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Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

Identidade de Género - Ideologia ou ciência?

Todos os alunos e professores estão a levar com políticas ideológicas de género que anulam proteções baseadas no sexo ao dar prioridade aos sentimentos em vez da biologia.

NA AGENDA PRÓ-TRANS DO "PÚBLICO" NEM OS BEBÉS ESCAPAM

Setembro 09, 2025

Maria Helena Costa

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Imagem: https://www.publico.pt/2025/04/24/p3/noticia/maes-trans-conseguem-amamentar-lactacao-induzida-enfrentam-preconceitos-2130934

Por Marisa Antunes

Ainda a reboque de um 'post' recente sobre o abuso infantil que é praticado pelos chalupas para ir ao encontro de insanidade ideológica, recebi de uma pessoa que simpaticamente lê aqui os meus textos, esta 'pérola' do 'Público" e que me tinha escapado... E como se enquadra bem no tema no sacrifício das crianças à IG a que nem os recém-nascidos escapam, cá vai ...
Republicando um texto da Folha de S. Paulo, o "Público" partilha as 'inclusivas' histórias de duas "mulheres" trans (homens biológicos) para produzir "leite" dos seus mamilos masculinos para amamentar os seus bebés...
Sem surpresas, o artigo apenas segue a 'inclusiva' narrativa pró-trans ocultando os graves riscos da dita substância para os bebés - o uso do medicamento que induz a "lactação" em homens foi proibido nos EUA pela FDA, uma vez que há riscos de criar problemas cardíacos aos bebés!!! Imagine-se!
Ao longo do texto discorre-se longamente sobre a forma como o "leite personalizado" produzido pelas "gestantes", leia-se, homens biológicos, é produzido, desde a terapia hormonal necessária até ao "desenvolvimento doloroso dos ductos mamários, os canais de drenagem do leite", passando pela "estimulação dos seios com bombas elétricas de sucção". Aborda-se ainda o "significado simbólico" desta amamentação em "casais trans heterossexuais" - leia-se mulher trans (homem biológico) com homem trans (mulher biológica, que pode já estar mastectomizada), do 'vínculo emocional' que se cria com o bebé e do "stress" que foi causado pela reação exacerbada de muita gente a uma postagem nas redes sociais de uma das "gestantes" e que lhe "afetou a produção de leite logo após a primeira semana"... O tx inclui ainda os depoimentos de duas prestimosas médicas brasileiras que garantem que "não há provas de que a indução tenha efeitos negativos no desenvolvimento infantil"...
Será bem assim? O que não está escrito no artigo é que a ingestão desta mistela carregada de hormonas por recém-nascidos tem sido altamente polémica nos países onde foi permitida. como aconteceu, por ex. no Reino Unido, como se pode ler aqui:
https://lnkd.in/dy5EsDxj
Tal como não se escreve uma única linha sobre o protocolo da FDA que desaconselha o seu uso:
https://lnkd.in/dcz8NUnT
Ou que o NHS britânico acabaria por restringir a dita substância, desde o ano passado, como se pode ler aqui:
https://lnkd.in/dB5Y2s-i
Onde está esta informação altamente pertinente e cuja omissão pode colocar em risco a vida de bebés?? Onde está a Ética e Deontologia do código dos Jornalistas? Isto é extremamente grave. ERC?? Alôoo??


https://lnkd.in/dXDWH6wy

Falsidades acerca da medicina de género

Março 26, 2024

Maria Helena Costa

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São várias as afirmações FALSAS subjacentes aos chamados “cuidados de saúde afirmativos de género”:

1) o surgimento de uma identidade trans resulta de um auto-conhecimento mais profundo
2) as identidades trans são imutáveis e para a vida (daí o fazerem-se tratamentos e cirurgias irreversíveis inclusivamente em menores)
3) existem evidências científicas de qualidade que apontam para benefícios a nível de disforia de género e saúde mental ao transicionar-se
4) o processo de transição conduzirá a uma redução das taxas de suici*** da população trans mais jovem

Nenhuma destas afirmações é verdadeira. Existem muitos outros pressupostos não comprovados ou falsidades acerca da medicina de género e da ideologia subjacente já expostos em estudos científicos ou estudos científicos sistemáticos.

