Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Em crianças, pensavam que eram trans. Agora já não pensam. (1)

Fevereiro 15, 2024

Maria Helena Costa

59893e40-7a4c-460f-a55c-99a68e234bc8.jpg

https://www.nytimes.com/2024/02/02/opinion/transgender-children-gender-dysphoria.html

Grace Powell tinha 12 ou 13 anos quando descobriu que podia ser um rapaz.

Tendo crescido numa comunidade relativamente conservadora em Grand Rapids, Michigan, Powell, tal como muitos adolescentes, não se sentia confortável na sua própria pele. Era impopular e frequentemente vítima de bullying. A puberdade piorou tudo. Sofria de depressão e andava sempre a entrar e a sair da terapia.

«Sentia-me tão desligada do meu corpo, e a forma como ele se estava a desenvolver parecia-me hostil», contou-me Powell. Era a clássica disforia de género, um sentimento de desconforto com o seu sexo.

Ao ler sobre pessoas transgénero na Internet, Powell acreditou que a razão pela qual não se sentia confortável no seu corpo era porque estava no corpo errado. Fazer a transição parecia ser a solução óbvia. A narrativa que tinha ouvido e absorvido era a de que, se não se fizesse a transição, acabaria por se matar.

Aos 17 anos, desesperada por começar a terapia hormonal, Powell deu a notícia aos pais. Eles enviaram-na a um especialista em questões de género para se certificarem de que ela estava a falar a sério. No Outono do último ano do liceu, começou a tomar hormonas para a transição de sexo. Fez uma mastectomia dupla no verão anterior à faculdade e depois foi para o Sarah Lawrence College como um homem transgénero chamado Grayson, onde foi colocada com um colega de quarto masculino num piso para homens. Com 1,80 m de altura, sentiu que parecia um homem gay muito efeminado.

Em nenhum momento da sua transição médica ou cirúrgica, diz Powell, alguém lhe perguntou as razões da sua disforia de género ou da sua depressão. Em nenhum momento lhe perguntaram sobre a sua orientação sexual. E em nenhum momento lhe perguntaram sobre qualquer trauma anterior, pelo que nem os terapeutas nem os médicos souberam que ela tinha sido abusada sexualmente em criança.

«Gostava que tivesse havido conversas mais abertas», diz-me Powell, agora com 23 anos e detransicionada [1] «Mas disseram-me que há uma cura e uma coisa a fazer se este for o teu problema, e que isto te vai ajudar.»

Os progressistas retratam frequentemente o aceso debate sobre os cuidados a ter com os transexuais na infância como um confronto entre aqueles que estão a tentar ajudar um número crescente de crianças a expressar aquilo que acreditam ser o seu género e os políticos conservadores que não deixam as crianças serem elas próprias.

Mas os demagogos de direita não são os únicos que inflamaram este debate.

Os activistas transgénero têm promovido o seu próprio extremismo ideológico, especialmente ao insistirem numa ortodoxia de tratamento que tem enfrentado um escrutínio crescente nos últimos anos. De acordo com esse modelo de tratamento, espera-se que os clínicos afirmem a identidade de género de um jovem e até forneçam tratamento médico antes, ou mesmo sem, explorar outras possíveis fontes de sofrimento.

Muitos dos que pensam que é necessária uma abordagem mais cautelosa - incluindo pais liberais bem-intencionados, médicos e pessoas que foram submetidas a transições de género e posteriormente se arrependeram dos seus procedimentos - foram atacados como anti-trans e intimidados a silenciar as suas preocupações.

E enquanto Donald Trump denuncia a «insanidade de género da esquerda» e muitos activistas trans descrevem qualquer oposição como transfóbica, os pais no vasto meio ideológico da América podem encontrar pouca discussão desapaixonada sobre os riscos genuínos ou as contrapartidas envolvidas naquilo a que os proponentes chamam cuidados de afirmação de género.

A história de Powell mostra como é fácil os jovens serem apanhados pela atração da ideologia nesta atmosfera.

«O que deveria ser uma questão médica e psicológica transformou-se numa questão política», lamentou Powell durante a nossa conversa. «É uma confusão.»

[1] NT: detransicionado é um termo que expressa a pessoa que desistiu do seu processo de transição ou de se identificar com o sexo oposto, os efeitos, porém, do processo hormonal ou cirúrgico não são reversíveis.

