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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

É URGENTE COMEÇAR A DENUNCIAR TAMBÉM OS MÉDICOS PORTUGUESES

Setembro 10, 2025

Maria Helena Costa

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Por Marisa Antunes

A medicina afirmativa de género está fora de controlo e a deixar um rasto de jovens vítimas.
Se é certo que por cá a prescrição de bloqueadores hormonais a crianças é residual (o caso em denúncia neste post) - apesar das pressões do lobby trans português -, já não são assim tão residuais as cirurgias de "mudança de sexo" a pessoas muito jovens, com 18 anos ou pouco mais, miúdos invariavelmente destruídos que se "autodeterminam' como do sexo oposto, recebendo livre passe para hormonas e cirurgias.
No ano passado, a média, só nos primeiros cinco meses do ano, era de duas cirurgias de mudança de sexo por semana e só no SNS. Uma gota neste pântano que já conta com vários privados a operar estes jovens como o Instituto da Face e o hospital da Ordem de São Francisco, no Porto, pelas mãos muito requisitadas do cirurgião Gustavo Coelho....
No grupo de pais do Juventude em desTransição (JeT), da Genspect (que não conseguem ser ouvidos em órgão de comunicação social algum apesar das várias tentativas) há casos de raparigas que receberam o aval do psiquiatra para seguirem para transição após uma única consulta de 10 minutos e de rapazes que na segunda ida ao hospital já estão na consulta de "preservação de fertilidade" porque a partir da terceira já vão fazer estrogénio. Isto no SNS.
É inadmissível que o ministério da Saúde perante todos os factos, eventos, polémicas e estudos científicos, depois do Cass Report, do WPATH leaks, da mudança de rumo por parte de vários países, incluindo os nórdicos (muito mais avançados nesta matéria) continue a achar normal seguir a abordagem afirmativa preconizada pela WPATH, tal como me foi transmitido na peça que a Sábado publicou:
https://lnkd.in/dM_Md24z
Quanto mais tempo passar, quanto mais vítimas houver, sem que nada se altere, mais explicações terá a ministra da Saúde, ex-Bastonária dos Farmacêuticos, a dar. Espero que os pais e os jovens detrans não se esqueçam de lhe cobrar.

Aqui, a conta do Jet:
https://lnkd.in/ddz7P-G2

 

 

Um estudo finlandês de referência está a mudar a forma como abordamos as crianças transgénero

Março 27, 2024

Maria Helena Costa

A landmark study out of Finland suggests that medical interventions for transgender kids may not actually save their lives.

A landmark study out of Finland suggests that medical interventions for transgender kids may not actually save their lives.AFP via Getty Images

 

Por: Benjamin Ryan
Publicado: em 24 de fevereiro de 2024

O movimento que apoia tratamentos de transição de género para crianças baseia-se na afirmação de que as intervenções médicas pediátricas não são apenas "medicamente necessárias" - mas verdadeiramente "salvam vidas". No entanto, nenhum investigador tentou descobrir se essa afirmação é verdadeira. Até agora.

Um novo e importante estudo realizado na Finlândia descobriu que a prescrição de hormonas de sexo cruzado e cirurgias de transição de género a adolescentes e jovens adultos não parece ter qualquer efeito significativo nas mortes por suicídio. Além disso, a angústia e desconforto de género suficientemente graves para enviar os jovens para uma clínica de género também não estava ligada de forma independente a uma maior taxa de mortalidade por suicídio.

O que é que estava independentemente ligado a uma maior probabilidade de suicídio em jovens adultos?

Um elevado número de consultas com especialistas em saúde mental; por outras palavras, problemas graves de saúde mental. Assim, os investigadores concluíram duas coisas:  Em primeiro lugar, que as mortes por suicídio eram mais elevadas, mas ainda assim raras, nos jovens com stress de género. E segundo, que a taxa de suicídio mais elevada deste grupo estava relacionada com o facto de terem uma taxa mais elevada de problemas psiquiátricos graves e não com a sua angústia ou desconforto de género. O que estes jovens precisam com mais urgência, concluíram os autores do estudo, é de cuidados de saúde mental abrangentes - e não necessariamente de intervenções médicas controversas.