Protejam as crianças.
#nãohácriançastrans

Os homens já podem bater nas mulheres

Março 26, 2024

Maria Helena Costa

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Quem diria que chegaria o dia em que os homens poderiam surrar uma mulher em público e mandá-la para o hospital sem serem processados e presos por isso? É isso, de facto, que tem acontecido em lutas de MMA, ao permitir que, por exemplo, Fallon Fox e McLaughlin, homens biológicos, lutem como mulheres – contra mulheres - só porque se identificam como tal.

Qual foi a consequência desta decisão?

A que era de esperar. Em 2014, Fox mandou a lutadora Tamikka Brents para o hospital com o crânio partido e uma concussão. Brents, a única mulher no combate, precisou de sete agrafos cirúrgicos para “costurar” as feridas. Apesar de ser uma lutadora treinada, ela disse: «Nunca me senti tão dominada em toda a minha vida.»

Alguém ouviu as feministas a exigir uma pena exemplar para o agressor?

- Claro que não. Afinal, não foram elas que inventaram a lenda de que o homem e a mulher são iguais? Que as diferenças entre ambos são apenas fruto de uma narrativa machista opressora? Não foi esta falácia, que nega que haja diferenças entre homens e mulheres, que levou à crença espantosa de que os homens e as mulheres não nascem homens ou mulheres; que lhes atribuem um sexo à nascença – masculino ou feminino – mas que eles são mesmo é do sexo que auto-determinarem ser?

A ideia de que a identificação sexual é uma escolha pessoal até pode fazer sentido para alguns, mas na verdade é uma visão absolutamente anti-científica que ignora um dos factos mais essenciais da vida: os homens e as mulheres são inerentemente diferentes. Os seus cérebros são diferentes, as suas hormonas são diferentes, os seus cromossomas são diferentes e, claro, os seus corpos são diferentes e a sua força é diferente. Nenhuma quantidade de artigos revistos por pares dos departamentos de estudos de género pode mudar a natureza. Mas, infelizmente, isso não impedirá as elites progressistas que dirigem as nossas universidades, os meios de comunicação social, muitas das nossas maiores empresas e até as nossas escolas de nos imporem a narrativa ideológica do género.

E, claro, as mulheres pagarão um preço especialmente elevado pela sua omissão e permissividade. Isto, porque o argumento de que homens e mulheres são iguais leva invariavelmente a que as mulheres sejam julgadas segundo um padrão masculino. Ou, dito de outra forma, para ser mais mulher, uma mulher tem de ser mais homem: tem de querer ter sexo casual como um homem ou com uma mulher; servir na frente de guerra como um homem; seguir uma carreira profissional como se fosse um homem; adiar ou desistir da maternidade.

Ok! Eu sei que há excepções, mas a esmagadora maioria das mulheres não procura sexo casual; não tem a força física dos homens; não partilha as mesmas prioridades de vida profissional que os homens e sente um forte desejo de ser mãe.

Ironicamente, esta ideia de que homens e mulheres são iguais ocorre numa altura em que a ciência nos diz, mais enfaticamente do que nunca, que somos diferentes. Portanto, aquilo que a sua avó considerava um dado adquirido - os homens e as mulheres são diferentes – é confirmado pela verdadeira Ciência e não pelos estudos de género por encomenda.

Mas, onde se tenta impor a ideologia não há lugar para a ciência. Não é por acaso que o movimento político/ideológico feminista tem vindo a pressionar as lojas de brinquedos no sentido de não dividir os brinquedos por sexo (apesar de numa primeira experiência, nos EUA,  as vendas terem caído drasticamente), a obrigar as escolas a tratar os alunos pelo nome/pronome correspondente ao sexo que auto-determinarem ser (como se fosse possível alguém mudar de sexo) e que até os espaços de intimidade, casas de banho e balneários, que foram pensados como espaços de segurança, passem a ser frequentados por pessoas do outro sexo, desde que essas pessoas sintam ser o que não são. Quando me lembro de que as feministas já pediram carruagens de metro e de comboios só para mulheres, para estas não serem assediadas pelos malvados dos homens, e agora defendem casas de banho nas quais qualquer homem possa entrar, junto com as mulheres, desde que alegue sentir-se uma delas… Nem sei que diga!

