenvolvimento de uma abordagem baseada em provas e, consequentemente, cautelosa em relação às transições de género dos jovens (por exemplo, Inglaterra, Suécia e Finlândia)».

O grupo da OMS definirá directrizes globais sobre a forma como os profissionais de saúde de todo o mundo podem aumentar o acesso «e a utilização de serviços de saúde de qualidade e respeitosos a pessoas transgénero e pessoas com diversidade de género». A OMS afirmou ainda que as directrizes se centrarão em cinco áreas: a prestação de cuidados de transição, incluindo terapias hormonais, políticas de saúde que apoiem os cuidados de saúde com inclusão do género e leis que respeitem o direito de um indivíduo a expressar o seu próprio género da forma que lhe parecer mais adequada.

Estas leis incluem frequentemente novas actualizações dos documentos oficiais, como os bilhetes de identidade, para que reflictam o género com que o indivíduo se identifica e não aquele com que nasceu. 

Stella O' Malley, psicoterapeuta e directora executiva do grupo de campanha Genspect, disse ao DailyMail.com:

«O painel da OMS é constituído na sua maioria por advogados de justiça social e de direitos humanos que acreditam que a abordagem afirmativa do género é a única opção... Eles vão determinar as directrizes de cuidados para as pessoas trans, mas não têm ninguém que represente o equilíbrio crítico no seu painel. A OMS presume que a abordagem afirmativa do género é o único caminho a seguir, rejeitando assim a psicoterapia convencional. Trata-se de uma abordagem limitada e muito tendenciosa. A OMS está a cometer um erro grave, devia interromper este processo e consultar os muitos profissionais que defendem abordagens diferentes».

Uma petição on-line subscrita por mais de 8000 entidades desde Dezembro, altura em que o grupo da OMS foi finalizado, apelou a que a organização suspendesse a reunião do grupo em Fevereiro. A petição foi organizada por Jamie Reed, a antiga assistente social de uma clínica trans no hospital pediátrico de St. Louis, que denunciou o facto de crianças com problemas de saúde mental estarem a ser rapidamente submetidas a tratamentos hormonais de sexo cruzado. Numa declaração, Reed, actualmente directora executiva da LGBT Courage Coalition, um grupo de campanha, apelidou os membros do painel da OMS de um grupo de «activistas orientados por uma agenda com poucos ou nenhuns conhecimentos científicos. [...] Alguns são activistas bem conhecidos e radicais que promovem intervenções médicas experimentais e estigmatizam a terapia exploratória», afirmou Reed. O painel deveria incluir «peritos com uma diversidade de perspectivas», acrescentou.

Milhares de signatários são particulares, incluindo psicólogos, enfermeiros e pais de transicionados, bem como organizações como a Genspect, que tem criticado as transições médicas. Para além de pressionar a OMS a reequilibrar o seu painel «tendencioso», os autores da petição afirmam que a organização não deu ao público tempo suficiente para expressar as suas preocupações sobre a composição do influente grupo. O período para comentários do público terminou a 8 de Janeiro.

A petição dizia: «Esta é a velocidade da luz para qualquer organização, mas especialmente para a OMS, que tem de consultar várias partes interessadas, encomendar análises de provas a terceiros e, potencialmente, contratar peritos independentes para ajudar a supervisionar o processo de desenvolvimento das directrizes. Nada disto pode ser realisticamente realizado dentro do prazo artificialmente limitado da OMS».

Quem compõe o painel?  

