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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Cabe aos pais cancelar essa gente

Setembro 08, 2025

Maria Helena Costa

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Por Marisa Antunes, AQUI

"Na Australia ou em Portugal. Ou em qualquer outro país do mundo. Ensinar às crianças e jovens nas escolas, seja qual for a faixa etária, conceitos absurdos assentes na "identidade de género", emanada como diz e bem a grande Abigail Shrier, de uma teoria revolucionista que cria uma terrível e devastadora confusão na cabeça dos miúdos, não é de todo tolerável. E não, já todos sabemos que não, não é "inclusão".
Em contagem decrescente para o início do ano lectivo e com as novas regras na disciplina de Cidadania, os pais devem estar atentos à infiltração de conteúdos ideologicamente inapropriados, podendo e devendo bloqueá-los.As figurinhas capturadas ideologicamente e infiltradas nas direcções escolares, as mesmas que convidaram ativistas LGBT, psicólogas e Psiquiatras, para falar de identidade de género e afins, em anos lectivos anteriores, não desapareceram por magia.
Cabe aos pais cancelar essa gente, aplicando exatamente a mesma fórmula que eles adoram aplicar aos outros. Com a diferença que deste lado existe real legitimidade para o fazer. Façamos, portanto."

APRESENTE O PIN PARENTAL

PAIS, DENUNCIEM E REJEITEM A LAVAGEM CEREBRAL

Setembro 08, 2025

Maria Helena Costa

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PAIS, DENUNCIEM E REJEITEM A LAVAGEM CEREBRAL QUE OS ACTIVISTAS QUEREM FAZER AOS VOSSOS FILHOS 👇 (sim, estou a gritar!)

Esta "psicóloga" dá consultas na Amplos, que como bem se sabe é financiada por todos nós.... A Amplos trabalha diretamente com as escolas:  https://www.amplos.pt/noticias/projeto-ampliando-famlias-na-escola, https://www.amplos.pt/todos-os-projetos-e-parcerias/projectos/projeto-tal-igual, e muito mais...

 Aí está o perigo que esta gente representa... Os diretores das escolas escancaram-lhes as portas... Na escola de Alfena:
https://www.facebook.com/share/1EyPATKGKy/

Na escola sede de Pampilhosa da Serra:
https://www.facebook.com/share/19wcM6MoVR/

E em muitas mais. Isto tem de acabar. Continuar a compactuar com gente que espalha ideologia de género nesta altura do campeonato é simplesmente inadmissível. Os pais podem e devem bloquear isto ao abrigo das novas regras da disciplina de Cidadania. Espero que o façam, apresentando o PIN PARENTAL.

 

Quem controla a Escola governa o mundo

Setembro 02, 2025

Maria Helena Costa

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Uma das ferramentas mais úteis da busca pelo poder é o sistema educativo.[1]

A Torá (nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (bíblia dos judeus) ou os 5 primeiros do Antigo Testamento) ordena ao povo de Deus que ensine os seus filhos no caminho em que devem andar. Os Jesuítas, segundo reza a História, costumavam dizer: «Dêem-me uma criança até aos 7 anos e farei dela meu discípulo para o resto da vida». De Karl Marx a Adolf Hitler, do humanismo secular ao islamismo radical, para o bem e para o mal, a educação sempre foi usada como instrumento de mudança.

Em 1921, Alexandra Kollontai, feminista radical, comunista, escreveu o livro “Família e comunismo”[2], cujas “profecias” se tornaram realidade no dia-a-dia de todos nós. Sob a capa da “defesa da mulher”, ela propunha:

Chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, em que a mulher trabalhadora não terá que se ocupar do seu próprio lar. Na Sociedade Comunista de amanhã, esses trabalhos serão realizados por uma categoria especial de mulheres trabalhadoras dedicadas unicamente a essas ocupações. […] Portanto, vemos que as […] tarefas domésticas que ainda pesam sobre a mulher dos nossos tempos desaparecerão com o triunfo do comunismo. A mulher trabalhadora não terá do que reclamar porque a sociedade comunista terá acabado com o jugo doméstico e tornará a sua vida mais alegre, mais rica, mais livre e mais completa.

Só que, como todos sabemos, não foi o “triunfo do comunismo” – que se revelou o maior fracasso da História - que nos facilitou as tarefas domésticas, mas sim com o triunfo do capitalismo, sobre o comunismo, em finais do século XX, com a revolução tecnológica e a descida de preços dos electrodomésticos que emancipou a mulher de um sem-número de tarefas: hoje, podemos lavar a roupa e a loiça sem sequer molhar as mãos, aspirar o chão com a ajuda de um aspirador, cozinhar com a ajuda de um sem-número de robôs, que tanto nos facilitam a vida e a tornam mais leve, alegre, rica, livre e completa e, claro, também ajudam o homem a envolver-se nas tarefas domésticas.

Mas, como Kollontai, que havia abandonado o seu filho para se dedicar à militância comunista, percebeu, era preciso «lidar com o problema dos filhos.» Para isso, ela propunha que o Estado dos Trabalhadores (o estado comunista/socialista) viesse em auxílio da família, substituindo-a gradualmente para que, finalmente, a Sociedade [colectividade] tomasse conta de todas aquelas obrigações que antes recaíam sobre os pais.

Assim, à medida que desaparecessem, um a um, os trabalhos domésticos da família, todas as obrigações de sustento e criação dos filhos seriam desempenhadas pela sociedade [Estado] e não pelos pais. Alessandra prossegue:

«Já existem casas para as crianças em fase de amamentação, creches, jardins de infância, colónias de férias e lares para crianças, enfermarias e postos de saúde para os doentes ou para pessoas que precisam de cuidados especiais, restaurantes, refeitórios gratuitos para os estudantes nas escolas, livros de estudo gratuitos, roupas e calçado para as crianças dos estabelecimentos de ensino. Tudo isso não é uma demonstração suficiente de que a criança sai do marco estreito da família, e que o peso da sua criação e educação passa dos pais para a colectividade? No que diz respeito à instrução dos filhos, em escolas primárias, institutos e universidades, já se converteu numa obrigação do Estado, inclusivé na sociedade capitalista.»

Por outro lado, as ocupações da classe trabalhadora, as condições de vida, obrigam, inclusivé na sociedade capitalista, à criação de ATL’s, creches, asilos, etc. Quanto mais consciência tiver a classe trabalhadora dos seus direitos, quanto melhor estiverem organizados em qualquer estado específico, tanto mais interesse terá a sociedade no problema de aliviar a família do cuidado dos filhos. […] O homem novo, da nossa nova sociedade, será modelado pelas organizações socialistas, creches, jardins infantis, ATL’s, escolas etc, e muitas outras instituições desse tipo nas quais a criança passará a maior parte do dia e onde educadores inteligentes a converterão num comunista consciente […].

Tão actual, não é? Agora, que já percebemos que o plano “profetizado” por Kollontay está implementado, surge a pergunta:

Qual foi o objectivo do Estado Socialista ao tornar obrigatória a disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento” e as políticas identitárias?

É fácil. Para manter o socialismo no poder – e depois de converter o “direito à educação” na “obrigação de depositar as crianças na escola dos 6 aos 18 anos de idade”- os políticos, por meio de leis geradas e aprovadas na Assembleia da República e aplicadas às escolas pelo Ministério da Educação, querem FORMATAR a mente das crianças, das criaturas mais vulneráveis da sociedade, que, na escola, ficam desprotegidas, sem a protecção dos pais ou de uma pessoa que as ame de facto, e à mercê de agentes públicos, financiados pelo Estado, para – como escreveram Gramsci e Lenine – dominar a mente das crianças e garantir eleitores para as próximas décadas.

