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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Ordem dos Psicólogos veta a palavra “mulher”

Junho 06, 2025

Maria Helena Costa

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No LinkedIn da Ordem dos Psicólogos Portugueses, pode ler-se:

📅 A Ordem dos Psicólogos Portugueses lançou esta quarta-feira, Dia Internacional da Dignidade Menstrual, três documentos sobre “Saúde Menstrual”. São recursos que pretendem apoiar a prática profissional e alertar para esta que é uma questão de Saúde (Física e Psicológica), igualdade de género, dignidade e direitos humanos.

✔Ter Saúde Menstrual implica sentirmo-nos bem connosco e podermos gerir o ciclo menstrual de forma confortável e segura, sem dificuldades, vergonha ou discriminação.

🔗Aceda a estes documentos no site da OPP em https://lnkd.in/dDiy3Ec3.

👥Estes documentos contam com o contributo da psicóloga Vânia Beliz (CP 10332)
hashtag#dignidademenstrual

Resumindo:

Vânia Beliz, uma psicóloga transativista, coordenou o documento da OPP sobre “Dignidade Menstrual” e, pasme-se, os autores dos documentos
conseguiram omitir a palavra MULHER em todas as seis estatísticas que abrem o dito manual, substituindo-a por “Pessoas que menstruam”.

Será que quem não menstrua não é pessoa?
Uma vez que só as mulheres menstruam, o que se pretende ao apagar a palavra “mulher”?

Nem imagino como é que, ao longo dos milénios, as mulheres geriram o seu “ciclo menstrual de forma confortável e segura, sem dificuldades, vergonha ou discriminação”… Acho que, além de estarmos a ser apagadas, estamos a ser infantilizadas e tratadas como ignorantes num assunto com o qual lidamos desde que a primeira mulher foi criada.

Uma pessoa nunca pode ser “eles”

Julho 13, 2024

Maria Helena Costa

O dia em que a ideologia de gênero entrou nas escolas

E se eu disser que os activistas lgbt+ adoptaram as ideias de Hitler sobre propaganda?

Quem o afirmou, foi Eric Pollard, fundador da ACT-UP [AIDS Coalition to Unleash Power], que escreveu que mentir era uma tática utilizada pelos activistas homossexuais e fez referência ao Mein Campf, livro de Adolf Hitler, como um modelo que ofereceu estratégias ao grupo:

«Ajudei a criar uma organização verdadeiramente fascista. Conspiramos para criar um grupo activista que […] poderia efectivamente explorar os meios de comunicação social para os seus próprios fins, e isso funcionaria secretamente e infringiria a lei impunemente […] aderimos a modos conscientemente subversivos, extraídos em grande parte do volumoso Mein Kampf, que alguns de nós estudámos como modelo de trabalho.[1]

E não é que funcionou? Hoje, poucos se atrevem a insurgir-se contra a declaração de que a homossexualidade é uma orientação sexual como qualquer outra, e os poucos que ainda o fazem são imediatamente insultados, cancelados e silenciados. Vencida a primeira batalha, a atenção dos grupos activistas volta-se agora para a imposição de uma vasta gama de identidades transgénero – a teoria Queer - afirmando que todas as “identidades de género” devem ser totalmente apoiadas pela sociedade. O transgenderismo é a mais recente “batalha pelos direitos humanos”. Há menos de uma década, pouquíssimas pessoas sabiam o que significava a palavra «transgénero». Hoje, expressar a «opinião errada» - de acordo com o cânones da religião Woke sobre o assunto - pode custar-lhe o seu negócio, o seu emprego ou ambos.

Com a Teoria Queer chegou também a moda dos pronomes. Recentemente, e muito bem, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vetou a lei que obrigava os professores, os funcionários da Escola e os alunos a tratarem os alunos que se identificassem como trans ou não-binários pelo pronome e pelo nome que escolhessem.