Este estudo chega ao cerne de um debate aceso: se a elevada taxa de problemas de saúde mental dos jovens identificados como trans é maioritariamente causada pelo julgamento severo da sociedade em relação às pessoas trans. Ou se, como muitos cépticos defendem, pelo menos alguns jovens podem identificar-se como trans como forma de lidar com problemas de saúde mental que não são motivados pela identidade de género.

Erica Anderson, um homem transidentificado que se identifica como mulher, psicólogo e antigo director da USPATH, parte da Associação Profissional Mundial de Medicina Transgénero WPATH, disse que o novo estudo finlandês «vai fazer um grande impacto». Ele desaprovou uma pergunta comum que as clínicas de género fazem aos pais que estão em risco: «Preferem ter um filho vivo ou uma filha morta?» «É muito pouco ético dizer esse tipo de coisa aos pais», disse a Dra. Riittakerttu Kaltiala, líder do novo estudo, publicado a 17 de Fevereiro, e psiquiatra de topo de adolescentes no Hospital Universitário de Tampere, na Finlândia. «Não se baseia em factos».

O Dr. Marci Bowers [homem transidentificado que se identifica como mulher], cirurgião de afirmação de género e presidente da WPATH, disse: «O suicídio é, e sempre foi, uma forma deficiente de medir a eficácia dos cuidados de afirmação do género. Por vezes, tem sido apresentado como uma razão para justificar os cuidados de afirmação do género, dizendo que os doentes têm níveis mais elevados de ideação suicida, e tudo isso é verdade. Mas essa não é a medida da eficácia dos cuidados de afirmação do género. No que me diz respeito, esse barco já zarpou. É esmagadoramente eficaz».

As conclusões da investigação da Dra. Kaltiala vão contra uma vasta e poderosa coligação de apoiantes do tratamento de transição de género para jovens, que afirmam que este salva vidas - incluindo a WPATH, as principais sociedades médicas dos EUA, como a Academia Americana de Pediatria, a ACLU e grupos LGBTQ como a GLAAD e a Human Rights Campaign. A própria Dra. Kaltiala já foi uma defensora do tratamento de transição de género para adolescentes. Lançou uma das primeiras clínicas pediátricas de género da Finlândia em 2011, mas rapidamente começou a ter dúvidas. Desde então, várias equipas de investigadores analisaram sistematicamente os estudos disponíveis sobre a medicina de transição de género para crianças. Todos eles consideraram a ciência inferior e incerta.

Para o seu novo estudo, a equipa da Dra. Kaltiala baseou-se nos registos de saúde nacionalizados da Finlândia. Eles examinaram os registos de todas as 2,083 pessoas que tiveram sua primeira visita a qualquer uma das duas clínicas de género do país aos 22 anos ou menos - aos 18 em média e tão jovens como com 8 anos - de 1996 a 2019. Esses pesquisadores reuniram um grupo de comparação de quase 17,000 finlandeses. Este grupo incluía oito pessoas por cada pessoa com perturbação de género, de acordo com a sua idade e local de nascimento. Havia uma média de quase 7 anos de informações de saúde sobre cada pessoa, até junho de 2022. Trinta e oito por cento dos jovens com perturbações de género tomaram hormonas de sexo cruzado ou foram submetidos a cirurgias de transição de género. Muitos iniciaram este tratamento antes dos 18 anos, disse a Dra. Kaltiala. Registaram-se 55 mortes. Vinte foram suicídios, incluindo 7, ou seja 0,3 por cento, dos jovens com angústia ou desconforto de género e 0,1 por cento do grupo de comparação.

Descobriu-se que nem ir a uma clínica de género nem submeter-se a um tratamento de transição de género estava vinculado a uma diferença significativa independente na taxa de suicídio construída num estudo de 2023 pela Dra. Kaltiala.

Esse artigo mostrou que, depois que as pessoas receberem tratamento de transição de género, elas não consultaram especialistas psiquiátricos com menos frequência. Isto sugere que o tratamento não melhorou a sua saúde mental. «Não devemos pensar que a mudança de sexo, por si só, é toda a ajuda de que necessitam», disse a Dra. Kaltiala sobre os jovens com problemas de género.

