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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Comportamento padrão de adolescentes "elgebetizados”

Dezembro 16, 2023

Maria Helena Costa

Com a Lei 38/2018, o Despacho 7247/2019 (chumbado pelo Tribunal Constitucional), o copy paste do Despacho na Proposta de Lei 332/XV e o texto final, que será votado no próximo dia 20 de Dezembro, Portugal copia o que de pior se vai passando um pouco por todo o mundo ocidental e, quando se fala de crianças, que, supostamente, e depois de muita doutrinação ideológica, sofrem de disforia de género, o critério dos pais só é ouvido e tomado em conta SE coincidir com o "sentimento profundamente sentido", ainda que surgido repentinamente e nunca antes percebido, do seu filho. Do contrário, caso tentem ajudar o filho a perceber o que realmente se passa e não se ajoelhem diante da nova identidade auto-determinada pelos petizes, a ameaça estatal de lhes retirar toda e qualquer autoridade paternal/maternal sobre os seus filhos e de os sentar ao banco dos réus recai sobre eles.

Perante este ataque sem tréguas à família, o que é que os pais precisam de saber sobre o comportamento dos seus filhos, que, repentinamente, passam a identificar-se como trans, e os ataques que virão, caso não venerem a auto-determinação deles?  

A Drª Lisa Littman criou um questionário com noventa perguntas, distribuiu-o entre 256 pais que tinham visto os seus filhos adolescentes, que nunca antes haviam manifestado qualquer sintoma de Transtorno da Identidade Sexual [Disforia de Género], identificarem-se repentinamente como transgénero, e estas são algumas das conclusões:

  1. Mais de 80% dos adolescentes eram mulheres (sexo biológico), com uma idade média de 16,4 anos;
  2. No momento de anunciar a sua transexualidade, a maioria vivia em casa dos pais;
  3. A grande maioria tinha tido zero indicadores de disforia de género na infância (além de não cumprirem universalmente o requisito das seis características da disforia de género em crianças);
  4. De acordo com os pais, quase um terço dos adolescentes, não parecia, em absoluto, sofrer de disforia do género antes de anunciarem ser trans;
  5. A maioria havia recebido um ou mais diagnósticos psiquiátricos, e quase metade auto-mutilava-se antes de a "disforia de género" aparecer;
  6. 41% havia expressado uma orientação sexual não heterossexual antes de se identificar como transexual;
  7. 47,4% tinha sido formalmente avaliado como um aluno especialmente dotado;
  8. 70% dos adolescentes pertencia a um grupo no qual, pelo menos um amigo "saíra do armário" como transexual. Em alguns grupos, a maioria dos amigos declarara-se transexual;
  9. Antes de anunciar a sua transexualidade, mais de 65% dos adolescentes havia aumentado o uso das redes sociais e o tempo que passavam on-line;
  10. Entre os pais que conheciam a situação social dos seus filhos, mais de 60% disse que o anúncio trouxe consigo um aumento da popularidade;
  11. Mais de 90% dos pais questionados eram brancos;
  12. Mais de 70% dos pais tinha um título universitário;
  13. Mais de 85% dos pais disseram apoiar o direito ao casamento das pares homossexuais;
  14. Mais de 88% dos pais questionados disseram apoiar os direitos das pessoas transexuais;
  15. Menos de 13% dos pais acreditavam que a saúde mental do adolescente tinha melhorado após a identificação como transexual;
  16. Mais de 47% disse que a saúde mental do seu filho havia piorado.

PS: usei a palavra transexual em lugar de transgénero, pois é de transexualismo que estamos a falar.

Acusações aos pais

64% dos pais haviam sido classificados como «transfóbicos» ou «intolerantes», pelos seus filhos, por razões como:

  • discordar da criança acerca da sua auto-avaliação como transexual;
  • recomendar que o filho se dê mais tempo para averiguar se os sentimentos de "disforia de género" persistem;
  • chamar o seu filho pelo pronome equivocado;
  • dizer-lhe que é pouco provável que as hormonas ou as cirurgias o ajudem;
  • chamar o seu filho pelo seu nome de nascimento, ou recomendar-lhe que, antes de se submeter à transição médica, trabalhe outros problemas de saúde mental subjacentes.