A entrada das crianças na escola cada vez mais cedo (já se fala nos 3 anos como idade o início da escolaridade obrigatória[3]) evita que elas sejam educadas pelos seus pais, com quem aprendem a fé, princípios e valores da família, ganhem laços afectivos fortes e duradouros, que, anos mais tarde - apesar do ensino escolar as tentar formatar e ainda que durante algum tempo defendam o que lhes é incutido, contra aquilo que os pais lhes ensinaram – acabam por as fazer voltar ao ensino dos pais. Como diz o Sábio em Provérbios cap. 22 vers. 6:

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

E, por favor, se respeita a liberdade individual e os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, não diga que o Estado é laico e que a religião não é para aqui chamada, porque, “laico” significa um Estado no qual existe liberdade para cada um praticar a sua fé/religião sem que o Estado imponha ao povo uma religião obrigatória. Aliás, o que está a ser promovido e ensinado nas escolas, actualmente, são outras religiões: wokismo, marxismo, estatismo, panteísmo, ateísmo, animalismo, etc..

Numa sociedade [des]governada pelo socialismo, com ou sem D, o papel da escola como agente político, além de desconstruir a identidade e a sexualidade das crianças e de voltar os filhos contra os próprios pais, é roubar a individualidade e a própria identidade das crianças, colectivizá-las, fazer como que todas pensem da mesma forma – PERFIL DO ALUNO À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA[4] – para serem convertidas em socialistas [in]conscientes.

Quando o socialismo, violando claramente o Art. 43º .2. da Constituição[5],  controla e domina a mente das crianças garante eleitores para daqui a duas décadas ou três.

As férias grandes estão a chegar ao fim e todos aguardamos para ver quais foram as amarras ideológicas que foram retiradas do ensino, pois não ignoramos que a filosofia da sala de aula desta geração será a filosofia de vida da próxima e que “quem controla a Escola governa o mundo”.[6]

 

[1] https://www.amazon.com/controla-escolas-governa-mundo-Portuguese-ebook/dp/B010U0SL8W
[2] https://profes.com.br/NathaliaGoes/blog/alexandra-kollontai-o-comunismo-e-a-familia
[3] https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo-quer-escolaridade-obrigatoria-aos-tres-anos
[4] https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf
[5] https://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx
[6] https://www.amazon.com/controla-escolas-governa-mundo-Portuguese-ebook/dp/B010U0SL8W

Direito de resposta ao Dr. João Costa

Julho 16, 2025

Maria Helena Costa

Publicado no Observador

No dia 8 de Julho, no Explicador , um Podcast do Observador,  o ex-ministro da educação, Dr. João Costa, começa por dizer que fica «contente por não haver desaparecimento de temas, porque se isso for verdade isso significa que não há cedência às posições radicais do CHEGA e de outros», mas «que já há sinais preocupantes devido ao facto de o governo ter decidido retirar de circulação um guia que era destinado aos adultos, para a prevenção de bullying, bullying homofóbico nas escolas, que foi um sinal muito preocupante de quem não estava muito preocupado com esse tema».

Questionado acerca de uma temática – a identidade de género – que tem suscitado polémica ao longo dos últimos anos e que, supostamente passará (ou não, digo eu) a ser leccionada de forma diferente, decidiu mencionar o meu nome e disse:

«Eu acho que é importante que as decisões que são tomadas sejam tidas tendo em conta o que é real e não as fantasias que várias pessoas têm colocado a correr, sobre o que se passa na escola. E quando falo destas fantasias, estou a falar de pessoas concretas, estou a falar de um movimento que existe, liderado, acho eu, por uma senhora que volta e mexe escreve para o Observador, uma Maria Helena qualquer-coisa, que inventa sistematicamente coisas escabrosas que acontecem nas escolas. […] O que nós temos tido nos guiões que regulam esta disciplina, porque há regulação …»

O jornalista interrompe-o e diz: «Apesar de o ministro ter falado em desregulação e que é preciso acabar com essa desregulação?»

Ao que o Dr. João Costa responde: «Pois, eu acho que isso são cedências a estas conversas tontas que vão aparecendo. É preciso ir ler os referenciais que foram sendo desenvolvidos que vêm, aliás, alguns deles, ainda do tempo do Pedro Passos Coelho. Nem todos foram criados no tempo da nossa governação. E o centro do trabalho sobre educação sexual, sobre igualdade de género, é sempre o respeito, a promoção do respeito, a promoção do conhecimento, o combate à violência, à violência de género, o combate à homofobia, portanto, é sempre numa perspectiva de direitos humanos […] As preocupações expressas pelos encarregados de educação radicam numas várias campanhas de desinformação e mentiras mesmo que foram postas a circular, quer por responsáveis políticos, como é o caso de Paulo Núncio, quer por estes movimentos inorgânicos de fundamentalistas e de fanáticos que divulgam informações absolutamente falsas sobre o que se passa na Escola. […] Eu sou um forte crente na autonomia das escolas, não só por uma questão de respeito para com o próprio profissionalismo dos professores, directores das escolas, quem toma decisões, […]».

Ora, perante tamanho chorrilho de mentiras, decidi exercer o meu direito de resposta:

  1. Que o guia “Direito a ser nas escolas” é um guia para os adultos, não para as crianças, já eu sabia. Também sei que foi ao abrigo desse guia, que conta com a assinatura do Dr. João Costa e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que uma professora da Escola António Arroio, numa reunião de pais, se referiu à filha de um casal usando um nome masculino. Os pais da menor foram apanhados de surpresa e ficaram chocados com o modus operandi da escola, que, claramente, os excluiu de algo que pode mudar tragicamente a vida da sua filha e deles, claro. Isto, infelizmente, tem-se repetido em várias escolas.
  2. Sr. ex-ministro da Educação, repetir ad nauseum que o guia Direito a Ser [lgbt+] nas escolas é apenas anti-bullying, amor, tolerância, unicórnios e arco-íris, é mentir infinitas vezes e uma mentira repetida muitas vezes não se torna verdade. Espero que o actual ministro perceba isso e retire da Escola uma ideologia que está a ser usada para confundir as crianças quanto à sua própria identidade. Foi à conta de argumentos pseudo-científicos, como os que usa, que se criou a maior crise identitária de que há memória junto de crianças e jovens. A teoria de que “as pessoas podem ser o que lhes apetece” – de que basta tomarem hormonas de sexo cruzado e fazerem cirurgias mutiladoras – não é real; é surreal. É diabólica.
  3. Ter em conta o que é real? Ó Sr. Ex-ministro (de má memória), por favor! Real? Ensinar às crianças, a partir dos 3 anos, que o “sexo é atribuído à nascença”, que o sexo é um espectro e que existem mais de dois sexos e múltiplos géneros é pura imaginação, é i-de-o-lo-gi-a. Isso não tem nada a ver com ensinar os alunos a terem empatia com os colegas que se identificam como trans (0,01% da população antes do efeito contágio alastrar). Isso é doutrinação e, para o perceber, basta ler o parágrafo incluído no site de Educação para a Cidadania que cita a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género: «A identidade de género refere-se à experiência interna e individual sentida por cada pessoa relativamente ao género com que se identifica, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído à nascença. Pode envolver, se livremente escolhido, a modificação da aparência ou do corpo por meios cirúrgicos, farmacológicos ou de outra natureza e outras expressões de género, incluindo o comportamento, o vestuário, a expressão verbal e corporal.»
  4. O Dr. João Costa imagina a confusão que se está a criar nas cabeças das meninas que preferem brincadeiras e desportos mais masculinos ou dos rapazes, mais sensíveis, que se identificam com interesses supostamente mais femininos? Ou essa confusão é desejada e aproveitada por quem promove a ideologia? O médico psiquiatra Dr. Pedro Afonso, que o senhor também deve rotular como “inventor de fantasias”, “fanático” e “fundamentalista”, escreveu: «Cada vez mais se lê em artigos (pseudo)científicos a designação de «sexo atríbuido à nascença», como se essa fosse uma qualificação subjectiva feita pelos pais ou pelo médico obstetra que intervém no parto. É absolutamente falso, o sexo é determinado na altura da fecundação (XX ou XY); portanto, é binário, sendo que a sua determinação irreversível ocorre ainda antes da formação dos órgãos sexuais masculino ou feminino. […] Quando a sociedade, pelo contrário, promove a autodeterminação de género e passa a mensagem errada de que «tu podes ser o que quiseres», isto tem um efeito, que nós designamos em psiquiatria, de «patofacilitante», tendo como consequência o aumento exponencial de casos de disforia de género.»[1]
  5. Aceitar a ideia de que o «género» não tem nada que ver com o sexo e com o próprio corpo, é negar a realidade física. Acreditar que podemos ter um «género» totalmente independente do sexo, dos nossos marcadores biológicos, é considerar que o nosso corpo não passa de um acessório que podemos mudar conforme os nossos humores. Como escreveu Jean-François Braunstein: «É por causa desta afirmação da independência relativamente ao corpo que se apresentam os estranhos problemas a que a teoria de género, quando levada ao extremo, conduz uma boa quantidade dos nossos contemporâneos. É preciso ver, evidentemente, que este mundo do «género», em que as pessoas se identificam independentemente da realidade corporal, é um mundo ilusório ou, antes, se quisermos ser menos negativos, um mundo imaginário.»[2]
  6. Ó dr. João Costa, eu invento «sistematicamente coisas escabrosas que acontecem nas escolas»? Antes inventasse… Do mal o menos, pois ainda que eu estivesse louca, as crianças estariam seguras. Infelizmente, os relatos dos pais, de vários professores e de muitos alunos continuam a chegar ao e-mail da Associação Família Conservadora, ao meu telemóvel e a serem-me transmitidos nas conferências e nas palestras que tenho feito por todo o país. Isso, e o aumento de menores – confusos quanto à sua identidade sexual – que enchem os consultórios de psicólogos e de psiquiatras e que estão a mudar de nome e de sexo no cartão de cidadão (11 por semana), de jovens que estão a encher-se de hormonas de sexo cruzado e a amputar órgãos saudáveis do seu corpo e que poderão vir a arrepender-se amargamente e até a suicidar-se… Nada disso, infelizmente, é invenção minha (até porque só se estragava uma casa), mas sim consequência das políticas identitárias que o senhor e os seus acólitos têm vindo a impor à Escola e às famílias.
  7. «É preciso ir ler os referenciais»? Ó sr. ex-ministro, eu não faço outra coisa há quase 11 anos. Já li e reli, entre outros, os Guiões de Género e Cidadania,  o Referencial de Educação para a Saúde, o PRESSE (que acaba de ser retirado da internet, mas que guardo religiosamente), o Manual Kinder e, claro, o Direito a Ser nas Escolas, que ordenam aos professores que ensinem às crianças, a partir dos 3 anos, tudo sobre pessoas que «nasceram no corpo errado», que têm mais do que um género [preferências sexuais] ou nenhum género [não sentem atração sexual por ninguém]; que instruem para que se ensine às  crianças do primeiro ano (6 anos) que podem escolher os seus próprios nomes, caso se identifiquem com o outro sexo, e pronomes, incluindo elu, eles/They (em inglês é mais cool),  e que lhes digam que, caso sejam do género fluído, podem mudar de pronome sempre que quiserem, pois todos os seus «sentimentos» serão respeitados e «ai de quem não o faça». Os alunos também são encorajados a ultrapassar o preconceito de que o sexo é binário e, a cereja no topo do bolo: os pais não precisam de saber de nada, se o aluno entender que é melhor assim.
  8. O senhor é o quê? «Um forte crente na autonomia das escolas»? Não me faça rir! O ex-ministro da educação, que entrou num braço de ferro com a família Mesquita Guimarães – o Estado contra uma família –, que no dia 15 de Junho de 2020, assinou um despacho no qual, retroactivamente, anulou a decisão do Conselho de Turma do ano lectivo de 2018/19 onde foi definida a transição dos dois alunos? Anulação essa, que juntamente com a decisão de os reter no ano 2019/20, implicava a repetição de dois anos escolares? Que, de acordo com o despacho que assinou e que negou ter assinado, ordenava que o Tiago, que deveria começar o 7º ano em Setembro, voltasse para o 5º, e que o Rafael, que deveria passar para o 9º ano, regredisse para o 7º? O senhor tem a lata de dizer, sem se rir à gargalhada, que crê na autonomia das escolas? Depois de ameaçar os professores que haviam passado aqueles alunos? O senhor, que não largou aquela família até o Ministério Público decidir arquivar o processo? Que belo exemplo de cidadania.
  9. Não, senhor João Costa, «as preocupações expressas pelos encarregados de educação» não «radicam numas várias campanhas de desinformação e mentiras mesmo que foram postas a circular, quer por responsáveis políticos, como é o caso de Paulo Núncio, quer por estes movimentos inorgânicos de fundamentalistas e de fanáticos que divulgam informações absolutamente falsas sobre o que se passa na Escola». As preocupações expressas pelos pais radicam no que os seus filhos vivem na Escola. Por muito que o senhor minta, negando os factos, os pais sabem que os seus filhos não lhes mentem e que estão a ser acossados por ideologias perigosas. É verdade que o número de pais que está a contra-atacar tem vindo a aumentar e isso deve-se à sua profunda preocupação com o facto de os seus filhos estarem a ser prematuramente sexualizados e, consequentemente, confundidos quanto à sua identidade. Isso torna-se patente sempre que apresentam o PIN PARENTAL ou outro documento no qual fazem valer os seus direitos e rejeitam que os seus filhos sejam doutrinados com ideologia de género, leccionada por alguns professores, mas também por activistas de Associações lgbt+, radicalizados, às quais o senhor concedeu o estatuto de utilidade pública e que, por isso, têm livre acesso às escolas e aos alunos. 
  10. Longe vai o tempo em que vivíamos num mundo normal e podíamos deixar os nossos filhos na Escola com a certeza de que tudo o que aprenderiam seria factual e científico. Mas depois, como alguém escreveu: «[…] os transactivistas (os que lucram directa ou indirectamente com a ideologia de género) e o seu séquito de chalupas de género (gente tonta, até bem-intencionada, que reproduz o mantra da “inclusão” sem saber realmente o que está em causa) tomaram de assalto as escolas (e o mundo) e o sossego acabou. Sob a capa da “inclusão”, “empatia” e “diversidade” e usando a flexível disciplina de Cidadania e a transversalidade das questões do género, produziram-se conteúdos, multiplicaram-se “palestras”, fizeram-se “exposições”, de teor duvidoso e até perigoso, mas sempre com o resguardo das mesmas virem de fonte idónea – as escolas. Pois, mas não é assim.»

Recentemente, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos contra 3, a favor dos pais que exigem o direito de retirar os filhos de aulas onde são utilizados livros com conteúdos LGBTQIA+. O tribunal considerou que forçar essas crianças a assistir a tais aulas viola a liberdade religiosa garantida pela Primeira Emenda e interfere no desenvolvimento religioso das crianças.

E por cá? Até quando permitiremos que os nossos filhos e netos continuem a ser assediados em sala de aula? A quem interessa, ensinar a crianças pequenas que o seu sexo é maleável e que podem escolher a forma de fazer sexo que mais prazer lhes dá?