Paul Garcia-Ryan, presidente da Therapy First, que apela ao aconselhamento como tratamento prioritário para a angústia ou desconforto de género dos jovens, apontou para as directrizes que dizem que os jornalistas e os médicos não devem simplificar demasiado o suicídio ou dizer que é uma resposta esperada a qualquer fator. Se o fizerem, disse Garcia-Ryan, podem na realidade causar «ou agravar os pensamentos suicidas em jovens vulneráveis».

Resta saber se os defensores do acesso por adolescentes a medicamentos para a transição de género levarão a peito as conclusões do estudo finlandês.

A GLAAD, por exemplo, afirmou que a «ciência está estabelecida» relativamente aos benefícios deste tipo de tratamento.

Mas a ciência é complexa e está sempre a evoluir. Inovadores e baseados em dados, estes estudos finlandeses sugerem fortemente que chegou o momento de nos afastarmos das afirmações de que as intervenções médicas salvam a vida dos jovens e de aumentarmos o apoio aos cuidados de saúde mental.

Fonte

 

Há cada vez mais raparigas a identificarem-se como rapazes

Fevereiro 05, 2024

Maria Helena Costa

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Imagem: Enquanto a própria OMS parece ter chegado à conclusão a que muitos países já chegaram...

No dia 21 de Dezembro de 2023, fomos informados de que, de 2011 até então, quase 200 menores já mudaram de sexo em Portugal. De acordo com a notícia: «Este ano (2023), até 19 de Dezembro, 69 menores mudaram de género e de nome: 18 meninas e 51 meninos (o género após a alteração). Ou seja: 18 meninos e 51 meninas. No total, de 2018 até agora, 187 adolescentes de 16 e 17 anos iniciaram o processo de transição de identidade de género.» Em Março (2023) ficámos a saber que já eram 118 os menores que haviam mudado de sexo e, que: «Do total dos pedidos dos menores, 88 foram para passar do género feminino para o masculino e 30 para passar do género masculino para o feminino.» Portanto, e caso o objectivo dos jornalistas não seja mesmo o de confundir os leitores, creio que os números actuais são impossíveis de conhecer, pois as contas teimam em não bater certas… Aqui ficam os números noticiados, desde que a Lei 38/2018 foi aprovada:

Em 2018, ano em que foi publicada a lei que permite a mudança de sexo por menores, 11 menores mudaram de sexo no CC;

  • Em 2019, foram 19 menores;
  • Em 2020, foram 16 menores;
  • Em 2021, foram 30 menores;
  • Em 2022, foram 45 menores;
  • Em 10/03/2023, já eram 118 menores?

 Estranho, pois, se tivermos em conta os números noticiados até aqui, na verdade teríamos 121…

Para quem estuda os efeitos nefastos da ideologia de género nos mais novos, estes números não constituem nenhuma novidade. Aliás, já escrevi vários artigos, alguns deles publicados pelo Observador, nos quais mencionei que, em Setembro de 2018, no Reino Unido, Penny Mordaunt, ministra do governo britânico, ordenou que se investigasse o facto de tantas meninas estarem a identificar-se como meninos e a quererem «mudar de sexo».

O resultado dessa investigação, que levou ao encerramento da maior clínica de «mudança de sexo» para menores de idade no Reino Unido, revelou que, em menos de uma década, à medida que as políticas de género adentravam as escolas e os influencers trans influenciavam os seus seguidores, o número de menores de idade encaminhados para tratamento de «mudança de sexo» havia disparado: de 97 pedidos (57 rapazes e 40 raparigas) , entre 2009-2010; para 2519 pedidos (713 rapazes e 1806 raparigas) entre 2017-2018, o que corresponde a um aumento global de aproximadamente 2500%. No caso particular das raparigas, o aumento foi de 4415%.

Sim, leu bem, MAIS de QUATRO MIL POR CENTO. Os dados oficiais mostram que o número de meninas que querem mudar de sexo aumentou de 40, em 2009/10, para 1.806 em 2017/18. 

É pouco provável que quem saiu do ambiente escolar há mais de 5 anos tenha conhecido alguém que fosse transexual porque, de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, a disforia de género afectava apenas cerca de 1 em cada 10 000 pessoas, ou seja, 0,01% da população e quase nenhum desses casos era de raparigas adolescentes. De facto, antes de 2012, não existia literatura médica ou científica sobre raparigas adolescentes que quisessem mudar de sexo. Isso não significa que não se soubesse da existência de transexuais.

