MÉDICOS E PSICÓLOGOS AMERICANOS PODEM VIR A APANHAR ATÉ 10 ANOS DE CADEIA POR DIAGNÓSTICOS DE TRANSIÇÃO DE GÉNERO...
Dezembro 18, 2025
Maria Helena Costa

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Dezembro 18, 2025
Maria Helena Costa

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Dezembro 15, 2025
Maria Helena Costa

Há cerca de um mês, em parceria com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens [CNPDPCJ] e financiada pela CIG [Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género], foi lançada a 2ª edição do Guião de Boas Práticas para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens LGBTI+, elaborado pela Casa Qui (da psicóloga Paula Allen, uma das transactivistas que mais parece facturar com o negócio da medicina de género e que, à semelhança do que já acontecia há 6 anos, quando debati com ela na TVI, promove consultas "gratuitas" para jovens que padecem de alguma confusão quanto ao próprio sexo).
Este Guião, que nada mais é do que a substituição do Manual Direito a Ser nas Escolas, do ex-ministro da Educação, Dr. João Costa (que, após muitas denúncias de inconstitucionalidade, o actual executivo retirou do site do Ministério da Educação com a promessa de que estaria a libertar a Escola das amarras ideológicas), mantém a distinção entre sexo e género e toda a carga ideológica da teoria Queer, que embosca as crianças nas redes sociais e nas escolas, convencendo-as de que há infinitas “identidades de género” e de que podem escolher ser do outro sexo (trans), de ambos os sexos (bi) ou de nenhum sexo (não-binário).
Entre termos ridículos, inventados pelos activistas do arco-íris, como, por exemplo, “cisgénero”, encontramos a mentira base da ideologia de género de que o "sexo é atribuído à nascença" e de que "o género/sexo é uma construção social" (pág. 5) e, pior do que isso, o incentivo à transição de género [mudança de sexo] de menores - SEM O CONHECIMENTO E SEM O CONSENTIMENTO DOS PAIS – é uma constante. De acordo com os transactivistas, autores do guião, os pais, esses malvados opressores, que mancomunados com o médico atribuíram um sexo ao próprio filho à nascença, devem ser excluídos do processo levado a cabo pelos doutrinadores de serviço - que levará os seus filhos a odiarem o próprio corpo e a quererem mutilá-lo – e, caso descubram que a sua crianças já está confusa e não aceitem afirmá-la imediatamente, aceitando a sua transição social e entregando-as nas mãos dos profissionais de saúde transactivistas, que os encaminharão imediatamente para bloqueadores da puberdade, hormonas de sexo cruzado e, finalmente, cirurgias de mutilação de órgãos saudáveis do corpo, devem ser denunciados à CPCJ, perdendo assim a tutela dos seus filhos.
Sim. É isso que se lê como “Boas práticas” na página 14 do guião:
Muito haveria a dizer sobre este ataque cerrado ao poder paternal, mas, por hoje, só quero recordar a quem me lê que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa VETOU os decretos sobre escolha de nome neutro eautodeterminação de género nas escolas [transição social nas escolas] e que, portanto, este Guião volta a violar a Lei em vigor.
Mais, quando se orienta a Escola a «Aplicar, de forma coerente e isenta, enquanto profissional com competências para tal, a Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo (Lei nº 147/99, de 1 de Setembro), inclusive a activação do Artº 91, sempre que adequado, garantindo a intervenção das entidades competentes para salvaguardar os direitos das vítimas», está, mais uma vez, a induzir a Escola a violar a lei e a trazer de volta a ideia de que as crianças podem ser retiradas aos pais sem que estes sequer possam defender-se das acusações dos activistas e dos próprios filhos (instruídos pelos transactivistas).
Eis que o diz ao Artº 91º:
Procedimentos urgentes na ausência do consentimento
1 - Quando exista perigo atual ou iminente para a vida ou de grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou jovem, e na ausência de consentimento dos detentores das responsabilidades parentais ou de quem tenha a guarda de facto, qualquer das entidades referidas no artigo 7.º ou as comissões de proteção tomam as medidas adequadas para a sua proteção imediata e solicitam a intervenção do tribunal ou das entidades policiais.
2 - A entidade que intervém nos termos do número anterior dá conhecimento imediato das situações a que aí se alude ao Ministério Público ou, quando tal não seja possível, logo que cesse a causa da impossibilidade.
3 - Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.
4 - O Ministério Público, recebida a comunicação efetuada por qualquer das entidades referidas nos números anteriores, requer imediatamente ao tribunal competente procedimento judicial urgente nos termos do artigo seguinte.
Ou seja, a pessoa responsável pela direcção da escola passa a deter o poder de acionar o mecanismo que retira imediatamente os filhos aos pais. É a escola que passa a ter plenos poderes para fazer o que muito bem entender com os filhos dos cidadãos e ai do cidadão que se atreva a contrariar a endoutrinação que está a ser levada a cabo, ou, digo eu, a não cair nas boas graças do director pró-lgbt+ e dos activistas que infestam a Escola.
Por favor, ENTENDA: qualquer criança, que não goste de ser contrariada pelos pais, pode ser imediatamente retirada à família sem os pais serem sequer ouvidos e «Enquanto não for possível a intervenção do tribunal, as autoridades policiais retiram a criança ou o jovem do perigo em que se encontra e asseguram a sua proteção de emergência em casa de acolhimento, nas instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou em outro local adequado.».
Sim. Isso significa que pode chegar à escola e não encontrar o seu filho, porque ele foi levado para as instalações das entidades referidas no artigo 7.º ou para outro local adequado.