De facto, entre os aspectos mais perniciosos da distorção da linguagem está o facto de as pessoas serem obrigadas, se quiserem ser socialmente aceites, a participar em mentiras. Não se trata apenas da modulação da linguagem que ocorre ao longo do tempo, mas da destruição da própria ideia de que as palavras que usamos se referem a qualquer coisa real. Consideremos algumas acções estaduais e locais, ocorridas nos EUA, que punem aqueles que se recusam a usar os pronomes escolhidos por um indivíduo:

  • Em 2017, o governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou uma lei que ameaça com pena de prisão os profissionais de saúde que se recusarem "deliberada e repetidamente" a usar os pronomes preferidos de um paciente.[2]
  • De acordo com as directrizes emitidas em 2015 pela Comissão de Direitos Humanos da cidade de Nova Iorque, os empregadores, senhorios e proprietários de empresas que utilizem intencionalmente o pronome errado com trabalhadores e inquilinos transgénero enfrentam multas potenciais que podem chegar aos 250 000 dólares.[3] É um preço muito alto por dizer "ele" em vez de "ela" ou "ela" em vez de "ele", ou mesmo "ele" ou "ela" em vez de "eles/elas".

O que acontecerá à grande maioria dos cidadãos que têm uma opinião baseada na biologia de que os cromossomas determinam o seu sexo - masculino ou feminino? Ou àqueles que têm uma profunda convicção religiosa de que o sexo é biológico e binário - criação intencional de Deus?

Vão pagar 250 000 dólares por não acreditarem nos dogmas da religião Woke? Vão presos?

  • Em Dezembro de 2018, Peter Vlaming, professor de língua francesa num distrito escolar da Virgínia, foi despedido do seu emprego por se ter recusado a referir-se a um aluno transgénero pelos pronomes preferidos do aluno.[4]
  • A crença cristã de Vlaming impediu-o de se curvar diante da noção de que o aluno, que tinha sido uma "ela" na sua turma no ano anterior, era agora um "ele". Vlaming até estava disposto a usar o novo nome escolhido pelo aluno, embora evitasse usar quaisquer pronomes quando se referia a ele, mas isso não era suficiente para o distrito escolar; eles precisavam de o ouvir dizer os pronomes escolhidos pelo aluno.

E, convenhamos, não é preciso ser religioso para acreditar que uma pessoa nunca pode ser "eles".

O mais incrível em toda esta sórdida história, é que há uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA que diz claramente que o discurso forçado não é discurso livre.

No caso West Virginia State Board of Education v. Barnette (1943), o Supremo Tribunal defendeu o direito dos estudantes a recusarem-se a saudar a bandeira americana. O juiz Robert Jackson escreveu: «Se há alguma estrela fixa na nossa constelação constitucional, é a de que nenhum funcionário, alto ou baixo, é obrigado a prescrever o que deve ser ortodoxo em política, religião ou outras questões de opinião.» E, continuou Jackson, «o Estado não pode forçar as pessoas a dizerem coisas em que não acreditam.»

Mas, não é precisamente isso que está a acontecer?

Hoje, em pleno ano da graça de 2024, as políticas identitárias não ameaçam violar a percepção e o bom-senso dos cidadãos, obrigando-os a proferir com as suas bocas aquilo que os seus olhos não vêem e que elas não reconhecem como tal? E se eu decidir que a partir de agora as pessoas só poderão dirigir-se a mim com os adjectivos: maravilhosa, rainha, belíssima? Se eu me auto-determinar maravilhosa, rainha, belíssima, elas serão obrigadas a obedecer-me e a confessar com a sua boca a minha ilusão?

Na maior parte dos contextos, creio que não teria qualquer problema em dirigir-me aos outros da forma que eles escolhessem, e estou certa de que a maioria dos portugueses pensa o mesmo. Mas, a proteção da liberdade de expressão prevista na Constituição da República Portuguesa não começa nem acaba nas boas maneiras.

Se o Estado pode violar a CRP e obrigar-nos a utilizar determinadas palavras, pode obrigar todos os que divergem a ficar calados e a repetir crenças que não professamos.