Continua: Um novo e crescente grupo de pacientes

Lóbi lgbt+ impede os profissionais de saúde de fazer perguntas importantes

Fevereiro 03, 2024

Maria Helena Costa

caso real apos cirurgia.jpeg

Esta imagem é de uma notícia que nos dá conta de casos de «mudança de sexo» que correram tão mal como poderiam correr.

Apesar de haver cada vez mais jovens a arrependerem-se de ter alterado e mutilado o seu próprio corpo, no dia 20 de Janeiro, o presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou uma das leis mais perversas e iníquas algumas vez aprovadas neste país, à qual as esquerdas, e parte da "direita" que a esquerda gosta, denominaram como: terapias de conversão sexual. 

Ou seja, depois de transformar as escolas num dos maiores promotores e difusores da ideologia de género, depois de encher a cabeça de crianças e adolescentes com a ideia de que podem ser o que quiserem e de que podem mudar de sexo como quem muda de camisa, chega a narrativa de que a tentativa, por parte de profissionais de saúde (e dos próprios pais), de tentar perceber se crianças, adolescentes e jovens adultos estão mentalmente confusos e/ou sofrem de alguma outra patologia, deve ser criminalizada, e que todos o pais e profissionais de saúde devem prestar serviços de afirmação sexual, inclusive a crianças e adolescentes. O socialismo & CIA insistem na narrativa de que é preciso «proteger» legalmente as pessoas que as redes sociais, a TV e a Escola levaram a identificar-se como lgbTqia+ e só elas.

Claro que ninguém persegue ninguém por causa da sua orientação, ou desorientação, sexual. Aliás, o conceito de respeito da maior parte da sociedade Ocidental passa por respeitar as pessoas, por serem pessoas, e não por terem uma qualquer característica sexual, uma determinada cor de pele, confissão religiosa ou política.

Aquilo que faz com que cada vez mais pessoas reajam mal à ideologia de género e às pessoas que o Estado instrumentaliza para a promover, é o conceito novo e altamente controverso de uma «identidade de género» que deve ser construída na Escola e nas redes sociais, com a ajuda de activistas de associações lgbt+ e «influencers» famosos, pagos a peso de ouro para subverter a identidade e a sexualidade de crianças, adolescentes e jovens.

Sejamos sinceros: se, como afirmam os ideólogos de género, uma vagina, maquilhagem e vestuário não fazem de alguém uma mulher; como é que maquilhagem, vestuário e a imitação de uma vagina fazem?

Inculcar na mente de crianças de tenra idade que se podem identificar com qualquer sexo, pois o sexo de nascimento pode ser removido e substituído pelo outro, é uma mentira grotesca e traz consequências negativas, em particular para os direitos das mulheres e das crianças.

Voltando à promulgação da lei por parte do Presidente da República, o objectivo claro daqueles que a redigiram, votaram e aprovaram, é promover o acesso ampliado a cuidados de saúde abrangentes para indivíduos que se identificam como transexuais, inclusive trabalhando com o Estado na expansão do acesso a cuidados de afirmação de género.

Assim, quando se trata de questões ideológicas de sexo e género, a lei da Assembleia da República impede que os profissionais de saúde questionem, desafiem ou mesmo explorarem ideias ou alternativas com pacientes que se identificam com o sexo oposto ou com uma das letras do abecedário colorido. Os profissionais de saúde (e os pais) são forçados, pela lei, a afirmar a autodeterminação de menores, e proibidos de questionar as razões que poderão estar por detrás desses desejos/sentimentos.

Qual é o problema com esta lei?

É o facto de transformar uma ideologia numa verdade absoluta e de submeter crianças, adolescentes e jovens - que desejam desesperadamente fugir dos seus corpos - a tratamentos e cirurgias que os deixarão marcados e até mutilados para toda a vida (uma das consequências é a infertilidade) e de coagir os profissionais de saúde a causar danos irreversíveis a quem ainda não têm maturidade para tomar decisões informadas acerca de algo tão definitivo.

  • Não é de suma importância que os profissionais de saúde explorem quais são as razões para que um número cada vez maior de crianças e adolescentes se sinta mal com o seu próprio sexo/corpo?
  • Será que não estão apenas a tentar escapar a certas expectativas acerca da masculinidade e da feminilidade?