Sim. Esta lei, ao ser aprovada, expropria os pais da educação dos seus filhos e torna-os súbditos deles e dos transactivistas.
Sim. Qualquer pai/mãe que contrarie o filho, seja em que área for, pode ser acusado de maus tratos emocionais e psicológicos e, ainda que o petiz minta, perder a posse e guarda dele até que os factos venham a ser apurados, pois, caso não haja testemunhas, prevalecerá a palavra da criança lgbtetc. e daqueles que a instruem.
A constante tentativa dos transactivistas em impôr procedimentos rejeitados pelo Tribunal Constitucional e pelo Presidente da República às escolas, a falta de clareza nos padrões legais, a falta de debate público sobre o perigo das “transições sociais” e a proliferação de planos de apoio à ideologia de género, que impedem os pais de receberem informações cruciais sobre os seus próprios filhos, clamam por uma intervenção urgente do Ministério da Educação e do Tribunal Constitucional. Quando as políticas de género e os direitos parentais colidem, os pais não podem continuar a ser relegados à condição de meros espectadores impotentes no que concerne ao desenvolvimento da identidade dos seus próprios filhos.
A não ser que o actual executivo queira entrar dentro de casa das famílias e usar a CPCJ para retirar os filhos aos pais que não concordem com a nova orientação/identidade sexual do filho menor, adquirida através da lavagem cerebral levada a cabo nas redes sociais e na Escola.
A maioria de direita, eleita pelos portugueses, tem a oportunidade de esclarecer os limites dos direitos parentais — algo que não faz desde que o socialismo tomou conta do ensino em Portugal — e deve esclarecer o quão “fundamental” é o direito parental.
Dezembro 15, 2025
Maria Helena Costa
A lei que pune os pais e os profissionais de saúde, é a mesma que dá carta branca aos transactivistas para castrarem e mutilarem crianças.
A nossa convidada foi a Francisca Zacarias (@FranciscaLABORATORIUM), uma voz corajosa contra a ideologia de género e os seus malefícios.
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➡️ A autora analisa de forma crítica a ideologia de género, debatendo como pode impactar as crianças, defendendo uma abordagem baseada em factos, dados científicos e na proteção de valores tradicionais.
➡️ Uma leitura crucial para quem se recusa a ficar em silêncio.
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Dezembro 15, 2025
Maria Helena Costa
Por: Lígia Maria Albuquerque
A Convenção de Istambul é um tratado internacional do Conselho da Europa, ratificado por Portugal em 2013, para a prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica, sendo considerada um dos instrumentos mais abrangentes para a proteção de direitos humanos das mulheres e raparigas.
Quantas vezes usei a Convenção de Istambul para fundamentar a proteção de meninas e mulheres, sempre baseada no conceito de sexo, uma vez que, o documento reconhece a existência do sexo biológico?! E de repente fez-se luz! Como é que perante este documento, tem-se vindo a atropelar, constantemente, os direitos das meninas e mulheres? Principalmente, no que diz respeito aos direitos “trans” que atropelam os direitos das meninas e mulheres. Algo não fazia sentido. Tive de ir mais a fundo.
De facto, a Convenção dirige-se principalmente à violência contra as mulheres, que reconhece como realidade estatisticamente ligada ao facto biológico de ser mulher. Só que o instrumento jurídico não fundamenta as suas políticas apenas no sexo, e sim na interação entre desigualdade social, papéis de género e relações de poder. No seu artigo 3º lê-se: c) “género” designa os papéis, os comportamentos, as atividades e as atribuições socialmente construídos que uma sociedade considera apropriados para as mulheres e os homens; Em vez de assentar apenas no sexo biológico — que é objetivo, verificável e juridicamente sólido — a Convenção define género como “papéis socialmente construídos”. Ao não ser totalmente baseada no sexo, a Convenção mistura dimensões biológicas e socioculturais, o que tem vindo a fragilizar a clareza das políticas públicas e afetar áreas sensíveis como estatísticas criminais, recolha de dados, refúgios para mulheres e proteção específica em contexto de violência. Veja-se o caso mais recente em Portugal, onde existem 5 homens que se identificam como mulheres, encarcerados em prisões femininas, pondo em risco a integridade física destas mulheres, assim como, das guardas prisionais.
Podemos continuar a dissecar a Convenção, artigo por artigo, mas vamos ver os intervenientes na elaboração desta e a pressa na sua ratificação.
Em primeiro lugar, a Convenção de Istambul foi desenvolvida num período relativamente curto — cerca de três anos — um prazo consideravelmente inferior ao que habitualmente marca a elaboração de outros tratados internacionais relevantes na área dos direitos humanos. De 2009 a 2011.
Em segundo lugar, o processo de construção contou predominantemente com a participação de organizações não governamentais e especialistas alinhados com abordagens feministas e de género, enquanto entidades com experiência específica no campo do direito da família ficaram praticamente ausentes deste processo.
Organizações não governamentais (ONG´s) que participaram no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul (2009-2011):
Um dos problemas mais significativos no processo de desenvolvimento da Convenção de Istambul foi a falta de equilíbrio entre as partes envolvidas. O texto da Convenção foi elaborado principalmente por especialistas e organizações não governamentais, cujas atividades e visões foram influenciadas pela abordagem feminista e pela ideologia de género. Organizações internacionais especializadas em direito de família não participaram do processo.