É hora dos pais! É hora dos avós! É hora de exigirmos aos políticos que elegemos que parem de mentir e que deixem as crianças em paz.


[1] Prefácio do livro “Identidade de género – Ideologia ou ciência”, de Maria Helena Costa, pág. 9.
[2] Jean-François Braunstein, A Religião Woke, GUERRA E PAZ, EDITORES, LDA., pág. 83.

Um bando de pervertidos

Julho 04, 2025

Maria Helena Costa

La oss slutte å seksualisere pride – Ytring

A verdade conservadora central é a de que é a cultura, e não a política, que determina o sucesso de uma sociedade.[1]

De há uns anos esta parte, as sucessivas maiorias eleitas têm vindo a legislar no sentido de nos afastar dos trilhos morais e emocionais. Contenção, pudor, responsabilidade e reverência têm vindo a ser atirados para caixote do lixo ano após ano, legislatura após legislatura.

A escola estatal, que muitos teimam em chamar “pública”, abandonou as orações, o civismo e a moral sexual em favor da instrução de como colocar o preservativo, dos ataques à nossa História e das celebrações do orgulho lgbtqiapn+. Hoje, o “deixa a vida me levar” deu lugar ao “faça o que quiser” e “ultrapasse todos os limites”. Os valores morais tradicionais, que sempre foram considerados fundamentais para a nossa sobrevivência, foram substituídos pelo relativismo que dá prazer, porque o sexo inconsequente é mais fácil e o autocontrole requer auto-sacrifício.

Quando revejo as imagens daquele espectáculo degradante, pornográfico, lgbtqiapn+ , que decorreu na Fundação de Serralves e que foi classificado para maiores de 6 anos, percebo que a pornografia se tornou um facto social que está a educar sexualmente uma geração de crianças, adolescentes e jovens, e a estabelecer as suas expectativas quanto ao sexo e ao casamento.

Um exemplo perfeito do conluio político, mediático e académico, sobre o assunto, é a consagração dos dias lgbtqiapn+ no calendário e a atribuição de um mês inteiro – Junho – à celebração do orgulho gay+. Assim, em Portugal, Junho deixou de ser o mês dos Santos Populares e passou a ser o mês do Orgulho lgbtqiapn+. Em vez de marchas populares, manjericos, balões de ar e alhos porros, deparamo-nos com bandeiras lgbtqiapn+ nas escolas, na televisão, nos outdoors, nos autocarros, nos McDonalds, nos postos de abastecimento, nos sacos de compras, nas passadeiras para peões, resumindo: em tudo o que os nossos olhos vêem. Durante um mês inteiro (fora os outros dias do calendário) o dinheiro dos nossos impostos, que financia o activismo do arco-íris, é usado para nos esfregar na cara as inclinações sexuais dos súbditos da bandeira “omnipresente” e para atrair os mais novinhos para o mundo colorido dos unicórnios, das bolachas de gengibre e das cores de um arco-íris do sexo, em que cada cor corresponde a uma prática sexual não heterossexual.

E, por favor, não me venha com a ladainha de que todo este activismo político, porque é de política que se trata, tem como objectivo “a luta por direitos iguais”, pois há muito, muito tempo, que a Marcha do Orgulho lgbtqiapn+ deixou de ser sobre direitos iguais para gays e lésbicas e foi sequestrada por tarados sexuais que a transformaram num espectáculo grotesco de exibições pornográficas ao ar livre. Os slogans que gritam são obscenos e agressivos, brinquedos sexuais e cartazes com frases ameaçadoras - contra todos os que não se ajoelham à ideologia de género - são exibidos, há homens a desfilar com trajes de bondage, com as nádegas nuas e os genitais à mostra (tal e qual como se viu em Serralves no tal espectáculo lgbtqiapn+ para maiores de 6 anos), e há quem afirme que no meio de multidão há traficantes de droga a vender metanfetaminas e a droga do estupro GHB que é usada em orgias conhecidas como "festas de chemsex".

Julie Bindel, autora, jornalista e radialista feminista, que explora a questão da misoginia, escreveu:

«Tenho medo pelos adolescentes vulneráveis ​​que, questionando ou explorando a sua sexualidade pela primeira vez, vão a uma Marcha do Orgulho Gay na esperança de conhecer jovens com a mesma mentalidade. As marchas agora são campos de caça para homens predadores, que podem chamar "homofobia" a qualquer tentativa de controlar o seu comportamento. Se eu pudesse proibir a Marcha do Orgulho, eu fá-lo-ia para proteger os jovens — especialmente as mulheres, mas também os adolescentes que correm grande risco de serem abusados ​​sexualmente e explorados por homens muito mais velhos. Mulheres como eu estão cansadas de ser colocadas no mesmo nível de pessoas que se identificam como trans, de kinksters, de pessoas que se autodenominam simplesmente "assexuais", "não binárias", "sapiossexuais" ou "arromânticas" — pessoas que nunca enfrentarão opressão ou discriminação por causa da sua sexualidade. O movimento do Orgulho é redundante. Felizmente, não estou sozinha e, este ano, pela primeira vez, parece que a agitação se tornou tão desagradável que muitos antigos torcedores, incluindo patrocinadores, estão a distanciar-se dela.
Em Plymouth, o site do Pride anuncia que os seus eventos foram cancelados: "A falta de financiamento nacional e local, juntamente com o declínio do apoio voluntário, tornou impossível a realização."
Lincoln, Southampton e Hereford enfrentam problemas semelhantes. Empresas que antes ansiavam por se associar à Marcha do Orgulho agora estão igualmente ansiosas para se dissociar.
Talvez o mais significativo seja que, em Whitehall, os funcionários públicos tenham sido instruídos a não desperdiçar dinheiro público em cordões de arco-íris.»

Julie, acredita que os que antes patrocinavam a Marcha do Orgulho lgbtqiapn+ deixaram de o fazer «em parte, por causa da decisão unânime da Suprema Corte do Reino Unido que estabeleceu que "mulheres trans" não são mulheres de verdade».

No Reino Unido, depois de anos de ameaças, abusos e até violência contra qualquer pessoa que tentasse verbalizar o senso comum mais básico sobre as diferenças sexuais entre homens e mulheres, a Suprema Corte Britânica declarou o óbvio: mulheres trans são homens.

Reposta a verdade, as empresas e as autoridades locais já não precisam de ter medo de serem rotuladas de intolerantes, perseguidas e canceladas nem de fingir que acreditam no impossível.

Também os Estados Unidos, celeiro de todo este caldo ideológico, atingiram o movimento do Orgulho com cortes drásticos no Orçamento para a ajuda internacional, conforme ordenado pelo presidente Donald Trump. Esses cortes já custaram à Stonewall, a bandeira do Orgulho, cerca de meio milhão de libras.

Por cá, infelizmente, os políticos & CIA continuam a fazer orelhas moucas ao que se passa nos países de onde importaram a ideologia de género e a Ordem dos Psicólogos, em resposta à Nota de Repúdio à utilização do termo “pessoas que menstruam” nos documentos da Ordem dos Psicólogos Portugueses publicados no Dia Internacional da Dignidade Menstrual enviada por muitas pessoas, associações e movimentos, afirma: 

«Sendo certo que a maioria das pessoas que menstrua é menina ou mulher, a menstruação é uma função biológica não exclusiva das meninas e mulheres. A nossa opção não nega a biologia, antes é descritiva desse facto: nem todas as mulheres menstruam (por exemplo, quando usam contraceção hormonal, estão na menopausa ou têm determinada condição de Saúde) e nem todas as pessoas que menstruam são mulheres (como é o caso de pessoas transexuais, intersexo ou não binárias). Por isso, a expressão “pessoas que menstruam” tem sido adotada por diversas organizações internacionais (como a OMS, a UNICEF ou a American Psychological Association) e usada na literatura científica, já que reflete o universo de pessoas com atividade ovárica que experienciam o ciclo menstrual. Não se trata, portanto, de uma orientação ideológica, mas da descrição de uma realidade empírica. A linguagem científica deve, necessariamente, refletir essa realidade, de forma precisa.»