Nada do que aqui escrevo é dirigido ao pequeníssimo número de pessoas que sofre de facto de um transtorno da sexualidade, rebaptizado, por pressão ideológica, como «disforia de género» e, mais recentemente, como «incongruência de género». Por essas pessoas, e por todas aquelas que têm sido arrastadas pelo tsunami ideológico do género e se têm vindo a arrepender amargamente, tudo o que sinto é compaixão. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para as ajudar e para proteger a sua dignidade, mas não é preciso anular as diferenças sexuais definidas biologicamente para o fazer.

Mesmo depois de ter sido hospitalizada, Tamikka Brents sabia que tinha de ser politicamente correcta. Quando lhe perguntaram como explicava o facto de ter perdido daquela forma para um homem que dizia ser mulher, respondeu: «Não posso responder se é porque ela nasceu homem ou não, porque não sou médica». A revista Vice, que relatou o ocorrido, não teve qualquer simpatia por Brents e escreveu: «... o sexo biológico não é preto e branco».

Mas, a verdade é que o é. Quanto mais tempo permitirmos que o óbvio seja negado e não seja defendido, pior será - para rapazes e raparigas, para homens e mulheres. Mas muito especialmente para as mulheres.

Os sexos são diferentes. Homens e mulheres são diferentes. Eles só são iguais em valor e dignidade.

Em vez de tentarmos anular esta realidade, que só pode levar a mais confusão e sofrimento desnecessários, devemos recuar, maravilharmo-nos com ela e apreciá-la. As diferenças entre homens e mulheres estão entre as grandes maravilhas da criação.  

Em crianças, pensavam que eram trans. Agora já não pensam - Um novo e crescente grupo de pacientes

Fevereiro 16, 2024

Maria Helena Costa

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Há adultos transgénero que estão satisfeitos com as suas transições e, quer tenham começado a transitar quando eram adultos ou adolescentes, sentem que a transição mudou a sua vida e até salvou vidas. O número reduzido, mas em rápido crescimento, de crianças que manifestam disforia de género e que fazem a transição numa idade precoce, segundo os médicos, é um fenómeno recente e mais controverso.

Laura Edwards-Leeper, psicóloga fundadora da primeira clínica pediátrica de género nos Estados Unidos, afirmou que, quando iniciou a sua prática clínica em 2007, a maioria dos seus pacientes apresentava disforia de género de longa data e profundamente enraizada. A transição fazia claramente sentido para quase todos eles, e quaisquer problemas de saúde mental que tivessem eram geralmente resolvidos através da transição de género.

«Mas já não é esse o caso», disse-me recentemente. Apesar de não se arrepender de ter feito a transição do grupo anterior de pacientes e de se opor às proibições governamentais de cuidados médicos a transexuais, disse: «Tanto quanto sei, não há organizações profissionais que estejam a intervir para regular o que se está a passar».

A maior parte dos seus pacientes, disse, não tem antecedentes de disforia de género na infância. Outros referem-se a este fenómeno, com alguma controvérsia, como disforia de género de início rápido, em que os adolescentes, em particular as raparigas, expressam disforia de género apesar de nunca o terem feito quando eram mais novas. Frequentemente, têm problemas de saúde mental não relacionados com o género.

Apesar das associações profissionais afirmarem que há falta de investigação de qualidade sobre a disforia de género de início rápido, vários investigadores documentaram o fenómeno e muitos prestadores de cuidados de saúde têm visto indícios do mesmo nas suas práticas.

«A população mudou drasticamente», afirma Edwards-Leeper, ex-chefe do Comité da Criança e do Adolescente da Associação Profissional Mundial para a Saúde Transgénero, a organização responsável pela definição das directrizes de transição de género para os profissionais de saúde.