Algumas contribuições:
ONGs apelam ao Conselho da Europa para que avance rumo a um instrumento robusto sobre violência contra as mulheres - Centro Europeu de Ação Política sobre Violência contra as Mulheres (EPACVAW)
Principais instrumentos e ações da União Europeia para combater a violência contra as mulheres
Submissão ao Comitê Ad Hoc do Conselho da Europa sobre a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica: A necessidade de garantir que a Convenção sobre a Violência contra as Mulheres aborde efetivamente a obrigação dos Estados-Membros de prevenir e combater a violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero (ILGA - Europa, 8 de setembro de 2009)
Todos os documentos aqui: https://www.coe.int/en/web/istanbul-convention/cahvio
A proteção das meninas e mulheres deve assentar na realidade material — o sexo — e não em categorias fluidas que variam conforme perceções ou identidades subjetivas.
Cabe a cada país, definir, de facto, de que lado está. Se do lado da verdade, da razão, do bom senso, da ciência biológica, ou se, do lado ideológico, ativista progressista, que não sabem o que são, em que o propósito é destruir a base de qualquer sociedade de bem, homem e mulher, a família.
Setembro 10, 2025
Maria Helena Costa

Por Marisa Antunes
A medicina afirmativa de género está fora de controlo e a deixar um rasto de jovens vítimas.
Se é certo que por cá a prescrição de bloqueadores hormonais a crianças é residual (o caso em denúncia neste post) - apesar das pressões do lobby trans português -, já não são assim tão residuais as cirurgias de "mudança de sexo" a pessoas muito jovens, com 18 anos ou pouco mais, miúdos invariavelmente destruídos que se "autodeterminam' como do sexo oposto, recebendo livre passe para hormonas e cirurgias.
No ano passado, a média, só nos primeiros cinco meses do ano, era de duas cirurgias de mudança de sexo por semana e só no SNS. Uma gota neste pântano que já conta com vários privados a operar estes jovens como o Instituto da Face e o hospital da Ordem de São Francisco, no Porto, pelas mãos muito requisitadas do cirurgião Gustavo Coelho....
No grupo de pais do Juventude em desTransição (JeT), da Genspect (que não conseguem ser ouvidos em órgão de comunicação social algum apesar das várias tentativas) há casos de raparigas que receberam o aval do psiquiatra para seguirem para transição após uma única consulta de 10 minutos e de rapazes que na segunda ida ao hospital já estão na consulta de "preservação de fertilidade" porque a partir da terceira já vão fazer estrogénio. Isto no SNS.
É inadmissível que o ministério da Saúde perante todos os factos, eventos, polémicas e estudos científicos, depois do Cass Report, do WPATH leaks, da mudança de rumo por parte de vários países, incluindo os nórdicos (muito mais avançados nesta matéria) continue a achar normal seguir a abordagem afirmativa preconizada pela WPATH, tal como me foi transmitido na peça que a Sábado publicou:
https://lnkd.in/dM_Md24z
Quanto mais tempo passar, quanto mais vítimas houver, sem que nada se altere, mais explicações terá a ministra da Saúde, ex-Bastonária dos Farmacêuticos, a dar. Espero que os pais e os jovens detrans não se esqueçam de lhe cobrar.
Aqui, a conta do Jet:
https://lnkd.in/ddz7P-G2
Setembro 08, 2025
Maria Helena Costa

Por Marisa Antunes, AQUI
"Na Australia ou em Portugal. Ou em qualquer outro país do mundo. Ensinar às crianças e jovens nas escolas, seja qual for a faixa etária, conceitos absurdos assentes na "identidade de género", emanada como diz e bem a grande Abigail Shrier, de uma teoria revolucionista que cria uma terrível e devastadora confusão na cabeça dos miúdos, não é de todo tolerável. E não, já todos sabemos que não, não é "inclusão".
Em contagem decrescente para o início do ano lectivo e com as novas regras na disciplina de Cidadania, os pais devem estar atentos à infiltração de conteúdos ideologicamente inapropriados, podendo e devendo bloqueá-los.As figurinhas capturadas ideologicamente e infiltradas nas direcções escolares, as mesmas que convidaram ativistas LGBT, psicólogas e Psiquiatras, para falar de identidade de género e afins, em anos lectivos anteriores, não desapareceram por magia.
Cabe aos pais cancelar essa gente, aplicando exatamente a mesma fórmula que eles adoram aplicar aos outros. Com a diferença que deste lado existe real legitimidade para o fazer. Façamos, portanto."
APRESENTE O PIN PARENTAL
Setembro 08, 2025
Maria Helena Costa

PAIS, DENUNCIEM E REJEITEM A LAVAGEM CEREBRAL QUE OS ACTIVISTAS QUEREM FAZER AOS VOSSOS FILHOS 👇 (sim, estou a gritar!)
Esta "psicóloga" dá consultas na Amplos, que como bem se sabe é financiada por todos nós.... A Amplos trabalha diretamente com as escolas: https://www.amplos.pt/noticias/projeto-ampliando-famlias-na-escola, https://www.amplos.pt/todos-os-projetos-e-parcerias/projectos/projeto-tal-igual, e muito mais...
Aí está o perigo que esta gente representa... Os diretores das escolas escancaram-lhes as portas... Na escola de Alfena:
https://www.facebook.com/share/1EyPATKGKy/
Na escola sede de Pampilhosa da Serra:
https://www.facebook.com/share/19wcM6MoVR/
E em muitas mais. Isto tem de acabar. Continuar a compactuar com gente que espalha ideologia de género nesta altura do campeonato é simplesmente inadmissível. Os pais podem e devem bloquear isto ao abrigo das novas regras da disciplina de Cidadania. Espero que o façam, apresentando o PIN PARENTAL.
