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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Os homens já podem bater nas mulheres

Março 26, 2024

Maria Helena Costa

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Quem diria que chegaria o dia em que os homens poderiam surrar uma mulher em público e mandá-la para o hospital sem serem processados e presos por isso? É isso, de facto, que tem acontecido em lutas de MMA, ao permitir que, por exemplo, Fallon Fox e McLaughlin, homens biológicos, lutem como mulheres – contra mulheres - só porque se identificam como tal.

Qual foi a consequência desta decisão?

A que era de esperar. Em 2014, Fox mandou a lutadora Tamikka Brents para o hospital com o crânio partido e uma concussão. Brents, a única mulher no combate, precisou de sete agrafos cirúrgicos para “costurar” as feridas. Apesar de ser uma lutadora treinada, ela disse: «Nunca me senti tão dominada em toda a minha vida.»

Alguém ouviu as feministas a exigir uma pena exemplar para o agressor?

- Claro que não. Afinal, não foram elas que inventaram a lenda de que o homem e a mulher são iguais? Que as diferenças entre ambos são apenas fruto de uma narrativa machista opressora? Não foi esta falácia, que nega que haja diferenças entre homens e mulheres, que levou à crença espantosa de que os homens e as mulheres não nascem homens ou mulheres; que lhes atribuem um sexo à nascença – masculino ou feminino – mas que eles são mesmo é do sexo que auto-determinarem ser?

A ideia de que a identificação sexual é uma escolha pessoal até pode fazer sentido para alguns, mas na verdade é uma visão absolutamente anti-científica que ignora um dos factos mais essenciais da vida: os homens e as mulheres são inerentemente diferentes. Os seus cérebros são diferentes, as suas hormonas são diferentes, os seus cromossomas são diferentes e, claro, os seus corpos são diferentes e a sua força é diferente. Nenhuma quantidade de artigos revistos por pares dos departamentos de estudos de género pode mudar a natureza. Mas, infelizmente, isso não impedirá as elites progressistas que dirigem as nossas universidades, os meios de comunicação social, muitas das nossas maiores empresas e até as nossas escolas de nos imporem a narrativa ideológica do género.

E, claro, as mulheres pagarão um preço especialmente elevado pela sua omissão e permissividade. Isto, porque o argumento de que homens e mulheres são iguais leva invariavelmente a que as mulheres sejam julgadas segundo um padrão masculino. Ou, dito de outra forma, para ser mais mulher, uma mulher tem de ser mais homem: tem de querer ter sexo casual como um homem ou com uma mulher; servir na frente de guerra como um homem; seguir uma carreira profissional como se fosse um homem; adiar ou desistir da maternidade.

Ok! Eu sei que há excepções, mas a esmagadora maioria das mulheres não procura sexo casual; não tem a força física dos homens; não partilha as mesmas prioridades de vida profissional que os homens e sente um forte desejo de ser mãe.

Ironicamente, esta ideia de que homens e mulheres são iguais ocorre numa altura em que a ciência nos diz, mais enfaticamente do que nunca, que somos diferentes. Portanto, aquilo que a sua avó considerava um dado adquirido - os homens e as mulheres são diferentes – é confirmado pela verdadeira Ciência e não pelos estudos de género por encomenda.

Mas, onde se tenta impor a ideologia não há lugar para a ciência. Não é por acaso que o movimento político/ideológico feminista tem vindo a pressionar as lojas de brinquedos no sentido de não dividir os brinquedos por sexo (apesar de numa primeira experiência, nos EUA,  as vendas terem caído drasticamente), a obrigar as escolas a tratar os alunos pelo nome/pronome correspondente ao sexo que auto-determinarem ser (como se fosse possível alguém mudar de sexo) e que até os espaços de intimidade, casas de banho e balneários, que foram pensados como espaços de segurança, passem a ser frequentados por pessoas do outro sexo, desde que essas pessoas sintam ser o que não são. Quando me lembro de que as feministas já pediram carruagens de metro e de comboios só para mulheres, para estas não serem assediadas pelos malvados dos homens, e agora defendem casas de banho nas quais qualquer homem possa entrar, junto com as mulheres, desde que alegue sentir-se uma delas… Nem sei que diga!

Nada do que aqui escrevo é dirigido ao pequeníssimo número de pessoas que sofre de facto de um transtorno da sexualidade, rebaptizado, por pressão ideológica, como «disforia de género» e, mais recentemente, como «incongruência de género». Por essas pessoas, e por todas aquelas que têm sido arrastadas pelo tsunami ideológico do género e se têm vindo a arrepender amargamente, tudo o que sinto é compaixão. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para as ajudar e para proteger a sua dignidade, mas não é preciso anular as diferenças sexuais definidas biologicamente para o fazer.

Mesmo depois de ter sido hospitalizada, Tamikka Brents sabia que tinha de ser politicamente correcta. Quando lhe perguntaram como explicava o facto de ter perdido daquela forma para um homem que dizia ser mulher, respondeu: «Não posso responder se é porque ela nasceu homem ou não, porque não sou médica». A revista Vice, que relatou o ocorrido, não teve qualquer simpatia por Brents e escreveu: «... o sexo biológico não é preto e branco».

Mas, a verdade é que o é. Quanto mais tempo permitirmos que o óbvio seja negado e não seja defendido, pior será - para rapazes e raparigas, para homens e mulheres. Mas muito especialmente para as mulheres.

Os sexos são diferentes. Homens e mulheres são diferentes. Eles só são iguais em valor e dignidade.

Em vez de tentarmos anular esta realidade, que só pode levar a mais confusão e sofrimento desnecessários, devemos recuar, maravilharmo-nos com ela e apreciá-la. As diferenças entre homens e mulheres estão entre as grandes maravilhas da criação.  

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