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Esta imagem é de uma notícia que nos dá conta de casos de «mudança de sexo» que correram tão mal como poderiam correr.
Apesar de haver cada vez mais jovens a arrependerem-se de ter alterado e mutilado o seu próprio corpo, no dia 20 de Janeiro, o presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou uma das leis mais perversas e iníquas algumas vez aprovadas neste país, à qual as esquerdas, e parte da "direita" que a esquerda gosta, denominaram como: terapias de conversão sexual.
Ou seja, depois de transformar as escolas num dos maiores promotores e difusores da ideologia de género, depois de encher a cabeça de crianças e adolescentes com a ideia de que podem ser o que quiserem e de que podem mudar de sexo como quem muda de camisa, chega a narrativa de que a tentativa, por parte de profissionais de saúde (e dos próprios pais), de tentar perceber se crianças, adolescentes e jovens adultos estão mentalmente confusos e/ou sofrem de alguma outra patologia, deve ser criminalizada, e que todos o pais e profissionais de saúde devem prestar serviços de afirmação sexual, inclusive a crianças e adolescentes. O socialismo & CIA insistem na narrativa de que é preciso «proteger» legalmente as pessoas que as redes sociais, a TV e a Escola levaram a identificar-se como lgbTqia+ e só elas.
Claro que ninguém persegue ninguém por causa da sua orientação, ou desorientação, sexual. Aliás, o conceito de respeito da maior parte da sociedade Ocidental passa por respeitar as pessoas, por serem pessoas, e não por terem uma qualquer característica sexual, uma determinada cor de pele, confissão religiosa ou política.
Aquilo que faz com que cada vez mais pessoas reajam mal à ideologia de género e às pessoas que o Estado instrumentaliza para a promover, é o conceito novo e altamente controverso de uma «identidade de género» que deve ser construída na Escola e nas redes sociais, com a ajuda de activistas de associações lgbt+ e «influencers» famosos, pagos a peso de ouro para subverter a identidade e a sexualidade de crianças, adolescentes e jovens.
Sejamos sinceros: se, como afirmam os ideólogos de género, uma vagina, maquilhagem e vestuário não fazem de alguém uma mulher; como é que maquilhagem, vestuário e a imitação de uma vagina fazem?
Inculcar na mente de crianças de tenra idade que se podem identificar com qualquer sexo, pois o sexo de nascimento pode ser removido e substituído pelo outro, é uma mentira grotesca e traz consequências negativas, em particular para os direitos das mulheres e das crianças.
Voltando à promulgação da lei por parte do Presidente da República, o objectivo claro daqueles que a redigiram, votaram e aprovaram, é promover o acesso ampliado a cuidados de saúde abrangentes para indivíduos que se identificam como transexuais, inclusive trabalhando com o Estado na expansão do acesso a cuidados de afirmação de género.
Assim, quando se trata de questões ideológicas de sexo e género, a lei da Assembleia da República impede que os profissionais de saúde questionem, desafiem ou mesmo explorarem ideias ou alternativas com pacientes que se identificam com o sexo oposto ou com uma das letras do abecedário colorido. Os profissionais de saúde (e os pais) são forçados, pela lei, a afirmar a autodeterminação de menores, e proibidos de questionar as razões que poderão estar por detrás desses desejos/sentimentos.
Qual é o problema com esta lei?
É o facto de transformar uma ideologia numa verdade absoluta e de submeter crianças, adolescentes e jovens - que desejam desesperadamente fugir dos seus corpos - a tratamentos e cirurgias que os deixarão marcados e até mutilados para toda a vida (uma das consequências é a infertilidade) e de coagir os profissionais de saúde a causar danos irreversíveis a quem ainda não têm maturidade para tomar decisões informadas acerca de algo tão definitivo.
- Não é de suma importância que os profissionais de saúde explorem quais são as razões para que um número cada vez maior de crianças e adolescentes se sinta mal com o seu próprio sexo/corpo?
- Será que não estão apenas a tentar escapar a certas expectativas acerca da masculinidade e da feminilidade?
Creio que é do conhecimento geral que muitas crianças e adolescentes rejeitam o seu sexo porque: a) sofreram abuso sexual ou trauma; b) estão no espectro do autismo; c) sentem-se desconfortáveis com a atracção que sentem pelo mesmo sexo.
- Então, qual é o objectivo de proibir os médicos de lhes perguntar porque é que sentem atracção pelo mesmo sexo e, ou, porque é que desejam «mudar de sexo»?
- Conhecer as motivações do paciente não devia ser parte integrante das consultas de psicologia/psiquiatria?
Pelos vistos, não. Agora, a sexualidade é política. De acordo com a lei promulgada pelo Presidente da República, psicólogos e psiquiatras que desejem explorar os motivos do desconforto por detrás do desejo de «mudar de sexo» devem ser acusados e processados por «fazerem terapias de conversão forçadas», que, em português inteligível, significa «tentar coagir crianças a abandonar a ‘sua’ identidade de género que adoptaram depois de algumas aulas sobre ideologia de género e de passarem algum tempo nas redes sociais».
É dessa prática – de tentar perceber o que leva cada vez mais crianças a não se identificarem com o sexo com que nasceram - que alguns políticos deste país querem «proteger os jovens lgbt+» pois, segundo eles, os profissionais de saúde podem causar danos significativos, incluindo taxas mais altas de pensamentos e comportamentos suicidas, aos jovens que passaram a identificar-se com uma das letras do abecedário colorido.
Nesse sentido, um pouco por todo o mundo, os promotores das políticas identitárias têm trabalhado arduamente para impor uma legislação que proíba a «terapia de conversão» baseada na «identidade de género».