Setembro 06, 2025
Maria Helena Costa
O problema de eu ter começado tão cedo não foi só que eu não podia consentir, como também não conseguia ter uma visão completa das coisas. Nunca vou poder amamentar, nunca vou ter aquela sensação erógena no meu peito. Detesto falar sobre isso, mas estou a sofrer de disfunção sexual aos 18 anos. Isso é algo que as mulheres normalmente passam quando estão na casa dos 40 ou 50 anos. Como é que eu podia saber?[1]
Essas palavras foram proferidas por Chloe Cole, uma jovem de 18 anos, da Califórnia, que decidiu reverter o processo de “mudança de sexo” [destransição]. Chloe começou a sua transição aos 12 anos. Diagnosticada e orientada por profissionais de saúde, que conseguiram a autorização dos pais aterrorizados com a pergunta: “preferem um filho vivo ou uma filha morta?”, tomou bloqueadores da puberdade e testosterona aos 13, e fez uma mastectomia dupla aos 15 anos.
Decidi começar este artigo com as palavras da Chloe, porque, infelizmente, o ensino (ou deveria dizer “educação estatal”?) continuará a impor aos alunos uma “educação sexual” sob a perspectiva do Estado, passando por cima da educação que os pais entendam dar aos seus filhos numa questão tão íntima como a sexualidade.
De acordo com a informação disponibilizada até ao dia de hoje, a nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento (ENEC e Aprendizagens Essenciais, 2025), que de nova não parece ter nada, e que, de acordo com as palavras do Sr. Ministro da Educação, foi tornada oficialmente OBRIGATÓRIA pelo actual executivo, não trabalhará a Educação Sexual isoladamente, mas em articulação interdisciplinar com outras disciplinas, em especial: (Português, História, Biologia, Ciências Naturais, etc.). Ou seja: sempre que conteúdos de Cidadania (como saúde sexual e reprodutiva (aborto?)) são tratados noutra disciplina, as Aprendizagens Essenciais fazem a ligação, reforçando coerência curricular.
Resumindo: isto já era assim e continuará a ser. Nada mudou. No Referencial de Educação para a Saúde (2017), na pág. 7, pode ler-se:
A PES, enquanto uma das dimensões da educação para a cidadania, reveste-se de particular importância para o sistema educativo, uma vez que constitui uma área de conteúdos presente em todos os níveis de educação e ensino, em diferentes disciplinas. Enquanto temática transversal e transdisciplinar, pressupõe: (i) uma interpretação em espiral com todas as suas áreas interligadas ao longo de todo o percurso escolar; (ii) uma perspetiva de intervenção consciente, criativa e intencional; (iii) uma posição de negociação permanente por processos éticos centrados em quem aprende; (iv) uma visão holística, porque as competências devem ser desenvolvidas transversalmente em todas as áreas curriculares.
Voltando à “nova” disciplina de Cidadania, somos informados:
Papel da Biologia e das Ciências Naturais
**Ciências Naturais (2.º e 3.º ciclo):
**Biologia (Ensino Secundário):
Complementaridade com Cidadania
Enquanto Ciências Naturais e Biologia fornecem a componente científica, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento acrescenta a dimensão ética, social e de direitos humanos:
Eu sei que, no dia 21 de Julho, o Sr. Ministro da Educação disse: «A igualdade de género, essa cultura do respeito, é muito importante. Outra questão muito mais complexa é a questão da identidade de género. De facto, não faz parte das aprendizagens essenciais».[2]
Mas, olhando para os termos utilizados, e sabendo que nós não temos género, mas sim sexo, pergunto:
A abstinência sexual – que garante o fim das gravidezes indesejadas e das doenças sexualmente transmissíveis - vai ser ensinada?
Como pretende garantir às famílias que os activistas não continuarão a usar a sala de aula para confundir as crianças com ideologia de género? Com a ideia de que poderão escolher identificar-se com uma das letras do abecedário colorido e que podem “mudar de sexo” quando quiserem?
As bandeiras lgbt+ vão ser retiradas das escolas?
Como pode garantir que os activistas não vão continuar a confundir as crianças quando falarem de “diversidade sexual e de género”, “violência no namoro”, “afectividade”, “consentimento”, “relações saudáveis e responsáveis”, etc.? Afinal, foi isso que aconteceu nos últimos anos e, que eu saiba, os contratos com as Associações activistas lgbt+ não foram revogados, ou foram?
E a Lei 38/2018? Vai ser revogada? (Pergunto, porque pode ser invocada em defesa dos activistas).
Eu entendo que a maior parte das famílias não fique preocupada com termos como “educação sexual” e “direitos humanos” e até ache muito bem que os seus filhos sejam esclarecidos sobre tão "nobres" causas na Escola, mas a verdade é que têm sido máscaras para o que escondem. Senão, vejamos:
Educação sexual
Entre 1995-1998, a Associação para o Planeamento Familiar (APF) desenvolveu, aplicou e avaliou um programa piloto de educação sexual em 5 escolas. Segundo a avaliação final, a experiência foi um estrondoso sucesso. Consequentemente, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde encomendaram-lhe o guia: «Educação Sexual em Meio Escolar - Linhas Orientadoras». Os objectivos dessa publicação, enviada para as escolas no ano 2000, eram:
«Clarificar o conceito e o quadro ético de referência da Educação Sexual; indicar pistas para a integração da Educação Sexual na vida escolar ao nível curricular, para os vários níveis de ensino; identificar um modelo orientador da informação dos professores e de outros agentes educativos das escolas para se envolverem em actividades e programas de Educação Sexual;
Eis alguns excertos desse documento:
Objectivos da Educação Sexual na idade pré-escolar (0-6 anos)
Dos 0 aos 6 anos, havia actividades que tinham como objectivo levar as crianças a conhecer os diferentes tipos de família. Para isso, elas deviam picotar e recortar imagens de dois homens, duas mulheres e um homem + uma mulher, pensarem numa peça de teatro baseada nessas imagens e interpretarem-na. O livro instruía:
É então dada às crianças a oportunidade de pintar os seus desenhos com cores diferentes, de forma a indicar quais as partes do corpo que elas gostam, ou não, que sejam tocadas. Estes desenhos podem ser recolhidos de forma a constituir informação para o professor. Mais tarde, esta informação pode ser utilizada pelo professor para orientar uma discussão sobre o espaço pessoal e o direito ao nosso próprio corpo.