«Para estes jovens», disse-me ela, «é preciso ter tempo para avaliar realmente o que se está a passar, ouvir a cronologia e obter a perspectiva dos pais, a fim de criar um plano de tratamento individualizado. Muitos prestadores de cuidados de saúde estão a perder completamente esse passo».

No entanto, os profissionais de saúde e os cientistas que não acham que os médicos devam concordar automaticamente com o auto-diagnóstico de um jovem têm muitas vezes medo de se manifestar. Um relatório encomendado pelo Serviço Nacional de Saúde sobre a clínica britânica Tavistock, que, até ter sido encerrada, era o único centro de saúde do país dedicado à identidade de género, refere que «o pessoal dos cuidados primários e secundários disse-nos que se sente pressionado a adotar uma abordagem afirmativa inquestionável e que isso está em desacordo com o processo padrão de avaliação clínica e diagnóstico que foram treinados para realizar em todos os outros encontros clínicos».

Segundo Edwards-Leeper, das dezenas de estudantes que formou como psicólogos, poucos parecem ainda estar a prestar cuidados relacionados com o género. Embora os seus alunos tenham abandonado a área por várias razões, «alguns disseram-me que não se sentiam capazes de continuar por causa da resistência, das acusações de serem transfóbicos, de serem a favor da avaliação e de quererem um processo mais minucioso», afirmou.

Eles têm boas razões para serem cautelosos. Stephanie Winn, uma terapeuta matrimonial e familiar licenciada no Oregon, recebeu formação em cuidados de afirmação de género e tratou vários pacientes transgénero. Mas em 2020, depois de se deparar com vídeos de detransição on-line, ela começou a duvidar do modelo de afirmação de género. Em 2021, pronunciou-se a favor de uma abordagem mais ponderada da disforia de género, instando outros profissionais da área a prestarem atenção aos detransicionados, pessoas que já não se consideram transgénero após terem sido submetidas a intervenções médicas ou cirúrgicas.

Desde então, tem sido atacada por activistas transgénero. Alguns ameaçaram enviar queixas à sua comissão de licenciamento dizendo que ela estava a tentar fazer com que as crianças trans mudassem de opinião através de terapia de conversão.

Em abril de 2022, a Comissão de Conselheiros e Terapeutas Profissionais Licenciados do Oregon informou Winn de que estava a ser investigada. O seu caso foi finalmente encerrado, mas Winn não trata mais menores e pratica apenas on-line, onde muitos de seus pacientes são pais preocupados com crianças trans-identificadas.

«Não me sinto segura em ter um local onde as pessoas me possam encontrar», disse ela.

As pessoas que detransicionaram dizem que apenas os meios de comunicação social conservadores parecem interessados em contar as suas histórias, o que as deixou expostas a ataques como se fossem instrumentos infelizes da direita, algo que frustrou e desanimou todas as pessoas detransicionadas que entrevistei. Estas são pessoas que já foram crianças trans-identificadas, que tantas organizações dizem estar a tentar proteger - mas quando mudam de ideias, dizem, sentem-se abandonadas.

A maior parte dos pais e dos médicos estão simplesmente a tentar fazer o que pensam ser melhor para as crianças envolvidas. Mas os pais que têm dúvidas sobre o actual modelo de cuidados sentem-se frustrados pelo que consideram ser uma falta de opções.

Os pais disseram-me que era difícil equilibrar o desejo de apoiar compassivamente uma criança com disforia de género e, ao mesmo tempo, procurar os melhores cuidados psicológicos e médicos. Muitos acreditavam que os seus filhos eram homossexuais ou que estavam a lidar com uma série de problemas complicados. Mas todos disseram que se sentiram obrigados por clínicos, médicos, escolas e pela pressão social a aceitar a identidade de género declarada pelos seus filhos, mesmo que tivessem sérias dúvidas. Temiam que a sua família fosse destruída se não apoiassem inquestionavelmente a transição social e o tratamento médico. Todos pediram para falar anonimamente, tão desesperados estavam para manter ou reparar qualquer relação com os seus filhos, alguns dos quais estavam actualmente afastados.