Pais, entendam: NUNCA ANTES, os indivíduos que sofriam de disforia de género haviam "saído do armário" como trans, em função do estímulo dos amigos e depois de se saturar nas redes sociais. NUNCA ANTES a identificação como «transgénero» havia precedido a experiências da disforia de género em si. E, agora, cá em Portugal, se o texto final, que, em princípio, será votado no dia 20 deste mês, for aprovado, qualquer reacção mencionada acima pode ser considerada "violência de género" e, caso a criança/adolescente denuncie os pais na escola, a direcção pode acionar os mecanismos mencionados na lei e os pais verão o seu filho ser-lhe retirado e institucionalizado até que o caso seja julgado em tribunal.

Perseguição a quem contraria a narrativa

Duas semanas depois da publicação do estudo da Drª Littman, e em resposta ao protesto dos activistas, a PLoS One (revista científica da Biblioteca Pública de Ciência) anunciou que levaria a cabo uma revisão posterior à publicação do seu trabalho e que se faria uma «correcção». A Drª Littman foi vítima de uma série de revisões. Em Março de 2019, sete meses depois da publicação inicial, a PLoS One divulgou a «correcção» de Littman. Nenhum dos resultados havia mudado.

Mas, a drªa Littman pagou o preço de ter enfrentado o lóbi "elgebetista". Acusando-a de fanatismo anti-trans, os activistas inundaram a página de Twitter da PLoS One e afirmaram que a Drªa Littman havia, deliberadamente, recolhido toda a informação de pais conservadores pertencentes a grupos anti-trans, quando, de facto, mais de 85% dos pais se haviam identificado como apoiantes dos direitos lgbtetc.  

Os jornalistas, pressionados pelos activistas e alguns deles também activistas, precipitaram-se sobre ela com "bidões de gasolina" nas mãos. Um estudante de pós-graduação e autoproclamado «activista transgénero», do departamento da Universidade Brown da Drªa Littman[3], denegriu-a na imprensa e publicou um artigo no qual a acusava de estar motivada por preconceitos. Outros activistas transgénero acusaram-na de ter ferido pessoas com o seu artigo. Qualificaram o seu trabalho como «perigoso» e insistiram que poderia conduzir os adolescentes, que se identificavam como transgénero, a «piores resultados de saúde mental». Pressionada, e com a desculpa de que o trabalho da Drª Littman poderia «desacreditar os esforços em apoiar os jovens transgénero», a Universidade de Brown retirou o seu próprio comunicado de imprensa, a favor do artigo, do seu site.

Médicos activistas perseguiram a Drª Litttman até ao Departamento de Saúde de Rhode Island, onde ela trabalhava, em par time, como consultora médica em projectos relacionados com a saúde das mulheres grávidas e dos bebés prematuros. Alegando que ela havia escrito um artigo «prejudicial» para as jovens transgénero, os activistas denunciaram-na ao seu empregador e exigiram que o Departamento de Saúde «pusesse um fim imediato à sua relação laboral com a Drªa Littman.

Os activistas queriam a cabeça da drª Littman numa bandeja. O Departamento de Saúde deu-lha e ela perdeu a sua consultoria renumerada.

E por cá? Sabe quantos profissionais de saúde enfrentam queixas na Ordem, por não se ajoelharem ao lóbi lgbtetc? Quantos se calam, com receio de perder o seu ganha-pão?

[3] Abigal Shrier, Dano Irreversível - A loucura transgénero que seduz as nossas filhas, pág. 63
Artigo baseado no livro: Dano Irreversível - A loucura transgénero que seduz as nossas filhas, de Abigail Shrier, que tem vindo a resistir a várias tentativas de censura.

 

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