Creio que é do conhecimento geral que muitas crianças e adolescentes rejeitam o seu sexo porque: a) sofreram abuso sexual ou trauma; b) estão no espectro do autismo; c) sentem-se desconfortáveis com a atracção que sentem pelo mesmo sexo.

  • Então, qual é o objectivo de proibir os médicos de lhes perguntar porque é que sentem atracção pelo mesmo sexo e, ou, porque é que desejam «mudar de sexo»?
  • Conhecer as motivações do paciente não devia ser parte integrante das consultas de psicologia/psiquiatria?

Pelos vistos, não. Agora, a sexualidade é política. De acordo com a lei promulgada pelo Presidente da República, psicólogos e psiquiatras que desejem explorar os motivos do desconforto por detrás do desejo de «mudar de sexo» devem ser acusados e processados por «fazerem terapias de conversão forçadas», que, em português inteligível, significa «tentar coagir crianças a abandonar a ‘sua’ identidade de género que adoptaram depois de algumas aulas sobre ideologia de género e de passarem algum tempo nas redes sociais».

É dessa prática – de tentar perceber o que leva cada vez mais crianças a não se identificarem com o sexo com que nasceram - que alguns políticos deste país querem «proteger os jovens lgbt+» pois, segundo eles, os profissionais de saúde podem causar danos significativos, incluindo taxas mais altas de pensamentos e comportamentos suicidas, aos jovens que passaram a identificar-se com uma das letras do abecedário colorido.

Nesse sentido, um pouco por todo o mundo, os promotores das políticas identitárias têm trabalhado arduamente para impor uma legislação que proíba a «terapia de conversão» baseada na «identidade de género».

Por quê?

Talvez por colocar em causa um programa abusivo que procura doutrinar um menino para que se sinta atraído por outro menino e até para que se identifique com o outro sexo. Não interessa aos ideólogos que um psicólogo/psiquiatra explore as razões pelas quais uma menina - com histórico de abuso sexual - exige ser medicada com testosterona a fim de ser vista como um homem pela sociedade.  

A pressa dos activistas – na criminalização dos profissionais de saúde que não se submetem e desobedecem ao lóbi – resulta da reação popular de pessoas comuns e de activistas, que exigem que se páre de medicar e de amputar crianças sem que haja um estudo sério acerca das consequências dos tratamentos e das cirurgias. (Sobre isso, aconselho vivamente este artigo do Jordan Peterson).

Em Maio do ano passado, o governo do Reino Unido estava determinado a proibir a terapia de conversão para a orientação sexual e para a identidade de género, mas a reacção do povo forçou-o a separar os conceitos e a eliminar o segundo das suas propostas. Activistas feministas argumentaram que os profissionais de saúde precisam de liberdade para explorar as questões de sexo e género com os seus pacientes sem serem acusados de um crime.

Na Suécia, há estudos que mostram que o encaminhamento de jovens para clínicas de género caiu depois dos média terem exposto a natureza experimental dessas clínicas e as ramificações a longo prazo para a saúde dos jovens.

Na Austrália, a maior clínica de género, que costumava dizer aos pacientes e aos seus pais que os bloqueadores da puberdade – prescritos para crianças dos 9 aos 13 anos - para suprimir a puberdade (o seu desenvolvimento sexual natural) – eram totalmente revertíveis e não causavam danos a longo prazo, teve que voltar atrás. Agora, admite que os bloqueadores da puberdade «podem atrasar o desenvolvimento do cérebro» e afirma no seu boletim de Junho: «Não sabemos se o uso de bloqueadores da puberdade afecta o desenvolvimento do cérebro».

No Reino Unido, em Setembro de 2018, o número de meninas a procurar tratamento numa clínica nacional de género havia aumentado 4.400%. Depois de uma investigação ordenada pelo governo, a clínica foi fechada. Actualmente, há 1000 queixas (reunidas num único processo) de 1000 jovens adultos arrependidos que estão a processar quem os encaminhou para cirurgias e tratamentos irreversíveis quando ainda não tinham maturidade para tomar decisões definitivas sobre o seu próprio corpo. Em todo o Ocidente, as meninas adolescentes são agora o principal grupo demográfico que afirma sofrer de disforia de género.