Vários dos que questionaram o auto-diagnóstico dos seus filhos disseram-me que isso tinha arruinado a sua relação. Alguns pais disseram simplesmente: «Sinto-me como se tivesse perdido a minha filha».

Uma mãe descreveu uma reunião com outros 12 pais num grupo de apoio para familiares de jovens trans-identificados, em que todos os participantes descreveram os seus filhos como autistas ou neurodivergentes. A todas as perguntas, a mulher que dirigia a reunião respondeu: «Deixem-nos fazer a transição». A mãe saiu em choque. Como é que as hormonas iriam ajudar uma criança com perturbação obsessivo-compulsiva ou depressão?

Alguns pais encontraram refúgio em grupos anónimos de apoio on-line. Nesses grupos, as pessoas partilham dicas sobre como encontrar prestadores de cuidados que explorem as causas da angústia dos seus filhos ou que se preocupem com a sua saúde e bem-estar emocional e de desenvolvimento em geral, sem cederem automaticamente ao auto-diagnóstico dos seus filhos.

Muitos pais de crianças que se consideram trans dizem que os seus filhos foram apresentados a influenciadores transgénero no YouTube ou no TikTok, um fenómeno intensificado para alguns pelo isolamento e pelo casulo on-line da Covid. Outros afirmam que os seus filhos aprenderam estas ideias na sala de aula, logo na escola primária, muitas vezes de forma acessível às crianças através de currículos fornecidos por organizações de direitos trans, com conceitos como o Unicórnio de Género ou a Pessoa de Gengibre.

Fonte
Continua: 'Queres um filho morto ou uma filha viva?

Os Danos Irreversíveis da Ideologia Trans (1)

Janeiro 06, 2024

Maria Helena Costa

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Por muito que aqueles que me tentam cancelar me ataquem e acusem de «não respeitar o sofrimento das pessoas que sofrem de disforia de género», e sabendo que os activistas não querem saber dos factos, mas sim da ideologia que abraçaram, a verdade, doa a quem doer, é que quando falo em ideologia «trans» não incluo aquelas pessoas que sofrem mesmo de um transtorno da identidade sexual e que, no CID-11, viram o seu transtorno passar a algo tão vago como: «condições relacionadas à saúde sexual» e classificado como «incongruência de género».

O que é o CID 11?

O CID-11 é a Classificação Internacional de Doenças. Logo, o transsexualismo/disforia de género/incongruência de género, o que lhe queiram chamar, só consta do CID-11 porque é de facto uma doença do foro psiquiátrico, que precisa de acompanhamento médico contínuo, medicamentos e cirurgias. Lembro ainda que esta decisão surge depois de a edição anterior – o CID-10, que estava em vigor desde Maio de 1990 – ser aquela que teve o homossexualismo removido da lista, deixando de ser entendido e tratado como doença. Ora, pelas notícias que vamos tendo, o mesmo acontecerá com a pedofilia, que hoje já é uma doença (e quem é que pode ser condenado por sofrer de uma doença?) e que, brevemente, poderá sair no CID-12 como mais uma orientação sexual.

O grande inimigo da ideologia é a realidade!

E, infelizmente, a realidade diz-nos que as pessoas que realmente necessitam de apoio e tratamento estão a ser deixadas para trás e que os adolescentes que "descobriram" que eram trans, nas redes sociais e na escola, passam à frente dos pouquíssimos que realmente estão a sofrer horrores.

E, não adianta acusarem-me de «falta de amor» pelo sofrimento daqueles que sofrem de disforia de género, nem repetir ad nauseam que essas pessoas se suicidam por causa de “pessoas como eu”, pois, quem pesquisa e procura a verdade - sem palas ideológicas - sabe que, sem o tratamento devido e após a cirurgia de «mudança de sexo», quando comparada com a população em geral, o número de suicídios de pessoas transsexuais é 20 vezes maior.[1]