Ou seja, a Ordem dos Psicólogos, que escreveu uma salvaguarda na qual ameaça agir contra quem torne público o conteúdo do e-mail, chuta para canto o facto de que a expressão "Pessoas que menstruam" tem sido usada e contestada em todo o mundo pelo seu carácter ideológico, razão pela qual tem existido um maior rigor por parte da OMS, UNICEF e outros organismos internacionais em usar a expressão inclusiva que é "mulheres e pessoas que menstruam", e insiste em promover a ideologia em detrimento da ciência. Mas, esperar o quê de uma instituição que manipula informação e transmite conceitos enviesados? Que permite que os seus “ordenados” se identifiquem como “lgbtqiapn+, mas nunca como cristãos?

Nota: eu não defendo a linguagem “mulheres e pessoas que menstruam”, pois pessoas que menstruam são mulheres e qualquer cedência na linguagem é uma vitória para a ideologia e não tem nada que ver com rigor nem com inclusão.

Mas, voltemos a Julie Bindel e ao seu alerta para algo ainda mais perverso:

«… alguns dos danos mais significativos [ao movimento lgb] foram causados ​​pela invasão constante de abusadores de crianças — ou "pessoas atraídas por menores" [MAPs], como eles se renomearam. Homens que abusam de crianças, sob o disfarce da campanha pelos direitos gays, têm sido um problema desde o início. Eles foram expulsos várias vezes, mas sempre voltam rastejando. Em Março deste ano [2025], Stephen Ireland, cofundador da Pride em Surrey, de 41 anos, foi condenado por estuprar um menino de 12 anos. A agressão ocorreu num apartamento que Ireland dividia com outro homem, David Sutton, de 27 anos, voluntário da Pride. Sutton foi considerado culpado de posse de imagem extremamente pornográfica, e ambos os homens tinham fotos indecentes de crianças. […] predadores como esses tratam o Orgulho como uma oportunidade para exibir as suas próximas vítimas. Alguns deles escondem-se à margem. Outros, emocionam-se chocando pessoas decentes, tanto gays quanto heterossexuais: eles safaram-se de tanta coisa nos últimos 20 anos que se sentem capazes de continuar a insistir, em nome de "serem ultrajantes". […] A “luta por direitos” nunca será vencida por homens que se exibem com chicotes e vibradores coloridos.»

Urge proteger as crianças!

Quando denunciei o que se passou na Fundação Serralves, houve algumas pessoas (graças a Deus, poucas) a defender que o espectáculo lgbtqiapn+, com adultos a exibirem as mamas e os genitais para maiores de 6 anos e a cantarem letras absolutamente pornográficas, decorreu a partir da 1:30h da madrugada e que, portanto, não haveria crianças a assistir. Mas, o horário é o que menos importa para o caso. O que devia deixar-nos com os cabelos em pé e fazer-nos enviar uma enxurrada de e-mails para a Fundação, a repudiar a classificação etária atribuída a um espectáculo pornográfico, é o facto de haver quem promova a ideia de que adultos podem exibir os seus genitais diante de crianças pequenas e que não há mal nenhum nisso e de que as crianças podem ser levadas e expostas a espectáculos desses.

Não é por acaso que já há crianças de 11 anos dependentes de pornografia e que o número não pára de aumentar. Não é por acaso que há cada vez mais jovens ansiosos e deprimidos .

Estar deprimido é, do meu ponto de vista e do ponto de vista de vários profissionais de saúde mental, a resposta mais racional à cultura decadente que nos rodeia, a uma cultura impregnada de descrença radical, erotização/sexualização precoce e uma imersão cada vez maior nas redes sociais. Portanto, não devemos surpreender-nos com o aumento da depressão na juventude. Como C. S. Lewis escreveu: «Fazemos homens fracos e esperamos deles virtudes e iniciativa. Fazemos chacota da honra e chocamo-nos ao encontrar traidores no nosso meio. Castramos e ordenamos que os castrados sejam férteis.»

Atirámos a moral e os bons costumes para o lixo, em nome da “libertação”, e descobrimos que essa libertação condenou os mais novos a vidas sem raízes e cheias de desespero. A Bíblia diz: «Nem só de pão viverá o homem.» (Lucas 4:4), o que significa dizer que o materialismo – manifestado na forma de luxúria ou cobiça – irá matar uma sociedade, caso se torne a maior aspiração desta. É onde estamos hoje. Estamos a viver no meio de uma engenharia social que quer mergulhar a civilização na luxúria para ver se ela pode sobreviver-lhe.  

No fim, sei que apenas a fé em Jesus Cristo pode transformar uma cultura corrupta e decadente como aquela em que vivemos. Pode levar décadas ou até séculos, como aconteceu no tempo do cristianismo primitivo, mas pode ser feito. A pornografia era comum entre os povos pagãos do Antigo Testamento e na Roma Antiga. Apenas uma sociedade que respeita a indissolubilidade do casamento, a igualdade das mulheres (em dignidade e valor) e o bem de ter filhos pode ter uma relação adequada em relação ao corpo e ao sexo.

Mas, cristãos ou não, todos os que se importam com a restauração da decência à nossa cultura devem fazer o que puderem para influenciar positivamente a sociedade, formando as suas crianças nos valores em que acreditam, defendendo esses valores no espaço público e promovendo-os através dos governantes que elegeram. 

 

 

[1] Daniel Patrick Moynihan

O PS legalizou a exibição de pornografia para menores de idade?

Junho 06, 2025

Maria Helena Costa

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Hoje, soube que fui notícia no CM Jornal devido a um vídeo que fiz e partilhei.

  • O CM diz, no título, que eu sou o CHEGA!?
  • Sobre o ataque pessoal que me faz, é para o lado que durmo melhor, pois nada mais é do que perseguição política e tenho a minha consciência muito tranquila.
  • Depois, informa que o PS/a maioria de esquerda, em 2019, decidiu que crianças de 6 anos podem ser levadas a qualquer tipo de espectáculos (incluindo o que eu denunciei e que o CM parece defender) DESDE QUE SEJAM MUSICAIS 🤔
  • MAS, pasme-se, apesar de “ser tudo legal” e “automático”, não deixa de ser curioso ver a Fundação de Serralves a fugir com o rabo à 💉.
  • E, a cereja no topo do bolo, o CM partilha o meu vídeo, chegando assim a muitas mais pessoas do que eu alguma vez chegaria.
  • Espero que os pais vejam e rejeitem que estes espectáculos, absolutamente decadentes e pornográficos, possam ser exibidos aos seus filhos a partir dos 6 anos.

Veja o vídeo AQUI

Senhores Deputados, é hora de retirar a ideologia de género das escolas

Janeiro 14, 2025

Maria Helena Costa

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Em Portugal, especialmente desde que a Geringonça, encabeçada pelo PS, começou a governar, as metas de aprendizagem foram substituídas por metas de avanço de pautas ideológicas, que, para serem bem-sucedidas, têm de expropriar os pais da educação dos seus filhos. O objectivo político – de expropriar os pais da educação dos seus filhos - foi tornado público por vários professores, jornalistas, comentadores políticos e também pelo Dr. Jorge Sarmento Morais, ex-chefe de gabinete do ex-ministro da educação, Dr. João Costa, na Assembleia Municipal de Lisboa, que decorreu no dia 02 de Novembro de 2023, e que aqui recordo:

O papel das escolas é retirar as crianças à família para as fazer crescer em comunidade.