  • Em 2018, o Distrito Escolar do Condado de Fairfax, na Virgínia, retirou a expressão «sexo biológico» do seu currículo e substituiu-a pela expressão «sexo atribuído à nascença».[5] É assim que a esquerda legisla sob o conceito de sexo biológico sem nunca ter de argumentar. Sem nunca ter de convencer ninguém com argumentos científicos e biológicos. O que a esquerda está a fazer é a tentar convencer-nos de que o «sexo atribuído à nascença» é tão trivial e maleável como o «nome atribuído à nascença» - como se um médico tivesse escolhido o nosso sexo arbitrariamente no dia em que nascemos.
  • Por cá, no site da RTP Ensina, por exemplo, já encontramos essa ideologia: «Entre o feminino e o masculino existe um universo de pessoas que não se identificam com o sexo registado à nascença[6]

O movimento transgénero, ao contrário do que apregoa, não procura promover a compaixão por aqueles que lutam com a sua identidade sexual. O que o movimento trans procura, é usar o poder estatal para regular as nossas perspectivas, ordenando que ignoremos a biologia e o senso comum e nos rendamos à ideologia do género. Devemos resistir-lhe.

Esta não é uma questão sem importância. A Constituição da República Portuguesa garante a liberdade de expressão para que TODAS as questões políticas possam ser discutidas na praça pública. Mas, a esquerda activista não quer que esse debate aconteça. Quer, isso sim, forçar a adopção das suas ideologias antes haver qualquer discussão. Impor e forçar o discurso é a tática que escolheu. É inconstitucional. É antidemocrática. E é errada.

Se os activistas do género prevalecerem, poderemos ficar com um mundo que não reconhecemos e do qual não gostamos e não seremos capazes de comunicar o nosso descontentamento, pois teremos perdido o significado das palavras.

 

[1] Eric Pollard, (Time to Give Up Fascist Tactics”, Letters to the Editor, Washington Blade, January 31, 1992.

[2] https://www.foxnews.com/politics/new-california-law-allows-jail-time-for-using-wrong-gender-pronoun-sponsor-denies-that-would-happen

[3] https://www.nyc.gov/office-of-the-mayor/news/961-15/nyc-commission-human-rights-strong-protections-city-s-transgender-gender

[4] https://www.washingtonpost.com/nation/2019/10/01/virginia-teacher-fired-not-using-transgender-pronouns-sues-school/

[5] https://www.nbcwashington.com/news/local/fairfax-county-votes-to-change-sex-ed-references-to-sex-gender/149713/

[6] https://ensina.rtp.pt/artigo/o-meu-genero/)  «A transexualidade é um estado de identidade de género no qual uma pessoa não se identifica com a tipificação sexual atribuída à nascença.» (https://ensina.rtp.pt/artigo/apoio-a-inclusao-de-jovens-transexuais/

Fugas de informação revelam cirurgias de mudança de sexo sem controle

Julho 03, 2024

Maria Helena Costa

É já apelidado do maior escândalo médico do século, está a ser exposto um pouco por todo o mundo, tem repercussões também em Portugal mas por cá, a comunicação social e a comunidade médica remeteram-se ao silêncio … Falamos da denúncia que recaiu sobre a WPATH (World Professional Association for Transgender Health), associação que tem sido uma base de referência nas questões de saúde transgénero em muitos países (Portugal incluído), e que veio demonstrar a falta de evidências médico-científicas no tratamento de pessoas trans.

A notícia surgiu de forma bombástica no início do mês passado –  um extenso relatório de 242 páginas da autoria da jornalista Mia Hugues e publicado pelo Environmental Progress (EP), fundado pelo jornalista Michael Shellenberger, veio comprovar muitas das suspeitas e críticas que se apontavam à WPATH, cuja abordagem afirmativa das pessoas com disforia de género através das terapias hormonais e cirúrgicas  levantava muitas dúvidas, que se adensaram à medida que se acumulam os casos de jovens arrependidos que foram sujeitos a tratamentos e intervenções com consequências irreversíveis. Uma abordagem afirmativa que acompanha o disparar de casos de pessoas trans, um pouco por todo o mundo. Recorde-se que também em Portugal, por semana, há uma média de 10 pessoas (dos quais um menor) a mudar de nome e género no Cartão de Cidadão (dados do Ministério da Justiça) e mais de uma cirurgia de sexo a ser realizada semanalmente nos hospitais públicos.

