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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Cabe aos pais cancelar essa gente

Setembro 08, 2025

Maria Helena Costa

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Por Marisa Antunes, AQUI

"Na Australia ou em Portugal. Ou em qualquer outro país do mundo. Ensinar às crianças e jovens nas escolas, seja qual for a faixa etária, conceitos absurdos assentes na "identidade de género", emanada como diz e bem a grande Abigail Shrier, de uma teoria revolucionista que cria uma terrível e devastadora confusão na cabeça dos miúdos, não é de todo tolerável. E não, já todos sabemos que não, não é "inclusão".
Em contagem decrescente para o início do ano lectivo e com as novas regras na disciplina de Cidadania, os pais devem estar atentos à infiltração de conteúdos ideologicamente inapropriados, podendo e devendo bloqueá-los.As figurinhas capturadas ideologicamente e infiltradas nas direcções escolares, as mesmas que convidaram ativistas LGBT, psicólogas e Psiquiatras, para falar de identidade de género e afins, em anos lectivos anteriores, não desapareceram por magia.
Cabe aos pais cancelar essa gente, aplicando exatamente a mesma fórmula que eles adoram aplicar aos outros. Com a diferença que deste lado existe real legitimidade para o fazer. Façamos, portanto."

APRESENTE O PIN PARENTAL

Quem controla a Escola governa o mundo

Setembro 02, 2025

Maria Helena Costa

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Uma das ferramentas mais úteis da busca pelo poder é o sistema educativo.[1]

A Torá (nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (bíblia dos judeus) ou os 5 primeiros do Antigo Testamento) ordena ao povo de Deus que ensine os seus filhos no caminho em que devem andar. Os Jesuítas, segundo reza a História, costumavam dizer: «Dêem-me uma criança até aos 7 anos e farei dela meu discípulo para o resto da vida». De Karl Marx a Adolf Hitler, do humanismo secular ao islamismo radical, para o bem e para o mal, a educação sempre foi usada como instrumento de mudança.

Em 1921, Alexandra Kollontai, feminista radical, comunista, escreveu o livro “Família e comunismo”[2], cujas “profecias” se tornaram realidade no dia-a-dia de todos nós. Sob a capa da “defesa da mulher”, ela propunha:

Chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, em que a mulher trabalhadora não terá que se ocupar do seu próprio lar. Na Sociedade Comunista de amanhã, esses trabalhos serão realizados por uma categoria especial de mulheres trabalhadoras dedicadas unicamente a essas ocupações. […] Portanto, vemos que as […] tarefas domésticas que ainda pesam sobre a mulher dos nossos tempos desaparecerão com o triunfo do comunismo. A mulher trabalhadora não terá do que reclamar porque a sociedade comunista terá acabado com o jugo doméstico e tornará a sua vida mais alegre, mais rica, mais livre e mais completa.

Só que, como todos sabemos, não foi o “triunfo do comunismo” – que se revelou o maior fracasso da História - que nos facilitou as tarefas domésticas, mas sim com o triunfo do capitalismo, sobre o comunismo, em finais do século XX, com a revolução tecnológica e a descida de preços dos electrodomésticos que emancipou a mulher de um sem-número de tarefas: hoje, podemos lavar a roupa e a loiça sem sequer molhar as mãos, aspirar o chão com a ajuda de um aspirador, cozinhar com a ajuda de um sem-número de robôs, que tanto nos facilitam a vida e a tornam mais leve, alegre, rica, livre e completa e, claro, também ajudam o homem a envolver-se nas tarefas domésticas.

Mas, como Kollontai, que havia abandonado o seu filho para se dedicar à militância comunista, percebeu, era preciso «lidar com o problema dos filhos.» Para isso, ela propunha que o Estado dos Trabalhadores (o estado comunista/socialista) viesse em auxílio da família, substituindo-a gradualmente para que, finalmente, a Sociedade [colectividade] tomasse conta de todas aquelas obrigações que antes recaíam sobre os pais.

Assim, à medida que desaparecessem, um a um, os trabalhos domésticos da família, todas as obrigações de sustento e criação dos filhos seriam desempenhadas pela sociedade [Estado] e não pelos pais. Alessandra prossegue:

«Já existem casas para as crianças em fase de amamentação, creches, jardins de infância, colónias de férias e lares para crianças, enfermarias e postos de saúde para os doentes ou para pessoas que precisam de cuidados especiais, restaurantes, refeitórios gratuitos para os estudantes nas escolas, livros de estudo gratuitos, roupas e calçado para as crianças dos estabelecimentos de ensino. Tudo isso não é uma demonstração suficiente de que a criança sai do marco estreito da família, e que o peso da sua criação e educação passa dos pais para a colectividade? No que diz respeito à instrução dos filhos, em escolas primárias, institutos e universidades, já se converteu numa obrigação do Estado, inclusivé na sociedade capitalista.»

Por outro lado, as ocupações da classe trabalhadora, as condições de vida, obrigam, inclusivé na sociedade capitalista, à criação de ATL’s, creches, asilos, etc. Quanto mais consciência tiver a classe trabalhadora dos seus direitos, quanto melhor estiverem organizados em qualquer estado específico, tanto mais interesse terá a sociedade no problema de aliviar a família do cuidado dos filhos. […] O homem novo, da nossa nova sociedade, será modelado pelas organizações socialistas, creches, jardins infantis, ATL’s, escolas etc, e muitas outras instituições desse tipo nas quais a criança passará a maior parte do dia e onde educadores inteligentes a converterão num comunista consciente […].

Tão actual, não é? Agora, que já percebemos que o plano “profetizado” por Kollontay está implementado, surge a pergunta:

Qual foi o objectivo do Estado Socialista ao tornar obrigatória a disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento” e as políticas identitárias?

É fácil. Para manter o socialismo no poder – e depois de converter o “direito à educação” na “obrigação de depositar as crianças na escola dos 6 aos 18 anos de idade”- os políticos, por meio de leis geradas e aprovadas na Assembleia da República e aplicadas às escolas pelo Ministério da Educação, querem FORMATAR a mente das crianças, das criaturas mais vulneráveis da sociedade, que, na escola, ficam desprotegidas, sem a protecção dos pais ou de uma pessoa que as ame de facto, e à mercê de agentes públicos, financiados pelo Estado, para – como escreveram Gramsci e Lenine – dominar a mente das crianças e garantir eleitores para as próximas décadas.

A entrada das crianças na escola cada vez mais cedo (já se fala nos 3 anos como idade o início da escolaridade obrigatória[3]) evita que elas sejam educadas pelos seus pais, com quem aprendem a fé, princípios e valores da família, ganhem laços afectivos fortes e duradouros, que, anos mais tarde - apesar do ensino escolar as tentar formatar e ainda que durante algum tempo defendam o que lhes é incutido, contra aquilo que os pais lhes ensinaram – acabam por as fazer voltar ao ensino dos pais. Como diz o Sábio em Provérbios cap. 22 vers. 6:

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

E, por favor, se respeita a liberdade individual e os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, não diga que o Estado é laico e que a religião não é para aqui chamada, porque, “laico” significa um Estado no qual existe liberdade para cada um praticar a sua fé/religião sem que o Estado imponha ao povo uma religião obrigatória. Aliás, o que está a ser promovido e ensinado nas escolas, actualmente, são outras religiões: wokismo, marxismo, estatismo, panteísmo, ateísmo, animalismo, etc..

Numa sociedade [des]governada pelo socialismo, com ou sem D, o papel da escola como agente político, além de desconstruir a identidade e a sexualidade das crianças e de voltar os filhos contra os próprios pais, é roubar a individualidade e a própria identidade das crianças, colectivizá-las, fazer como que todas pensem da mesma forma – PERFIL DO ALUNO À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA[4] – para serem convertidas em socialistas [in]conscientes.

Quando o socialismo, violando claramente o Art. 43º .2. da Constituição[5],  controla e domina a mente das crianças garante eleitores para daqui a duas décadas ou três.

As férias grandes estão a chegar ao fim e todos aguardamos para ver quais foram as amarras ideológicas que foram retiradas do ensino, pois não ignoramos que a filosofia da sala de aula desta geração será a filosofia de vida da próxima e que “quem controla a Escola governa o mundo”.[6]

 

[1] https://www.amazon.com/controla-escolas-governa-mundo-Portuguese-ebook/dp/B010U0SL8W
[2] https://profes.com.br/NathaliaGoes/blog/alexandra-kollontai-o-comunismo-e-a-familia
[3] https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo-quer-escolaridade-obrigatoria-aos-tres-anos
[4] https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf
[5] https://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx
[6] https://www.amazon.com/controla-escolas-governa-mundo-Portuguese-ebook/dp/B010U0SL8W

Alterações à disciplina de cidadania: perguntas ao Sr. Ministro da Educação

Julho 24, 2025

Maria Helena Costa

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Publicado no Observador

Para evitar a tirania do desejo sexual, o qual, em nome da liberdade e da dignidade, destrói corações e famílias e dissemina a solidão, temos de assumir o compromisso de testemunhar a verdade sobre a natureza humana. (Ryan T. Anderson)

De acordo com o que tem vindo a ser noticiado nos últimos dias, na sua análise «à proposta do Governo e à estratégia em vigor», o Observador concluiu «que a atenção dada à sexualidade ou à orientação sexual deixa de existir e só é tratada no contexto de violações dos direitos humanos.» E que será «apenas no guião de aprendizagens essenciais para o terceiro ciclo e no capítulo dos direitos humanos é que os alunos serão chamados a “analisar casos históricos e atuais de violação dos direitos humanos (incluindo, entre outros, tráfico de seres humanos, abusos sexuais, violência de género, bem como violência contra pessoas com orientação sexual e identidade e expressão de género não normativas)”. E também só nessa fase, entre o 7.º e o 9.º ano, é que o programa prevê “debater a (des)igualdade de género em contextos como a educação, o trabalho e o exercício de cargos políticos”.»

Mas, tendo em conta que a ministra da Cultura, Juventude e Desporto continua a ser a Drª Margarida Balseiros Lopes, defensora do termo ideológico “pessoa que menstrua” em vez de “mulher” (que é o único sexo que menstrua) e uma professa simpatizante e apoiante do movimento político lgbtqia+, que a CIG (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, autora/promotora da maior parte dos guias, guiões, manuais e referenciais de género e cidadania) continua a ter livre acesso às escolas e a  apoiar e «financiar projectos, medidas e acções das organizações da sociedade civil, associações e coletivos lgbtqia+» e que ainda não foi retirado o estatuto de utilidade pública a essas centenas de associações lgbtqia+ que têm acesso privilegiado às escolas, surgem-me várias questões que, creio, corresponderão às preocupações da maior parte das famílias:

  1. Como é que as famílias podem ficar descansadas, sabendo que há professores que são activistas lgbtqia+ e que não perderão a oportunidade de disseminar a sua ideologia, a sua cosmovisão, na cabecinha dos alunos?
  2. Muitas associações, que foram consideradas de “utilidade pública” durante a pandemia, e que sabem que há crianças extremamente sós e carentes de aceitação, enviam os seus militantes para as escolas. Ali, usufruindo de uma suposta superioridade académica sobre os alunos, os activistas usam todos os mecanismos de retórica para cooptar crianças, adolescentes e jovens vulneráveis, para as suas causas. Como é que o Ministério da Educação pensa proteger as crianças desses activistas?
  3. Essas associações vão deixar de ser financiadas com os nossos impostos e de ter acesso privilegiado às nossas crianças?
  4. Como é que se garantirá aos pais que associações como a AMPLOS não continuarão a entrar nas escolas, sob pretextos como “combate ao bulliyng”, e não apresentarão às crianças vídeos como “A família Biscoito”, que não apresenta nenhum biscoito heterossexual, mas apenas biscoitos trans, lésbicos, queer, etc. e alicia claramente as crianças a identificarem-se com uma das letras do abecedário colorido?
  5. Como é que o ME pretende proteger crianças, a partir dos 3 anos, de adultos que elaboraram o Manuel Kinder que fazem tanta questão de encher as suas cabecinhas com personagens lgbtqia+ e que lhes incutem que podem ter uma «identidade ou expressão de género que não corresponde ao sexo atribuído à nascença»? Este conceito ideológico: «sexo atribuído à nascença», como se o seu sexo lhes fosse imposto por pais e médicos opressores – que é a base da ideologia -, vai desaparecer dos conteúdos a leccionar?
  6. Os transgéneros/Drag Queens continuarão a ir às creches, infantários e escolas contar histórias aos alunos? Sim, isso acontece por cá. Aconteceu na Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro e noutras ao redor, que receberam um grupo performativo constituído por pessoas trans que foram partilhar com crianças, a partir dos seis anos, como foi o seu processo de transição.
  7. Como é que o ME assegurará aos pais que não haverá activistas – pessoal docente e não docente – a disseminar algo como isto em sala de aula: «Podes sentir que és um rapaz, mesmo que tenhas partes do corpo que algumas pessoas te digam que são partes de «rapariga». Podes sentir que és uma rapariga mesmo que tenhas partes do corpo que algumas pessoas te digam que são partes de «rapaz». E podes não sentir que és um rapaz ou uma rapariga, mas que és um pouco de ambos ou nenhum dos dois. Independentemente de como te sentes, és perfeitamente normal!»?
  8. Isto não é semear “identidades de género” na mente de crianças que deviam estar a brincar, a aprender a ler e a escrever e não a pensar em sexo?
  9. O que é “violência de género”? É a violência doméstica com outro nome? É a violência cometida por homens e mulheres no contexto familiar ou no namoro? Ou o termo abraça os mais de 100 géneros inventados e todos os que se possam vir a inventar?
  10. Todo o tipo de violência deve ser combatido. Repito: TODO o tipo de violência deve ser combatido. A violência contra quem sente atracção sexual por pessoas do mesmo sexo deve ser erradicada e não elevada acima de todos os outros tipos de violência. Mas, misturar conceitos ideológicos como “identidade e expressão de género” é normalizar a ideologia. Esses termos vão ser erradicados nos três primeiros ciclos?
  11. Não sei se o Sr. Ministro sabe, mas o conceito de «identidade de género», como categoria de identidade, está muito além da «orientação sexual». Se alguém disser que é gay ou lésbica, não teremos muitas dúvidas quanto ao que essa pessoa quer dizer nem por qual dos dois sexos sente atracção sexual. E, independentemente daquilo que possamos pensar acerca do relacionamento sexual entre pessoas do mesmo sexo, não há dúvidas sobre aquilo que nos está a ser dito. Pelo contrário, quando alguém nos diz que tem uma «identidade de género» que não corresponde ao «género» que lhe foi «atribuído à nascença», não há como ter o mesmo entendimento sobre o que nos está a ser dito. Na verdade, a «identidade de género» é uma de trezentas categorias de género, que parte da premissa de que o género é, por definição, dissociado da realidade material do sexo biológico. Ou seja, não se trata de reconhecer os aspectos complicados da atracção sexual por pessoas do mesmo sexo, mas sim de uma reinterpretação fundamental do que significa ser humano. Ora, as crianças não devem ser confundidas quanto à sua própria identidade nem despertadas para questões sexuais – que até os adultos têm dificuldade em entender – em idades tão tenrinhas. Não compete à escola, nem a quem quer que seja, erotizar e sexualizar as crianças precocemente. Como é que o ME pretende garantir que conceitos como: “identidade de género”, “género [sexo] atribuído à nascença”, conceitos puramente ideológicos, não estarão presentes em sala de aula?
  12. Infelizmente, ler que os alunos, na fase complicadíssima da adolescência, serão chamados a analisar temas como a «violência contra pessoas com orientação sexual e identidade e expressão de género não normativas», leva-me a pensar que o ME já adoptou a ideologia de género e que está a prometer algo que não vai cumprir… Como é que pretende “libertar o ensino das amarras ideológicas” se continua a usar termos ideológicos? Como pretende proteger os adolescentes do efeito contágio, quando a Escola normaliza a ideologia ao usar a linguagem usada pelos ideólogos de género/wokistas?
  13. E os pais, Sr. Ministro? Terão direito a não permitir que os seus filhos assistam a conteúdos que violam os valores e os princípios que lhes ensinam em casa? Poderão decidir se os seus filhos participam, ou não, das aulas que tratam de temas relacionados com a sexualidade?
  14. Num dos cadernos PRESSE (que, espero, seja definitivamente posto no caixote do lixo), a mensagem passada aos alunos era: a virgindade é opressora; a promiscuidade sexual, a bissexualidade e a homossexualidade, essas sim, são expressões de prazer e de liberdade; a prostituição é uma profissão como outra qualquer e ter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo é «uma maneira de combater o tédio». E, nesse oásis de devassidão moral, o cristianismo era apontado como o «malvado» que acaba com a alegria e com o prazer de toda a gente. Ora, convenhamos, isto é destruir a educação que os pais cristãos dão aos seus filhos. Isso vai acabar? Os pais poderão tomar a decisão de não permitir que os seus filhos sejam expostos a conteúdos como esse?
  15. Direitos humanos? Como os mencionados na pág 24 do PRESSE, que mencionei acima? Que continha uma actividade de grupo que consistia em fazer com que as crianças fizessem «a roda dos direitos humanos e em conjunto expressassem o respeito pelos direitos de todas as pessoas serem livres e iguais em dignidade»? Quem é que não concordaria com tão nobres intenções? Só não havia necessidade de os alunos terem de se fazer passar por gays, lésbicas, trans, etc., até porque são demasiado novinhos para serem despertados para isso e para serem recrutados para o movimento lgbt+ (pág. 27)…  São esses os “direitos humanos” que vão ser incutidos aos alunos?
  16. Não é aos pais que compete educar os filhos e ensiná-los a respeitar os outros não por se identificarem com uma das letras do abecedário colorido, mas sim por serem SERES HUMANOS.
  17. Eu sei que está previsto que os pais tenham uma palavra a dizer relativamente aos conteúdos a abordar em cidadania. A pergunta é: todos os pais? Ou só aqueles que fazem parte das associações de pais, que, claramente e na maior parte, estão tomadas por activistas de esquerda e que até se dão ao luxo de expulsarem dos grupos de WhatsApp os pais que decidem proteger os seus filhos dos conteúdos que o ME diz que vai retirar das escolas?
  18. Qual é a garantia que os pais terão de que a ideologia de género não permanecerá nos conteúdos, disfarçada e embrulhada nas palavrinhas do costume: “direitos humanos”, “combate ao bullying”, “combate à violência no namoro”, “diversidade”, “inclusão”, etc.?
  19. E o Plano Nacional de Leitura? Vai continuar a promover livros lgbtqia+ e a incentivar os alunos a lerem histórias de rapazinhos que, afinal, se sentem meninas e vice-versa?
  20. As escolas vão continuar a poder fazer exposições pornográficas, como a que decorreu na Escola Poeta Al Berto, em Sines?
  21. Ou a exporem alunos de 9/11 anos a uma actividade que se encontra no COMPASS, Manual para a Educação para os Direitos Humanos com Jovens, na pág. 69, no programa “Dá um passo em frente”, que decorreu na Escola EB2 Aristides de Sousa Mendes, pertencente ao agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, e que requeria que os alunos vestissem a pele de: uma mãe solteira em situação de desemprego; namorada de um jovem artista dependente de heroína; uma prostituta de meia-idade infectada com VIH/Sida; uma lésbica de 22 anos…?
  22. E, caso haja denuncias de que alguém não está a respeitar as directrizes do ME, como pretende resolver a questão?
  23. E os professores? Vão continuar a ser coagidos e obrigados a tratar os alunos, tenham a idade que tiverem, por nomes e pronomes correspondentes ao outro sexo e a esconderem isso dos pais?
  24. O que acontecerá caso alguns activistas usem os próprios filhos para fazer activismo na escola? Para tentarem obrigar os docentes, os funcionários da escola e os colegas a tratarem o João por Joana e a Maria por Mário? 
  25. E as formações em ideologia de género (não com esta designação, claro), continuarão a ser obrigatórias para os professores e para os trabalhadores da escola, como têm vindo a ser já no seu governo?
  26. E, para não dizer que só falei de ideologia de género/sexualidade, deixo uma pergunta relativamente à “literacia financeira”: quem vai dar essa matéria? Sob que perspectiva? Sob a perspectiva socialista/comunista ou capitalista? Vão apresentar as duas e deixar que os alunos formem a sua própria opinião, ou vão incutir-lhes a utopia de que “não terão nada e serão felizes”, como consta no preâmbulo da Agenda 20/30, subscrita e promovida pelo PSD & CIA?

As perguntas não param de surgir, mas o artigo vai longo e, hoje, ninguém tem vontade de ler muito. Por isso, termino com o desabafo de uma profissional de saúde:

Ainda não há muito tempo, os pais que eu atendia no meu consultório estavam preocupados com a cultura de engate, receavam que as suas filhas adolescentes pudessem engravidar ou ser infectadas com herpes. Esses eram os bons velhos tempos. Agora, os pais que atendo pedem-me Xanax para os seus ataques de pânico e insónias, pois as sua filhas querem deixar crescer a barba e remover os seios. Estou a informar-vos da linha da frente da guerra contra a ideologia de género.[1]


[1] Drª Miriam Grossman, Ideologia de género e a experiência médica nas nossas crianças, National Conservatism em Miami. Https://youtu.be/wlh8tvRLqck

Documento em Consulta: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/cidadania_e_desenvolvimento.pdf

Direito de resposta ao Dr. João Costa

Julho 16, 2025

Maria Helena Costa

Publicado no Observador

No dia 8 de Julho, no Explicador , um Podcast do Observador,  o ex-ministro da educação, Dr. João Costa, começa por dizer que fica «contente por não haver desaparecimento de temas, porque se isso for verdade isso significa que não há cedência às posições radicais do CHEGA e de outros», mas «que já há sinais preocupantes devido ao facto de o governo ter decidido retirar de circulação um guia que era destinado aos adultos, para a prevenção de bullying, bullying homofóbico nas escolas, que foi um sinal muito preocupante de quem não estava muito preocupado com esse tema».

Questionado acerca de uma temática – a identidade de género – que tem suscitado polémica ao longo dos últimos anos e que, supostamente passará (ou não, digo eu) a ser leccionada de forma diferente, decidiu mencionar o meu nome e disse:

«Eu acho que é importante que as decisões que são tomadas sejam tidas tendo em conta o que é real e não as fantasias que várias pessoas têm colocado a correr, sobre o que se passa na escola. E quando falo destas fantasias, estou a falar de pessoas concretas, estou a falar de um movimento que existe, liderado, acho eu, por uma senhora que volta e mexe escreve para o Observador, uma Maria Helena qualquer-coisa, que inventa sistematicamente coisas escabrosas que acontecem nas escolas. […] O que nós temos tido nos guiões que regulam esta disciplina, porque há regulação …»

O jornalista interrompe-o e diz: «Apesar de o ministro ter falado em desregulação e que é preciso acabar com essa desregulação?»

Ao que o Dr. João Costa responde: «Pois, eu acho que isso são cedências a estas conversas tontas que vão aparecendo. É preciso ir ler os referenciais que foram sendo desenvolvidos que vêm, aliás, alguns deles, ainda do tempo do Pedro Passos Coelho. Nem todos foram criados no tempo da nossa governação. E o centro do trabalho sobre educação sexual, sobre igualdade de género, é sempre o respeito, a promoção do respeito, a promoção do conhecimento, o combate à violência, à violência de género, o combate à homofobia, portanto, é sempre numa perspectiva de direitos humanos […] As preocupações expressas pelos encarregados de educação radicam numas várias campanhas de desinformação e mentiras mesmo que foram postas a circular, quer por responsáveis políticos, como é o caso de Paulo Núncio, quer por estes movimentos inorgânicos de fundamentalistas e de fanáticos que divulgam informações absolutamente falsas sobre o que se passa na Escola. […] Eu sou um forte crente na autonomia das escolas, não só por uma questão de respeito para com o próprio profissionalismo dos professores, directores das escolas, quem toma decisões, […]».

Ora, perante tamanho chorrilho de mentiras, decidi exercer o meu direito de resposta:

  1. Que o guia “Direito a ser nas escolas” é um guia para os adultos, não para as crianças, já eu sabia. Também sei que foi ao abrigo desse guia, que conta com a assinatura do Dr. João Costa e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que uma professora da Escola António Arroio, numa reunião de pais, se referiu à filha de um casal usando um nome masculino. Os pais da menor foram apanhados de surpresa e ficaram chocados com o modus operandi da escola, que, claramente, os excluiu de algo que pode mudar tragicamente a vida da sua filha e deles, claro. Isto, infelizmente, tem-se repetido em várias escolas.
  2. Sr. ex-ministro da Educação, repetir ad nauseum que o guia Direito a Ser [lgbt+] nas escolas é apenas anti-bullying, amor, tolerância, unicórnios e arco-íris, é mentir infinitas vezes e uma mentira repetida muitas vezes não se torna verdade. Espero que o actual ministro perceba isso e retire da Escola uma ideologia que está a ser usada para confundir as crianças quanto à sua própria identidade. Foi à conta de argumentos pseudo-científicos, como os que usa, que se criou a maior crise identitária de que há memória junto de crianças e jovens. A teoria de que “as pessoas podem ser o que lhes apetece” – de que basta tomarem hormonas de sexo cruzado e fazerem cirurgias mutiladoras – não é real; é surreal. É diabólica.
  3. Ter em conta o que é real? Ó Sr. Ex-ministro (de má memória), por favor! Real? Ensinar às crianças, a partir dos 3 anos, que o “sexo é atribuído à nascença”, que o sexo é um espectro e que existem mais de dois sexos e múltiplos géneros é pura imaginação, é i-de-o-lo-gi-a. Isso não tem nada a ver com ensinar os alunos a terem empatia com os colegas que se identificam como trans (0,01% da população antes do efeito contágio alastrar). Isso é doutrinação e, para o perceber, basta ler o parágrafo incluído no site de Educação para a Cidadania que cita a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género: «A identidade de género refere-se à experiência interna e individual sentida por cada pessoa relativamente ao género com que se identifica, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído à nascença. Pode envolver, se livremente escolhido, a modificação da aparência ou do corpo por meios cirúrgicos, farmacológicos ou de outra natureza e outras expressões de género, incluindo o comportamento, o vestuário, a expressão verbal e corporal.»
  4. O Dr. João Costa imagina a confusão que se está a criar nas cabeças das meninas que preferem brincadeiras e desportos mais masculinos ou dos rapazes, mais sensíveis, que se identificam com interesses supostamente mais femininos? Ou essa confusão é desejada e aproveitada por quem promove a ideologia? O médico psiquiatra Dr. Pedro Afonso, que o senhor também deve rotular como “inventor de fantasias”, “fanático” e “fundamentalista”, escreveu: «Cada vez mais se lê em artigos (pseudo)científicos a designação de «sexo atríbuido à nascença», como se essa fosse uma qualificação subjectiva feita pelos pais ou pelo médico obstetra que intervém no parto. É absolutamente falso, o sexo é determinado na altura da fecundação (XX ou XY); portanto, é binário, sendo que a sua determinação irreversível ocorre ainda antes da formação dos órgãos sexuais masculino ou feminino. […] Quando a sociedade, pelo contrário, promove a autodeterminação de género e passa a mensagem errada de que «tu podes ser o que quiseres», isto tem um efeito, que nós designamos em psiquiatria, de «patofacilitante», tendo como consequência o aumento exponencial de casos de disforia de género.»[1]
  5. Aceitar a ideia de que o «género» não tem nada que ver com o sexo e com o próprio corpo, é negar a realidade física. Acreditar que podemos ter um «género» totalmente independente do sexo, dos nossos marcadores biológicos, é considerar que o nosso corpo não passa de um acessório que podemos mudar conforme os nossos humores. Como escreveu Jean-François Braunstein: «É por causa desta afirmação da independência relativamente ao corpo que se apresentam os estranhos problemas a que a teoria de género, quando levada ao extremo, conduz uma boa quantidade dos nossos contemporâneos. É preciso ver, evidentemente, que este mundo do «género», em que as pessoas se identificam independentemente da realidade corporal, é um mundo ilusório ou, antes, se quisermos ser menos negativos, um mundo imaginário.»[2]
  6. Ó dr. João Costa, eu invento «sistematicamente coisas escabrosas que acontecem nas escolas»? Antes inventasse… Do mal o menos, pois ainda que eu estivesse louca, as crianças estariam seguras. Infelizmente, os relatos dos pais, de vários professores e de muitos alunos continuam a chegar ao e-mail da Associação Família Conservadora, ao meu telemóvel e a serem-me transmitidos nas conferências e nas palestras que tenho feito por todo o país. Isso, e o aumento de menores – confusos quanto à sua identidade sexual – que enchem os consultórios de psicólogos e de psiquiatras e que estão a mudar de nome e de sexo no cartão de cidadão (11 por semana), de jovens que estão a encher-se de hormonas de sexo cruzado e a amputar órgãos saudáveis do seu corpo e que poderão vir a arrepender-se amargamente e até a suicidar-se… Nada disso, infelizmente, é invenção minha (até porque só se estragava uma casa), mas sim consequência das políticas identitárias que o senhor e os seus acólitos têm vindo a impor à Escola e às famílias.
  7. «É preciso ir ler os referenciais»? Ó sr. ex-ministro, eu não faço outra coisa há quase 11 anos. Já li e reli, entre outros, os Guiões de Género e Cidadania,  o Referencial de Educação para a Saúde, o PRESSE (que acaba de ser retirado da internet, mas que guardo religiosamente), o Manual Kinder e, claro, o Direito a Ser nas Escolas, que ordenam aos professores que ensinem às crianças, a partir dos 3 anos, tudo sobre pessoas que «nasceram no corpo errado», que têm mais do que um género [preferências sexuais] ou nenhum género [não sentem atração sexual por ninguém]; que instruem para que se ensine às  crianças do primeiro ano (6 anos) que podem escolher os seus próprios nomes, caso se identifiquem com o outro sexo, e pronomes, incluindo elu, eles/They (em inglês é mais cool),  e que lhes digam que, caso sejam do género fluído, podem mudar de pronome sempre que quiserem, pois todos os seus «sentimentos» serão respeitados e «ai de quem não o faça». Os alunos também são encorajados a ultrapassar o preconceito de que o sexo é binário e, a cereja no topo do bolo: os pais não precisam de saber de nada, se o aluno entender que é melhor assim.
  8. O senhor é o quê? «Um forte crente na autonomia das escolas»? Não me faça rir! O ex-ministro da educação, que entrou num braço de ferro com a família Mesquita Guimarães – o Estado contra uma família –, que no dia 15 de Junho de 2020, assinou um despacho no qual, retroactivamente, anulou a decisão do Conselho de Turma do ano lectivo de 2018/19 onde foi definida a transição dos dois alunos? Anulação essa, que juntamente com a decisão de os reter no ano 2019/20, implicava a repetição de dois anos escolares? Que, de acordo com o despacho que assinou e que negou ter assinado, ordenava que o Tiago, que deveria começar o 7º ano em Setembro, voltasse para o 5º, e que o Rafael, que deveria passar para o 9º ano, regredisse para o 7º? O senhor tem a lata de dizer, sem se rir à gargalhada, que crê na autonomia das escolas? Depois de ameaçar os professores que haviam passado aqueles alunos? O senhor, que não largou aquela família até o Ministério Público decidir arquivar o processo? Que belo exemplo de cidadania.
  9. Não, senhor João Costa, «as preocupações expressas pelos encarregados de educação» não «radicam numas várias campanhas de desinformação e mentiras mesmo que foram postas a circular, quer por responsáveis políticos, como é o caso de Paulo Núncio, quer por estes movimentos inorgânicos de fundamentalistas e de fanáticos que divulgam informações absolutamente falsas sobre o que se passa na Escola». As preocupações expressas pelos pais radicam no que os seus filhos vivem na Escola. Por muito que o senhor minta, negando os factos, os pais sabem que os seus filhos não lhes mentem e que estão a ser acossados por ideologias perigosas. É verdade que o número de pais que está a contra-atacar tem vindo a aumentar e isso deve-se à sua profunda preocupação com o facto de os seus filhos estarem a ser prematuramente sexualizados e, consequentemente, confundidos quanto à sua identidade. Isso torna-se patente sempre que apresentam o PIN PARENTAL ou outro documento no qual fazem valer os seus direitos e rejeitam que os seus filhos sejam doutrinados com ideologia de género, leccionada por alguns professores, mas também por activistas de Associações lgbt+, radicalizados, às quais o senhor concedeu o estatuto de utilidade pública e que, por isso, têm livre acesso às escolas e aos alunos. 
  10. Longe vai o tempo em que vivíamos num mundo normal e podíamos deixar os nossos filhos na Escola com a certeza de que tudo o que aprenderiam seria factual e científico. Mas depois, como alguém escreveu: «[…] os transactivistas (os que lucram directa ou indirectamente com a ideologia de género) e o seu séquito de chalupas de género (gente tonta, até bem-intencionada, que reproduz o mantra da “inclusão” sem saber realmente o que está em causa) tomaram de assalto as escolas (e o mundo) e o sossego acabou. Sob a capa da “inclusão”, “empatia” e “diversidade” e usando a flexível disciplina de Cidadania e a transversalidade das questões do género, produziram-se conteúdos, multiplicaram-se “palestras”, fizeram-se “exposições”, de teor duvidoso e até perigoso, mas sempre com o resguardo das mesmas virem de fonte idónea – as escolas. Pois, mas não é assim.»

Recentemente, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos contra 3, a favor dos pais que exigem o direito de retirar os filhos de aulas onde são utilizados livros com conteúdos LGBTQIA+. O tribunal considerou que forçar essas crianças a assistir a tais aulas viola a liberdade religiosa garantida pela Primeira Emenda e interfere no desenvolvimento religioso das crianças.

E por cá? Até quando permitiremos que os nossos filhos e netos continuem a ser assediados em sala de aula? A quem interessa, ensinar a crianças pequenas que o seu sexo é maleável e que podem escolher a forma de fazer sexo que mais prazer lhes dá?

É hora dos pais! É hora dos avós! É hora de exigirmos aos políticos que elegemos que parem de mentir e que deixem as crianças em paz.


[1] Prefácio do livro “Identidade de género – Ideologia ou ciência”, de Maria Helena Costa, pág. 9.
[2] Jean-François Braunstein, A Religião Woke, GUERRA E PAZ, EDITORES, LDA., pág. 83.

Um bando de pervertidos

Julho 04, 2025

Maria Helena Costa

La oss slutte å seksualisere pride – Ytring

A verdade conservadora central é a de que é a cultura, e não a política, que determina o sucesso de uma sociedade.[1]

De há uns anos esta parte, as sucessivas maiorias eleitas têm vindo a legislar no sentido de nos afastar dos trilhos morais e emocionais. Contenção, pudor, responsabilidade e reverência têm vindo a ser atirados para caixote do lixo ano após ano, legislatura após legislatura.

A escola estatal, que muitos teimam em chamar “pública”, abandonou as orações, o civismo e a moral sexual em favor da instrução de como colocar o preservativo, dos ataques à nossa História e das celebrações do orgulho lgbtqiapn+. Hoje, o “deixa a vida me levar” deu lugar ao “faça o que quiser” e “ultrapasse todos os limites”. Os valores morais tradicionais, que sempre foram considerados fundamentais para a nossa sobrevivência, foram substituídos pelo relativismo que dá prazer, porque o sexo inconsequente é mais fácil e o autocontrole requer auto-sacrifício.

Quando revejo as imagens daquele espectáculo degradante, pornográfico, lgbtqiapn+ , que decorreu na Fundação de Serralves e que foi classificado para maiores de 6 anos, percebo que a pornografia se tornou um facto social que está a educar sexualmente uma geração de crianças, adolescentes e jovens, e a estabelecer as suas expectativas quanto ao sexo e ao casamento.

Um exemplo perfeito do conluio político, mediático e académico, sobre o assunto, é a consagração dos dias lgbtqiapn+ no calendário e a atribuição de um mês inteiro – Junho – à celebração do orgulho gay+. Assim, em Portugal, Junho deixou de ser o mês dos Santos Populares e passou a ser o mês do Orgulho lgbtqiapn+. Em vez de marchas populares, manjericos, balões de ar e alhos porros, deparamo-nos com bandeiras lgbtqiapn+ nas escolas, na televisão, nos outdoors, nos autocarros, nos McDonalds, nos postos de abastecimento, nos sacos de compras, nas passadeiras para peões, resumindo: em tudo o que os nossos olhos vêem. Durante um mês inteiro (fora os outros dias do calendário) o dinheiro dos nossos impostos, que financia o activismo do arco-íris, é usado para nos esfregar na cara as inclinações sexuais dos súbditos da bandeira “omnipresente” e para atrair os mais novinhos para o mundo colorido dos unicórnios, das bolachas de gengibre e das cores de um arco-íris do sexo, em que cada cor corresponde a uma prática sexual não heterossexual.

E, por favor, não me venha com a ladainha de que todo este activismo político, porque é de política que se trata, tem como objectivo “a luta por direitos iguais”, pois há muito, muito tempo, que a Marcha do Orgulho lgbtqiapn+ deixou de ser sobre direitos iguais para gays e lésbicas e foi sequestrada por tarados sexuais que a transformaram num espectáculo grotesco de exibições pornográficas ao ar livre. Os slogans que gritam são obscenos e agressivos, brinquedos sexuais e cartazes com frases ameaçadoras - contra todos os que não se ajoelham à ideologia de género - são exibidos, há homens a desfilar com trajes de bondage, com as nádegas nuas e os genitais à mostra (tal e qual como se viu em Serralves no tal espectáculo lgbtqiapn+ para maiores de 6 anos), e há quem afirme que no meio de multidão há traficantes de droga a vender metanfetaminas e a droga do estupro GHB que é usada em orgias conhecidas como "festas de chemsex".

Julie Bindel, autora, jornalista e radialista feminista, que explora a questão da misoginia, escreveu:

«Tenho medo pelos adolescentes vulneráveis ​​que, questionando ou explorando a sua sexualidade pela primeira vez, vão a uma Marcha do Orgulho Gay na esperança de conhecer jovens com a mesma mentalidade. As marchas agora são campos de caça para homens predadores, que podem chamar "homofobia" a qualquer tentativa de controlar o seu comportamento. Se eu pudesse proibir a Marcha do Orgulho, eu fá-lo-ia para proteger os jovens — especialmente as mulheres, mas também os adolescentes que correm grande risco de serem abusados ​​sexualmente e explorados por homens muito mais velhos. Mulheres como eu estão cansadas de ser colocadas no mesmo nível de pessoas que se identificam como trans, de kinksters, de pessoas que se autodenominam simplesmente "assexuais", "não binárias", "sapiossexuais" ou "arromânticas" — pessoas que nunca enfrentarão opressão ou discriminação por causa da sua sexualidade. O movimento do Orgulho é redundante. Felizmente, não estou sozinha e, este ano, pela primeira vez, parece que a agitação se tornou tão desagradável que muitos antigos torcedores, incluindo patrocinadores, estão a distanciar-se dela.
Em Plymouth, o site do Pride anuncia que os seus eventos foram cancelados: "A falta de financiamento nacional e local, juntamente com o declínio do apoio voluntário, tornou impossível a realização."
Lincoln, Southampton e Hereford enfrentam problemas semelhantes. Empresas que antes ansiavam por se associar à Marcha do Orgulho agora estão igualmente ansiosas para se dissociar.
Talvez o mais significativo seja que, em Whitehall, os funcionários públicos tenham sido instruídos a não desperdiçar dinheiro público em cordões de arco-íris.»

Julie, acredita que os que antes patrocinavam a Marcha do Orgulho lgbtqiapn+ deixaram de o fazer «em parte, por causa da decisão unânime da Suprema Corte do Reino Unido que estabeleceu que "mulheres trans" não são mulheres de verdade».

No Reino Unido, depois de anos de ameaças, abusos e até violência contra qualquer pessoa que tentasse verbalizar o senso comum mais básico sobre as diferenças sexuais entre homens e mulheres, a Suprema Corte Britânica declarou o óbvio: mulheres trans são homens.

Reposta a verdade, as empresas e as autoridades locais já não precisam de ter medo de serem rotuladas de intolerantes, perseguidas e canceladas nem de fingir que acreditam no impossível.

Também os Estados Unidos, celeiro de todo este caldo ideológico, atingiram o movimento do Orgulho com cortes drásticos no Orçamento para a ajuda internacional, conforme ordenado pelo presidente Donald Trump. Esses cortes já custaram à Stonewall, a bandeira do Orgulho, cerca de meio milhão de libras.

Por cá, infelizmente, os políticos & CIA continuam a fazer orelhas moucas ao que se passa nos países de onde importaram a ideologia de género e a Ordem dos Psicólogos, em resposta à Nota de Repúdio à utilização do termo “pessoas que menstruam” nos documentos da Ordem dos Psicólogos Portugueses publicados no Dia Internacional da Dignidade Menstrual enviada por muitas pessoas, associações e movimentos, afirma: 

«Sendo certo que a maioria das pessoas que menstrua é menina ou mulher, a menstruação é uma função biológica não exclusiva das meninas e mulheres. A nossa opção não nega a biologia, antes é descritiva desse facto: nem todas as mulheres menstruam (por exemplo, quando usam contraceção hormonal, estão na menopausa ou têm determinada condição de Saúde) e nem todas as pessoas que menstruam são mulheres (como é o caso de pessoas transexuais, intersexo ou não binárias). Por isso, a expressão “pessoas que menstruam” tem sido adotada por diversas organizações internacionais (como a OMS, a UNICEF ou a American Psychological Association) e usada na literatura científica, já que reflete o universo de pessoas com atividade ovárica que experienciam o ciclo menstrual. Não se trata, portanto, de uma orientação ideológica, mas da descrição de uma realidade empírica. A linguagem científica deve, necessariamente, refletir essa realidade, de forma precisa.»

Ou seja, a Ordem dos Psicólogos, que escreveu uma salvaguarda na qual ameaça agir contra quem torne público o conteúdo do e-mail, chuta para canto o facto de que a expressão "Pessoas que menstruam" tem sido usada e contestada em todo o mundo pelo seu carácter ideológico, razão pela qual tem existido um maior rigor por parte da OMS, UNICEF e outros organismos internacionais em usar a expressão inclusiva que é "mulheres e pessoas que menstruam", e insiste em promover a ideologia em detrimento da ciência. Mas, esperar o quê de uma instituição que manipula informação e transmite conceitos enviesados? Que permite que os seus “ordenados” se identifiquem como “lgbtqiapn+, mas nunca como cristãos?

Nota: eu não defendo a linguagem “mulheres e pessoas que menstruam”, pois pessoas que menstruam são mulheres e qualquer cedência na linguagem é uma vitória para a ideologia e não tem nada que ver com rigor nem com inclusão.

Mas, voltemos a Julie Bindel e ao seu alerta para algo ainda mais perverso:

«… alguns dos danos mais significativos [ao movimento lgb] foram causados ​​pela invasão constante de abusadores de crianças — ou "pessoas atraídas por menores" [MAPs], como eles se renomearam. Homens que abusam de crianças, sob o disfarce da campanha pelos direitos gays, têm sido um problema desde o início. Eles foram expulsos várias vezes, mas sempre voltam rastejando. Em Março deste ano [2025], Stephen Ireland, cofundador da Pride em Surrey, de 41 anos, foi condenado por estuprar um menino de 12 anos. A agressão ocorreu num apartamento que Ireland dividia com outro homem, David Sutton, de 27 anos, voluntário da Pride. Sutton foi considerado culpado de posse de imagem extremamente pornográfica, e ambos os homens tinham fotos indecentes de crianças. […] predadores como esses tratam o Orgulho como uma oportunidade para exibir as suas próximas vítimas. Alguns deles escondem-se à margem. Outros, emocionam-se chocando pessoas decentes, tanto gays quanto heterossexuais: eles safaram-se de tanta coisa nos últimos 20 anos que se sentem capazes de continuar a insistir, em nome de "serem ultrajantes". […] A “luta por direitos” nunca será vencida por homens que se exibem com chicotes e vibradores coloridos.»

Urge proteger as crianças!

Quando denunciei o que se passou na Fundação Serralves, houve algumas pessoas (graças a Deus, poucas) a defender que o espectáculo lgbtqiapn+, com adultos a exibirem as mamas e os genitais para maiores de 6 anos e a cantarem letras absolutamente pornográficas, decorreu a partir da 1:30h da madrugada e que, portanto, não haveria crianças a assistir. Mas, o horário é o que menos importa para o caso. O que devia deixar-nos com os cabelos em pé e fazer-nos enviar uma enxurrada de e-mails para a Fundação, a repudiar a classificação etária atribuída a um espectáculo pornográfico, é o facto de haver quem promova a ideia de que adultos podem exibir os seus genitais diante de crianças pequenas e que não há mal nenhum nisso e de que as crianças podem ser levadas e expostas a espectáculos desses.

Não é por acaso que já há crianças de 11 anos dependentes de pornografia e que o número não pára de aumentar. Não é por acaso que há cada vez mais jovens ansiosos e deprimidos .

Estar deprimido é, do meu ponto de vista e do ponto de vista de vários profissionais de saúde mental, a resposta mais racional à cultura decadente que nos rodeia, a uma cultura impregnada de descrença radical, erotização/sexualização precoce e uma imersão cada vez maior nas redes sociais. Portanto, não devemos surpreender-nos com o aumento da depressão na juventude. Como C. S. Lewis escreveu: «Fazemos homens fracos e esperamos deles virtudes e iniciativa. Fazemos chacota da honra e chocamo-nos ao encontrar traidores no nosso meio. Castramos e ordenamos que os castrados sejam férteis.»

Atirámos a moral e os bons costumes para o lixo, em nome da “libertação”, e descobrimos que essa libertação condenou os mais novos a vidas sem raízes e cheias de desespero. A Bíblia diz: «Nem só de pão viverá o homem.» (Lucas 4:4), o que significa dizer que o materialismo – manifestado na forma de luxúria ou cobiça – irá matar uma sociedade, caso se torne a maior aspiração desta. É onde estamos hoje. Estamos a viver no meio de uma engenharia social que quer mergulhar a civilização na luxúria para ver se ela pode sobreviver-lhe.  

No fim, sei que apenas a fé em Jesus Cristo pode transformar uma cultura corrupta e decadente como aquela em que vivemos. Pode levar décadas ou até séculos, como aconteceu no tempo do cristianismo primitivo, mas pode ser feito. A pornografia era comum entre os povos pagãos do Antigo Testamento e na Roma Antiga. Apenas uma sociedade que respeita a indissolubilidade do casamento, a igualdade das mulheres (em dignidade e valor) e o bem de ter filhos pode ter uma relação adequada em relação ao corpo e ao sexo.

Mas, cristãos ou não, todos os que se importam com a restauração da decência à nossa cultura devem fazer o que puderem para influenciar positivamente a sociedade, formando as suas crianças nos valores em que acreditam, defendendo esses valores no espaço público e promovendo-os através dos governantes que elegeram. 

 

 

[1] Daniel Patrick Moynihan

As escolas públicas estão a sexualizar, a perverter e a confundir as crianças

Junho 05, 2025

Maria Helena Costa

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Publicado no Observador

A sexualização, a perversão e a confusão das crianças avançam em todas as frentes em Portugal. Dia sim, dia sim, há notícias desse facto.

Simplificando o título desta crónica: as escolas públicas estão a impor às crianças o dogma politicamente correcto de uma suposta “identidade de género” com o propósito de normalizar práticas sexuais aberrantes e de abandonar a moral. E está a funcionar.

Hoje, na escola dos seus filhos, as meninas podem estar na casa-de-banho, a mudar de roupa para as aulas de educação física ou a tomar banho nos balneários, e um rapaz pode entrar, passear-se por ali, olhá-las, avaliá-las, babar-se, despir-se e tomar banho com elas, desde que afirme ser/sentir-se uma rapariga.

E, não pense que para se afirmar do outro sexo o rapaz tem de estar em processo de “mudança de sexo”, pois isso não é verdade, uma vez que o facto de ele se sentir rapariga não o obriga a tomar hormonas do outro sexo nem a amputar o pénis, apenas transforma o seu órgão sexual num “pénis biologicamente feminino” que pode ser usado para se relacionar sexualmente com meninas ou com rapazes uma vez que além de trans ele também pode ser lésbico (identificar-se como mulher e ter atracção sexual por mulheres).  Aliás, se as raparigas se sentirem constrangidas, abusadas, e não quiserem ficar nuas diante de uma rapariga trans (um rapaz biológico) não lhes adianta de nada correr para os funcionários ou para o director da escola e queixarem-se, pois não há nada que eles possam fazer uma vez que, na escola, ninguém pode criticar nem dizer nada acerca da auto-determinação sexual de cada um para não ser rotulado de “transfóbico”, “intolerante”, “fascista”, etc..

Bem-vindo à Escola “pública” deste Portugal socialista.

E a coisa pode ficar ainda mais perversa se, por exemplo e à semelhança do que já aconteceu noutros países, for ordenado ao professor de educação física que vá supervisionar os balneários femininos enquanto o rapaz toma banho e troca de roupa em frente às raparigas. Em lugares mais saudáveis, homens adultos são detidos e presos por tentarem observar meninas menores de idade a trocar de roupa ou a tomar banho. Mas, em 2025, nas escolas públicas portuguesas poderão vir a fazê-lo.

E, caso o adulto destacado para supervisionar o rapagão se recuse a fazê-lo, à semelhança do que aconteceu na Chasco Middle School, em Land O’Lakes, Flórida, em 2019, a sua vida pode transformar-se num inferno por não proteger o “pobre trans” das raparigas transfóbicas que não querem ficar nuas diante dele. Demiti-lo, sob a acusação de transfobia, pode ser uma mensagem fortíssima para todos aqueles professores que ainda não dobraram os seus joelhos ao lóbi trans.

Ainda que o rapaz seja conhecido como transsexual, por afirmar que é uma menina no corpo de um menino, e de acordo com o The American College of Pediatricians [Colégio Americano de Pediatria], é abuso infantil encorajar as crianças a acreditarem que tomar hormonas do outro sexo e amputar membros saudáveis do corpo é normal, desejável e mudará de facto o seu sexo. Não mudará. Só mudará a aparência exterior. Parecerá, mas nunca será.

Antes de o lóbi político-ideológico do género ser imposto pela força de leis fabricadas na Assembleia da República e de se estabelecer como verdade absoluta e incontestável, seria óbvio para qualquer pessoa que o rapaz estava confuso e necessitava de assistência psicológica ou espiritual. Afinal, quando uma menina magra imagina que está muito gorda e começa a provocar o vómito e a passar fome, deliberadamente, nenhuma pessoa sensata encoraja a sua ilusão. Isso seria pura crueldade. Mas, estes não são tempos normais nas escolas públicas portuguesas.  

Na verdade, hoje, nas escolas públicas, o simples facto de alguém afirmar que é do outro sexo – uma espécie de “sinto logo existo” – é suficiente para levar um rapaz às casas de banho, balneários, e até às competições desportivas femininas. Sim. Cá, neste cantinho à beira-mar plantado, a Amplos – que tem promovido o transativismo deixando de fora o alerta para o fenómeno de contágio social ROGD -, já começou a abrir caminho para isso e realizou uma conferência sobre a inclusão de atletas trans no desporto escolar e de alta competição.

Pior, uma criança confusa quanto à sua própria identidade sexual pode até ser encorajada por associações e activistas lgbt+, na escola, a tomar hormonas e a mutilar os seus órgãos genitais com uma “cirurgia de redesignação de género” e a direcção escolar pode até conspirar para manter os pais na ignorância. Se pensa que isso é demasiado ultrajante, considere o caso daquela jovem que passou a ser tratada por um nome não-binário (seja lá isso o que for) e pelo pronome que escolheu, na Escola António Arroio, sem que os pais fossem informados de nada. 

Se nada for feito para retirar a ideologia de género do sistema de ensino, o que já aconteceu nos EUA, onde cerca de 6.000 escolas públicas encorajaram crianças a tomar decisões fatídicas e com impacto para o resto da vida, sem o conhecimento ou consentimento dos pais (), acontecerá nas nossas escolas.

A loucura transgénero invadiu escolas por todo o país quando a Geringonça e os sucessivos governos PS criaram leis e guiões absolutamente inconstitucionais. Urge revogar essas leis o mais rápido possível e assegurar que os activistas que dirigem escolas públicas não continuem a confundir os mais novos. Urge prevenir que, por cá, não haja professores despedidos por se recusarem a brincar com os delírios de crianças confusas ou que procuram atenção. As direcções escolares não podem continuar a incorporar a propaganda transgénero em todas as partes do currículo escolar, à semelhança do que aconteceu no condado de Fairfax, Virgínia, em 2018, onde o conselho votou esmagadoramente a obrigatoriedade ensinar às crianças que o sexo biológico não tem sentido, ao mesmo tempo que ensinava os pré-adolescentes a abraçar o transgenerismo.

A sexualização, a perversão e a confusão das crianças avançam em todas as frentes em Portugal. Dia sim, dia sim, há notícias desse facto. Por exemplo, há algumas semanas, a jornalista Marisa Antunes denunciou no seu Linkdin:

 A “novidade” desta vez vem da Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro que vai receber hoje um grupo performativo constituído por pessoas trans que irão partilhar com crianças, a partir dos seis anos, como foi o seu processo de transição. […] «A Trans*Performatividade’ acaba por ser um projeto que pretende dialogar com as pessoas. É criado por pessoas trans, tanto na direção artística como intérpretes e restantes elementos(…)», resumiu Aura, a pessoa que lidera o projeto artístico, numa entrevista à *Lusa (https://lnkd.in/d9Wr2VWt), na altura que este foi lançado, em 2023, ainda restrito, então, apenas aos palcos de teatros. «Teremos alguns plintos colocados pelo espaço, onde o público pode interagir, sentar-se, durante a hora de espetáculo. Quando o público entra na sala, já está a acontecer, os ‘performers’ já estão a criar ações, primeiro mais individuais, em torno da sua experiência enquanto pessoa trans e processo de transição”, conta ainda Aura, na dita entrevista.

Segundo se pode ler no site da câmara de Miranda do Douro, «o projeto conta com a circulação por 6 municípios, nomeadamente Vila Verde, Vila Nova de Foz Côa, Velas, Miranda do Douro, Mesão Frio e Armamar, entre 2024 e 2025». Pode ainda ler-se, num registo mais sóbrio, que este projeto artístico «promove a igualdade de género e a sustentabilidade nas suas quatro vertentes (social, humana, económica e ambiental) através da apresentação de um espetáculo de dança contemporânea e na realização de atividades extra tais como workshops, conversas e publicação de um livro».

Este activismo em contexto escolar faz lembrar a “drag hour”, que foi introduzida em escolas de diferentes pontos do globo, Portugal incluído, para abordar a “diversidade sexual” com crianças de tenra idade.

O ataque total aos direitos dos pais e à moralidade tradicional poderá devastar uma geração de jovens. Os pais que se opõem a este tipo de doutrinação começam a não ter a opção de continuar a enviar os seus filhos para escolas públicas. A ideologia LGBT+ e a sexualização deliberada das crianças estão agora firmemente enraizadas nos currículos das nações de todo o mundo – e, em graus variados, também estão a ocorrer nas nossas escolas.

Resultado: Actualmente, só em Portugal, «há 11 pessoas a mudar de sexo no CC, maioritariamente meninas, mais propensas a fenómenos de contágio social».

Até quando?

A VITÓRIA CONTRA A IDEOLOGIA DE GÉNERO É O ELEFANTE NA SALA?

Junho 03, 2025

Maria Helena Costa

Por Marisa Antunes

É a economia, a imigração descontrolada, é o voto de protesto, é sabe-se lá que mais, mas neste cantinho do meu linkedin, numa amostra que é só minha e vale o que vale, posso partilhar com quem me lê, que a vitória da Direita como um todo, foi aplaudida também por muitos daqueles que votaram contra a ideologia de género. Uma ideologia que a Esquerda infiltrou em instituições como as Escolas, os hospitais públicos, as universidades, as Ordens dos Psicólogos e dos Médicos, etc… São pessoas de todos os quadrantes políticos, algumas até de Esquerda e que de uma forma direta ou indireta, se viram subjugadas à tirania woke imposta à sociedade pelo governo de Costa e da Gerigonça durante oito anos e que a AD não teve tempo de limpar.
Pais cujos filhos se converteram ao dogma trans por recreação própria, pais cujos filhos têm colegas que se converteram ao dogma trans por recreação própria e receiam que aconteça o mesmo aos seus filhos, professores obrigados a alinhar com as diretrizes ideológicas das direções escolares, psiquiatras e psicólogos que exercem a sua profissão como deve ser, mas receiam ser reportados pelos seus jovens utentes como transfóbicos ao tentarem apurar as causas reais da disforia, pessoas que já perceberam a dimensão deste absurdo e não querem pactuar com a Esquerda… Enfim, é um fenómeno muito similar ao que aconteceu com os Democratas e o Trump.
Aconteça o que acontecer, faça a AD as parcerias que fizer para governar, não creio que estas pessoas irão tolerar que as escolas continuem a doutrinar ideologicamente os seus filhos, dizendo-lhes que os miúdos se devem encaixar em pseudo-perfis absurdos e que vão desde o “não-binário” (porque se sentem “fluídos”…) ao “gender non conforming” (porque gostam de vestir roupa “neutra”…) até ao “transgénero” por auto-determinação, porque, supostamente, resolvem “identificar-se” com interesses do sexo biológico oposto, fazendo-se uma terrível e perigosa salgalhada com estereótipos e orientações sexuais… Esperemos, pois, que Luís Montenegro não tarde a limpar as aulas de Cidadania de todo o conteúdo ideológico e cancele, de uma vez por todas, o manual “Direito a Ser nas Escolas”. Os pais e os seus filhos estarão atentos.

Mais fotos da “aula” na escola secundária Inês de Castro, aqui:
https://lnkd.in/dX7hiJAq

ESCOLA POETA AL BERTO EXPÕE ALUNOS DE 11 ANOS+ A PORNOGRAFIA

Maio 12, 2025

Maria Helena Costa

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Já que a melhor maneira de fazer com que os escravos amem a servidão é tornar a servidão prazerosa, tudo o que falta para tornar o sexo, que é certamente prazeroso, uma forma de controle é tornar o Estado o regulador do sexo, libertando-o nos termos estabelecidos pelo Estado e não pela ordem moral; assim, uma população de escravos irá rapidamente jurar aliança àquilo que vê como fonte e garantidor dos seus prazeres. Ao tomar o controle das vidas sexuais dos seus cidadãos, noutras palavras, o Estado controla os cidadãos a partir do seu ponto mais vulnerável.[1]

Desde que a esquerda decidiu tomar conta a educação sexual das crianças e importar a ideologia de género e impô-las à Escola, as crianças ficaram vulneráveis e  expostas a conteúdos pornográficos sem que os pais tenham conhecimento disso.

Em 2023 escrevi este artigo no qual denunciei uma «exposição promovida pela galeria de “arte” Kunsthalle Lissabon, em Lisboa, que fez uma exposição de Chola Poblet (artista Queer) – PAP ART – 19.04.2023 – 17.06.2023 para crianças entre os 4 [QUATRO] e 11 [ONZE] anos de idade (com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França, da República Portuguesa / DGArtes, Câmara Municipal de Lisboa, Coleção Maria e Armando Cabrale), que apelava à divulgação e captação de participantes – dos 4 aos 11 anos de idade – para as actividades da exposição, que exibia pornografia, mutilação genital, o Che Guevara (ó yes), nudez, muitos pénis erectos, trans (mulheres com vários pénis), e toda a sorte de perversão e mutilação».

Algumas escolas levaram os seus alunos a essa exposição.

Dir-se-á que os pais foram informados e que concordaram, mas a pergunta é: será que os pais imaginam que as escolas estão a levar os seus filhos – tão pequeninos - a exposições de cariz absolutamente pornográfico? D-U-V-I-D-O!

No dia 30 de Abril, deste ano da graça, recebi esta mensagem: «Olá Maria Helena, vou-lhe enviar umas fotos tiradas na Escola Secundária Poeta Al Berto em Sines […] Peço apenas para não me identificar, porque é proibido tirar fotos na escola e poderia pôr em causa a minha filha. A escola tem alunos do 7º ao 12º ano (dos 11/12 aos 18)»

Nem queria acreditar quando comecei a ver as fotos, que passo a descrever:

  1. Uma montra com livros com os seguintes títulos: “Sexo sem tabus”, “Arte Erótica” (41 fotografias a cores 400 fotografias a preto e branco), Linguagem do amor”, “Paixão, amor, sexo”, Amor e sexualidade no Ocidente”, “Fantasias eróticas – segredos das mulheres portuguesas”, e outros.

Chamo a sua atenção para a sinopse do livro “Fantasias eróticas”: «Com coragem e sem vergonha, as mulheres portuguesas despem-se de preconceitos e revelam aqui as suas fantasias sexuais. Da sua relação com o corpo, com o desejo, à forma como sentem prazer. Contam as mil e uma noites da sua adolescência e idade adulta, recordam sonhos e fantasias, cópias da WB, receios e valentias, desaires e ilusões, embaraços e convicções. Sempre na primeira pessoa, sem receios de críticas e julgamentos. Para estas mulheres, o sexo é público ou privado, com um parceiro de longa data ou um simples desconhecido, a três ou por troca de parceiros, ao ar livre, na igreja, lésbico, dominante ou dominador, exibicionista ou voyeur

Ou seja: um livro perfeitamente adequado para crianças de 11/12 anos e para a exposição realizada na escola, num local onde todos os alunos têm de passar, certo? Isto, para não falar das imagens do livro “Arte Erótica”, absolutamente pornográficas, mascaradas com a palavrinha mágica: arte. 

  1. Uma estatueta, que parece uma mão, cujos dedos são pénis, mamas, espermatozoides, bocas, lábios, estatuetas nuas, um quadro de Mapplethorpe, fotógrafo, autor de trabalhos obscenos que documentaram e examinaram a subcultura gay masculina BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo, Masoquismo) da cidade de Nova Iorque no fim da década de 1960 e início da década de 1970, outro quadro de Helmut Newton, fotógrafo de moda, conhecido pelos seus estudos de nus femininos e por ter criado um estilo muito particular de fotografia, marcado pelo erotismo, frequentemente com alusões sado-masoquistas e fetichistas.

Ou seja: obras de fotógrafos de referência para qualquer aluno de 11/12 anos. Imagina o que essas crianças vão encontrar, caso pesquisem os autores das “obras de arte” (PARA ADULTOS) que viram na exposição promovida pela escola?

  1. Um quadro a apelar à erotização precoce das crianças, com dois homens, duas mulheres e um homem e uma mulher a beijarem-se na boca, com a frase: “Todos diferentes. Todos iguais.”

Qual é a necessidade de convencer os miúdos de que coisas diferentes são iguais e de sexualizar e erotizar os miúdos tão cedo? É esse o papel das escolas? É para isso que os pais mandam os filhos para a escola?

  1. Métodos anti-concepcionais, no caso perservativos e a explicação gráfica de como se colocam.

Afinal, depois de aliciar os alunos a experimentarem tudo e mais alguma coisa, convém que as meninas não engravidem e que ninguém contraia uma doença venérea. Mas, cuidado, os preservativos não impedem o contágio de certas doenças sexualmente transmissíveis e o número de DSts não pára de aumentar.

  1. A frase “Outra coisa é outra coisa” destaca-se sobre duas imagens: uma bolacha de gengibre, que é usada para incutir nos miúdos o conceito ideológico de uma suposta “identidade de género” e uma folha de papel que pretende explicar a ideologia, como se de ciência se tratasse e, claro, mais uns beijos “molhados” entre pessoas do mesmo sexo e de sexos diferentes.

A bolacha de gengibre foi capturada para um panfleto, criado pelo grupo Trans Student Educational Resources [Recursos Educacionais para Estudantes Trans] (TSER), que pretende redefinir o que são os seres humanos, empregando eufemismos e frases puramente ideológicas. Da cabeça da bolacha emerge um balão de pensamento com um arco-íris que, segundo é dito, representa a identidade de género, embora esta seja definida, em geral, como qualquer género com o qual uma pessoa identifique. A bolacha tem dois corações que pretendem representar as várias atracções emocionais por homens, mulheres ou «outros géneros». Na zona das virilhas da bolacha há uma dupla hélice de uma cadeia de ADN, que representa o «sexo atribuído à nascença», que, de acordo com o documento, pode ser masculino, feminino ou «outro», intersexo.

Ora, aceitar a ideia de que o «género» não tem nada que ver com o sexo e com o próprio corpo, é negar a realidade física. Acreditar que podemos ter um «género» totalmente independente do sexo, dos nossos marcadores biológicos, é considerar que o nosso corpo não passa de um acessório que podemos cortar e coser conforme os nossos humores. Como escreveu Jean-François Braunstein:

É por causa desta afirmação da independência relativamente ao corpo que se apresentam os estranhos problemas a que a teoria de género, quando levada ao extremo, conduz uma boa quantidade dos nossos contemporâneos. É preciso ver, evidentemente, que este mundo do «género», em que as pessoas se identificam independentemente da realidade corporal, é um mundo ilusório ou, antes, se quisermos ser menos negativos, um mundo imaginário.[2]  

Passado o choque, decidi denunciar o conteúdo da exposição publicando as fotografias e um vídeo a alertar os pais. Entretanto, em resposta à denúncia, soube que foi a directora da escola e a equipa de professores da disciplina de Cidadania que "coordenaram" a "exposição", que o professor F. A. organizou e montou tudo e que isto se repete há cinco ou seis anos.

Recebi também denúncias de pais, que acusam a direcção da escola de nunca lhes ter comunicado a realização deste tipo de exposições, que confessam que mesmo que soubessem, e à semelhança do que disse a mãe que me enviou as fotos, talvez não dissessem nada por recearem que os filhos sofressem algum tipo de represália.  Disseram ainda que quando questionaram os filhos estes responderam que tiveram receio/vergonha de descrever a exposição.

Termino, perguntando à directora e aos docentes da Escola Poeta Al Berto:

Acreditam mesmo na mentira que andam a promover, sobre uma suposta "identidade de género", e que plasmaram num dos cartazes com a habitual lenga-lenga da teoria da construção social?

Vão continuar a fazer activismo lgbt+, ignorando estudos realmente científicos como, por exemplo, o Cass Report, e notícias que nos chegam de vários países que decidiram travar o avanço desta ideologia nefasta?

E aos pais:

Até quando permitirão que os vossos filhos sejam confundidos por ideologias políticas, promovidas por adultos pervertidos?

NOTA: De acordo com este artigo publicado pela Visão, «o travão a fundo na chamada terapia de afirmação de género preconizada pela WPATH (World ProfessionalAssociation for Transgender Health), entretanto envolvida em vários escândalos, está a ser colocado em causa em múltiplos países. O Brasil é o exemplo mais recente com o Conselho Federal de Medicina a proibir, na passada sexta-feira, os bloqueadores hormonais para menores em questionamento identitário, bem como o aumento da idade mínima de 18 para 21anos para a realização das cirurgias de mudança de sexo. Mas já outros se tinham antecipado com diversas medidas como a Suécia, Dinamarca, França, Reino Unido, nestes casos depois de terem surgido dúvidas sobre a falta de dados a longo prazo para a melhoria na saúde mental destes jovens na sequência do uso de terapias hormonais. Na Argentina a decisão foi anunciada já este ano, duas semanas depois do presidente Javier Milei ter feito um discurso onde ligou a "ideologia de género" à pedofilia. Nos Estados Unidos, cumprindo uma promessa eleitoral de Donald Trump, todas as terapias de transição para menores perderam financiamento federal.» 

 

 

[1] E. Michael Jones, Libido Dominandi – Libertação sexual e controle político, Vide Editorial (2019), pág. 415.

[2]   Jean-François Braunstein, A Religião Woke, GUERRA E PAZ, EDITORES, LDA., pág. 83

A ESCOLA ESTATAL E AS CONSULTAS ANÓNIMAS PARA CRIANÇAS DE 12 ANOS

Maio 12, 2025

Maria Helena Costa

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Na quarta-feira, recebi um e-mail a denunciar o envio do Programa Cuida-te para as direcções escolares. Este é o teor do e-mail que chegou às escolas:

«Ex.mo/a Senhor/a Diretor/a
Todos os jovens em Portugal, entre os 12 e os 30 anos podem, agora, com o Programa «Cuida-te», aceder on-line ou presencialmente a consultas gratuitas de aconselhamento e acompanhamento psicológico, nas áreas da saúde mental e bem-estar emocional, corpo e actividade física, alimentação, sexualidade e comportamentos aditivos.

Marcação de consultas
Contactos dos Gabinetes de Saúde Juvenil

Para que mais jovens possam ter a oportunidade de aceder a cuidados de saúde juvenil, o seu apoio na divulgação é fundamental. Ajude-nos a passar a mensagem, através das redes sociais, newsletters, sites e mailing lists.
Se não conseguir aceder aos conteúdos que disponibilizamos, ou necessitar de outros formatos, reenviaremos de imediato.
Conteúdos: https://www.swisstransfer.com/d/101f1e4a-c1c6-4dbb-9c8e-95977544cb5e
Solicita-se a sua colaboração para o encaminhamento para:

- Associação de Estudantes
- Coordenadores de Departamento
- Mediador/a Social
- Psicólogo/a»

E para os pais dos alunos? Não se envia?

O Programa Cuida-te +, criado em 2019 (quando a geringonça estava no poder) através da Portaria n.º 258/2019, de 19 de Agosto, três dias depois do Despacho n.º 7247/2019 (Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!) e regulamentado pela Portaria n.º 235/2024/1, de 26 de Setembro de 2024, tem como «objetivo ir ao encontro da acessibilidade e operacionalidade dos mecanismos de promoção, prevenção e aconselhamento no âmbito da saúde juvenil, constituindo-se uma resposta qualificada, confidencial e gratuita, dirigida às necessidades de pessoas jovens dos 12 aos 25 anos.», «visa a promoção da saúde juvenil nas vertentes da saúde mental e bem-estar emocional, da sexualidade, do corpo e atividade física, dos comportamentos aditivos e da alimentação.», a sua gestão «cabe ao Instituto Português do Desporto e Juventude, I. P.», foca-se na Categoria B: jovens (12-30 anos), tem um folheto com linguagem neutra e, como não podia deixar de ser, conta com a participação da Associação lgbt+ PLANOi.

Sim. Foi o uso de linguagem neutra, a presença de uma associação lgbt+ e o termo “consultas anónimas” que fizeram disparar o alarme.

Antes que o leitor me acuse de «estar a ver chifres em cabeça de cavalo», quero chamar a sua atenção para o facto de que os pais não podem ser ignorados em algo tão sensível como a saúde dos seus filhos.

Se é verdade que a Portaria menciona a palavra «Famílias» meia dúzia de vezes, o folheto refere que as «Consultas [são] gratuitas e ANÓNIMAS». Ora, sabendo eu que já há polícia à porta, para não deixar entrar um pai numa consulta, num hospital público, onde a filha foi diagnosticada como transgénero em 10 minutos, isto cheira-me a esturro.

E, o facto de saber que o sistema de ensino é uma das ferramentas mais úteis na busca pelo poder,  que a educação pode ser usada como instrumento de mudança social, que quem controla a Escola governa o Mundo, que a indústria farmacêutica - as empresas que fabricam bloqueadores da puberdade e hormonas sintéticas de sexo cruzado e os prestadores de serviços médicos, que oferecem serviços cirúrgicos - tem muito dinheiro a ganhar com as tendências actuais, e que isso não acontecerá sem clientes, traz-me à memória o que aconteceu em algumas escolas, na Califórnia:

«Em Janeiro de 2019, a ala política da Associação de Professores da Califórnia reuniu-se para decidir sobre uma série de assuntos, incluindo o Item de Novos Assuntos #6/19-12, que era uma proposta para permitir que estudantes menores, trans-identificados, deixassem o espaço escolar para obter hormonas sem a autorização dos pais.

Os delegados aprovaram a medida. Um ano mais tarde, o Sub-comité dos Direitos Civis na Educação da CTA [Associação de professores da Califórnia] foi ao ponto de avançar para a criação de «clínicas de cuidados de saúde nas escolas» que proporcionariam a «jovens cisgénero, transgénero e não-binários acesso igual e confidencial a uma vasta gama de serviços físicos, mentais e comportamentais»[1].

Ou seja: a «consultas gratuitas de aconselhamento e acompanhamento psicológico, nas áreas da saúde mental e bem-estar emocional, corpo e actividade física, alimentação, sexualidade e comportamentos aditivos.»

Teorias da conspiração? Ou um mero olhar para o que se passou onde tudo começou e a simples dedução lógica de que Portugal está a seguir o mesmo caminho?

Hoje, neste cantinho à beira-mar plantado, a partir dos 3 anos, os alunos são constantemente expostos à bandeira lgbt+, aprendem que o sexo biológico e o género estão muitas vezes separados; que um não tem qualquer ligação essencial com o outro. Que há algumas pessoas cuja identidade de género se alinha perfeitamente com o sexo “que lhes foi atribuído à nascença”, que são «cisgénero», que significa «deste lado do género», cunhado para ser a definição oposta a «transgénero», que significa «do outro lado do género». Perante um buffet de identidades de género por onde escolher, é difícil imaginar que cada um deles não se sinta, pelo menos, um pouco de alguma cor da bandeira colorida. As raparigas que gostam de matemática, de desporto, ou que são lógicas; os rapazes que cantam, representam ou gostam de desenhar são todos «não conformes ao género». Podem ter aparecido na escola como «uma rapariga que se destaca a matemática» ou «um rapaz com talento vocal», mas saem rebaptizados como «uma pessoa cujos comportamentos ou expressão de género não se enquadram no que é geralmente considerado típico para o sexo que lhe foi atribuído à nascença»[2].

Em muitas escolas, os estudantes que lutam com a sua identidade sexual são encorajados a aderir a Associações como a PLANOi, para que possam ser afirmados na sua auto-determinação de género.

O poder político não pode continuar a usurpar os direitos dos pais, para fazer avançar as políticas identitárias. A escola não existe para facilitar o acesso de “prestadores de serviços de saúde“ aos alunos. Os alunos não podem continuar a ser incentivados a esconder o que quer que seja dos pais.

São os pais, não a Escola, que marcam consultas e acompanham os seus filhos menores ao médico e ao psicólogo.

 

[1] Abigail Shrier, “Las escuelas,” in Un Daño Irreversible: La locura transgénero que seduce a nuestras hijas, p. 101. (www,planetadelibros.com)

[2] Abigail Shrier, “Las escuelas,” in Un Daño Irreversible: La locura transgénero que seduce a nuestras hijas, p. 105-106. (www,planetadelibros.com)

Senhores Deputados, é hora de retirar a ideologia de género das escolas

Janeiro 14, 2025

Maria Helena Costa

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Em Portugal, especialmente desde que a Geringonça, encabeçada pelo PS, começou a governar, as metas de aprendizagem foram substituídas por metas de avanço de pautas ideológicas, que, para serem bem-sucedidas, têm de expropriar os pais da educação dos seus filhos. O objectivo político – de expropriar os pais da educação dos seus filhos - foi tornado público por vários professores, jornalistas, comentadores políticos e também pelo Dr. Jorge Sarmento Morais, ex-chefe de gabinete do ex-ministro da educação, Dr. João Costa, na Assembleia Municipal de Lisboa, que decorreu no dia 02 de Novembro de 2023, e que aqui recordo:

O papel das escolas é retirar as crianças à família para as fazer crescer em comunidade.

E, claro que nada disto é novo. Esse sempre foi o sonho socialista/comunista expresso pela feminista Aleksandra Kolontai, nos idos anos 1918, na ex-União Soviética, no seu ensaio O comunismo e a família:

O homem novo, da nossa nova sociedade, será moldado pelas organizações socialistas, creches, infantários, escolas, residências universitárias e muitas outras instituições deste tipo, nas quais a criança passará a maior parte do dia e onde educadores inteligentes a converterão num comunista consciente […] Desde agora, a mãe operária que tenha plena consciência da sua função social, elevar-se-á ao extremo que chegará a não estabelecer diferenças [como] «os teus e os meus»; terá que recordar sempre que de agora em diante não haverá mais «nossos» filhos, mas sim os [filhos] do Estado Comunista, um bem comum a todos os trabalhadores. […] … [as mulheres] devem acostumar-se a procurar e encontrar sustento noutro lugar, não na pessoa do homem, mas sim na pessoa do Estado.

A verdade é que a visão da feminista para a ex-União Soviética acabou por ser posta de lado, pois só trouxe caos e miséria à nação. Quem o diz não são pessoas de direita, mas sim Kate Millett, outra ultra feminista, que escreveu:

As crianças vagueavam frequentemente pela rua, a delinquência juvenil tornou-se um perigo considerável.

Ainda de acordo com Kate, o Comissário de Saúde Pública terá dirigido estas palavras aos jovens soviéticos:

O Estado ainda é muito pobre para assegurar a vossa manutenção e a educação das crianças. Por consequência, aqui fica o nosso conselho: ABSTINÊNCIA! (Kate Millett, 1974, págs. 165 e 169)

Hoje, e como disse o Dr. Jorge Sarmento Morais, o socialismo continua empenhado em destruir a família e em usar a Escola para retirar os filhos aos pais e fazer deles «bons» socialistas.

O que podemos fazer, para acabar com o projecto do socialismo?

Reconhecer os direitos dos pais, consagrados na Constituição da República Portuguesa, como fundamentais para a protecção e segurança dos filhos e pressionar os políticos eleitos a revogar leis iníquas que só servem interesses obscuros de determinados movimentos e projectos de poder.

As escolas devem voltar a ser instituições de ensino, nas quais os pais possam voltar a confiar, e não linhas de montagem de doutrinação político/ideológica.

A educação dos filhos dos portugueses não pode continuar a ser determinada por teóricos Queer, como Judith Butler, omnipresente nos guiões e manuais de género e cidadania, que decidiu que «não existem homens nem mulheres. Que o sexo biológico é uma fantasia, algo em que só acreditamos porque nos foi repetido com frequência. Que o género não está associado ao sexo biológico, que não desempenha nenhum papel – apenas surge porque foi criado pela linguagem e porque as pessoas acreditam no que ouvem repetidamente. Que a identidade é flexível e fluída. Que não há masculino nem feminino, mas apenas um determinado desempenho, ou seja, um comportamento que pode ser alterado a qualquer momento.» (“Por outras palavras, o “sexo” é uma construção ideal que se materializou à força ao longo dos tempos. Não é um facto simples ou uma condição estática do corpo, mas um processo no qual certas normas reguladoras o materializaram e chegaram a essa materialização pela reiteração forçada dessas mesmas normas.” Judith Butler, Bodies That Matter, Nova Iorque, Routledge, 1993, 21. Lido em: Gabriele Kuby “A Revolução Sexual”, pág. 82.)

Essa é a ideologia que tem levado a que o número de crianças, adolescentes e jovens que engrossam a lista de espera nos consultórios de psicólogos, psiquiatras e hospitais psiquiátricos deste país - por se sentirem confusos quanto à sua própria identidade sexual - continue a aumentar. Como adultos responsáveis, não podemos permitir que, à semelhança do que já acontece noutros países, o número de jovens adultos arrependidos por terem «mudado de sexo» e as elevadíssimas taxas de suicídio depois da transição sexual se repitam no nosso país.

Por isso, urge acabar com a mentira de que o sexo é atribuído no nascimento. O sexo é determinado na concepção, quando o espermatozoide que carrega um cromossoma X ou Y se une ao óvulo que tem um cromossomo X, criando um macho (XY) ou uma fêmea (XX). O sexo é reconhecido durante a ecografia pré-natal ou no nascimento através da observação da genitália externa. Biologicamente, os machos são definidos como o sexo que produz esperma, e as fêmeas são definidas como o sexo que produz óvulos. ‘Sexo’ e ‘identidade de género’ não significam a mesma coisa. O sexo é imutável e tem limitações e vantagens naturais ligadas à condição de homem ou mulher. Por outro lado, a identidade de género faz referência a um estado de espírito, a um sentimento interno profundamente sentido, que é volátil e que não corresponde à realidade.

Assim, e no sentido de proteger as crianças das nefastas consequências da revolução sexual - imposta à sociedade por meio de directrizes emanadas de Bruxelas, que as esquerdas e a “direita” que a esquerda tolera se apressaram a introduzir no ensino – os partidos (PSD e CHEGA) que afirmaram querer retirar a ideologia do ensino e que, juntos, formam a maioria, devem emanar e aprovar leis no sentido de:

  1. Proibir todos os manuais, guias, guiões, vídeos e actividades, que promovam o conceito ideológico de uma «identidade de género» a ser construída pela criança e pela escola. A fluidez de género - ensinar a uma criança que a sua identidade é determinada pela sua «orientação sexual» aprendida na escola e nas redes sociais e que é, portanto, flexível, alterável e diversificada - não pode fazer parte do currículo escolar e, portanto, não deve ser ensinada ou promovida em/por:
  • sala de aula,
  • desenvolvimento profissional de professores,
  • por consultores externos,
  • associações lgbt+
  • actividades escolares especiais, AEC’s, ou por meio da distribuição de material para professores e/ou alunos.

 

  1. Aplicar essa proibição ao conceito de que o sexo/género masculino e o sexo/género feminino são «construções sociais», pois essa ideologia incute na mente das crianças a mentira de que «homem, mulher e família, pai e mãe, sexualidade e fertilidade não são conceitos naturais, mas sim «construcções sociais» (construídas pelos malvados dos machos, pois claro!) que determinam a hegemonia dos homens sobre as mulheres e da heterossexualidade sobre todas as outras formas de sexualidade.» (Gabriele Kuby “A Revolução Sexual”, págs. 84-85). Essa é uma narrativa feminista, ideológica, que não corresponde à realidade.
  2. Garantir que, tal como acontece com todos os alunos da escola, os alunos confusos quanto à sua própria sexualidade sejam tratados com cuidado, compaixão, dignidade e inclusão, livres de discriminação, assédio, difamação e violência e participem de todas as aulas, serviços e actividades da escola.
  3. Deixar claro que as direcções das escolas não podem definir que um aluno é transgénero e tratá-lo pelo pronome ou pelos nome que este escolher sem ouvir os pais e sem levar em consideração o conselho de médicos especialistas (que precisam de voltar a poder exercer a sua profissão sem a ameaça de represálias) escolhidos pelos pais ou responsáveis pelo aluno.
  4. Deixar claro que as escolas devem informar sempre os pais/responsáveis ​​sobre o comportamento dos alunos e envolvê-los em todas as fases do processo de tomada de decisão.
  5. Nenhuma escola, ou psicólogo escolar, pode ocultar informações aos pais sobre a orientação ou confusão sexual de um aluno menor.
  6. Nenhum aluno menor de idade tem o direito ou a capacidade de impedir a escola de dar informações sobre a sua sexualidade aos pais.
  7. Nenhum aluno menor de 18 anos pode mudar o seu nome na escola sem o consentimento dos pais ou dos responsáveis ​​com quem vive. No caso de guarda partilhada, é necessário o consentimento de ambos os pais.
  8. Os alunos que se encontram num estado de confusão quanto à sua identidade, devem obedecer às normas da Escola no que às regras de vestuário diz respeito.
  9. Nas aulas de Educação Física e no desporto escolar, os alunos só podem competir na categoria correspondente ao sexo com que nasceram. Só assim se reconhece que os rapazes têm mais força do que as raparigas e, por esse motivo, têm vantagem nas competições desportivas do sexo feminino.
  10. Os alunos que nasceram com o sexo masculino não poderão usar as casas de banho, balneários e vestiários das alunas que nasceram com o sexo feminino; o mesmo para as alunas que nasceram com o sexo feminino.
  11. As crianças confusas quanto à sua sexualidade devem aprender que não é a casa de banho ou o balneário que utilizam que muda o que quer que seja na sua natureza e que a escola as protege quando não permite que rapazes possam usar o WC e os balneários das raparigas e vice-versa.
  12. Nenhum aluno deve ser forçado a tomar banho, nu, diante dos demais. Todos os alunos têm direito à sua intimidade e privacidade.
  13. Os alunos que se sentirem constrangidos em tomar banho diante dos outros, seja por que motivo for, devem ter uma terceira opção ou a possibilidade de não tomarem banho na escola.
  14. Todas as casas de banho devem ter portas que fechem por dentro de forma a garantir a privacidade de TODOS.
  15. Se as escolas estabelecerem, por iniciativa de professores ou alunos, grupos de apoio e discussão de questões de género e sexualidade (como grupos de apoio LGBTIQIAP+), os pais devem ser devidamente informados e os alunos menores de 18 anos só poderão participar com autorização escrita dos pais.
  16. Alunos com menos de 18 anos, não devem ser envolvidos por adultos – professores, psicólogos, enfermeiros ou outros - em questões de fluidez e transição de género sem prévio conhecimento e consentimento dos pais e os pais precisam de ser devidamente informados sobre o assunto.
  17. Os pais têm o direito de saber se a fluidez e a «mudança de sexo» [ou auto-determinação de género] – a cultura LGBTQIA+ - estão a ser discutidas, disseminadas e incutidas na escola dos seus filhos.

É preciso deixar claro que, ao contrário do que os defensores da ideologia de género afirmam, negar o acesso das crianças à casa de banho que escolherem não é uma forma de discriminação. Discriminação, é tratar o que é igual de maneira diferente. Meninos e meninas não são iguais. O sexo corporal não muda de acordo com a forma como nos identificamos e a nossa anatomia demonstra claramente que homens e mulheres são significativamente diferentes uns dos outros. As casas de banho específicas para cada sexo limitam-se a reconhecer essas diferenças físicas imutáveis ​​e não tratam ninguém como inferior.

Isso é totalmente diferente da discriminação racial, que tratava os negros como cidadãos inferiores por causa de uma característica não escolhida, imutável (não fluída) e identificável: a cor da sua pele. Em contraste com a cor da pele, a identidade de género é subjectiva, inverificável e escolhida de acordo com os sentimentos de cada um. Não é fanatismo, muito menos «discurso de ódio» reconhecer que há diferenças biológicas entre homens e mulheres.

As casas de banho e os vestiários, onde pode entrar qualquer pessoa que se identifique como sendo do outro sexo, aumentam a probabilidade de crimes sexuais. Qualquer um pode tirar proveito das políticas de casas de banho e balneários mistos. Um estudo de 2018 (nos EUA) mostrou que havia três vezes mais ofensas de voyeurismo nas lojas de varejo da Target após o anúncio público da nova política de casas de banho e provadores mistos. Além disso, um relatório investigativo do Reino Unido descobriu que “quase 90% das agressões sexuais, assédio e voyeurismo relatados em piscinas e balneários de centros desportivos” ocorrem em instalações mistas. Dos 134 incidentes relatados que incluíam voyeurismo, assédio, agressão sexual e violação, 120 foram cometidos em espaços mistos

É por isso que existem vestiários segregados por sexo. Para proteger as mulheres de agressão e crimes sexuais. Mas, a segurança não é a única razão para haver espaços íntimos do mesmo sexo. Mulheres e meninas (e homens e meninos) também merecem a dignidade da privacidade – de não serem expostos ao outro sexo – ao tomar banho, trocar de roupa ou ao usar a casa de banho.

Assim, creio que as recomendações acima são as únicas que se ajustam à realidade é à natureza das coisas, sendo, portanto, viáveis, e, para tranquilidade das famílias e segurança de todos os alunos, é urgente que o governo legisle e as aplique.

É preciso proteger as crianças portuguesas de uma ideologia que está a confundir, mutilar e destruir crianças por todo o Ocidente. Termino, recordando as palavras de C. S. Lewis:

O poder do homem para fazer de si mesmo o que bem entender significa, como vimos, o poder de alguns para fazer dos outros o que bem entenderem.

 

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