E, claro que nada disto é novo. Esse sempre foi o sonho socialista/comunista expresso pela feminista Aleksandra Kolontai, nos idos anos 1918, na ex-União Soviética, no seu ensaio O comunismo e a família:

O homem novo, da nossa nova sociedade, será moldado pelas organizações socialistas, creches, infantários, escolas, residências universitárias e muitas outras instituições deste tipo, nas quais a criança passará a maior parte do dia e onde educadores inteligentes a converterão num comunista consciente […] Desde agora, a mãe operária que tenha plena consciência da sua função social, elevar-se-á ao extremo que chegará a não estabelecer diferenças [como] «os teus e os meus»; terá que recordar sempre que de agora em diante não haverá mais «nossos» filhos, mas sim os [filhos] do Estado Comunista, um bem comum a todos os trabalhadores. […] … [as mulheres] devem acostumar-se a procurar e encontrar sustento noutro lugar, não na pessoa do homem, mas sim na pessoa do Estado.

A verdade é que a visão da feminista para a ex-União Soviética acabou por ser posta de lado, pois só trouxe caos e miséria à nação. Quem o diz não são pessoas de direita, mas sim Kate Millett, outra ultra feminista, que escreveu:

As crianças vagueavam frequentemente pela rua, a delinquência juvenil tornou-se um perigo considerável.

Ainda de acordo com Kate, o Comissário de Saúde Pública terá dirigido estas palavras aos jovens soviéticos:

O Estado ainda é muito pobre para assegurar a vossa manutenção e a educação das crianças. Por consequência, aqui fica o nosso conselho: ABSTINÊNCIA! (Kate Millett, 1974, págs. 165 e 169)

Hoje, e como disse o Dr. Jorge Sarmento Morais, o socialismo continua empenhado em destruir a família e em usar a Escola para retirar os filhos aos pais e fazer deles «bons» socialistas.

O que podemos fazer, para acabar com o projecto do socialismo?

Reconhecer os direitos dos pais, consagrados na Constituição da República Portuguesa, como fundamentais para a protecção e segurança dos filhos e pressionar os políticos eleitos a revogar leis iníquas que só servem interesses obscuros de determinados movimentos e projectos de poder.

As escolas devem voltar a ser instituições de ensino, nas quais os pais possam voltar a confiar, e não linhas de montagem de doutrinação político/ideológica.

A educação dos filhos dos portugueses não pode continuar a ser determinada por teóricos Queer, como Judith Butler, omnipresente nos guiões e manuais de género e cidadania, que decidiu que «não existem homens nem mulheres. Que o sexo biológico é uma fantasia, algo em que só acreditamos porque nos foi repetido com frequência. Que o género não está associado ao sexo biológico, que não desempenha nenhum papel – apenas surge porque foi criado pela linguagem e porque as pessoas acreditam no que ouvem repetidamente. Que a identidade é flexível e fluída. Que não há masculino nem feminino, mas apenas um determinado desempenho, ou seja, um comportamento que pode ser alterado a qualquer momento.» (“Por outras palavras, o “sexo” é uma construção ideal que se materializou à força ao longo dos tempos. Não é um facto simples ou uma condição estática do corpo, mas um processo no qual certas normas reguladoras o materializaram e chegaram a essa materialização pela reiteração forçada dessas mesmas normas.” Judith Butler, Bodies That Matter, Nova Iorque, Routledge, 1993, 21. Lido em: Gabriele Kuby “A Revolução Sexual”, pág. 82.)

Essa é a ideologia que tem levado a que o número de crianças, adolescentes e jovens que engrossam a lista de espera nos consultórios de psicólogos, psiquiatras e hospitais psiquiátricos deste país - por se sentirem confusos quanto à sua própria identidade sexual - continue a aumentar. Como adultos responsáveis, não podemos permitir que, à semelhança do que já acontece noutros países, o número de jovens adultos arrependidos por terem «mudado de sexo» e as elevadíssimas taxas de suicídio depois da transição sexual se repitam no nosso país.

Por isso, urge acabar com a mentira de que o sexo é atribuído no nascimento. O sexo é determinado na concepção, quando o espermatozoide que carrega um cromossoma X ou Y se une ao óvulo que tem um cromossomo X, criando um macho (XY) ou uma fêmea (XX). O sexo é reconhecido durante a ecografia pré-natal ou no nascimento através da observação da genitália externa. Biologicamente, os machos são definidos como o sexo que produz esperma, e as fêmeas são definidas como o sexo que produz óvulos. ‘Sexo’ e ‘identidade de género’ não significam a mesma coisa. O sexo é imutável e tem limitações e vantagens naturais ligadas à condição de homem ou mulher. Por outro lado, a identidade de género faz referência a um estado de espírito, a um sentimento interno profundamente sentido, que é volátil e que não corresponde à realidade.

Assim, e no sentido de proteger as crianças das nefastas consequências da revolução sexual - imposta à sociedade por meio de directrizes emanadas de Bruxelas, que as esquerdas e a “direita” que a esquerda tolera se apressaram a introduzir no ensino – os partidos (PSD e CHEGA) que afirmaram querer retirar a ideologia do ensino e que, juntos, formam a maioria, devem emanar e aprovar leis no sentido de:

  1. Proibir todos os manuais, guias, guiões, vídeos e actividades, que promovam o conceito ideológico de uma «identidade de género» a ser construída pela criança e pela escola. A fluidez de género - ensinar a uma criança que a sua identidade é determinada pela sua «orientação sexual» aprendida na escola e nas redes sociais e que é, portanto, flexível, alterável e diversificada - não pode fazer parte do currículo escolar e, portanto, não deve ser ensinada ou promovida em/por:
  • sala de aula,
  • desenvolvimento profissional de professores,
  • por consultores externos,
  • associações lgbt+
  • actividades escolares especiais, AEC’s, ou por meio da distribuição de material para professores e/ou alunos.

 

  1. Aplicar essa proibição ao conceito de que o sexo/género masculino e o sexo/género feminino são «construções sociais», pois essa ideologia incute na mente das crianças a mentira de que «homem, mulher e família, pai e mãe, sexualidade e fertilidade não são conceitos naturais, mas sim «construcções sociais» (construídas pelos malvados dos machos, pois claro!) que determinam a hegemonia dos homens sobre as mulheres e da heterossexualidade sobre todas as outras formas de sexualidade.» (Gabriele Kuby “A Revolução Sexual”, págs. 84-85). Essa é uma narrativa feminista, ideológica, que não corresponde à realidade.
  2. Garantir que, tal como acontece com todos os alunos da escola, os alunos confusos quanto à sua própria sexualidade sejam tratados com cuidado, compaixão, dignidade e inclusão, livres de discriminação, assédio, difamação e violência e participem de todas as aulas, serviços e actividades da escola.
  3. Deixar claro que as direcções das escolas não podem definir que um aluno é transgénero e tratá-lo pelo pronome ou pelos nome que este escolher sem ouvir os pais e sem levar em consideração o conselho de médicos especialistas (que precisam de voltar a poder exercer a sua profissão sem a ameaça de represálias) escolhidos pelos pais ou responsáveis pelo aluno.
  4. Deixar claro que as escolas devem informar sempre os pais/responsáveis ​​sobre o comportamento dos alunos e envolvê-los em todas as fases do processo de tomada de decisão.
  5. Nenhuma escola, ou psicólogo escolar, pode ocultar informações aos pais sobre a orientação ou confusão sexual de um aluno menor.
  6. Nenhum aluno menor de idade tem o direito ou a capacidade de impedir a escola de dar informações sobre a sua sexualidade aos pais.
  7. Nenhum aluno menor de 18 anos pode mudar o seu nome na escola sem o consentimento dos pais ou dos responsáveis ​​com quem vive. No caso de guarda partilhada, é necessário o consentimento de ambos os pais.
  8. Os alunos que se encontram num estado de confusão quanto à sua identidade, devem obedecer às normas da Escola no que às regras de vestuário diz respeito.
  9. Nas aulas de Educação Física e no desporto escolar, os alunos só podem competir na categoria correspondente ao sexo com que nasceram. Só assim se reconhece que os rapazes têm mais força do que as raparigas e, por esse motivo, têm vantagem nas competições desportivas do sexo feminino.
  10. Os alunos que nasceram com o sexo masculino não poderão usar as casas de banho, balneários e vestiários das alunas que nasceram com o sexo feminino; o mesmo para as alunas que nasceram com o sexo feminino.
  11. As crianças confusas quanto à sua sexualidade devem aprender que não é a casa de banho ou o balneário que utilizam que muda o que quer que seja na sua natureza e que a escola as protege quando não permite que rapazes possam usar o WC e os balneários das raparigas e vice-versa.
  12. Nenhum aluno deve ser forçado a tomar banho, nu, diante dos demais. Todos os alunos têm direito à sua intimidade e privacidade.
  13. Os alunos que se sentirem constrangidos em tomar banho diante dos outros, seja por que motivo for, devem ter uma terceira opção ou a possibilidade de não tomarem banho na escola.
  14. Todas as casas de banho devem ter portas que fechem por dentro de forma a garantir a privacidade de TODOS.
  15. Se as escolas estabelecerem, por iniciativa de professores ou alunos, grupos de apoio e discussão de questões de género e sexualidade (como grupos de apoio LGBTIQIAP+), os pais devem ser devidamente informados e os alunos menores de 18 anos só poderão participar com autorização escrita dos pais.
  16. Alunos com menos de 18 anos, não devem ser envolvidos por adultos – professores, psicólogos, enfermeiros ou outros - em questões de fluidez e transição de género sem prévio conhecimento e consentimento dos pais e os pais precisam de ser devidamente informados sobre o assunto.
  17. Os pais têm o direito de saber se a fluidez e a «mudança de sexo» [ou auto-determinação de género] – a cultura LGBTQIA+ - estão a ser discutidas, disseminadas e incutidas na escola dos seus filhos.

É preciso deixar claro que, ao contrário do que os defensores da ideologia de género afirmam, negar o acesso das crianças à casa de banho que escolherem não é uma forma de discriminação. Discriminação, é tratar o que é igual de maneira diferente. Meninos e meninas não são iguais. O sexo corporal não muda de acordo com a forma como nos identificamos e a nossa anatomia demonstra claramente que homens e mulheres são significativamente diferentes uns dos outros. As casas de banho específicas para cada sexo limitam-se a reconhecer essas diferenças físicas imutáveis ​​e não tratam ninguém como inferior.

Isso é totalmente diferente da discriminação racial, que tratava os negros como cidadãos inferiores por causa de uma característica não escolhida, imutável (não fluída) e identificável: a cor da sua pele. Em contraste com a cor da pele, a identidade de género é subjectiva, inverificável e escolhida de acordo com os sentimentos de cada um. Não é fanatismo, muito menos «discurso de ódio» reconhecer que há diferenças biológicas entre homens e mulheres.

As casas de banho e os vestiários, onde pode entrar qualquer pessoa que se identifique como sendo do outro sexo, aumentam a probabilidade de crimes sexuais. Qualquer um pode tirar proveito das políticas de casas de banho e balneários mistos. Um estudo de 2018 (nos EUA) mostrou que havia três vezes mais ofensas de voyeurismo nas lojas de varejo da Target após o anúncio público da nova política de casas de banho e provadores mistos. Além disso, um relatório investigativo do Reino Unido descobriu que “quase 90% das agressões sexuais, assédio e voyeurismo relatados em piscinas e balneários de centros desportivos” ocorrem em instalações mistas. Dos 134 incidentes relatados que incluíam voyeurismo, assédio, agressão sexual e violação, 120 foram cometidos em espaços mistos

É por isso que existem vestiários segregados por sexo. Para proteger as mulheres de agressão e crimes sexuais. Mas, a segurança não é a única razão para haver espaços íntimos do mesmo sexo. Mulheres e meninas (e homens e meninos) também merecem a dignidade da privacidade – de não serem expostos ao outro sexo – ao tomar banho, trocar de roupa ou ao usar a casa de banho.

Assim, creio que as recomendações acima são as únicas que se ajustam à realidade é à natureza das coisas, sendo, portanto, viáveis, e, para tranquilidade das famílias e segurança de todos os alunos, é urgente que o governo legisle e as aplique.

É preciso proteger as crianças portuguesas de uma ideologia que está a confundir, mutilar e destruir crianças por todo o Ocidente. Termino, recordando as palavras de C. S. Lewis:

O poder do homem para fazer de si mesmo o que bem entender significa, como vimos, o poder de alguns para fazer dos outros o que bem entenderem.

 

“Estamos aqui, somos QUEER, viemos pelos vossos filhos”

Janeiro 08, 2025

Maria Helena Costa

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Estamos aqui, somos QUEER, viemos pelos vossos filhos

Essas são palavras de ordem cantadas numa marcha lgbt+nãoseioquê há cerca de dois anos.

Li muitos posts e comentários de pais revoltados, mas, infelizmente, nada disto é novo. Há 9 anos, em Fevereiro de 2016, no meu livro “Todas as coisas me são lícitas…”, na página 97, podia ler-se: «Esteja atento! O lóbi gay não vai parar até ganhar os seus filhos para a sua causa. No Brasil, durante uma marcha do orgulho, podia ler-se numa faixa: “NÓS NÃO QUEREMOS GANHAR-VOS A VOCÊS, QUEREMOS GANHAR OS VOSSOS FILHOS”.» Poucos acreditaram.

Mas, se recuarmos ao ano 1987, a um artigo escrito por Michael Swift, que trabalhou para uma publicação chamada Gay Community News, teremos uma evidência ainda mais chocante sobre o avanço da agenda lgbt+ de assédio às crianças. No artigo, que foi lido no congresso dos EUA pelo congressista William Dannemeyer, que também o incluiu no Registo do Congresso, pode ler-se:

Vamos sodomizar os vossos filhos, emblemas da vossa frágil masculinidade, dos vossos sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los nas escolas, nos dormitórios, nos ginásios, nos vestiários, nos desportos, nos seminários, nos grupos de juventude, nas casas de banho dos cinemas, nas casernas do Exército, nas paradas de camiões, nos clubes masculinos, nas casas do Congresso, onde quer que homens fiquem junto com homens. Os vossos filhos tornar-se-ão nossos subordinados e cumprirão as nossas ordens. Serão refeitos à nossa imagem. Vão ansiar por nós e adorar-nos.

Todas as leis que proíbem a actividade homossexual serão revogadas. Em vez disso, serão expedidas leis que produzam o amor entre homens. Todos os homossexuais devem unir-se como irmãos; devemos unir-nos artística, filosófica, social, política e financeiramente. Só triunfaremos quando apresentarmos uma face comum ao odioso inimigo heterossexual.