Denúncias

Escreve o The Guardian: “A transição médica das crianças tornou-se uma das questões mais controversas e polarizadoras do nosso tempo. Para alguns, é um escândalo médico. Para outros, é um tratamento que salva vidas. Assim, quando centenas de mensagens e ficheiros trocados num fórum interno de médicos e profissionais de saúde mental WPATH foram revelados, isso certamente despertou interesse. A WPATH descreve-se como uma ‘organização profissional e educacional interdisciplinar dedicada à saúde transgénero’. Mais significativamente, produz guias de orientação que, afirma, articulam o ‘consenso profissional’ sobre a melhor forma de ajudar as pessoas com disforia de género”.  Mas apesar do seu título pomposo, afirma o The Guardian, “a WPATH não é apenas um organismo profissional – uma proporção significativa dos seus membros são ativistas – nem representa a visão ‘mundial’ sobre como cuidar deste grupo de pessoas” até porque, sublinha-se, “não existe um acordo global sobre as melhores práticas”.

E as mensagens agora reveladas – apelidadas de arquivos WPATH – são “perturbadoras”, afirma o reputado jornal britânico. E dá exemplos: “Num dos vídeos, há médicos a reconhecer que os pacientes são por vezes demasiado jovens para compreenderem completamente as consequências dos bloqueadores de puberdade e das hormonas para a sua fertilidade. É sempre uma boa teoria falar sobre preservação da fertilidade com uma jovem de 14 anos, mas sei que estou a falar para uma parede em branco”, disse um endocrinologista do Canadá, entre risos da plateia presente no fórum. O médico refere-se à recomendação que é dada às raparigas que transacionam para rapazes, sujeitas a histerectomias (operação cirúrgica que consiste na remoção do útero) para congelarem óvulos em clínicas de fertilização – um negócio também em ampla expansão – caso um dia queiram assegurar a sua descendência.

Leia + AQUI

A CONTRADIÇÃO do «género»

Fevereiro 02, 2024

Maria Helena Costa

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Após vários estudos científicos, que afastaram a ideia biológica de vários comportamentos sexuais desviantes, os ideólogos decidiram que «género», afinal, é diferente de «sexo». Sexo, então, como afirma a biologia, é determinado pela natureza, mas género é auto-determinado e, se é auto-determinado, eu posso dizer que sou aquilo que eu quiser/sentir — a identidade passa a ser um sentimento.

Assim, antes, a biologia era o fundamento para se falar de práticas sexuais irrestritas; agora, não serve mais, porque não ajuda na argumentação (ver estudos de gémeos univitelinos), então há que apelar para algo não biológico «todo o meu ser me diz que eu sou…». Afinal, de acordo com a biologia, não é só o órgão sexual que diz quem nós somos. Cada célula do nosso corpo diz se somos XX ou XY. O nosso ser inteiro diz-nos o que somos biologicamente. É preciso usar outro argumento.

Onde é que está a contradição?

A subjectividade do género tem sido fundamento para falar de coisas tão assustadoras como, por ex. mudar, cirurgicamente, o corpo de uma criança, a partir dos 6 anos de idade, para combinar com o seu senso de identidade (o que ela sente ser).

Infelizmente, muitos acham que é lícito que os pais submetam os seus filhos a uma mudança de sexo (ainda que a lei 38, de Agosto de 2018, proíba que pais de crianças que nascem com os dois sexos optem por uma operação que defina o sexo mais evidente e desenvolvido de acordo com os cromossomas dominantes) para se conformar àquilo que ele já sente, para chegar ao género que ele diz ser.

Mas, e aqui temos a contradição mor: mudar o senso de identidade para combinar com o corpo e as suas características biológicas, É PRECONCEITO. Ou seja: se um psicólogo tentar tratar alguém a fim de que aquilo que ela sente combine com a sua biologia, é preconceito, não se pode fazer.

Então, mudar o sexo para combinar com o género, PODE e é RECOMENDÁVEL, mas mudar o género para combinar com seu corpo e o seu sexo, biologicamente determinado, É PRECONCEITO. NÃO PODE!

A pergunta é: Se é errado tentar mudar a identidade de género de uma criança ou adolescente, porque esta é fixa e estabelecida e mexer com ela e danoso… Porque é que é moralmente aceitável alterar algo tão fixo e estabelecido como o corpo biológico e danificá-lo?