O transtorno da sexualidade, que mais tarde foi cunhado como «disforia de género» e que hoje, por pressão do lóbi trans, é designado como «incongruência de género» – que sempre significou o desconforto grave em relação ao sexo biológico de uma pessoa – tem vindo a ser estudado há cerca de 100 anos. A ciência diz-nos que afectava quase que exclusivamente os rapazes, que começavam a senti-lo entre os 2 e os 4 anos de idade e que afirmavam veemente e persistentemente, a todos os que os rodeavam, que eram raparigas.

Ora, quando uma parafilia, que praticamente só afectava os rapazes, começa subitamente a afectar as raparigas e quando a idade em que se revela passa dos 2-4 anos para a adolescência, algo de muito preocupante se está a passar.

Ciente disso, em 2016, a investigadora de saúde pública da Universidade de Brown, Lisa Littman, resolveu estudar o aumento súbito de raparigas adolescentes que se identificavam como trans e concluiu que a influência dos pares e dos meios de comunicação social tinham um peso tremendo nessa decisão. Afinal, de acordo com os relatos dos pais, nenhuma daquelas raparigas tinha apresentado quaisquer sintomas de disforia de género na idade em que normalmente se manifestam pela primeira vez: a primeira infância.

O YouTube, o Reddit, o Tumblr, o TikTok e o Instagram dão voz a influenciadores populares das redes sociais – uma espécie de estrelas de Hollywood de proximidade com as quais se pode interagir – que insistem na mentira: se te sentes desconfortável com o teu corpo, se não te encaixas nos estereótipos sociais estabelecidos para o teu sexo, é porque és trans. Muitos, chegam ao cúmulo de prometer, aos influenciados, que assim que começarem o tratamento com testosterona todos os seus problemas desaparecerão.

Não. Eu não tenho nada contra essas raparigas (nem contra os rapazes) e não duvido que elas estejam a sofrer um verdadeiro tormento psicológico. Afinal, apesar de todas as políticas «para melhorar a vida dos mais novos», a verdade é que as taxas de ansiedade, depressão, e os casos de auto-mutilação não param de aumentar. Uma solução rápida é demasiado tentadora: um vídeo do YouTube, a sugestão de um amigo que já está a fazer a transição, e quem está a sofrer acredita na fantasia de que «mudar de sexo» é a solução.

Infelizmente, como essas raparigas não sofrem realmente de disforia de género a «mudança de sexo» raramente oferece alívio. E, aprovar políticas públicas que impedem os profissionais de saúde de exercerem de facto a sua profissão, obrigando-os a afirmar e a medicar à vontade do freguês, é um erro catastrófico. Políticos, médicos, psicólogos e educadores, que empurram adolescentes confusos e fragilizados para «uma solução» que quase de certeza os irá prejudicar em vez de curar, causando-lhes danos irreversíveis, como: alto risco de infertilidade, disfunção sexual e a criação de dependência química permanente, deveriam ser responsabilizados quando o arrependimento chegar. No Reino Unido, 1000 jovens têm uma acção judicial conjunta contra a clínica Tavistock.

Tragicamente, e muito antes de as crianças estarem preparadas psicológica ou emocionalmente para tomar decisões que mudarão toda a sua vida, as políticas públicas abriram uma auto-estrada de 6 faixas livres para elas seguirem rumo à «mudança de sexo». Hoje, é fácil para um adolescente obter testosterona.

No dia 18 de Janeiro de 2024, a Revista Sábado publicou uma investigação que tem como título «Os dramas de quem mudou de sexo». Ao ler a reportagem, ficamos a saber que, e à semelhança do que acontece noutros países, começam a surgir cada vez mais arrependimentos por parte de jovens que fizeram o processo de transição e que «há consultas de género, no SNS, que não duram mais de 15 minutos» e das quais os adolescentes saem com diagnósticos de «disforia de género» e com receitas de hormonas do outro sexo. […] Também somos informados do «impacto do contágio social online nesta nova vaga de pessoas ‘transgénero’ na adolescência e principalmente entre as raparigas». Esse contágio social está muito bem documentado e a sua «relação com outros fenómenos como a anorexia, bulimia, ou os comportamentos auto-lesivos, está estabelecida». Numa caixa de texto, pode ler-se: «Na Clínica privada, Instituto da Face, referenciada pelas associações LGBTQ, o número de cirurgias no âmbito dos processos de transição subiu 450% em 2021 e 82% em 2022». «Fingir que a disforia de género não sofre impacto pelo contágio social é ter medo da verdade.»