  • Alicia Krüger é um farmacêutico com formação em epidemiologia das doenças sexualmente transmissíveis e virais. Actualmente, trabalha como epidemiologista e farmacêutica no Brasil. Sendo ele próprio uma mulher transgénero, Krüger co-fundou e presidiu a Associação Brasileira de Profissionais de Saúde Transgénero (BRPATH), uma afiliada da WPATH.
  • Apako Willimas é um activista dos direitos humanos das pessoas transgénero e com não conformidade de género no Uganda, onde fundou a Tranz Network Uganda (TNU). Willimas tem formação em serviço social. É também advogado com cerca de oito anos de experiência na defesa de pessoas LGBTQ+.
  • Ayouba El Hamri é um activista trans em Marrocos que co-fundou um grupo marroquino de defesa da comunidade LGBTQ e faz parte do comité de direcção da African Trans Network e da Global Network of People living with HIV (GNP+).
  • Chris McLachlan, que nasceu mulher mas se identifica mais com o género masculino, é membro da Divisão de Sexualidade e Género da Sociedade Psicológica da África do Sul, onde ajudou a desenvolver a primeira e definitiva Directriz Sul-Africana de Cuidados de Saúde de Afirmação do Género. Também faz parte da equipa central que desenvolveu as Orientações Práticas para Profissionais de Psicologia que Trabalham com Pessoas Sexualmente Diversas e com Diversidade de Género.
  • Cianán Russell é um químico de formação, defensor da política e dos direitos transgénero no grupo de reflexão ILGA-Europe, sediado na Bélgica. Começou como activista LGBTQ+ nos EUA na década de 1990 e, desde então, tem trabalhado em grupos de defesa dos direitos dos transexuais na Ásia e na Europa. Russel é também Director da Trans Survivors Network, uma organização internacional sem fins lucrativos que se dedica à investigação, à defesa e à sensibilização para os cuidados a prestar às pessoas trans expostas a violência sexual, agressão sexual e violação.
  • Elma de Vries é uma médica de família e activista das necessidades de cuidados de saúde da comunidade trans da África do Sul, que trabalha na Faculdade de Medicina da Universidade Nelson Mandela. É também membro fundador da Associação Profissional para a Saúde Transgénero da África do Sul (PATHSA).
  • Erika Castellanos é uma mulher trans e ativista do Belize que vive atualmente nos Países Baixos. Concluiu um programa de certificação para a realização de investigação sobre questões de saúde LGBTQ+ e fundou a primeira rede de pessoas no Belize que vivem com VIH como ele. Castellanos lidera actualmente o trabalho do GATE na construção do movimento dos direitos dos cuidados de saúde trans.
  • Eszter Kismödi é uma advogada internacional de direitos humanos especializada em saúde sexual e reprodutiva. Lidera o grupo Sexual and Reproductive Health Matters, que supervisiona uma revista académica que publica uma vasta gama de investigação relacionada com a saúde sexual e os direitos de género. Kismödi também tem um longo historial de trabalho com organizações de saúde globais, incluindo a OMS e a Associação Mundial de Saúde Sexual, como consultora de direitos humanos.
  • Felisbela de Oliveira Gaspar é assessora de políticas de género do Ministério da Saúde de Moçambique, onde dá formação aos profissionais de saúde sobre a abordagem de género no seu trabalho de tratamento de pacientes. Desde 2016, tem também aconselhado o gabinete da OMS em Genebra sobre o desenvolvimento de estratégias para a utilização da medicina tradicional e alternativa numa vasta gama de contextos, e não apenas no tratamento da disforia de género.
  • Florence Ashley é uma mulher trans e professor de direito no Canadá, especializado em ética na medicina. É autor de um livro intitulado Gender/Fucking: The Pleasures and Politics of Living in a Gendered Body (Género/F0d3r: Os Prazeres e a Política de Viver num Corpo com Género), bem como relatórios que condenam a utilização continuada de terapias de conversão prejudiciais para reverter a homossexualidade de uma pessoa.
  • Gale Knudson é médica e psiquiatra em Vancouver, Canadá, e participou em vários painéis para desenvolver directrizes de cuidados de saúde para transexuais, incluindo o painel Supporting Sexuality Across the Gender Spectrum (Apoiar a Sexualidade em todo o Espectro de Género) na Associação Americana de Educadores, Conselheiros e Terapeutas de Sexualidade. É coautora de várias versões dos Padrões de Cuidados da WPATH e co-lidera o Instituto de Educação Global, sendo antiga Presidente da WPATH e da Associação Profissional Canadiana para a Saúde dos Transgéneros (CPATH).