Vocabulário:
Queremos tornar as crianças conscientes de que podem existir diferentes tipos de linguagem (…) Por exemplo, vocabulário médico (pénis, vagina, relações sexuais), calão (f…, c…, c…) (Desculpem, mas não vou escrever os palavrões tal como está no livro.) Dividir o grupo em 4 ou 5 sub-grupos e pedir a cada um que encontre mais termos para nomear palavras como: testículos, pénis, vagina, relação sexual (cada grupo deve trabalhar com apenas uma palavra). Depois do grupo considerar esgotadas todas as designações, passar a folha ao grupo seguinte que tentará acrescentar mais alguns termos.
Orientação sexual:
- Um comportamento é saudável ou «normal» porque é maioritário?
- Os comportamentos saudáveis são forçosamente maioritários?
- Quais as diferentes atitudes face à homossexualidade?
- Quais as repercussões individuais e sociais da homossexualidade?
- Quais as repercussões da homossexualidade sobre o grupo de amigos?
Conhecer contraceptivos:
Um pénis de plástico, ou borracha, era (e ainda é) exibido nas escolas portuguesas. Alunas, muitas vezes de tenra idade, eram convidadas a colocar o preservativo. Pessoas que assistiam denunciavam o desconforto da maior parte dessas meninas.
No dia 14 de Maio de 2005, o jornal «Expresso»[3], depois de analisar cuidadosamente todo o material enviado para as escolas, colocou o assunto na primeira página. A Ministra da Educação (que nada tinha que ver com o assunto, dado que tudo isto tinha sido feito durante os governos Guterres) pediu a duas comissões que analisassem o assunto (GTES e CNE). As duas comissões fizeram duras críticas a este programa e o Ministério da Educação cancelou o protocolo com a APF, a filial portuguesa da Planned Parenthood. Durante 3 anos, a educação sexual na escola esteve bastante adormecida.
Em Junho de 2009, Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da Educação, disse que havia 600 professores formados pelo Ministério e 12 mil formados pela APF para dar educação sexual. No dia 4 de Agosto, durante o governo Sócrates, foi publicada a lei 60/2009, que estabelecia o regime de aplicação da educação sexual no ensino escolar.
Neste interregno de 3 anos apenas se soube que a APF ia às escolas mostrar um filme com imagens de sexo explícito, que também foi transmitido na RTP 2, e do qual transcrevo um pequeno excerto:
Queríamos ver se o pai e a mãe estavam, estavam... Se o pai e a mãe estavam a dar beijinhos.
- Como é que se faz um bebé? Como é que eu fui feito?
- É preciso uma mulher e um homem.
- Pois é, eles brincam e o bebé nasce.
- Mas não nasce logo e tem que ser bem feito.
- E então?
- Sei lá, eles deitam-se um em cima do outro e brincam e depois fazem o bebé. (Imagens de um homem e de uma mulher, nus, a deitarem-se um em cima do outro numa cama).
- Não, não é só assim, deitados.
- Não?
- O pénis do homem tem que entrar na vagina da mulher. (Imagens do homem e da mulher, nus, a olharem para os órgãos sexuais um do outro).
- Vagina? Que nojo!
- Por quê?
- Por causa dos óvulos e dos espermatozoides.
- Porque o espermatozoide tem de entrar no óvulo.
- Ah! E eles têm de se deitar um em cima do outro?
- Não, as pessoas é que têm de fazer amor. (E aparecem imagens do homem e da mulher a terem relações sexuais entre gemidos de prazer, que as próprias crianças do vídeo imitam).
Será que alguém acredita que as crianças não vão experimentar o que viram no desenho animado?
Na altura, um grupo de pais perguntou ao Presidente do Parlamento em que país é que existia um modelo de educação sexual comparável ao português. Não houve resposta. Quando questionado, sobre quais os estudos em que se baseavam para pensar que o modelo de educação sexual adoptado traria bons resultados, não conseguiu indicar nenhum estudo. Da mesma forma que não encontrou um único exemplo para dar quando lhe foi perguntado em que país é que esta educação sexual conseguiu diminuir o número de adolescentes grávidas e baixar a taxa das doenças sexualmente transmissíveis.
Será que, hoje, passados 16 anos de “educação sexual” nas escolas, o Sr. Ministro nos pode responder a estas perguntas?
Direitos humanos
No caderno PRESSE (2022-2023) do 1º Ciclo[4], na pág. 24, somos informados de uma actividade que pretende explicar o conceito ideológico de género como direito humano:
A actividade de grupo consiste em fazer com que as crianças façam «a roda dos direitos humanos e em conjunto expressem o respeito pelos direitos de todas as pessoas serem livres e iguais em dignidade». Tão fixe, não é? Só não havia necessidade de os alunos – dos 6 aos 10 anos - terem de se fazer passar por gays, lésbicas, trans, etc., até porque são demasiado novinhos para serem despertados para isso e para serem recrutados para o movimento lgbt+ (pág. 27). Além disso, compete aos pais educarem os filhos e ensinarem-nos a respeitar os outros, não por se identificarem com uma das letras do abecedário colorido, mas por serem SERES HUMANOS.
