"POR DENTRO DO CHEGA - A FACE OCULTA DA EXTREMA-DIREITA EM PORTUGAL" (2)
Setembro 17, 2025
Maria Helena Costa

20. Não, Miguel, quando cito o The Times – que alguém, que fala e escreve inglês perfeitamente, subscrevia e partilhava comigo os artigos traduzidos - refiro-me mesmo àquele que tu consideras «um prestigiado diário britânico» (de esquerda, claro). Entendo o teu ódio visceral ao The Epoch Times, que, ao contrário do que afirmas, também publica notícias fidedignas que, passados alguns anos e à medida que a agenda woke é implementada por cá, aparecem nos pravdas cá do sítio como se fossem novidade.
21. Não. Nunca votei no Paulo Portas. Votei no Pedro Passos Coelho. Vai ouvir a gravação…
22. Miguel, eu disse exactamente o contrário daquilo que escreveste, homem. É o que dá andares a editar… Tu é que disseste que havia muito dinheiro no CHEGA no início e eu disse-te que não era verdade, que éramos nós, os militantes, que contribuíamos com o que podíamos para fazer o que era preciso (tudo dentro dos trâmites legais).
23. Nunca discuti o que quer que fosse com o André Ventura. Só lhe peço, sempre que estou com ele, para fazer tudo o que estiver ao seu alcance para retirar a ideologia de género das escolas, para proteger as crianças e para devolver aos pais o direito a educar os seus filhos. A Família educa. A Escola ensina.
24. Arre! Eu não disse que o André não estava no Congresso. Eu disse que ele estava a ser entrevistado, mas que ouviu o que eu disse. Editaste mal.
25. Eu não acredito que Deus colocou o André onde está, porque o André o diz, mas sim porque a Bíblia diz que Deus institui e destitui os governantes. Entendes, Miguel? Editaste mal.
26. Editaste mal, Miguel. Eu não disse «o meu dever é protege-lo, ainda que não me proteja a mim e a ele». A frase nem sequer faz sentido… O que eu disse foi que o meu dever, como mãe, é protege-lo ainda que ele não se proteja nem a ele nem a mim. Ouve lá a gravação outra vez.
27. O que eu disse foi que, para acabar com a violência doméstica, é preciso aplicar a lei e que as penas devem ser mais duras. Infelizmente, como se tem constactado, não têm sido as medidas de restrição que têm impedido que as mulheres continuem a morrer às mãos dos seus algozes.
28. Tenho certeza de que o que eu disse foi que nenhum pastor tem um manto protector e que, se o tem em algumas igrejas neo-pentecostais, não o tem nas igrejas reformadas. Se tiver, numas e noutras, deve ser preso, ele e quem o acobertar. Sobre a conversa com o pastor, na conferência de mulheres, o tema era a violência doméstica como se percebe no texto, e não o abuso sexual. Misturaste tudo e editaste mal.
29. Eu disse «não, porque creio que Salazar não envelheceu»?? Mas, ele morreu novo, foi? Não, pois não? É o que dá a editar as conversas…
30. Eu disse que evito jornais de esquerda? Mas… São todos de esquerda… E é mesmo o The Times, Miguel, é mesmo o The Times e o The Epoch Times também. Eu sei que não gostas e que o diabolizas, por não ser de esquerda, mas as notícias são fidedignas embora tu preferisses que nunca chegassem cá antes do tempo.
31. Esqueceste-te de dizer que, para arranjar uma casa de banho para miúdos confundidos quanto à sua identidade sexual, a que chamou WC comum, a directora da escola retirou a sinalética das casa-de-banho destinada aos deficientes e colocou a sinalética “inclusiva” da moda. Resumindo, teve uma atitude activista e discriminatória ao mesmo tempo.
32. Eu bem avisei a Cibelli… Mas ela chegou a pensar que podíamos confiar no teu profissionalismo (que, a julgar pela conversa off record que publicaste, não existe) e enviou-te o convite. E, não mintas, porque falaste muito amigavelmente connosco e nunca demonstraste qualquer desconforto… Que feio, Miguel.
Resumindo, Miguel, se editaste tudo como editaste a nossa conversa, não se pode acreditar em quase nada do que escreveste e, pior, não és confiável, pois até o que tínhamos acordado que não seria publicado publicaste. És uma vergonha para o jornalismo e só me dás razão em tudo o que escrevi sobre ti. Aquilo que denominaste como A face oculta da extrema-direita em Portugal, é apenas a tua visão esquerdopatizada do CHEGA. É o velho lema Leninista: «acusa-os daquilo que tu és/fazes». Mais uma vez, o CHEGA terá cada mais votos, o André Ventura, se Deus quiser, será 1º Ministro de Portugal, e qualquer dia ninguém acreditará nos jornalistas, em nenhum de vós.