O que está por trás disso é o contágio social, ou seja, a disseminação de ideias, emoções e comportamentos por meio da influência de colegas, mais um exemplo de adolescentes que partilham e espalham a sua dor. Há uma longa história de contágio social com esse grupo demográfico – a anorexia e a bulimia também se espalharam dessa maneira e sabemos que as adolescentes de hoje estão no meio da pior crise de saúde mental já registada, com as maiores taxas de ansiedade, auto-mutilação e depressão clínica.

As meninas adolescentes suscetíveis a esse contágio social são as mesmas meninas depressivas e altamente ansiosas que lutam socialmente na adolescência e tendem a odiar os seus corpos. Se acrescentarmos a isso um ambiente escolar onde se pode alcançar status e popularidade declarando uma identidade trans e a influência das redes sociais, onde activistas trans promovem a ideia de que identificar-se como trans e tomar testosterona curará todos os problemas de uma menina, teremos todos os ingredientes para um fenómeno social que se espalha rapidamente.

Não é por acaso que num estudo recente - realizado pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto (CPUP) - que inquiriu mais de 1500 jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos, 45,3% se tenham identificado como lgbt+.

  • Olhando para o que se passa pelo mundo fora, e por cá, para quê tanta pressa em afirmar crianças e adolescentes que rejeitam o seu sexo biológico e condenar quem quer explorar os verdadeiros motivos para isso acontecer?
  • Qual é o objectivo de encorajar crianças a odiar o seu sexo biológico?
  • Que motivos se escondem por trás da preocupação excessiva do Estado com a sexualidade das crianças?
  • Não terá chegado a hora das pessoas exigirem maior escrutínio às políticas identitárias e ao que isso de facto significa?

É preciso pesquisar as razões que têm levado tantas pessoas a arrepender-se depois de terem sido acompanhadas por médicos afirmativos. Pessoas que desejam recuperar o seu sexo de nascimento passam por enormes provações e pela vergonha de terem cometido um erro gravíssimo. São obrigadas a viver com as consequências de um modelo afirmativo de género, imposto pelo Estado aos pais e aos profissionais de saúde, que foram proibidos de as aconselhar a parar e pensar sobre tudo o que implica uma «mudança de sexo».

As exigências e a coação por parte de grupos poderosos e de lóbis políticos, para afirmar crianças, adolescentes e jovens que rejeitam o seu sexo, não podem continuar a sobrepor-se à voz dos pais e dos profissionais de saúde.

Também é urgente ouvir os jovens que têm cicatrizes físicas e psicológicas resultantes de um modelo afirmativo de género, rápido a diagnosticar e medicar uma disforia de género inexistente - quando ainda eram crianças - sem fazer perguntas sobre o que aconteceria quando se tornassem adultos. 

Os números não enganam. Cerca de 20% arrependem-se da mudança de sexo. Os procedimentos de mudança de sexo não são eficazes. Dez a quinze anos após a redesignação cirúrgica, a taxa de suicídio é 20 vezes maior que a de pares comparáveis.

 

O arrependimento da «transição de género»

Fevereiro 01, 2024

Maria Helena Costa

Mae arrependimento no bloco.jpeg

A imagem refere um caso de arrependimento cá em Portugal

O arrependimento da «transição de género»: as consequências trágicas que os activistas não querem que saiba

Infelizmente, não existe uma solução fácil para aqueles que querem detransicionar (NT: voltar a identificar-se com o sexo natal), deixando esses indivíduos a sofrer os efeitos deletérios dos «cuidados de afirmação do género».

 Há uma citação de Abigail Shrier em Irreversible Damage: The Transgender Craze Seducing Our Daughters (A Loucura Transgénero: Seduzindo as Nossas Filhas) que me vem frequentemente à cabeça. Shrier descreve em pormenor a forma como as adolescentes em dificuldades se agarram frequentemente à ideologia de género como resposta aos problemas - uma resposta que parece estar facilmente disponível e parece ser socialmente popular.

Talvez o maior risco de todos para a adolescente que se agarra a esta identidade do nada, como se fosse a boia insuflável que ela espera que a salve, seja também, de certa forma, o mais devastador", escreveu Shrier, "que ela acorde uma manhã sem seios e sem útero e pense, eu tinha apenas 16 anos na altura. Uma criança. Porque é que ninguém me impediu?