É assim que se continuará a falar de direitos humanos às crianças?
Os guiões e os referenciais, sobre sexo, têm-se tornado cada vez mais ideológicos e explicitamente pornográficos. Será que isso vai mesmo mudar?
Gostaria ainda de mencionar algo que se encontra na Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, na pág. 8, que saiu no Diário da República e que tem tranquilizado os pais:
O professor titular de turma/diretor de turma, bem como os demais professores do Conselho de Turma, envolvendo ativamente os alunos, os pais e os encarregados de educação, devem elaborar, no início do ano escolar, o plano de turma relativo à Educação para a Cidadania. Deste plano, no âmbito dos projetos a concretizar, devem constar as dimensões do 2.º grupo de Educação para a Cidadania a implementar, as iniciativas e as visitas a realizar, bem como as entidades externas a convidar.
O plano deverá ser aprovado em reunião de conselho de turma, no qual devem participar os representantes dos alunos e dos pais e encarregados de educação.
Após aprovação do plano, os pais e encarregados de educação deverão ser informados de todas as atividades a desenvolver no âmbito da concretização dos projetos que envolvam Educação para a Cidadania.
Pergunto ao Dr. Fernando Alexandre:
Todos os pais serão ouvidos, ou só serão ouvidos os representantes dos pais? As decisões dos pais serão levadas em conta? Ou só serão levadas em conta as decisões das associações de pais, que, na sua maioria, estão controladas pelos mesmos que sempre aprovaram o que se foi implementando nas escolas durante o reinado do PS & CIA?
Faço estas perguntas, porque o guia Educação Sexual em Meio Escolar - Linhas Orientadoras, de 1995-1998, já contemplava:
Promover o desenvolvimento de acções de Educação Sexual nas escolas, na sua necessária articulação com outros agentes educativos, nomeadamente com as famílias e, também, com outros serviços e profissionais, como os da área da Saúde.
E, a Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto, no seu Artigo 11.º, garantia:
Participação da comunidade escolar
1 - Os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei.
2 - Os encarregados de educação e respectivas estruturas representativas são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual.
Mas, nada disso passou do papel. Aliás, quando questionada por um pai que reclamava de conteúdos de cariz sexual leccionados em sala de aula, na disciplina de matemática, ao seu filho de 11 anos, a directora da escola usou um artigo da lei 60/2009 para silenciar o encarregado de educação. Ela escreveu no e-mail:
A Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto (que não foi revogada) estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar.
O Artigo 1.º, Objecto e âmbito, define que:
1 — A presente lei estabelece a aplicação da educação sexual nos estabelecimentos do ensino básico e do ensino secundário.
2 — A presente lei aplica -se a todos os estabelecimentos da rede pública, bem como aos estabelecimentos da rede privada e cooperativa com contrato de associação, de todo o território nacional.
O Artigo 7.º, Projecto de educação sexual na turma, define que:
1 — O director de turma, o professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual, bem como todos os demais professores da turma envolvidos na educação sexual no âmbito da transversalidade, devem elaborar, no início do ano escolar, o projecto de educação sexual da turma.
2 — Do projecto referido no número anterior, devem constar os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola, a convidar.”
Informamos que se persistir alguma dúvida sobre o Projeto de Educação Sexual da Turma do seu educando, poderá marcar uma reunião com o Senhor Diretor do Agrupamento.
Cordialmente,
A Direção
Este caso, mostra como a direcção da Escola decidiu omitir o Artigo 11º da mesma Lei que usou para tentar silenciar o pai. Eu sei que o Artigo 7º, de alguma forma, pode ser usado para anular o Artigo 11º. Mas, se o Artigo 7º está na lei para ser usado a fim de anular o Artigo 11º, o que temos é uma lei criada para afastar os pais da educação dos seus filhos ao mesmo tempo que finge incluí-los.
Na verdade, salvo raras excepções, os pais NUNCA são informados do que de facto se passa nas aulas que abordam a sexualidade de acordo com os conceitos ideológicos do género. Eles são enganados com slogans que mascaram e escondem a ideologia. O objectivo da Educação Integral em Sexualidade é atacar toda a forma de pudor e decência, a sacralidade do corpo e do sexo e as relações sexuais normais, confundindo as crianças e despertando nelas desejos sexuais que deveriam continuar a ser reservados para a idade adulta, destruindo o conceito de família como uma instituição anterior ao Estado, constituída por um homem, uma mulher e os seus filhos.
Despertar e incentivar as crianças a terem múltiplas experiências sexuais resultará em: mais doenças sexualmente transmissíveis, mais abortos, mais preconceito religioso, e, acima de tudo, em mais lares desfeitos.
O currículo sexual em vigor nas escolas é vendido como algo absolutamente necessário «para respeitar todas as formas de sexualidade»; que promove a «inclusão, em vez de exclusão»; «compaixão, em vez de bullying» e «liberdade, em vez de opressão sexual». E, todos aqueles que se opuserem à erotização e sexualização precoce dos seus filhos, são chamados de intolerantes, propagadores do ódio e fanáticos religiosos de direita.
A grande maioria dos pais nunca foi ouvida e nunca foi informada de rigorosamente nada – no que diz respeito aos conteúdos de educação sexual - pela maior parte das escolas. E, quando se atreveram a pedir os programas detalhados foram ameaçados com a CPCJ e viram os seus filhos a serem ostracizados. (Posso provar o que afirmo.)