É UMA CONTRADIÇÃO.

Dizer que não se pode mudar o género, pois isso é preconceito, porque a pesssoa é assim… mas, e o corpo? Não é assim? Porque é que se pode mudar o corpo, que é assim, fixo e estabelecido, e não se pode mudar o género, que é fluído?

PENSE!

Comportamento padrão de adolescentes "elgebetizados”

Dezembro 16, 2023

Maria Helena Costa

Com a Lei 38/2018, o Despacho 7247/2019 (chumbado pelo Tribunal Constitucional), o copy paste do Despacho na Proposta de Lei 332/XV e o texto final, que será votado no próximo dia 20 de Dezembro, Portugal copia o que de pior se vai passando um pouco por todo o mundo ocidental e, quando se fala de crianças, que, supostamente, e depois de muita doutrinação ideológica, sofrem de disforia de género, o critério dos pais só é ouvido e tomado em conta SE coincidir com o "sentimento profundamente sentido", ainda que surgido repentinamente e nunca antes percebido, do seu filho. Do contrário, caso tentem ajudar o filho a perceber o que realmente se passa e não se ajoelhem diante da nova identidade auto-determinada pelos petizes, a ameaça estatal de lhes retirar toda e qualquer autoridade paternal/maternal sobre os seus filhos e de os sentar ao banco dos réus recai sobre eles.

Perante este ataque sem tréguas à família, o que é que os pais precisam de saber sobre o comportamento dos seus filhos, que, repentinamente, passam a identificar-se como trans, e os ataques que virão, caso não venerem a auto-determinação deles?  

A Drª Lisa Littman criou um questionário com noventa perguntas, distribuiu-o entre 256 pais que tinham visto os seus filhos adolescentes, que nunca antes haviam manifestado qualquer sintoma de Transtorno da Identidade Sexual [Disforia de Género], identificarem-se repentinamente como transgénero, e estas são algumas das conclusões:

  1. Mais de 80% dos adolescentes eram mulheres (sexo biológico), com uma idade média de 16,4 anos;
  2. No momento de anunciar a sua transexualidade, a maioria vivia em casa dos pais;
  3. A grande maioria tinha tido zero indicadores de disforia de género na infância (além de não cumprirem universalmente o requisito das seis características da disforia de género em crianças);
  4. De acordo com os pais, quase um terço dos adolescentes, não parecia, em absoluto, sofrer de disforia do género antes de anunciarem ser trans;
  5. A maioria havia recebido um ou mais diagnósticos psiquiátricos, e quase metade auto-mutilava-se antes de a "disforia de género" aparecer;
  6. 41% havia expressado uma orientação sexual não heterossexual antes de se identificar como transexual;
  7. 47,4% tinha sido formalmente avaliado como um aluno especialmente dotado;
  8. 70% dos adolescentes pertencia a um grupo no qual, pelo menos um amigo "saíra do armário" como transexual. Em alguns grupos, a maioria dos amigos declarara-se transexual;
  9. Antes de anunciar a sua transexualidade, mais de 65% dos adolescentes havia aumentado o uso das redes sociais e o tempo que passavam on-line;
  10. Entre os pais que conheciam a situação social dos seus filhos, mais de 60% disse que o anúncio trouxe consigo um aumento da popularidade;
  11. Mais de 90% dos pais questionados eram brancos;
  12. Mais de 70% dos pais tinha um título universitário;
  13. Mais de 85% dos pais disseram apoiar o direito ao casamento das pares homossexuais;
  14. Mais de 88% dos pais questionados disseram apoiar os direitos das pessoas transexuais;
  15. Menos de 13% dos pais acreditavam que a saúde mental do adolescente tinha melhorado após a identificação como transexual;
  16. Mais de 47% disse que a saúde mental do seu filho havia piorado.

PS: usei a palavra transexual em lugar de transgénero, pois é de transexualismo que estamos a falar.