Por quê?
Talvez por colocar em causa um programa abusivo que procura doutrinar um menino para que se sinta atraído por outro menino e até para que se identifique com o outro sexo. Não interessa aos ideólogos que um psicólogo/psiquiatra explore as razões pelas quais uma menina - com histórico de abuso sexual - exige ser medicada com testosterona a fim de ser vista como um homem pela sociedade.
A pressa dos activistas – na criminalização dos profissionais de saúde que não se submetem e desobedecem ao lóbi – resulta da reação popular de pessoas comuns e de activistas, que exigem que se páre de medicar e de amputar crianças sem que haja um estudo sério acerca das consequências dos tratamentos e das cirurgias. (Sobre isso, aconselho vivamente este artigo do Jordan Peterson).
Em Maio do ano passado, o governo do Reino Unido estava determinado a proibir a terapia de conversão para a orientação sexual e para a identidade de género, mas a reacção do povo forçou-o a separar os conceitos e a eliminar o segundo das suas propostas. Activistas feministas argumentaram que os profissionais de saúde precisam de liberdade para explorar as questões de sexo e género com os seus pacientes sem serem acusados de um crime.
Na Suécia, há estudos que mostram que o encaminhamento de jovens para clínicas de género caiu depois dos média terem exposto a natureza experimental dessas clínicas e as ramificações a longo prazo para a saúde dos jovens.
Na Austrália, a maior clínica de género, que costumava dizer aos pacientes e aos seus pais que os bloqueadores da puberdade – prescritos para crianças dos 9 aos 13 anos - para suprimir a puberdade (o seu desenvolvimento sexual natural) – eram totalmente revertíveis e não causavam danos a longo prazo, teve que voltar atrás. Agora, admite que os bloqueadores da puberdade «podem atrasar o desenvolvimento do cérebro» e afirma no seu boletim de Junho: «Não sabemos se o uso de bloqueadores da puberdade afecta o desenvolvimento do cérebro».
No Reino Unido, em Setembro de 2018, o número de meninas a procurar tratamento numa clínica nacional de género havia aumentado 4.400%. Depois de uma investigação ordenada pelo governo, a clínica foi fechada. Actualmente, há 1000 queixas (reunidas num único processo) de 1000 jovens adultos arrependidos que estão a processar quem os encaminhou para cirurgias e tratamentos irreversíveis quando ainda não tinham maturidade para tomar decisões definitivas sobre o seu próprio corpo. Em todo o Ocidente, as meninas adolescentes são agora o principal grupo demográfico que afirma sofrer de disforia de género.
O que está por trás disso é o contágio social, ou seja, a disseminação de ideias, emoções e comportamentos por meio da influência de colegas, mais um exemplo de adolescentes que partilham e espalham a sua dor. Há uma longa história de contágio social com esse grupo demográfico – a anorexia e a bulimia também se espalharam dessa maneira e sabemos que as adolescentes de hoje estão no meio da pior crise de saúde mental já registada, com as maiores taxas de ansiedade, auto-mutilação e depressão clínica.
As meninas adolescentes suscetíveis a esse contágio social são as mesmas meninas depressivas e altamente ansiosas que lutam socialmente na adolescência e tendem a odiar os seus corpos. Se acrescentarmos a isso um ambiente escolar onde se pode alcançar status e popularidade declarando uma identidade trans e a influência das redes sociais, onde activistas trans promovem a ideia de que identificar-se como trans e tomar testosterona curará todos os problemas de uma menina, teremos todos os ingredientes para um fenómeno social que se espalha rapidamente.
Não é por acaso que num estudo recente - realizado pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto (CPUP) - que inquiriu mais de 1500 jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos, 45,3% se tenham identificado como lgbt+.
- Olhando para o que se passa pelo mundo fora, e por cá, para quê tanta pressa em afirmar crianças e adolescentes que rejeitam o seu sexo biológico e condenar quem quer explorar os verdadeiros motivos para isso acontecer?
- Qual é o objectivo de encorajar crianças a odiar o seu sexo biológico?
- Que motivos se escondem por trás da preocupação excessiva do Estado com a sexualidade das crianças?
- Não terá chegado a hora das pessoas exigirem maior escrutínio às políticas identitárias e ao que isso de facto significa?
É preciso pesquisar as razões que têm levado tantas pessoas a arrepender-se depois de terem sido acompanhadas por médicos afirmativos. Pessoas que desejam recuperar o seu sexo de nascimento passam por enormes provações e pela vergonha de terem cometido um erro gravíssimo. São obrigadas a viver com as consequências de um modelo afirmativo de género, imposto pelo Estado aos pais e aos profissionais de saúde, que foram proibidos de as aconselhar a parar e pensar sobre tudo o que implica uma «mudança de sexo».
As exigências e a coação por parte de grupos poderosos e de lóbis políticos, para afirmar crianças, adolescentes e jovens que rejeitam o seu sexo, não podem continuar a sobrepor-se à voz dos pais e dos profissionais de saúde.
Também é urgente ouvir os jovens que têm cicatrizes físicas e psicológicas resultantes de um modelo afirmativo de género, rápido a diagnosticar e medicar uma disforia de género inexistente - quando ainda eram crianças - sem fazer perguntas sobre o que aconteceria quando se tornassem adultos.
Os números não enganam. Cerca de 20% arrependem-se da mudança de sexo. Os procedimentos de mudança de sexo não são eficazes. Dez a quinze anos após a redesignação cirúrgica, a taxa de suicídio é 20 vezes maior que a de pares comparáveis.