Portanto, e para terminar que o texto já vai longo, os pais não podem continuar a confiar em leis que se repetem, mas que nunca cumprem os objectivos propostos.
Urge devolver a educação sexual das crianças à família. O Estado não pode continuar a usurpar o direito e o papel dos pais. A educação sexual em contexto escolar tem tido péssimos resultados. Os políticos precisam ouvir alertas como este:
A actual crise global de saúde mental entre os jovens e, em especial, entre as raparigas pode introduzir ainda mais complexidade no processo de desenvolvimento da identidade. Cerca de 70% ou mais dos jovens que apresentam preocupações com a identidade de género pela primeira vez na adolescência tinham diagnósticos psiquiátricos antes de apresentarem disforia de género. A forte ligação entre uma identidade trans na adolescência e a presença de diagnósticos neurocognitivos merece consideração adicional, uma vez que os indivíduos no espetro do autismo têm frequentemente não-conformidade de género. Estes factores podem desempenhar um papel na emergência de uma identidade transgénero como um mecanismo desajustado para compreender a sua angústia. O arco natural da adolescência é a eventual resolução da confusão de identidade e a consolidação de uma identidade saudável e multifacetada. Problematicamente, todas as fases dos cuidados de "afirmação do género" perturbam o curso natural do desenvolvimento da identidade.[5]
E agir em conformidade.
[1] https://www.youtube.com/watch?v=6O3MzPeomqs
[2] https://www.publico.pt/2025/07/21/sociedade/noticia/cidadania-identidade-genero-tema-complexo-2141219
[3] Não consegui encontrar a notícia do Expresso, mas encontrei esta sobre o assunto: https://www.rtp.pt/noticias/pais/educacao-sexual-pais-indignados-criam-movimento-e-exigem-medidas_n10555; https://edisal.salesianos.pt/index.php/noticias/860-educacao-sexual-polemicas (Consultado em 01/09/2025, às 12:59h)
[4] https://www.presse.com.pt/1o-ciclo/
[5] https://link.springer.com/article/10.1007/s11930-023-00358-x
Setembro 03, 2025
Maria Helena Costa
Na próxima sexta-feira, 05 de Setembro de 2025, debateremos a disciplina de Cidadania, que, apesar das promessas de revisão, continua praticamente igual ao que já conhecemos.
Falaremos sobre como este espaço nas escolas, em vez de se limitar a transmitir noções fundamentais de direitos, deveres e participação cívica, tem sido usado como veículo para introduzir ideologias e agendas políticas.
Discutiremos os riscos de manter a sala de aula num campo de doutrinação, em vez de um lugar de ensino neutro e objectivo, e reflectiremos sobre como proteger a liberdade educativa parental e os valores das famílias.
A nossa ilustre convidada, Lígia Castro, é uma profissional multidisciplinar, com um percurso académico e de vida rico e diversificado, que vai da Contabilidade e Gestão Turística ao Planeamento Estratégico, passando ainda por áreas como Tecnologia Alimentar, Recursos Humanos e Agricultura. Com uma forte vocação para a educação e o desenvolvimento humano, defende uma escola de qualidade que valorize cada pessoa como única. Conservadora moderada, mãe de quatro filhos e cristã, traz consigo uma visão assente na dignidade da pessoa humana, na família, no valor da vida, na solidariedade e na caridade.
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➡️ A autora analisa de forma crítica a ideologia de género, debatendo como pode impactar as crianças, defendendo uma abordagem baseada em factos, dados científicos e na proteção de valores tradicionais.
➡️ Uma leitura crucial para quem se recusa a ficar em silêncio.
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Setembro 02, 2025
Maria Helena Costa

Uma das ferramentas mais úteis da busca pelo poder é o sistema educativo.[1]
A Torá (nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (bíblia dos judeus) ou os 5 primeiros do Antigo Testamento) ordena ao povo de Deus que ensine os seus filhos no caminho em que devem andar. Os Jesuítas, segundo reza a História, costumavam dizer: «Dêem-me uma criança até aos 7 anos e farei dela meu discípulo para o resto da vida». De Karl Marx a Adolf Hitler, do humanismo secular ao islamismo radical, para o bem e para o mal, a educação sempre foi usada como instrumento de mudança.
Em 1921, Alexandra Kollontai, feminista radical, comunista, escreveu o livro “Família e comunismo”[2], cujas “profecias” se tornaram realidade no dia-a-dia de todos nós. Sob a capa da “defesa da mulher”, ela propunha:
Chegará um dia, mais cedo ou mais tarde, em que a mulher trabalhadora não terá que se ocupar do seu próprio lar. Na Sociedade Comunista de amanhã, esses trabalhos serão realizados por uma categoria especial de mulheres trabalhadoras dedicadas unicamente a essas ocupações. […] Portanto, vemos que as […] tarefas domésticas que ainda pesam sobre a mulher dos nossos tempos desaparecerão com o triunfo do comunismo. A mulher trabalhadora não terá do que reclamar porque a sociedade comunista terá acabado com o jugo doméstico e tornará a sua vida mais alegre, mais rica, mais livre e mais completa.
Só que, como todos sabemos, não foi o “triunfo do comunismo” – que se revelou o maior fracasso da História - que nos facilitou as tarefas domésticas, mas sim com o triunfo do capitalismo, sobre o comunismo, em finais do século XX, com a revolução tecnológica e a descida de preços dos electrodomésticos que emancipou a mulher de um sem-número de tarefas: hoje, podemos lavar a roupa e a loiça sem sequer molhar as mãos, aspirar o chão com a ajuda de um aspirador, cozinhar com a ajuda de um sem-número de robôs, que tanto nos facilitam a vida e a tornam mais leve, alegre, rica, livre e completa e, claro, também ajudam o homem a envolver-se nas tarefas domésticas.