Nos EUA, onde a ideologia de género foi implementada há mais tempo, em alguns Estados, menores de idade podem entrar numa clínica de género – sim, há clínicas de género em todo o país (e por cá já vamos para a quarta) – e sair com uma receita de hormonas do outro sexo, sem a autorização dos pais. Raparigas de dezasseis anos podem submeter-se a mastectomias duplas sem que um terapeuta tenha tentado diagnosticar a origem do transtorno ou da «incongruência». E, não se esqueça, a decisão de bloquear a puberdade pode ser tomada por volta dos 8-12 anos.

Previsivelmente, e como estamos a falar de adolescentes, a «mudança de sexo» precipitada tem como resultado um número crescente de arrependimentos e uma epidemia de amputados/castrados. É só pesquisar no YouTube e noutros canais para nos depararmos com novos testemunhos de adolescentes e jovens adultos que reconhecem ter cometido um erro terrível e avisam os outros para não cometerem o mesmo erro.

A pergunta é: como protejo a minha filha de forma a não ser arrastada para esta tendência perigosa e crescente?

Em primeiro lugar, passando mais tempo com ela e limitando a sua exposição às redes sociais. Já há vários estudos académicos que associam as taxas alarmantes de ansiedade e depressão à experiência punitiva das adolescentes nas redes sociais, um lugar que, frequentemente, as faz sentir tristes, pouco atraentes e sozinhas.

Em segundo lugar, opondo-se ao ensino da ideologia de género na escola. A doutrinação sobre o conceito ideológico de uma suposta «identidade de género» começa no infantário e prossegue até ao ensino secundário. Durante 15 anos, as crianças são bombardeadas com a ideia de que a «identidade de género é totalmente independente do seu sexo físico, que é algo que só elas podem sentir e decidir». As escolas podem e devem agir no sentido de que todas as crianças sejam tratadas com respeito, mas sem semear a confusão sexual nos alunos.

Em terceiro lugar, mas não menos importante, lembre-se de que uma adolescente continua a ser apenas uma adolescente. Ainda que a perversa lei que tem por título «proibição das terapias de conversão» imponha o contrário e aponte para a inibição da paternidade entre os 2 e os 20 anos, os pais não são obrigados de concordar com todas as proclamações de identidade que a sua filha faz. Ela conhecer-se-á melhor com o decorrer do tempo. Até lá, ser o adulto na relação é a coisa mais carinhosa que pode fazer por ela.


Maria Helena Costa

O arrependimento da «transição de género»

Fevereiro 01, 2024

Maria Helena Costa

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A imagem refere um caso de arrependimento cá em Portugal

O arrependimento da «transição de género»: as consequências trágicas que os activistas não querem que saiba

Infelizmente, não existe uma solução fácil para aqueles que querem detransicionar (NT: voltar a identificar-se com o sexo natal), deixando esses indivíduos a sofrer os efeitos deletérios dos «cuidados de afirmação do género».

 Há uma citação de Abigail Shrier em Irreversible Damage: The Transgender Craze Seducing Our Daughters (A Loucura Transgénero: Seduzindo as Nossas Filhas) que me vem frequentemente à cabeça. Shrier descreve em pormenor a forma como as adolescentes em dificuldades se agarram frequentemente à ideologia de género como resposta aos problemas - uma resposta que parece estar facilmente disponível e parece ser socialmente popular.

Talvez o maior risco de todos para a adolescente que se agarra a esta identidade do nada, como se fosse a boia insuflável que ela espera que a salve, seja também, de certa forma, o mais devastador", escreveu Shrier, "que ela acorde uma manhã sem seios e sem útero e pense, eu tinha apenas 16 anos na altura. Uma criança. Porque é que ninguém me impediu?