Mas, o que de facto me constrange a escrever para alertar as pessoas, principalmente os pais, é o facto de o Estado português, à semelhança do que acontece um pouco por todo o mundo, ter adoptado as políticas identitárias do género e use o poder legislativo das maiorias de esquerda para as impor à Escola, em todos os ciclos do ensino obrigatório. O que verdadeiramente me preocupa, até porque tenho duas netas,  é que crianças, a partir dos 5 anos, sim, dos CINCO anos, sejam obrigadas a saber o que significa cada letra do abecedário colorido e tenham adultos a confundi-las com a mentira de que «nasceram meninas, mas podem ser meninos quando quiserem», e que, para melhor as confundir, se façam brincadeiras nas quais meninos são retirados da sala, vestidos de meninas e maquilhados pelas educadoras, e depois reentram e são apresentados como sendo meninas que estavam presas num corpo de menino. Isto, caros leitores, é ABUSO! Mentes tão inocentes, que acreditam no Pai Natal e na Fada dos Dentes, não estão preparadas para uma ideologia que as confunde, destrói a percepção que elas têm das diferenças, e as transforma em folhas em branco onde os activistas do género desenham o que muito bem entenderem.

Oh, se os pais se dessem ao trabalho de consultar o site de Educação para a Cidadania no domínio «Sexualidade», na rubrica «desenvolvimento da sexualidade», na sugestão «aceder a mais recursos», nos vídeos sobre Identidade e Género (criados e apresentados por dois transsexuais) e vissem como os seus filhos são claramente incentivados a «mudar de género»… Sim. Há activistas «trans» a incentivar as crianças a experimentar toda a sorte de relacionamentos sexuais e a falar de «mudança de sexo» com exemplos tão levianos como este: «imagina que tens uma caixa de lápis, mas que já não precisas de lápis e sim de canetas. É só tirar os lápis, colocar lá as canetas, mudar o rótulo e, voilá, agora temos canetas»; e a afirmar que os tratamentos de «mudança de sexo» são totalmente reversíveis, caso alguém se arrependa; que há homens que menstruam; etc.

Não é, portanto, de surpreender que cada vez mais crianças cheguem a casa confusas quanto à sua sexualidade/identidade e acusem os pais de serem transfóbicos, caso estes não as levem imediatamente a um profissional de saúde que aceite o auto-diagnóstico delas e as encaminhe, sem qualquer questionamento, para tratamentos hormonais e futuras cirurgias. Os consultórios dos psicólogos estão a abarrotar de crianças com «disforia de género de início rápido».

Se nada for feito, dentro de pouco tempo teremos muitos jovens a arrepender-se e a querer voltar ao seu sexo de nascimento.

Mas, os tratamentos são reversíveis? O que os activistas «trans» dizem às crianças é verdade? Pais e crianças, sabem quais são os efeitos permanentes dos tratamentos de redesignação sexual? Vamos falar sobre isso? Começo pelo primeiro: os bloqueadores da puberdade.

Lupron: castrador químico de pedófilos convertido em «botão de pausa» da puberdade

Já ouviu falar do Lupron? É o medicamento usado na castração química de pedófilos e também quando a puberdade se inicia demasiado cedo e é preciso atrasá-la, que está a ser usado para bloquear a puberdade de crianças, entre os 8 e os 13 anos, que se auto-diagnosticam «trans».

Mas, será que o uso de Lupron é uma intervenção neutra de baixo risco? Imagine que é uma menina de quinze anos, que, ao contrário das suas amigas, não tem pelos púbicos, nunca teve o período, não tem mamas, nunca experimentou um orgasmo e, em termos de tamanho e função, tem a vagina de uma menina pré-púbere. Soa-lhe a uma intervenção neutra? Um fármaco que atrasa o crescimento em altura e peso é uma intervenção psicologicamente neutra?

Não creio. Andar no segundo ciclo com outras meninas da mesma idade, e parecer uma menina da primária é psicologicamente esgotante, para não dizer pior. No entanto, é possível que a mudança na altura, provocada pela hormona do crescimento, seja muito menos profunda do que o dilúvio de hormonas durante os anos da puberdade, que transforma os nossos corpos em adultos sexuais. As hormonas sexuais como a testosterona não têm como único objectivo os órgãos sexuais. Também regulam o cérebro. Há boas razões para crer que têm um papel fundamental no desenvolvimento neurológico de um adolescente. Por que quereriam os médicos receitar medicamentos que o bloqueiem?