Acusações aos pais

64% dos pais haviam sido classificados como «transfóbicos» ou «intolerantes», pelos seus filhos, por razões como:

  • discordar da criança acerca da sua auto-avaliação como transexual;
  • recomendar que o filho se dê mais tempo para averiguar se os sentimentos de "disforia de género" persistem;
  • chamar o seu filho pelo pronome equivocado;
  • dizer-lhe que é pouco provável que as hormonas ou as cirurgias o ajudem;
  • chamar o seu filho pelo seu nome de nascimento, ou recomendar-lhe que, antes de se submeter à transição médica, trabalhe outros problemas de saúde mental subjacentes.

Pais, entendam: NUNCA ANTES, os indivíduos que sofriam de disforia de género haviam "saído do armário" como trans, em função do estímulo dos amigos e depois de se saturar nas redes sociais. NUNCA ANTES a identificação como «transgénero» havia precedido a experiências da disforia de género em si. E, agora, cá em Portugal, se o texto final, que, em princípio, será votado no dia 20 deste mês, for aprovado, qualquer reacção mencionada acima pode ser considerada "violência de género" e, caso a criança/adolescente denuncie os pais na escola, a direcção pode acionar os mecanismos mencionados na lei e os pais verão o seu filho ser-lhe retirado e institucionalizado até que o caso seja julgado em tribunal.

Perseguição a quem contraria a narrativa

Duas semanas depois da publicação do estudo da Drª Littman, e em resposta ao protesto dos activistas, a PLoS One (revista científica da Biblioteca Pública de Ciência) anunciou que levaria a cabo uma revisão posterior à publicação do seu trabalho e que se faria uma «correcção». A Drª Littman foi vítima de uma série de revisões. Em Março de 2019, sete meses depois da publicação inicial, a PLoS One divulgou a «correcção» de Littman. Nenhum dos resultados havia mudado.

Mas, a drªa Littman pagou o preço de ter enfrentado o lóbi "elgebetista". Acusando-a de fanatismo anti-trans, os activistas inundaram a página de Twitter da PLoS One e afirmaram que a Drªa Littman havia, deliberadamente, recolhido toda a informação de pais conservadores pertencentes a grupos anti-trans, quando, de facto, mais de 85% dos pais se haviam identificado como apoiantes dos direitos lgbtetc.  

Os jornalistas, pressionados pelos activistas e alguns deles também activistas, precipitaram-se sobre ela com "bidões de gasolina" nas mãos. Um estudante de pós-graduação e autoproclamado «activista transgénero», do departamento da Universidade Brown da Drªa Littman[3], denegriu-a na imprensa e publicou um artigo no qual a acusava de estar motivada por preconceitos. Outros activistas transgénero acusaram-na de ter ferido pessoas com o seu artigo. Qualificaram o seu trabalho como «perigoso» e insistiram que poderia conduzir os adolescentes, que se identificavam como transgénero, a «piores resultados de saúde mental». Pressionada, e com a desculpa de que o trabalho da Drª Littman poderia «desacreditar os esforços em apoiar os jovens transgénero», a Universidade de Brown retirou o seu próprio comunicado de imprensa, a favor do artigo, do seu site.

Médicos activistas perseguiram a Drª Litttman até ao Departamento de Saúde de Rhode Island, onde ela trabalhava, em par time, como consultora médica em projectos relacionados com a saúde das mulheres grávidas e dos bebés prematuros. Alegando que ela havia escrito um artigo «prejudicial» para as jovens transgénero, os activistas denunciaram-na ao seu empregador e exigiram que o Departamento de Saúde «pusesse um fim imediato à sua relação laboral com a Drªa Littman.

Os activistas queriam a cabeça da drª Littman numa bandeja. O Departamento de Saúde deu-lha e ela perdeu a sua consultoria renumerada.

E por cá? Sabe quantos profissionais de saúde enfrentam queixas na Ordem, por não se ajoelharem ao lóbi lgbtetc? Quantos se calam, com receio de perder o seu ganha-pão?

[3] Abigal Shrier, Dano Irreversível - A loucura transgénero que seduz as nossas filhas, pág. 63
Artigo baseado no livro: Dano Irreversível - A loucura transgénero que seduz as nossas filhas, de Abigail Shrier, que tem vindo a resistir a várias tentativas de censura.

