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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

A escola, a drag queen e os 73 géneros

Janeiro 02, 2024

Maria Helena Costa

Expressar opinião contrária ao mainstream cultural já é crime. A ditadura está de volta e o descalabro é já ao virar da esquina.

Infelizmente, muitos, talvez até antes de ler este artigo, vão dizer que isso aconteceu no Reino Unido, que nunca acontecerá por cá, blá, blá, blá… Só que, cá, a nova-esquerda e a direitinha progressista, há muito decidiram introduzir a ideologia na Escola e impô-la à população em geral, sob máscaras como “combate ao bullying”, “inclusão”, “tolerância”, etc..

Quantos sabem, por exemplo, que, em Lisboa, já houve uma empresa portuguesa que fazia sessões de ‘drag queens’ para crianças? Se não acredita, veja este vídeo, publicado na página de Facebook da organização, em cuja descrição se pode ler «Primeira reação de sempre de um bebé ao assistir a um directo Queen durante o Drag Taste Brunch. Por isso agora já sabes, traz as tuas crianças e bebés, todas as idades são bem-vindas», e veja um bebé de dois ou três anos, no seu carrinho de bebé, a assistir ao show de uma drag queen de cuecas fio dental, a fazer malabarismo.

E, mais recentemente, em Torres Vedras, anunciou-se publicamente um espectáculo pornográfico, que, há poucos anos, seria apenas para adultos, mas que agora não se inibe em chamar CRIANÇAS de todas as idades, que, a partir dos 6 anos também pagam bilhete. Não vou citar as palavras absolutamente execráveis do organizador, que até em "tesão" falou, quando, diante da pressão de muitos pais se viu obrigado a cancelar o evento (embora eu acredite que só vai ter de encontrar outro lugar e não divulgar a coisa publicamente). A pergunta é: que tipo de pais leva os filhos, menores de idade, a um "almoço" destes? Pedófilos? 

Pode ser uma imagem de 7 pessoas e texto que diz "14/01/2024 13H A.C.R.D. ABRUNHEIRA ALMOÇO D.S #RUA54! 0 EVENTO DE JORGE COSME, COM MUITAS SURPRESAS: SHOW COUPLE STRIPTEASE: SANDRA VIDA& GAÚCH SH TRANSFORMISTA: ROXY VIEIRA DJFÁBIOF SSOS AO SOM DOS ANOS SICA DE CARNAVAL TRAGA MASC RA OU UM SIMPLES DISFARCE PARA ELEIÇAO: MELHOR MA RAFONA! & MI S PODA 0 ALMOÇO DE CONVIVIO MAIS "QUENTE & PICANTE" DO ANO! EMENTA: ENTRADAS SOPA DELEGUMES BACALHAU COM BROA LOMBO RECHEADO COM ARR (OU PRATO VEGETARIANO) SOBREMESAS VINHOS, AGUAS, SU ADULTOS: 25,00 CRIANÇAS DOS 6 AOS 12 12,00 RESERVAS ATÉ 10 JANEIRO: 96292181"

Portanto, não se surpreenda se, à semelhança do que já vem acontecendo em algumas escolas, ainda esta semana, o seu filho chegar a casa a dizer que uma drag queen foi à escola ler histórias aos meninos.

Voltando ao Reino Unido, a FOXNEWS noticiou que, no UK, onde a ideologia do género entrou nas escolas há mais tempo e onde há inúmeros relatos de drag queens a ler histórias a crianças, o governo da Ilha de Man suspendeu a educação sexual nas escolas depois que uma drag queen ter obrigado (acho que deveria ter escrito “supostamente”) um aluno a deixar a aula, por este ter refutado o conceito puramente ideológico da existência de 73 “géneros”.

Chocados, pais de alunos que frequentam a Queen Elizabeth II High School imitiram e subscreveram uma petição a pedir uma "investigação imediata" sobre o programa curricular. Na petição dirigida à directora da escola, Charlotte Clarke, e assinada por mais de 500 pessoas, pode ler-se: «Consideramos que a presença de uma 'drag queen' na aula deixou os alunos alienados e claramente confusos com as informações discutidas durante a sessão e que são totalmente inapropriados».

Já a vice-presidente da Comissão Paroquial de Marown, Eliza, afirmou que a drag queen ensinou a crianças de 11 anos que havia 73 géneros, e que quando um aluno lhe respondeu que só havia dois, respondeu: «você chateou-me» e pediu ao aluno que saísse da aula.

Cox, porta-voz do Departamento de Educação, Desporto e Cultura, alegou ainda que um grupo de alunos foi ensinado a fazer sexo anal e oral, que outro grupo viu como enxertos de pele são retirados do braço de um paciente para criar um pénis artificial para um “homem transgénero”, e que as crianças estão demasiado traumatizadas para falar com os pais sobre o que aconteceu.

A ministra da educação da Ilha de Man, Julie Edge, disse que o Departamento de Educação, Desporto e Cultura tomou a "decisão de interromper todos os conteúdos de educação sexual (RSE) nas escolas primárias e secundárias e informou que não poderia comentar mais nada até que os factos sejam devidamente apurados.

A ilha, uma dependência da coroa britânica, teria introduzido um novo currículo RSE em Setembro. Cox informou que um professor da ilha teve de ensinar um grupo de meninos e meninas de 11 a 13 anos a masturbar-se, e que outro professor, supostamente, se sentiu desconfortável com o novo currículo e disse aos alunos: "por favor, não me ouçam”.

Como chegámos até aqui?

Em 1934, o antropólogo J. D. Unwin realizou uma investigação científica abrangente na qual analisou a relação entre a sexualidade e a cultura, cuja conclusão foi: quanto maiores são as restrições sexuais, mais elevado é o nível cultural; quanto menos restrições sexuais houver, mais baixo é o nível cultural.[1]

Mais recentemente, Aldous Huxley, no seu livro Admirável Mundo Novo, “profetizou”:

À medida que a liberdade política e económica, diminui, a liberdade sexual tem tendência para aumentar, como compensação. E o ditador […]  fará bem em encorajar essa liberdade. Juntamente com a liberdade de sonhar em pleno dia sob a influência de drogas, do cinema e da rádio, ela contribuirá para reconciliar os seus súbditos com a servidão que lhes estará destinada.[2]

Não sei se gostaria de viver tempo suficiente para ver a cultura a penalizar a violação dos seus padrões sexuais. Hoje, os donos-disto-tudo impõem-nos a dissolução absoluta dos padrões morais, e quem se atrever a insurgir-se contra é severamente punido com sanções legais e exclusão social. Ou seja: no tempo “destes senhores”, expressar opinião contrária ao mainstream cultural [modelo de pensamento dominante] já é crime. A ditadura está de volta e o descalabro é já ao virar da esquina. Que venha o dilúvio!

[1] J. D. Unwin, Sex and Culture, 1934

[2] Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, Antígona, pág. 33.

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