O Dr. Marcus Evans, psicoterapeuta, responde:

Creio que todo o sector foi politizado, não há protocolos cuidadosos no tratamento de crianças que se identificam como transgénero, os profissionais de saúde dizem que o tratamento com bloqueadores da puberdade é um acto neutro. De que estão a falar? Vai interferir com a força do desenvolvimento biológico de uma pessoa. Não lhe assegure que é um acto neutro.

Uma menina que toma bloqueadores da puberdade tem consciência de que é diferente das amigas: elas têm seios, pelo nas axilas, problemas com o período, dizem coisas que indicam um despertar sexual, coisas de que ela nada sabe… Ela vai isolar-se e sentir-se cada vez mais alienada da feminilidade.  Assim, não é de estranhar que num recente ensaio clínico 100% das crianças às quais se prescreveu bloqueadores da puberdade tenham decidido tomar hormonas do outro sexo. É uma estatística surpreendente se tivermos em conta que quando não se intervém em tão tenra idade, aproximadamente 80% a 98% dessas crianças supera a disforia de género depois de passar naturalmente pela puberdade. Longe de serem «neutros», os efeitos psicossociais parecem radicais. Os riscos decorrentes do uso dos bloqueadores da puberdade são:  supressão do desenvolvimento da densidade óssea normal e maior risco de vir a sofrer de osteoporose, perda da função sexual, interferência nos processos de amadurecimento cerebral e possível incapacidade de atingir o mais alto nível de inteligência.

A biologia não muda por decretos lei, nem por se introduzir na Constituição da República Portuguesa, como as esquerdas propõem, e há consequências graves quando se tenta contrariar a natureza.

 

Referências bibliográficas: “Un Daño Irreversible”, Abigail Shrier, e “Nadie nace en un cuerpo equivocado”, José Errasti e Marino Pérez Álvarez
[1] Cecilia Dhejne, et al., “Long-Term Follow-Up of Transsexual Persons Undergoing Sex Reassignment Surgery: Cohort Study in Sweden,” PLoS One 6, no. 2 (2011): e16885, https://doi.org/10.1371/journal.pone.0016885

No manicómio global

Dezembro 28, 2023

Maria Helena Costa

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Lia Thomas, transexual, soma recordes na categoria feminina e acende debate: «Tudo o que era justo na natação está a ser destruído». Antiga campeã olímpica diz que Lia Thomas «não está a fazer nada para gerar a menor empatia na sociedade por práticas inclusivas para a comunidade trans».

No manicómio global, a permissividade para com a mentira ideológica destruirá qualquer réstea de sanidade.

Lei aprovada, cá em Portugal, na semana passada:
«Artigo 5º 2 - b) Promover a construção de ambientes que na realização de atividades diferenciadas por sexo permitam que se tome em consideração o género autoatribuído, garantindo que as crianças e jovens possam optar por aquelas com que sentem maior identificação;»

Traduzindo: se um marmanjo, com 16 anos, autodeterminar que é uma rapariga, pode jogar nas esquipas femininas de basquet, andebol, futebol, ou na categoria feminina de natação, corrida, salto em altura, etc. e, depois, pode desfilar nu, com pénis e tudo (tal como faz o Lia Thomas) e tomar banho com elas no mesmo balneário. 

#Éhoradospais
#NÃOàideologiadogénero
#deixemascriançasempaz
#nãosemetamcomosnossosfilhos 

O que se está a fazer às crianças é criminoso

Dezembro 18, 2023

Maria Helena Costa

Estreou ontem, às 21h, a apresentação do documentário "No Way Back" legendado em português, com importantes testemunhos, não só de "detransicionados" como de profissionais de saúde. Numa altura em que vemos aprovadas, nas nossas costas, leis que promovem a confusão de crianças e prevêem a perseguição aos pais que questionem isto, urge ver este documentário e fazê-lo chegar ao maior número de pessoas possível.

 

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