 

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Entretanto, no manicómio

Dezembro 10, 2023

Maria Helena Costa

 Roubaram-nos a vag🤦‍♀️ e chamam-lhe "direitos humanos". Leia e confirme (os meus comentários estão marcados com o 📌) 👇

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 PÉNIS: Usamos esta palavra para descrever a genitália externa. Os pénis vêm em todas as formas e tamanhos, e pessoas de todos os géneros podem tê-los.

 📌 Pessoas de todos os géneros? Ok! Se isso significar 👉 HOMENS, baixos, altos, gordos, magros, pretos, brancos, amarelos, vermelhos, de todos os países, povos, línguas e nações, é verdade.

 ORIFÍCIO FRONTAL: Usamos esta palavra para nos referirmos à genitália interna, às vezes chamada de vagina. O orifício frontal pode auto-lubrificar-se, dependendo da idade e das hormonas.

 📌 Não. Isso NÃO É "orifício frontal", mas sim VAGINA. E não é chamado assim "às vezes", mas sempre que se fala em genitália feminina, em MULHER.

 STRAPLESS: Usamos esta palavra para descrever a genitália de mulheres trans que não passaram por reconstrução genital (ou "cirurgia de fundo"), às vezes chamado pénis.

 📌 Podem usar a palavra que entenderem, mas é mesmo um PÉNIS e, independentemente da ideologia, nenhuma mulher tem pénis, pois o pénis é o órgão sexual do HOMEM.

 VAGINA: usamos essa palavra para nos referirmos aos órgãos genitais de mulheres trans que passaram por cirurgia inferior.

📌 O quê? Roubaram-nos a "vagina"? Era o que mais faltava. A isso costuma chamar-se "ideologia", ou seja, um conjunto de ideias falsas sem qualquer base na realidade. Homens, podem sentir que são mulheres, ou um par de botas, mas NÃO TÊM vagina. Quanto muito, terão, eles sim, um orifício frontal no lugar do pénis que amputaram. E, não me venham dizer que é apenas a forma como essas pessoas se descrevem a si mesmas, pois a verdade é que os donos do movimento 🏳️‍⚧️ nos querem IMPOR uma linguagem igual à que usam para descreverem a forma como se vêem.

Ora, é isso que não podemos aceitar.

E, não, não pense que fui buscar isto a um site estranho, que são fake news, pois aqui estão as imagens do documento e a fonte (de 2017) que contém esta ideologia marada e absolutamente anti-científica 👇

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https://assets2.hrc.org/files/assets/resources/Trans-Safer-Sex-Guide-Span-2017.pdf 

A censura e a tentativa de controlo do livre exercício da profissão

Dezembro 07, 2023

Maria Helena Costa

Os deputados criaram o chavão das denominadas “terapias de conversão sexual”, algo que, como profissional habilitado para a minha profissão, desconheço o que seja. Talvez porque não exista. Em Saúde Mental não convertemos ninguém, não somos uma seita nem uma religião.

O (des)governo socialista e a Assembleia Par(a)lamentar nacional, dominadas pela esquerda radical e dita progressista, mesmo a dias da respectiva demissão e dissolução não deixam de querer legislar para impor uma agenda ideológica apostada na censura e na tentativa de controlo dos cidadãos e da sociedade.

Vem isto a propósito de vários projectos de lei que visam proibir e criminalizar aquilo que é denominado de  “terapias de conversão sexual”, i.e., as práticas que visam a alteração, limitação ou repressão da orientação sexual, da identidade ou expressão de género e das características sexuais, práticas essas que os deputados proponentes das referidas iniciativas legislativas consideram que são atentatórias das pessoas LGBT+..

Estes projectos de lei, a saber, os PLs nºs 72/XV/1 (BE), 209/XV/1.ª (L), 699/XV/1 (PAN) e 707/XV/1 (PS), conjuntamente com os projectos de lei respeitantes à promoção da ideologia de género nas escolas, foram incluídos à pressa na ordem do dia da reunião da 1.ª Comissão do dia 7 de Dezembro, para quem possam vir a ser aprovados em Plenário antes de a Assembleia da República ser dissolvida.

Leia+ no Semanário SOL

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