Mas, como Kollontai, que havia abandonado o seu filho para se dedicar à militância comunista, percebeu, era preciso «lidar com o problema dos filhos.» Para isso, ela propunha que o Estado dos Trabalhadores (o estado comunista/socialista) viesse em auxílio da família, substituindo-a gradualmente para que, finalmente, a Sociedade [colectividade] tomasse conta de todas aquelas obrigações que antes recaíam sobre os pais.
Assim, à medida que desaparecessem, um a um, os trabalhos domésticos da família, todas as obrigações de sustento e criação dos filhos seriam desempenhadas pela sociedade [Estado] e não pelos pais. Alessandra prossegue:
«Já existem casas para as crianças em fase de amamentação, creches, jardins de infância, colónias de férias e lares para crianças, enfermarias e postos de saúde para os doentes ou para pessoas que precisam de cuidados especiais, restaurantes, refeitórios gratuitos para os estudantes nas escolas, livros de estudo gratuitos, roupas e calçado para as crianças dos estabelecimentos de ensino. Tudo isso não é uma demonstração suficiente de que a criança sai do marco estreito da família, e que o peso da sua criação e educação passa dos pais para a colectividade? No que diz respeito à instrução dos filhos, em escolas primárias, institutos e universidades, já se converteu numa obrigação do Estado, inclusivé na sociedade capitalista.»
Por outro lado, as ocupações da classe trabalhadora, as condições de vida, obrigam, inclusivé na sociedade capitalista, à criação de ATL’s, creches, asilos, etc. Quanto mais consciência tiver a classe trabalhadora dos seus direitos, quanto melhor estiverem organizados em qualquer estado específico, tanto mais interesse terá a sociedade no problema de aliviar a família do cuidado dos filhos. […] O homem novo, da nossa nova sociedade, será modelado pelas organizações socialistas, creches, jardins infantis, ATL’s, escolas etc, e muitas outras instituições desse tipo nas quais a criança passará a maior parte do dia e onde educadores inteligentes a converterão num comunista consciente […].
Tão actual, não é? Agora, que já percebemos que o plano “profetizado” por Kollontay está implementado, surge a pergunta:
Qual foi o objectivo do Estado Socialista ao tornar obrigatória a disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento” e as políticas identitárias?
É fácil. Para manter o socialismo no poder – e depois de converter o “direito à educação” na “obrigação de depositar as crianças na escola dos 6 aos 18 anos de idade”- os políticos, por meio de leis geradas e aprovadas na Assembleia da República e aplicadas às escolas pelo Ministério da Educação, querem FORMATAR a mente das crianças, das criaturas mais vulneráveis da sociedade, que, na escola, ficam desprotegidas, sem a protecção dos pais ou de uma pessoa que as ame de facto, e à mercê de agentes públicos, financiados pelo Estado, para – como escreveram Gramsci e Lenine – dominar a mente das crianças e garantir eleitores para as próximas décadas.
A entrada das crianças na escola cada vez mais cedo (já se fala nos 3 anos como idade o início da escolaridade obrigatória[3]) evita que elas sejam educadas pelos seus pais, com quem aprendem a fé, princípios e valores da família, ganhem laços afectivos fortes e duradouros, que, anos mais tarde - apesar do ensino escolar as tentar formatar e ainda que durante algum tempo defendam o que lhes é incutido, contra aquilo que os pais lhes ensinaram – acabam por as fazer voltar ao ensino dos pais. Como diz o Sábio em Provérbios cap. 22 vers. 6:
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.
E, por favor, se respeita a liberdade individual e os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, não diga que o Estado é laico e que a religião não é para aqui chamada, porque, “laico” significa um Estado no qual existe liberdade para cada um praticar a sua fé/religião sem que o Estado imponha ao povo uma religião obrigatória. Aliás, o que está a ser promovido e ensinado nas escolas, actualmente, são outras religiões: wokismo, marxismo, estatismo, panteísmo, ateísmo, animalismo, etc..
Numa sociedade [des]governada pelo socialismo, com ou sem D, o papel da escola como agente político, além de desconstruir a identidade e a sexualidade das crianças e de voltar os filhos contra os próprios pais, é roubar a individualidade e a própria identidade das crianças, colectivizá-las, fazer como que todas pensem da mesma forma – PERFIL DO ALUNO À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA[4] – para serem convertidas em socialistas [in]conscientes.
Quando o socialismo, violando claramente o Art. 43º .2. da Constituição[5], controla e domina a mente das crianças garante eleitores para daqui a duas décadas ou três.
As férias grandes estão a chegar ao fim e todos aguardamos para ver quais foram as amarras ideológicas que foram retiradas do ensino, pois não ignoramos que a filosofia da sala de aula desta geração será a filosofia de vida da próxima e que “quem controla a Escola governa o mundo”.[6]
[1] https://www.amazon.com/controla-escolas-governa-mundo-Portuguese-ebook/dp/B010U0SL8W
[2] https://profes.com.br/NathaliaGoes/blog/alexandra-kollontai-o-comunismo-e-a-familia
[3] https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo-quer-escolaridade-obrigatoria-aos-tres-anos
[4] https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf
[5] https://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx
[6] https://www.amazon.com/controla-escolas-governa-mundo-Portuguese-ebook/dp/B010U0SL8W