  • Phan Thi Thu Huong é médica especializada na prevenção e controlo de doenças sexualmente transmissíveis e infecciosas e Directora-Geral da Administração do Vietname para o Controlo do VIH/SIDA. Foi também coordenadora no Vietname da Agência Francesa de Investigação sobre a SIDA e Hepatites Virais, e professora de saúde na Universidade de Medicina de Hanói.
  • Rena Janamnuaysook é a gestora do programa de Ciência da Implementação no Instituto de Investigação e Inovação do VIH (IHRI) em Banguecoque, Tailândia. Aí, criou a Tangerine Community Health Clinic, a primeira clínica de saúde dirigida por transgéneros na região.
  • Janamnuaysook é bolseira do programa CHIMERA D43 dos Institutos Nacionais de Saúde, que formou uma equipa de investigadores do Camboja, Malásia, Filipinas e Tailândia para conceber estudos sobre a relação entre o diagnóstico do VIH e as doenças mentais.
  • Saima Paracha, um dos dois pediatras do painel, trabalha no Programa Nacional de Controlo da SIDA do Paquistão, com ênfase no VIH e nas infecções que frequentemente o acompanham, como a hepatite viral e as DST. Grande parte do seu trabalho, principalmente no Paquistão, tem-se centrado na melhoria do diagnóstico do VIH/SIDA e na formação de outros profissionais de saúde em VIH e tuberculose.
  • Sanjay Sharma, que também é pediatra de formação, foi o director fundador e CEO da Association for Transgender Health na Índia. Como conselheiro do Transgender Empowerment Board of Delhi, o Dr. Sharma ajudou a formular amplas protecções legais para as pessoas trans contra a discriminação na Índia.
  • Shobini Rajan é médica e Directora-Geral Adjunta da Organização Nacional de Controlo da SIDA. Liderou a agenda da saúde transgénero na Índia e foi fundamental na redação do «Livro Branco sobre serviços de saúde abrangentes para a saúde transgénero» do governo indiano.
  • Teddy Cook trabalha em projectos de política e defesa de causas e é o Diretor de Saúde Comunitária da ACON, uma organização líder na defesa do VIH e da saúde LGBTQ+ sediada na Austrália. Faz parte de um vasto leque de grupos consultivos sobre direitos trans, incluindo o maior inquérito australiano sobre saúde e bem-estar LGBTIQ, denominado Expert Advisory Group and Gender Advisory Board.
  • Walter Bockting é médico psiquiatra e investigador do New York State Psychiatric Institute, liderando a Área de Género, Sexualidade e Saúde. Foi presidente da WPATH e é o principal investigador em três estudos sobre o tema financiados pelo National Institute of Health, incluindo um que analisa a qualidade de vida de indivíduos trans e não-binários após cirurgia de afirmação do género.
  • Walter Bouman é médico e especialista em saúde trans no Reino Unido. É especialista em prescrever, dosear e monitorizar o tratamento com hormonas de transição, em encaminhar para cirurgias de transição e outras intervenções médicas, como a depilação e a terapia da fala e da linguagem, e em prestar apoio psicológico a pessoas trans. O Dr. Bouman é membro fundador da Associação Profissional Europeia para a Saúde Transgénero (EPATH) e da Associação Britânica de Especialistas em Identidade de Género (BAGIS).
  • Yanyan Araña é uma mulher trans e activista nas Filipinas. É gestor de programas de uma organização chamada LoveYourself Inc., que presta serviços de saúde sexual e de transição de género, investigação e eventos, à comunidade trans naquele país.
  • Zakaria Nasser é um activista que vive no Líbano e foi membro do grupo clandestino de defesa dos direitos LGBTQ+ Meem. Desde então, fundou o grupo Qorras, que recolhe e divulga relatórios sobre direitos civis e políticas numa perspectiva feminista e queer.

 

Meio de comunicação: Daily Mail
Por: Cassidy Morrison (Senior Health Reporter para o Daily Mail)
Data: Publicado a 9 Janeiro de 2024; Atualizado a 10 Janeiro de 2024

Marcha Silenciosa - Porto

Janeiro 11, 2024

Maria Helena Costa

TRAGA UM BALÃO BRANCO 🎈
 
Amigos, pais, tios, avós, juntem-se a nós - PELAS NOSSAS CRIANÇAS - nesta iniciativa de vários grupos e associações nacionais!
Acontecerá também em Lisboa, em Viana do Castelo e talvez em Braga e no Algarve. Gostaríamos de ver mais cidades envolvidas.
 
Marcha silenciosa em sinal de luto pela existência da lei 38/2018 e dos projectos de lei derivados (WCs e balneários ao quais podem aceder pessoas do outro sexo, bastando para isso que se identifiquem como sendo do outro sexo, que não o delas, e expressem vontade em o fazer).
Contamos convosco? 🌻
 

 

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