Essa história já se desenrolou inúmeras vezes desde que ela escreveu essas palavras. Uma dessas histórias, publicada pela Fox News, é intitulada Maria-rapaz que se arrependeu da transição de género começa a chorar descrevendo a dificuldade da cirurgia de remoção dos seios. A influenciadora do TikTok Nikita Teran, que ainda se identifica como «parte da comunidade LGBTQ+», veio a público revelar que lamenta profundamente o seu percurso «transgénero», «incluindo tomar testosterona e remover os seios».

Em declarações à Fox News, Teran afirmou que «gostaria que os médicos que a trataram tivessem feito mais perguntas para descobrir os problemas psicológicos comórbidos que ela tinha na altura» e apontou o abandono da família pelo pai, que parece ser um catalisador dos seus sintomas de disforia de género.

«Provavelmente chamar-lhe-ia algo como depressão», disse Teran à Fox. «Antes de entrar em contacto com a clínica de género, estive noutra unidade para crianças com problemas de saúde mental. Por isso, pensei que poderia obter algum tipo de ajuda. Eu não estava lá por causa da disforia de género; estava naquela unidade por causa de problemas de saúde mental. Eles não sabiam o que fazer comigo».

«Quando vim para a unidade trans, fui muito aberta acerca do meu pai e da minha família e acho que chorava em todas as reuniões que tinha com eles quando falava do meu pai. Mas, mesmo assim, eles não viram nisso nenhum sinal de alerta», continuou. «Gostava que me tivessem impedido. Gostava que tivessem visto as bandeiras vermelhas e percebido que isto podia ser disforia de género causada por um trauma ou coisas do género.»

Como vimos em muitos destes casos, a transição de Teran foi acelerada. A sua disforia de género começou no meio da adolescência; visitou a clínica pela primeira vez aos 17 anos; começou a tomar testosterona no ano seguinte; e teve os seus seios saudáveis removidos cirurgicamente aos 19 anos. «Estava muito assustada», recorda. «Estava muito nervosa. Nunca tinha sido operada antes [mas]... só queria acabar com isto e viver a minha vida. Depois da primeira cirurgia, sentia-me muito doente e eles repararam que havia algo de errado comigo. Não me lembro qual era o problema. Acho que era uma hemorragia interna».

«O meu peito estava muito, muito cheio de sangue. Por isso, nessa mesma noite, tive de ser levada rapidamente para as urgências para ser operada de novo. Ter de passar por essa segunda cirurgia foi muito assustador. Não me era permitido trabalhar. Estava quase sempre deitada em casa».

O seu alívio por ter feito a «transição» de rapariga para rapaz durou menos de um ano. Aos 20 anos, começou a perguntar-se porque é que tinha feito aquilo. Os efeitos secundários - que são extremamente comuns, mas constantemente negados por proeminentes activistas trans - também começaram a aparecer, incluindo a atrofia vaginal provocada pela testosterona que estava a tomar. O seu médico disse-lhe para deixar de tomar. 

«Foi muito surpreendente para mim, porque quando se começa a tomar testosterona, eles explicam-nos o que esperar», disse Teran à Fox. «E eu sabia das coisas principais, como a voz e os pelos do corpo, os pelos faciais. E a linha do cabelo a recuar. Não fazia ideia do que era [vaginite atrófica]. Andava a correr de um lado para o outro com diferentes médicos que não sabiam nada sobre doentes trans. E foi... uma altura muito confusa e assustadora para mim, porque não sabia o que estava a acontecer ao meu corpo».

Teran teve duas quebras de tensão ao descrever o seu arrependimento por ter retirado os seios. Ela agora detransicionou - parou de tomar testosterona e deixou de se identificar como homem - e abandonou a escola enquanto «pensa nos próximos passos para o seu futuro». Ela não sabe o que quer fazer a seguir. «Sinto que preciso de começar de novo num sítio novo.»

Espero que ela consiga. Entretanto, passará uma vida inteira a lidar com os efeitos físicos dos «cuidados de afirmação do género» constantemente promovidos pelos políticos progressistas e pela imprensa. Iremos ouvir milhares de histórias semelhantes nos próximos anos.

____________

Fonte: O arrependimento da "transição de género": as consequências trágicas que os activistas não querem que saiba

Por: Jonathon Van Maren

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub