Crianças expostas a fetiches sexuais?
Dezembro 29, 2023
Maria Helena Costa
Há um colectivo que, além dos dias: da visibilidade: trans (29 de Janeiro), lésbica (26 de Abril), pansexual (8 de Dezembro), bissexual (23 de Setembro) intersexo (26 de Outubro), etc., tem direito a um mês inteiro de celebração. O orgulho na forma como alguém decide relacionar-se sexualmente - que passou da esfera privada para as políticas públicas - além de ter um dia no calendário para cada letra do abecedário colorido, como têm o pai, a mãe, as crianças, etc., tem mais um mês.
Junho, é o mês em que todos têm de se ajoelhar à bandeira colorida, hasteá-la, ser alfabetizados com o alfabeto colorido, ver e ouvir propaganda lgbtqia+, ver os seus filhos a serem abusados com fetiches pornográficos e nudez nas marchas do orgulho gay (caso não os fechem em casa nesses dias), e, caso ousem recusar-se a servir a bandeira e a fazer propaganda ao movimento político-ideológico da nova esquerda, correm o sério risco de serem suspensos das suas actividades profissionais. Tipo: ou nos celebras e fazes propaganda ao nosso orgulho, ou não comes!
Assim, todos os anos, no mês dedicado à comemoração do orgulho lgbtetc., algumas das principais cidades do nosso país envolvem-se numa orgia de desfiles - com bandeiras para cada letra do abecedário colorido a agitar-se ao vento – exibindo publicamente todos os comportamentos sexuais imagináveis, fetiches sexuais, nudez, e todo um cardápio que atenta contra o pudor. E, por favor, não venha com a conversa de «ai e tal, estão a marchar por direitos», pois há muito que os desfiles do orgulho evoluíram de marchas políticas para marchas comemorativas em que os políticos (não todos, veja-se o exemplo da CMP) se ajoelham perante a bandeira que ameaça subjugar tudo e todos.
E, antes que alguém me acuse de ser qualquer-coisa-fóbica e de não ter nada que ver com o que pessoas adultas decidem fazer (desde que o façam em privado e não me obriguem a ver poucas vergonhas na via pública), quero deixar claro que a minha maior preocupação é com as crianças, que são levadas a ver conteúdos impróprios para a sua idade.
Eu sei que há pais, com a mente demasiado aberta, que fazem questão de levar os seus filhos a esses eventos e que não vêm nada de mais em expô-los a pornografia e nudez, mas defendo que, qualquer adulto que leve crianças a ver esses espectáculos (independentemente do parentesco) está a abusar delas. As crianças devem ser protegidas e mantidas afastadas da pornografia e da imoralidade sexual. E, penso eu, este meu posicionamento só deveria ser controverso para aqueles que desejam ver as crianças erotizadas e preparadas para os pedófilos desde a mais tenra idade.
Ouvir “pais” a defenderem a presença dos mais novinhos nas marchas lgbtetc., a sugerir que tais marchas são um bom divertimento para toda a família e a aconselharem os outros pais a terem a mente aberta e a levarem os filhos a ver mamas, pénis e simulações de actos sexuais, é, no mínimo, preocupante.
Na Fatherly (uma marca digital líder para pais homens, que os ajuda a educar e a levar uma vida mais preenchida, através de reportagens e de conselhos de especialistas em educação), Heather Tirado Gilligan, que escreve numa coluna de conselhos intitulada Should You Take Your Kids to a Pride Parade? [Deve levar os seus filhos a uma marcha do orgulho?], defende que os desfiles estão «cheios de coisas que podem ser novas para as crianças, como a nudez pública e as perversões» e pergunta: «Assim, será que os pais devem levar os seus filhos quando estes vão estar expostos a genitais de adultos e a comportamentos sexuais fetichistas, na rua?». A resposta de Gilligan é um inequívoco sim.
Segundo ela, os pais devem usar as marchas do "orgulho" como uma oportunidade para apresentar aos seus filhos a história do movimento lgbtetc., comprar-lhes alguns livros infantis lgbtetc., e garantir que, caso sejam “cisgénero” [heterossexuais], saibam que têm de respeitar as pessoas queer.
Será que a colunista também defende que se atire uma criança do quinto andar abaixo, para lhe explicar a lei da gravidade?
Voltando à autora, ela cita uma especialista, activista do movimento lgbtetc., pois claro, que assegura aos pais que não há nada de errado em levar os seus filhos às marchas do orgulho gay. Jenifer McGuire, professora associada de ciências sociais da família na Universidade do Minnesota, já participou em celebrações do Orgulho em todo o mundo com a sua família. McGuire, uma mãe lésbica, prepara sempre os seus filhos para possíveis conteúdos para adultos. Após alguns eventos, as crianças sabiam que deviam esperar nudez e outras surpresas. «Só tiveram de aprender a rir e a divertir-se com as coisas. Por exemplo, havia uns Beanie Babies (Beanie Babies são peluches para crianças, muitos dos quais são animais bebés) com pénis gigantes», diz McGuire. «Para miúdos do quarto e do quinto ano, isso é muito engraçado.»
A sério? Quem é que não quer que os seus filhos – dos 6 aos 10 anos - vejam "Beanie Babies com pénis gigantes"?
- A resposta deveria ser: qualquer pai/mãe minimamente são.
Quando é que se tornou moda levar as crianças a exibições pornográficas de adultos?
Será que só uma conservadora, como eu, considera que submeter uma criança a esses conteúdos é ABUSO INFANTIL?
Será que já é normal ver crianças da escola primária – dos 6 a 10 anos - a apontar na direcção de carros alegóricos onde se exibem práticas de BDSM (Bondage, Dominação, Sadismo, Masoquismo), enquanto o irmão ainda mais novo aplaude?
O que será que pretendem os “especialistas” que aconselham os pais a levar crianças tão pequenas a ver marchas onde pervertidos se exibem praticamente nus, vociferam palavrões, dão beijos de língua uns aos outros e simulam actos sexuais?
Há uma palavra que descreve adultos que levam crianças a eventos como este: "ABUSADORES". Expor crianças a actos sexuais e levá-las a espectáculos públicos onde vão ver adultos nus e fetiches pornográficos é vil e repugnante, e é uma loucura que isso seja permitido, promovido e tão concorrido.