A unidade familiar — campo crescente de mentiras, traições, mediocridade, hipocrisia e violência — será abolida. A unidade familiar, que só refreia a imaginação e reprime o livre-arbítrio, deve ser eliminada. Meninos perfeitos serão concebidos e criados em laboratório genético. Vão unir-se num ambiente comunitário, sob o controle e instrução de cientistas homossexuais.

Todas as igrejas que nos condenam serão fechadas. Os nossos únicos deuses são jovens bonitos. Aderimos a um culto de beleza moral e estética. Tudo o que é feio, vulgar e banal será aniquilado. Desde que nos afastámos das convenções heterossexuais da classe média, temos liberdade para viver de acordo com os ditames da pura imaginação. Para nós, demais não é suficiente.

Seremos vitoriosos porque estamos cheios da amargura feroz dos oprimidos, forçados a desempenhar partes aparentemente diminutas nos vossos tolos espectáculos heterossexuais por meio das idades. Nós também somos capazes de disparar armas e de guarnecer as trincheiras da revolução final.

Trema, porco hétero, quando aparecermos diante de si sem máscaras.

SWIFT, Michael, “Goals of the Homossexual Movement”, Gay Community News, 15-21 de Fev. de 1987

Quando publiquei esta “declaração de ódio e guerra” à família, num dos meus blogs, alguém decidiu sair em defesa dos seus autores:

Esqueceram-se da primeira frase do texto: “This essay is an outré, madness, a tragic, cruel fantasy, an eruption of inner rage, on how the oppressed desperately dream of being the oppressor.” Contexto é importante.

Ou seja: Para quem comentou, o facto de o autor ter escrito “Este ensaio é uma loucura, uma fantasia trágica e cruel, uma erupção de raiva interior, sobre como os oprimidos sonham desesperadamente em ser o opressor” esvaziaria o texto das ameaças expressas, da erupção da raiva interior deles – dos “oprimidos” – exposta em toda a sua malignidade. Mas, o que temos é, sem dúvida, um contexto recheado de raiva e ódio, que tem vindo a coagir, silenciar e punir todos aqueles que resistem a tornarem-se súbditos da bandeira colorida e a entregar-lhes os seus filhos de mão beijada.

Há uma batalha cultural a desenrolar-se diante dos nossos olhos.

Em 2011, o activista gay norte-americano Daniel Villarreal escreveu uma coluna na Queerty.com na qual afirmava que tinha chegado  a hora de o lóbi lgbt+ admitir “doutrinar” crianças em idade escolar. 

Em 2015 a activista gay, canadiana, Sason Bear Bergman, uma mulher que se identifica como um homem transgénero, escreveu “Eu vim doutrinar os seus filhos na minha agenda LGBTQ (e não estou nem um pouco arrependida)“. Bergman não esconde nada e afirma que quer fazer as crianças “gostarem de nós”, mesmo que isso “vá contra a maneira como vocês (pais) interpretaram os ensinamentos da vossa religião” 

Assim, o facto de a NBC ter saído em defesa das palavras de ordem cantadas na marcha drag, na cidade de Nova Iorque, com o argumento de ser  algo que tem vindo a ser ouvido noutras marchas ao longo dos anos e que foi “tirado de contexto” por “especialistas, activistas e legisladores conservadores”, não muda as intenções expressas pelos colectivos lgbt+, que se introduziram nas escolas, nas redes socias, nos desenhos animados, nas séries e nos filmes, e que têm vindo a aliciar as crianças para as suas práticas. Aliás, já há dragqueens a afirmar, descaradamente, que estão a aliciar crianças, a tentar formar a próxima geração, em eventos da hora do conto como aquele que o Diogo Faro acompanhado pela dragqueen Belle Pepper leram a crianças dos 5 aos 9 anos de idade na FNAC.

Há anos que os colectivos lgbt+ radicalizados gritam “vamos atrás dos vossos filhos” e escrevem e cantam sobre brinquedos sexuais, pelos púbicos e matar pessoas. É irónico que quem os defende com chavões como “são apenas palavras” exijam que nós, que denunciamos as suas más intenções, usemos os seus pronomes preferidos e façam de tudo para censurar as nossas palavras (afinal, não são apenas palavras?). O facto de eles cantarem, há anos, que estão a vir atrás dos nossos filhos, só torna torna tudo mais perverso, assustador e perigoso.

A admissão acintosa e flagrante dos planos para doutrinar as crianças na ideologia lgbt+ está longe de ser um caso isolado, que aconteceu na marcha do “orgulho” de Nova Iorque.

Quem se lembra do vídeo daquele coral de homens gays, em 2021, no qual os cantores informavam os pais que “converteriam os seus filhos”? Na altura, também houve quem tentasse convencer-nos de que era apenas uma sátira…

Daily Wire observou que o “cântico polémico ocorreu no momento em que as festividades do orgulho gay nos Estados Unidos e no Canadá apresentaram nudez desenfreada , incluindo um desfile, em Seattle, onde homens nus andavam de bicicleta à frente de crianças“.

Imagens da “Marcha do Orgulho” em Toronto, no Canadá, mostraram homens nus e pessoas vestidas com trajes sexualmente explícitos marchando e exibindo-se diante de crianças e perante a passividade da polícia.

As marchas do “orgulho” são uma forma de esquerdistas radicais e activistas radicalizados demonstrarem a força do lóbi e coagir a população.  

Por cá, em Évora, realizou-se uma pride dos pequeninos para “crianças trans” (que nada mais são do que crianças nas mãos de adultos perversos). O cartaz, que anunciava o desfile, era ilustrado com cápsulas, comprimidos, chupa-chupas… Sugestivo? Parece que contou com 10 crianças… No momento em que se fala tanto da necessidade de mais medidas para combater a mutilação genital feminina, apresenta-se a castração química/hormonal, mastectomias duplas e ablação do pénis, a crianças?

Isto só está a acontecer porque o socialismo transformou a Escola numa linha de montagem e as associações lgbt+ em instituições de utilidade pública, e, juntos, tomaram a Escola de assalto.

As crianças estão na mira da batalha cultural e nós, adultos, precisamos de decidir se deixamos que sejam arrastadas por ela ou se a combateremos com todas as nossas forças. As crianças são como coelhinhos a correr no campo, alheios aos predadores que espreitam para os apanhar e despedaçar, e nós, pais, mães e avós, somos os seus únicos protectores. Somos responsáveis pela sua vida, pela sua educação, pela preservação da sua dignidade. A Declaração dos Direitos da Criança e a Constituição da República Portuguesa, conferem-nos esse direito inalienável.

Deixem as crianças em paz. Elas não pertencem ao Estado. Crime de ódio, é não as proteger da propaganda “elgebetista”, de modas perigosas e da auto-destruição.

- Maria Helena Costa

FORMAÇÃO «Identidade de género - ideologia ou ciência?"

Janeiro 07, 2025

Maria Helena Costa

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INSCREVA-SE AQUI 

Exmo/a Senhor/a

Um novo ano se inicia e urge perceber o que se está a passar nas escolas, para podermos proteger os nossos filhos e alertar outros pais.
Nesse sentido, preparámos a formação «Identidade de género - ideologia ou ciência?". 

O que é que os pais precisam de saber e fazer?
Os pais precisam de saber o que se passa na Escola;
Porque é que os direitos parentais são importantes;
Se os seus direitos, como pais, estão protegidos por lei;
Como é que esses mesmos direitos parentais estão a ser postos em causa;
E como é que podem AGIR para proteger os seus filhos e os seus direitos.

Foi a pensar nisso que preparámos esta formação, pois acreditamos no nosso slogan:

«PAIS (IN)FORMADOS, FILHOS PROTEGIDOS»

Não deixe de divulgar a formação.

INSCREVA-SE AQUI 

 

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