Essa história já se desenrolou inúmeras vezes desde que ela escreveu essas palavras. Uma dessas histórias, publicada pela Fox News, é intitulada Maria-rapaz que se arrependeu da transição de género começa a chorar descrevendo a dificuldade da cirurgia de remoção dos seios. A influenciadora do TikTok Nikita Teran, que ainda se identifica como «parte da comunidade LGBTQ+», veio a público revelar que lamenta profundamente o seu percurso «transgénero», «incluindo tomar testosterona e remover os seios».

Em declarações à Fox News, Teran afirmou que «gostaria que os médicos que a trataram tivessem feito mais perguntas para descobrir os problemas psicológicos comórbidos que ela tinha na altura» e apontou o abandono da família pelo pai, que parece ser um catalisador dos seus sintomas de disforia de género.

«Provavelmente chamar-lhe-ia algo como depressão», disse Teran à Fox. «Antes de entrar em contacto com a clínica de género, estive noutra unidade para crianças com problemas de saúde mental. Por isso, pensei que poderia obter algum tipo de ajuda. Eu não estava lá por causa da disforia de género; estava naquela unidade por causa de problemas de saúde mental. Eles não sabiam o que fazer comigo».

«Quando vim para a unidade trans, fui muito aberta acerca do meu pai e da minha família e acho que chorava em todas as reuniões que tinha com eles quando falava do meu pai. Mas, mesmo assim, eles não viram nisso nenhum sinal de alerta», continuou. «Gostava que me tivessem impedido. Gostava que tivessem visto as bandeiras vermelhas e percebido que isto podia ser disforia de género causada por um trauma ou coisas do género.»

Como vimos em muitos destes casos, a transição de Teran foi acelerada. A sua disforia de género começou no meio da adolescência; visitou a clínica pela primeira vez aos 17 anos; começou a tomar testosterona no ano seguinte; e teve os seus seios saudáveis removidos cirurgicamente aos 19 anos. «Estava muito assustada», recorda. «Estava muito nervosa. Nunca tinha sido operada antes [mas]... só queria acabar com isto e viver a minha vida. Depois da primeira cirurgia, sentia-me muito doente e eles repararam que havia algo de errado comigo. Não me lembro qual era o problema. Acho que era uma hemorragia interna».

«O meu peito estava muito, muito cheio de sangue. Por isso, nessa mesma noite, tive de ser levada rapidamente para as urgências para ser operada de novo. Ter de passar por essa segunda cirurgia foi muito assustador. Não me era permitido trabalhar. Estava quase sempre deitada em casa».

O seu alívio por ter feito a «transição» de rapariga para rapaz durou menos de um ano. Aos 20 anos, começou a perguntar-se porque é que tinha feito aquilo. Os efeitos secundários - que são extremamente comuns, mas constantemente negados por proeminentes activistas trans - também começaram a aparecer, incluindo a atrofia vaginal provocada pela testosterona que estava a tomar. O seu médico disse-lhe para deixar de tomar. 

«Foi muito surpreendente para mim, porque quando se começa a tomar testosterona, eles explicam-nos o que esperar», disse Teran à Fox. «E eu sabia das coisas principais, como a voz e os pelos do corpo, os pelos faciais. E a linha do cabelo a recuar. Não fazia ideia do que era [vaginite atrófica]. Andava a correr de um lado para o outro com diferentes médicos que não sabiam nada sobre doentes trans. E foi... uma altura muito confusa e assustadora para mim, porque não sabia o que estava a acontecer ao meu corpo».

Teran teve duas quebras de tensão ao descrever o seu arrependimento por ter retirado os seios. Ela agora detransicionou - parou de tomar testosterona e deixou de se identificar como homem - e abandonou a escola enquanto «pensa nos próximos passos para o seu futuro». Ela não sabe o que quer fazer a seguir. «Sinto que preciso de começar de novo num sítio novo.»

Espero que ela consiga. Entretanto, passará uma vida inteira a lidar com os efeitos físicos dos «cuidados de afirmação do género» constantemente promovidos pelos políticos progressistas e pela imprensa. Iremos ouvir milhares de histórias semelhantes nos próximos anos.

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Fonte: O arrependimento da "transição de género": as consequências trágicas que os activistas não querem que saiba

Por: Jonathon Van Maren

 

 

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